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O MÉRITO E A GRAÇA DA SALVAÇÃO

Nando Gomes

 

Nossa salvação é MERITÓRIA da parte de CRISTO.

É gravíssimo o erro 1 de supor que não haja MÉRITOS na salvação da raça humana.

A Graça de Deus, a qual outorga ao indivíduo o favor imerecido da salvação, precedeu aos Méritos de Cristo no calvário. Esses Méritos estão em sua Natureza Humana,2 a qual fora ofertada em sacrifício por todos nós, mediante a Obediência ao Pai e a Caridade por nossa salvação, sendo incessantes e contínuos por todas as gerações:

"Que MÉRITO teria alguém se suportasse pacientemente os açoites por ter praticado o mal? Ao contrário, se é por ter feito o bem que sois maltratados, e se o suportardes pacientemente, isto é coisa agradável aos olhos de Deus. (I São Pedro 2, 20)"

"Seu ZELO LHE FOI IMPUTADO COMO MÉRITO, de geração em geração, para sempre. (Salmos 105, 31) "

“CRISTO, levado da Caridade e da Obediência, se humilha até à morte da cruz (Suma Teológica, art. 1 Q 53, da Ressurreição in Santo Tomás de Aquino)”

A participação nos Méritos do Cordeiro Imolado nos é oferecida gratuitamente (Graça Salvífica), para nos tornar merecedores da salvação, por Cristo e em Cristo:

"toda a misericórdia colocará cada um em seu lugar, CONFORME O MÉRITO de suas obras e a sabedoria de seu comportamento. (Eclesiástico 16, 15)"

Nem por tudo que fizermos mediante nossos próprios méritos, poderemos saldar os débitos que contraímos para com a Justiça Divina por termos incidido no pecado.

E sem a infusão nos Méritos Divinos do Redentor, depositados em sua Humanidade sacrificada, o ser humano nada pode fazer ou merecer de bom, generoso, aprazível e SALVÍFICO aos olhos de Deus.

Esclarece Tanquerey:

“É toda Trindade que nos confere essa PARTICIPAÇÃO da vida Divina, POR CAUSA DOS MÉRITOS e satisfações de Jesus Cristo. Pelos seus Méritos, Cristo reconquistou o nosso direito a Glória, para nos santificarmos e merecermos o céu. JESUS É A CAUSA MERITÓRIA DA NOSSA SALVAÇÃO." (Compêndio de Teologia Mística e Ascética, Adolph Tanquerey, Cap. II – Da parte de Deus na vida cristã. p. 61 e 81)

A infusão nas Virtudes Superiores do Cordeiro, nos traz a Comunhão com seu sacrifício, no qual nos tornamos seus Consortes, em seu Corpo Místico, "a fim de tornar por este meio, PARTICIPANTES DA NATUREZA DIVINA, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo." (II Pe 1.4)”

Mas é certo que a JUSTIÇA PERFEITÍSSIMA de Deus, implica numa simetria, uma proporcionalidade entre ação humana e recompensa Divina. Ora, toda retribuição, em qualquer sistema judiciário, impõe indispensável análise entre conduta e resultado, mérito e recompensa, assim como demérito e punição, conforme Escrito:

"Eis que venho em breve, e a minha RECOMPENSA está comigo, para dar a cada um conforme as suas OBRAS. (Ap 22, 12)"

"Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do JUSTO JUÍZO DE DEUS, que RETRIBUIRÁ A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade; mas ira e indignação aos contumazes, rebeldes à verdade e seguidores do mal." (Rom 2. 5, 6, 7 e 8)”

E quanto a Justiça Divina e sua Lei, imutável e eterna, ensinou Santo Agostinho:

“Lei eterna é chamada a Razão Suprema (em Deus), a qual é preciso obedecer sempre, e através da qual os obedientes dispõe da felicidade eterna, e os desobedientes a infelicidade. Na lei temporal dos homens, nada existe de justo e legítimo que não se tenha tirado da Lei Eterna. (Do Livre Arbítrio, Cap. VI Part. I, A Essência do Mal p. 41)”

Os Mérito de Cristo são dispensados a toda raça humana, através da Graça.

Os atos sacrificiais do Cordeiro são simultaneamente satisfatórios para Justiça, e meritórios para recompensa.

Pela satisfação, somos excluídos da justiça punitiva Divina através da exclusão da culpa e das penas provenientes da agressão a Deus, todas as vezes em que pecamos.

E pelo mérito, somos elevados a um Estado de Perfeição, Santidade e Justiça que nos permite acesso a Deus para usufruirmos dos Bens que ele criou para todos nós, como a Felicidade Plena na Vida Eterna.

Se os nossos atos e condutas jamais pressuporão mérito, justiça ou benignidade, senão quando movidos pelo próprio Deus, é a Graça, pois, a Natureza Divina participada aos indivíduos,3 nos regenerando e perseverando em santidade, gerando os atos deiformes pelos quais nos tornamos imitadores de Cristo:

“Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo. (I Coríntios 11.1)"

A Graça de Deus é uma vertente do Amor Benigno, ou como enfatizava Santo Agostinho: “a Graça é a luz da alma, a nos guiar rumo ao Amor de Deus e ao Amor ao próximo.4

Graça e Amor de Deus (Ágape) não se diferenciam, sendo aquela, o Amor de Deus em movimento rumo ao ser humano, para lhe permitir realizar os principais preceitos da Lei Divina: Caridade e Justiça.

Esses preceitos excedem a capacidade natural do indivíduo, cuja ausência da Graça, torna-se apenas capaz do cumprimento de certas leis morais.

Ora, a LEI DIVINA distingue da lei moral humana,5 posto ser muitíssimo superior.

O ser humano decaído, naturalmente se inclina em transgredir a Lei Eterna de Deus, cujo preceito maior é o AMOR, em razão basicamente, de duas espécies de amores imperfeitos.

O primeiro é o “amar” ao outro ser por benefício próprio (Eros), mediante aos seus adornos externos e físicos. Já o segundo se predica no “amar” ao próximo pelo que este é (Filos), pelas virtudes e semelhança do ser amante, encontradas no ser amado.

Mas o movimento que a Graça de Deus nos infunde, orienta no AMOR CARIDOSO ou PERFEITO (Ágape), quando se ama independente do mérito do que é amado, mas por ser ele, por mais errante e transgressor, a imagem de Deus.

A Lei, embora justa, santa e perfeita6 em sua natureza, era imperfeita em sua eficácia, pois imprimia no indivíduo a busca da Graça e os favores Divinos da remissão e da salvação, no seu cumprimento por méritos humanos.

A Graça aperfeiçoa a eficiência da Lei Divina, pois nos move espontaneamente ao seu cumprimento, independente dos nossos esforços vãos e inúteis.

O que há de bom no ser humano pode até vir exclusivamente da sua condição moral.

Mas o que há de SUBLIME só pode ocorrer pela Graça de Deus, que lhe move o seu arbítrio ao Bem Perfeito, que visa Deus como última ratio, razão principal e final do movimento.

Eis ai a distinção: o bom relativo existe sem a Graça de Deus; mas o BOM SUBLIME somente através dela.

Toda raiz de BONDADE SUBLIME nos indivíduos é obra puramente da Graça de Deus.

Mas para correspondermos a essa Graça, devemos nos entregar plenamente ao Cristo. Entrega plena significa entrega ao CORPO MÍSTICO DE CRISTO, formado por sua IGREJA, Depositária das Verdades Reveladas aos Apóstolos, e transmitidas aos seus sucessores,7 além da relação UNITIVA com a SANTÍSSIMA TRINDADE, e com os membros santificados que são os anjos e os santos, poderosos intercessores de bênçãos, que nos ajudarão a trilhar o caminho da perseverança e santidade, provindo adesão ao Caráter de CRISTO, que nos tornará justos, caridosos, santos, humildes, contritos e amorosos, sendo que nesses seus atributos messiânicos, nos aperfeiçoarmos, dia após dia.
https://afecatolicanasescrituras.blogspot.com.br/2016/12/a-intercessao-de-abel-em-favor-de-caim.html e https://afecatolicanasescrituras.blogspot.com.br/2016/12/mediacao-salvifica-e-intercessao-dos.html

Através da comunhão com o seu sacrifício, Cristo infundiu em nós o Dom Espiritual de dar satisfação pelos nossos pecados, e daí ainda, merecer vida e felicidade eternas.

Isto é a Graça, tomada em seu sentido mais importante, o sentido salvífico.

Cristo não se contentou apenas em merecer por nós, senão, de nos participar os seus méritos. Mas isso não basta, pois é indispensável usar esses Méritos de CRISTO participados, em todo nosso ser, quer nas ações espirituais, pensamentos, vontade e na conduta concreta.

__________

1. O protestantismo defende, em sua teoria da “sola fides” a inexistência dos méritos de Cristo infusos no ser humano para fins de salvação. Para os protestantes, basta crer e declarar verbalmente a salvação, independente de qualquer efeito prático da Graça sobre as ações humanas.

2. "Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. (São João 1, 16) «"

"em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude. (Eclesiástico 24, 25)" "eis que agora ele vos reconciliou pela morte de seu corpo humano, para que vos possais apresentar santos, imaculados, irrepreensíveis aos olhos do Pai. (Colossenses 1, 22)"Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. (Efésios 2, 8) "

3. Pois não são justos diante de Deus os que ouvem a lei, mas aqueles que cumprem a lei é que serão justificados.” (Romanos 2,13); “Por que vocês me chamam ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazem o que eu digo?”(São Lucas 6,46); “Sede santos, como eu sou santo.” (I Pe 1. 16)

4. O Livre Arbítrio.

5. A lei moral visa apenas regular a conduta individual, de acordo com a cultura e os valores de uma sociedade. Pode ser boa, se tiver como fundamento a Lei Divina, ou ruim, caso considerada apenas a conveniência e os interesses temporais.

6. “a Lei é santa, e o mandamento santo, justo. (Rom. 7, 12)” - “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. (São Mateus 5, 17)"

7. “Designavam presbíteros em cada congregação. (At 14, 23). Migraram depois para Roma: “Apareceu-lhe o Senhor e disse: Deste testemunho de mim em Jerusalém, importa também que dês em Roma. (23, 11)”


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