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DEUS CRIOU O MAL?

Fonte: MAGISTERIOTRADICAOESCRITURAS, agosto 21, 2018

Nando Gomes

Deus não é o autor do mal, posto que todo mal é pecado, imperfeição, e sendo Deus Bondade e Perfeição em pura essência, de modo algum poderia tê-lo criado. Mas há um ponto tormentoso, que reside no fato de que, se em todo o Universo, apenas Deus é Força Criadora de todas as coisas, se tudo fora criado Nele, por Ele e para Ele, e nada existe ou poderia existir sem Ele, como não lhe atribuir também a autoria do mal?


São Miguel Arcanjo, rogai por nós, amém.

E as Escrituras registram:

“Ele CRIOU TUDO para a existência” (Sabedoria 1, 14)

“O Eterno TUDO CRIOU sem exceção” (Eclesiástico 18, 1)

“Porque Dele e por Ele, e para Ele, são todas as coisas” (Romanos 11, 36)

Neste contexto, se existe o mal, como poderia Deus não tê-lo feito?

Ensinou São Dionísio, o areopagita, discípulo de São Paulo (Atos 17. 34), que o mal só pôde existir no universo porque anteriormente havia o Bem, embora seja certo que o Bem não produza o mal.” (IV cap. De Div. Nom. lect. XVI).

Explica o santo, que o mal existe pela desordem na prática do bem, desordem causada pela natureza pecaminosa que gerou em nós a completa ausência de Comunhão com Deus, que é a causa única de toda a nossa imperfeição.

O mal, portanto, não existe, não pode existir como entidade autônoma ou elemento metafísico que integra a Obra Divina Criada. 

Assim, o mal existencial, ou é a imperfeição no Bem que se realiza, ou a privação do Bem que se deixou de realizar num ato praticado:

 “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (São Tiago 4, 16)

O mal é um acidente do Bem, causado pela busca desse Bem desregradamente na forma ou com finalidade errônea. 

É a deficiência que haure da carência da Plenitude de Deus como objeto final do ato humano, o qual até visou em princípio um proveito benéfico e útil.

Eva buscou desordenadamente um Bem, a imortalidade, que não dependesse da Comunhão com Deus, e por isso produziu o mal, produzindo o pecado. (Gn 3. 2-5)

O Bem para o homem consiste não apenas em agir com ética ou visando proveito útil, mas agir visando o alcance de Deus neste seu ato.

O mal consiste num agir humano, ainda que moralmente ético e buscando proveito útil para si ou terceiros, mas que não pretende como objetivo final o alcance de Deus.

O amor entre homem e mulher é um Bem Ordenado, mas a paixão o perverte quando coloca a apetência erótica, o puro desejo acima da mútua assistência afetiva, moral e espiritual entre os cônjuges.

Um ato é benigno apenas quando nele se busca alcançar Deus como fim principal.

Nisto a caridade difere da mera filantropia.

A filantropia é toda boa ação voltada para o homem como objetivo final. É o amor pelo homem, por causa do homem. (filos = amor + antropos = homem)

Já Caridade (chàris = ação da Graça) é o conjunto de todas as boas ações em favor do homem, não pelo homem, mas por Deus que está nesse homem em Imagem e Semelhança.

Esse princípio caritativo constitui a base do Mandamento da Graça, para que nos amemos uns aos outros e ao próximo como a nós mesmos. (São Marcos 12. 30-31)

Por esta razão, a filantropia é inservível para Deus e para nossa salvação. 

E sendo inservível a Deus, torna-se um Bem imperfeito, impuro, e, portanto, um mal no sentido moral e finalístico da ação, embora no âmbito temporal e terreno possa produzir bons efeitos.

O mal é a bondade incompleta e imperfeita por lhe faltar algo substancial que é Plenitude e a Firmeza do alinhamento à vontade Divina.

O mal é a conversão do Bem numa capacidade voluntária ou involuntária de destruir.

E nenhuma ação pode ser considerada boa se lhe falta a Bondade Plena.

Deus então, em sua ONIPOTÊNCIA, atua na desordem, atua no caos da atitude humana ao ordená-la ao seu fim reto.

O alinhamento da vontade humana pela vontade de Deus através da Graça, é a causa única, eficiente e suficiente da extinção do mal.

Deus não realiza o mal, pois sua essência imutável é a BONDADE.

Ele é o BEM PERSONIFICADO.

Já no ser humano, esse Bem está como atributo, lhe sendo possível senão por participação em Deus na Comunhão com Cristo.

Alguns, sem as chaves da Autoridade Eclesiástica, interpretam erroneamente Isaías 45. 7, onde se diz: “Faço a paz, e crio o mal; Eu, O senhor, faço todas as coisas.”

Uma coisa pode existir por obra do agente mediante a criação direta ou por mera tolerância temporária. 

O mal tolerado provém da permissão Divina para nos elevar à Perfeição, cumprindo seu propósito de Justiça.

Deus é sempre Bom, a toda hora, a todo momento, e em todos os seus movimentos, mesmo que aparentemente em nossa visão limitada não vejamos o Bem que Deus realiza através de algo mal, atuando neste mal para ordená-lo a perfeição.

Ensinou Santo Tomás:

 “O mal age em virtude do bem deficiente. Se pois o bem faltasse totalmente, não haveria nem ação; e se o bem não fosse deficiente, não haveria mal. Por onde, a ação causada, em virtude de um bem deficiente há de ser também deficientemente boa: é boa relativamente, e má absolutamente.” (Q 18, art 1º Suma Teológica. Dos Atos humanos)

Neste sentido ditou o Apóstolo Primaz:

“aparte-se do mal e faça o bem, busque a paz e siga-a.” (I São Pedro 3, 11


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