Católicos Online - - - - AVISOS -


...

Pergunte!

e responderemos


Veja como divulgar ou embutir artigos, vídeos e áudios em seu site ou blog.




Sua opinião é importante!









Sites Católicos
Dom Estêvão
Propósitos

RSS Artigos
RSS Links



FeedReader



Download







Cursos do Pe Paulo Ricardo


Newsletter
Pergunte!
Fale conosco
Pedido


PESQUISAR palavras
 

O Valor da Radicalidade Mariana.

Por Maria à Verdade

I

Muitas pessoas em nossos dias ao pensarem acerca da revelação logo imaginam a fabulosa mensagem trazida por Jesus, no entanto, embora tal pensamento não seja desprovido de valor, ainda não pode se dizer adequada e genuinamente cristão. O cristianismo não é nem se fundamenta em uma mensagem, mas sim na em uma Pessoa: Jesus que é Deus humanado, morto e crucificado que ao terceiro dia ressuscitou. Esta é a grande alethéia (verdade = descoberta) do cristianismo. Considerar o cristianismo uma mensagem é provocar seu reducionismo e colocá-lo na mesma dimensão das diversas religiões. Certamente que a presente afirmação causa um certo desconforto em uma época em que todas as demais religiões são vistas tão somente como frutos  ou manifestações culturais.

O Cardeal Ratzinger em uma conferencia que tem o título Cristianismo: A vitória da inteligência sobre o mundo das religiões realizada em 1999 na Sorbone (França) disse: “Ao final do segundo milênio, o cristianismo encontra-se, no próprio lugar da sua difusão originária, na Europa, em crise profunda, baseada na crise da sua pretensão à verdade. Esta crise tem uma dupla dimensão: em primeiro lugar, perguntam-nos com insistência cada vez maior se é certo, no fundo, aplicar a noção de verdade à religião; em outras palavras, se é dado ao homem conhecer a verdade propriamente dita sobre Deus e as coisas divinas. O homem contemporâneo reconhece-se muito melhor na parábola budista do elefante e dos cegos: uma vez, um rei da Índia do Norte reuniu num lugar todos os habitantes cegos da cidade. Em seguida fez passar um elefante diante deles. Deixou que uns tocassem na cabeça, e disse: ‘Um elefante é assim’. Outros puderam tocar na orelha ou na presa, na tromba, nas costas, na perna, no traseiro, nos pelos da cauda. Depois disso, o rei perguntou a cada um deles: ‘Como é um elefante?’. E, conforme a parte que tivessem tocado, respondiam: ‘É como uma cesta trançada…’, ‘é como um vaso…’, ‘é como o cabo de um arado…’, ‘é como um depósito…’, ‘é como uma coluna…’, ‘é como um morteiro…’, é como uma escova…’. Então – continua a parábola – começaram a discutir, aos berros: ‘O elefante é assim’, ‘não, é assim’, se atiraram uns sobre os outros e trocaram pancadas, para grande divertimento do rei. A disputa entre as religiões parece aos homens de hoje como essa disputa entre cegos de nascença. Porque diante do mistério de Deus nascemos cegos, ao que parece. Para o pensamento contemporâneo, o cristianismo não se acha absolutamente numa situação mais favorável em relação às outras religiões, pelo contrário: com a sua pretensão à verdade, parece ser particularmente cego diante do limite de todo nosso conhecimento do divino, caracterizado por um fanatismo particularmente insensato, que incorrigivelmente toma pelo todo a parte tocada na sua própria experiência.”A fé cristã diante das diversas religiões é fundamentalmente diferente, pois entende-se de modo relativo, não se vê como uma religião em par de igualdade diante das outras. A Igreja de Jesus Cristo compreende-se como a religião verdadeira (cf. Jo 14, 16)

O que estamos afirmando fere o sentimento “politicamente correto” próprio da mentalidade contemporânea. Muitos católicos foram martirizado no decorrer da história da Igreja justamente por não aceitar o “politicamente correto”, se negavam em reconhecer o imperador como divino por isso eram condenados à morte.

É preciso compreender que a fé cristã é singular no tocante as várias religiões existentes. No âmbito do mundo das religiões o Cristianismo diferencia-se, pois se compreende não como uma religião a mais, não como um caminho dentre outros que nos conduz a Deus, mas como a verdadeira religião (cf. Jo 14, 6).

Felipe Aquino (2002, p. 37) explica: “Jesus não é simplesmente um grande profeta ou um grande chefe místico iluminado como tantos outros que já surgiram, não, Ele ultrapassa todas essas categorias humanas, Ele é o próprio Deus encarnado, feito homem para sempre, sem deixar de ser Deus”.Conclusão: a fé cristã compreende-se como verdadeira por ter nascido da Verdade em Pessoa; Jesus. Se Jesus é Deus, a fé cristã é a fé verdadeira; se a fé cristã não é a fé verdadeira, Jesus não é Deus que se fez Homem.

II

A Revelação encarnou-se em Maria. A Verdade corporificou-se no seio materno da Virgem de Nazaré: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1, 14). Assim, o conhecimento da Verdade Revelada passa por Maria. Ela esta inteiramente ligada a Ele. Jesus é o fundador da Igreja e o fundamento da fé. Mas a ela Jesus reservou “um papel muito especial na economia da salvação, os cristãos veneraram, amaram e suplicaram a Maria de maneira particularíssima e intensa. Eles atribuíram-lhe uma posição de relevo na fé e na piedade, reconhecendo-a via privilegiada rumo a Cristo, supremo Mediador” (JOÃO PAULO II, 2003, p. 23).

Uma espiritualidade, um carisma autenticamente mariano só pode ser vivido na autenticidade do anúncio radical da Verdade que implica em um comprometimento existencial tendo como paradigma o comprometimento de Maria. Implica em um “sim” autêntico, perene e sem reservas. A relativização da Verdade, não pode fazer parte de um carisma mariano.

É importante notar que ela nos precedeu na fé e no acolhimento da Verdade, aderindo à proposta de Deus com total concordância de sua inteligência e de sua vontade (cf. RM 13). Esta é a medida de um carisma, de uma comunidade, de uma espiritualidade de inspiração mariana. Não pode se dizer adequadamente e conscientemente mariano quem não adere a Deus com total entrega da vontade e da inteligência.

Em uma catequese sobre Nossa Senhora o Santo Padre João Paulo II (2003, p. 26) afirmou: “O seu itinerário de crente inicia ainda antes do princípio da maternidade divina e desenvolve-se e aprofunda-se durante toda a sua experiência terrena. É audaz a sua fé, que na Anunciação crê no humanamente impossível e em Caná impele Jesus a realizar o primeiro milagre, provocando a manifestação dos seus poderes messiânicos (cf. Jo 2, 1-5)”. O Papa diz que a fé de Maria é audaz, o que isso significa? Que aquele que se “matricula” na escola de fé de Maria deve estar disposto a ser corajoso, aguerrido, valoroso, destemido, audacioso. Áh meus irmãos como a Igreja necessita dessa fé de estilo mariano! Muitos católicos se dizem devotos de Maria, mas em verdade são anêmicos espiritualmente, não têm e nem querem ter o vigor da mãe. O perfil da força espiritual de Nossa Senhora foi bem expressado mediante a profecia do velho Simeão dizendo que uma espada traspassaria sua alma (cf. Lc 2, 35), indicando claramente que à mãe estava reservada uma participação singular na paixão do seu Filho (CIC, 964). Ela não se poupou, caminhou com Ele até cruz e, de certo modo, também foi crucificada. Ela não fez como muitos católicos que se dizem marianos fazem: fogem da cruz!

Nossa Senhora não viveu para si e sim para Deus (CIC, 967-968). Assim, deve ser a vida do fiel, da comunidade de inspiração mariana, ou seja, deve ter em mente que sua vida, sua pregação não esta para agradar aos homens. Devíamos seguir o exemplo de São Paulo e dizer: “é assim que falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que examina os nossos corações(1Tss 2, 4). Quantos que se intitulam católicos, devotos da Virgem Maria, se rendem ao mundo, e no momento em que devem escolher em aderir ao projeto de Deus ou os encantos do mundo optam por este último.

Se Nossa Senhora vivesse entre nós, em nossa época, certamente seria taxada de radical, pois, tão somente, seria inflexivelmente fiel ao seu Senhor e com Ele caminharia até a Cruz. Maria não era fundamentalista, mas como não dizer que era radical em sua adesão a Deus? É essa radicalidade, é essa fidelidade mariana que nos falta. Mas ainda é tempo. Matriculemo-nos na escola de Maria. Peçamos a Deus que cada comunidade, espiritualidade, carisma mariano constitua-se uma escola de Maria para conhecermos e vivermos na Verdade.

Prof. Ricardino Lassadier
Fonte:
Emeth

Referências:

- AQUINO, Felipe. Porque sou católico. Lorena-SP: Cléofas, 2002.

- RATZINGER, Joseph. Cristianismo: A vitória da inteligência sobre o mundo das religiões (Internet).

- JOÃO PAULO II, Papa. Maria e a experiência espiritual da Igreja. In: AQUINO, Felipe (org.).A Virgem Maria – Papa João Paulo II: 58 Catequeses do Papa sobre Nossa Senhora. Lorena-SP: Cléofas, 2003.

- A Influência da Virgem Maria na Vida da Igreja. In: AQUINO, Felipe (org.). A Virgem Maria – Papa João Paulo II: 58 Catequeses do Papa sobre Nossa Senhora. Lorena-SP: Cléofas, 2003.

- Encíclica Redemptor Mater (A Mãe do Redentor). São Paulo: Paulinas, 1989.

 


GoNet - PR
Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
5 0
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL

Ver N artigos +procurados:
TÓPICO  ASSUNTO  ARTIGO (leituras: 7970183)/DIA
Vídeos  Mundo Atual  4128 A 'Humanae Vitae' e a apostasia dos cristãos58.73
PeR  Escrituras  1355 Jesus jamais condenou o homossexualismo?29.65
Orações  Comuns  2773 Oração de Libertação14.33
PeR  O Que É?  0516 O Que é a ADHONEP?11.81
PeR  O Que É?  2142 Quiromancia e Quirologia11.17
Diversos  Prática Cristã  4123 Sete coisas que eu aprendi com a pornografia10.74
PeR  História  0515 O Recenseamento sob César Augusto e Quirino10.61
Diversos  História  4042 R.R. Soares e Edir Macedo10.29
Diversos  Protestantismo  1652 Desafio aos Evangélicos: 32 Perguntas9.96
Diversos  Testemunhos  3922 Como o estudo da fé católica levou-me ao catolicismo9.41
Diversos  Igreja  4111 9 coisas que afastam as pessoas da Igreja9.01
Vídeos  Prática Cristã  4127 Como controlar a irritação?8.74
PeR  História  2571 Via Sacra, qual a origem e o significado?8.46
Diversos  Apologética  4109 A virgindade perpétua de Maria na Bíblia8.37
Diversos  Espiritualidade  4126 Evitar a mente perturbada8.28
Diversos  Anjos  3911 Confissões do demônio a um exorcista8.07
Diversos  Ética e Moral  2832 Consequências médicas da homossexualidade7.94
Diversos  Protestantismo  3970 A prostituição da alma7.77
Diversos  Espiritualidade  4121 O Espírito Santo entre nós7.64
PeR  Prática Cristã  1122 As 14 estações da Via Sacra7.63
Vídeos  História  4117 O nascimento da Igreja Católica7.61
Diversos  Prática Cristã  3780 Os pecados mortais mais comuns7.60
Diversos  Testemunhos  3465 Ex-pastor conta como fazia para converter católicos7.41
PeR  O Que É?  0565 Lei Natural, o que é? Existe mesmo?7.13
Ao príncipe deste mundo foi ocultada a virgindade de Maria, seu parto e também a morte do Senhor.
Sto. Inácio de Antioquia (35-110)

Católicos Online