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Ideologia de gênero – Europa enlouqueceu

 

 

Sergio Sebold

Economista e pesquisador independente

[email protected]

 

 

 

Nem todos alcançam o entendimento, e muitos ainda dizem que isto é papo de filósofos e velhos que não têm nada que fazer e querem atravancar o avanço do “progresso social”, a vitória da “ideologia de gênero”. O sucesso significa liberdade de toda a perversão sexual, incesto, pedofilia, zoofilia, sodomia; incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), controle do Estado sobre a educação dos filhos; extinção da família tradicional pai-mãe-filhos;  e por fim a transformação de uma sociedade amorfa sem qualquer diretriz de valores morais, caldo perfeito para dominação de regimes totalitários.

 

Mas os intelectuais que advogam, na parte mais superior da hierarquia sócio/cultural, suas famílias vão muito bem, obrigado. Eles mantêm sua dinastia. “Nos, os trouxas, é que vamos nesta onda” (Olavo de Carvalho). Estes grandes “intelectuais” e filósofos, têm seus simpatizantes que fazem o meio de campo, daí vão dando palestras pelo mundo propalando suas ideias “progressistas”.

 

Não dá para entender que a civilização ocidental cristã, a mais avançada do mundo, consiga se deixar influenciar por uma minoria psicopata. O berço do conhecimento universal foi iludido como patinhos, por uma ideologia totalitarista. Se fosse no Brasil, segundo alguns que estamos 50 anos de atraso, haveria uma explicação. Mas como a Europa, com uma consciência avançada de cidadania, pode cair tão fácil num engodo desses?  Como são considerados países avançados, já vêm cultivando essa nefasta ideologia há pelo menos 30 anos. Aquelas crianças deste período já estão apresentando seus primeiros sintomas da síndrome “transgênica”.

 

Todos os países que abraçaram a causa estão agora pagando caro pela ousadia de quererem destruir a família. São crianças, hoje adultos, totalmente perdidos, na sua identidade, pedindo socorro nos centros psiquiátricos. O número de suicídios aumentou dramaticamente, pouco divulgado pela grande mídia. Segundo alguns pesquisadores, a Suécia está liderando este avanço da ideologia de gênero.

 

Os dados a seguir foram tirados do portal “lifeSiteNews” de Jonas Himmelstrande. As crianças, que “felizmente” ainda não são muitas, ou do millennial generation não querem mais ter filhos; estas a partir de um ano de idade são enviadas (obrigadas) para as creches subsidiadas pelo Estado (no Brasil querem fazer a mesma coisa), onde permanecem desde a amanhã até final da tarde. A falácia é permitir que os pais possam trabalhar e pagarem pesados impostos; inclusive a mãe, pois a ideologia de gênero impede a mulher de ficar “trancada em casa e no fogão” conforme uma expressão sueca. Com o acréscimo  de 100.000 novos “suequinhos” anuais, as estatísticas mostram que das crianças de 18 meses até 5 anos de idade, 92% estão nas mãos do estado para serem doutrinadas. Há vídeos no Youtube onde parquinhos infantis nas escolas simulam um falo gigante para as crianças deslizarem por dentro, e por aí vai.

 

Paradoxalmente, as leis são generosas com as mães até os 18 meses, onde elas têm todas as vantagens, no desespero de uma população em declínio vertical. Para disfarçar o domínio estatal, “você é livre, não é forçado a seguir estas regras...” pressupondo um país livre, comenta o Site. Mas são alardeados os benefícios das creches e a qualidade do ensino pelos meios de comunicação e outras insinuações, fazendo sutilmente com que os pais que mantêm seus filhos até 4 anos em casa se sintam socialmente marginalizados.

 

O currículo nacional evita “estereótipos” de gênero, segundo os padrões atribuídos pela sociedade a cada sexo. As escolas mais “avançadas” evitam os termos “ele” (han) ou “ela” (hon), usando um termo sexualmente neutro “hen”, termo inventado para o caso. Termo amplamente usado por homossexuais e feministas. Algumas escolas têm o “requinte” de contratar “pedagogos de gênero” para ajudar professores a removerem de suas estruturas mentais as referências masculinas e femininas tanto na linguagem como no comportamento. Mais um pouco eu vomito.

 

Os livros clássicos infantis, que permitiram criar uma sociedade rica e próspera como o são a Suécia estão sendo substituídos por cenários de duplas homossexuais, mães solteiras, crianças adotadas, ensinando “novas formas de brincar” (como experiências de masturbação). Jenny Johnsson, uma professora da escola, afirma candidamente: “a sociedade espera que as meninas sejam femininas, delicadas e bonitas e os meninos sejam masculinos duros e expansivos”. A escola lhes permite a “fantástica” oportunidade que sejam ”qualquer coisa que queiram ser”.

 

Em maneiras e graus diferentes, todos os países estão aplicando esta nefasta doutrina, para não ficar para trás ou serem taxados de retrógados.

Segundo o jornal “Gloucester Citizen”, o número de crianças submetidas a tratamento psicológico no sistema de saúde pública do Reino Unido deu um salto de 1000% nos últimos cinco anos. Em nome da “evolução” civilizatória, o custo/benefício em termos de resultado foi negativo nesta experiência histórica. Com números desta ordem, todos aqueles “teóricos” da ideologia deveriam ser colocados na cadeia. Para os que já se foram, a cadeia será o julgamento divino.

 

Se o leitor achou estranho, talvez até abjeto o tema, verifique nas escolas públicas o que hoje estão oferecendo. Veja as cartilhas distribuídas pelo MEC, desrespeitando as leis do Congresso Nacional (BNCC) que rejeitou a ideologia de gênero.

(15/11/2017)

 


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