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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 506 – agosto 2004

Em via de Beatificação:

 

UMA FAMÍLIA CATÓLICA QUE ABRIGAVA JUDEUS

 

Em síntese: Um casal e seus sete filhos foram assassinados pelas tropas nacional-socialistas na Polônia durante a segunda guerra mundial por estar abrigando em esconderijo oito judeus perseguidos. O fato, que ocorreu aos 24/03/1944, tem suscitado, entre os fiéis poloneses, o desejo de que seu heroísmo seja reconhecido mediante um processo de canonização. Este, aliás, já foi iniciado.

* * *

Distinguiremos a notícia do martírio e os passos a ser dados para chegar à canonização.

1. A Notícia

A Agência ZENIT publicou o seguinte comunicado em data de 14/01/2004:

"A arquidiocese de Przemysl, na Polônia, está ativando, nestes meses, a Causa de canonização de uma família católica cujos membros foram assassinados pelos nazistas por haver abrigado, durante a segunda guerra mundial, oito judeus. Jozef e Wiktoria Ulma foram mortos em sua residência na cidade de Markowa aos 24 de março de 1944 por estar escondendo oito judeus que haviam escapado de ser internados em campo de concentração por parte das forças de ocupação alemãs.

Também foram vítimas mortais os filhos do casal: quatro meninos e duas meninas, de dezoito meses a sete anos de idade. A Sra. Ulma estava grávida quando lhe tiraram a vida.

‘Por causa deste singelo gesto de amor cristão, os genitores e sua prole pagaram com a sua vida', observou o Padre Stanislaw Jamrozek, Postulador da Causa.

O pedido de canonização partiu dos próprios moradores da região de Markoza, que dessa maneira quiseram manifestar sua amizade à memória de tais pessoas".

Como se vê, a perseguição uniu católicos e judeus, dissipando preconceitos. Na verdade, não só os judeus, mas também os católicos foram violentamente atingidos pelo furor nazista.

2. Os passos para a Canonização

Escreve o Pe. Arlindo Rubert em seu livro "Santoral do Clero Secular":

"O itinerário para um processo regular de canonização segue os seguintes trâmites: quando morre alguém com fama de santidade ou de martírio, após ter recolhido os escritos e os dados biográficos convincentes, se encaminha à Congregação das Causas dos Santos um pedido a fim de obter o 'Nihil obstat' para a introdução da Causa em âmbito diocesano. Constituído o tribunal eclesiástico pelo respectivo bispo, depois de obter o 'Nada obsta', se inicia o processo diocesano, reunindo dados biográficos, escritos e ouvindo principalmente testemunhas 'de visu' (oculares) ou 'de auditu' (auriculares). Terminado o processo diocesano, é entregue à Congregação para as Causas dos Santos, providenciando-se a nomeação de um postulador residente em Roma. O candidato já é chamado Servo de Deus. A Congregação, examinando o processo, se é o caso, declara a validade do mesmo. Oportunamente se faz oficialmente a introdução da Causa, para a qual é nomeado também um relator. Seguem-se as seguintes etapas:

I.   Declaração das virtudes heróicas ou do martírio do candidato, que recebe o título de Venerável.

II.  Alcançando um milagre comprovado, dispensado no caso de martírio, segue-se a beatificação, e o Venerável se torna Beato, com culto restrito.

III. Mediante mais um milagre comprovado, o Beato pode ser canonizado e receberá o título de Santo e terá culto estendido a toda a Igreja".

Num olhar retrospectivo deve-se dizer que até o início da Idade Média a veneração tributada a uma pessoa falecida em odor de santidade dependia da aclamação popular (vox populi) aprovada pelo Bispo local. Não se realizava estrito processo prévio para examinar a idoneidade da pessoa popularmente tida como santa. A fim de evitar equívocos e abusos, o Imperador Carlos Magno (768-814) prescreveu a necessidade de aprovação do Bispo para cada caso. Aos poucos foi-se introduzindo oportuno aparato jurídico: assim para se iniciar a veneração de um(a) Santo(a) em determinado território, tornou-se obrigatória a decisão do respectivo sínodo provincial; quando se queria dar maior relevo à figura de determinado(a) Santo(a), pedia-se a aprovação de um sínodo romano. A primeira solene declaração de santidade assim efetuada foi a de Santo Udalrico (t 973), Bispo de Augsburg (Alemanha); canonizou-o ([1]) o Papa João XV no sínodo romano de 993. Teve assim início à praxe das canonizações papais. Em 1234 o Papa Gregório IX reservou à Santa Sé 0 direito de canonizar, o que vem acontecendo até hoje, mediante a observância de normas jurídicas cada vez mais precisas, destinadas a garantir a autenticidade das declarações de santidade. Excetuados os casos de martírio, não há Beatificação nem Canonização sem milagre, sinal dado por Deus e bem examinado e "diagnosticado" pela ciência em favor da santidade da pessoa a ser exaltada.

 

Dom Estêvão Bettencourt

 



[1] "Canonizar" é inscrever no cânon ou catálogo dos Santos.


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