Católicos Online - - - - AVISOS -


...

Pergunte!

e responderemos


Veja como divulgar ou embutir artigos, vídeos e áudios em seu site ou blog.




Sua opinião é importante!









Sites Católicos
Dom Estêvão
Propósitos

RSS Artigos
RSS Links



FeedReader



Download







Cursos do Pe Paulo Ricardo


Newsletter
Pergunte!
Fale conosco
Pedido


PESQUISAR palavras
 

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 527/Maio 2006

Livros em Destaque

Fala o psicoterapeuta:

 

“A VERDADE NÃO É RELATIVA”

(Mark Baker)

 

O psicoterapeuta Mark Baker narra o caso de casais que não que­riam dar ordens aos filhos, mas deixavam que escolhessem as modali­dades do seu comportamento, como se não houvesse um referencial permanente e absoluto da Verdade e do Bem. O resultado de tão liberais atitudes foi a desgraça dos filhos e a infelicidade dos pais. É o que se pode perceber através da leitura dos relatos de Mark Baker, que abaixo vão transcritos:

Como subsídio para a compreensão dos textos, seja recordado quanto foi dito em PR 526, p. 134: Baker procura evidenciar a concordân­cia da psicoterapia com as normas do Evangelho; mostrando como ela se dá na sua experiência de clínico muito solicitado. Dessa sua experiên­cia resulta o livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", do qual são extraídas as secções seguintes:

 

1. A VERDADE NÃO É RELATIVA

"Que o vosso 'Sim' seja 'Sim' e o vosso 'Não' seja 'Não'". Mateus 5, 37

"A Sra. Parker telefonou-me em pânico. Seu filho, Nathan, tinha abandonado o segundo grau e sido preso por estar dirigindo embriaga­do. Ela temia que a vida dele estivesse ficando cada vez mais sem limi­tes. Após alguns minutos de conversa, convidei a família inteira para fa­zer terapia.

O Sr. e a Sra. Parker tinham uma única diretriz com relação a Nathan: 'Só queremos que ele seja feliz'. Achavam que estavam investindo em sua felicidade quando, em vez de colocar limites quando ele era criança, ofereciam-lhe alternativas para que escolhesse. Por exemplo, em vez de determinar uma hora fixa de dormir quando o filho estava na escola pri­mária, perguntavam: 'Nathan, você quer ir dormir tarde e ficar cansado amanhã o dia inteiro ou prefere Ir dormir agora e se sentir descansado e bem-disposto quando acordar?' É claro que Nathan preferia ir dormir mais tarde, o que fazia com que estivesse freqüentemente cansado quando criança. O casal não queria ser autoritário com Nathan, de modo que tentaram ensinar que tudo tem conseqüências, dependendo das esco­lhas que fazemos.

Mas na época Nathan não tinha maturidade para entender isso, e essa atitude dos pais o deixava inseguro, achando que eles não sabiam o que fazer e por isso estavam sempre lhe perguntando o que ele prefe­ria. A vida de Nathan ficou descontrolada porque lhe deram uma respon­sabilidade que ele não era capaz de assumir. Quando temos sete anos e acreditamos que ninguém dirige o universo, chegamos à conclusão de que nada importa. Para Nathan, a verdade era relativa, e a realidade era como a criávamos.

Na verdade, Nathan precisava de que seus pais soubessem das coisas. Como criança, ele precisava de que eles estabelecessem limites, fazendo-o sentir-se seguro, e que dessem respostas diretas às suas per­guntas. Obrigar uma criança cedo demais a decidir por si mesma pode ter conseqüências negativas. Nathan necessitava de aprender que a ver­dade não é relativa, mesmo que cada um de nós a veja a partir de sua própria perspectiva pessoal.

A vida ainda é bem difícil para a família Parker, mas está melhoran­do. O Sr. e a Sra. Parker admitiram que desejam outras coisas para Nathan além das que lhe transmitiam. Eles querem que o filho seja respeitoso, responsável e uma companhia agradável. Eles sempre desejaram isso, mas achavam que impor seus desejos ao filho prejudicaria a felicidade dele. No entanto, à medida que os pais são mais claros com relação ao que querem dele, Nathan está se tornando um rapaz mais feliz. Respei­tar o ponto de vista uns dos outros não significa que tudo é relativo.

Acreditar que a verdade é relativa e que nada realmente importa é exatamente o oposto do que Jesus ensinou. Mas tudo é importante. O que ocorre é que, apesar de a verdade ser absoluta, nós a percebemos de forma relativa. Foi por isso que Jesus disse: "Eu sou a Verdade" (João 14, 6). Ele sabia que não compreendemos objetivamente as verdades mais profundas da vida; nós nos aproximamos delas. Sempre interpreta­mos o que percebemos, o que significa que nunca somos realmente ob­jetivos a respeito de nada.

Acreditar que a verdade é relativa significar afirmar que não existe uma verdade objetiva, de modo que cada um pode fazer o que quiser. Jesus ensinava a fazer do nosso "sim um sim" porque queria que fôsse­mos pessoas de convicção".

 

II. O PROPÓSITO DAS REGRAS ESPIRITUAIS

"Não penseis que vim abolir a lei"  Mateus 5, 17

"O casal Tompkins me telefonou porque estava tendo dificuldade em controlar a filha adolescente, Amanda. Era uma jovem excepcional­mente inteligente e tinha sido uma aluna exemplar na escola até dois anos antes. Então ela fora reprovada na maioria das matérias, costuma­va matar aulas e tinha problemas por causa do seu comportamento. A criança-modelo transformara-se em pesadelo.

O Sr. e Sra. Tompkins eram pessoas extremamente amorosas e bondosas. Parecia injusto que a filha de pessoas como eles tivesse um comportamento tão nocivo.

Enquanto conversávamos a respeito do que estava acontecendo, descobri que eles podiam estar involuntariamente contribuindo para o problema. Ambos haviam sido criados por pais autoritários cuja discipli­na era muito rígida e punitiva. Para compensar essa falta de amor, resol­veram exercer a disciplina na sua família de maneira bastante diferente daquela com que tinham sido criados.

O casal estava tentando ser o mais carinhoso possível com a filha, mas eles achavam que o amor não podia colocar limites. Agindo assim, pensavam estar respeitando a filha deixando-a fazer tudo o que quises­se. Achavam que ela só se sentiria amada se soubesse que eles confia­vam na sua capacidade de julgamento. Mas o que não compreendiam era que, além de respeito e confiança, o amor precisa colocar limites que dêem segurança à criança.

Com a ajuda da terapia, os Tompkins foram capazes de estabele­cer algumas regras no seu relacionamento com Amanda: tratar os outros com respeito, honrar o toque de recolher e cumprir compromissos como irá escola e realizar tarefas que lhe fossem designadas. No início Amanda ficou furiosa com os pais. Mas com o tempo as coisas começaram a mudar. A freqüência de Amanda à escola melhorou, ela começou a pas­sar menos tempo na sala do diretor e a sua linguagem em casa tornou-se mais civilizada. No entanto, a mudança mais importante foi o fato de que em poucas semanas a jovem pareceu mais feliz. A família Tompkins des­cobriu a antiga verdade que Jesus pregou há muito tempo. Quando usa­das da maneira apropriada, as regras existem para nos ajudar a exercer melhor o amor" (obra citada, pp. 98s).

 

III. COMENTANDO …

­OS textos de Mark Baker atrás transcritos põem em relevo dois grandes princípios, a saber:

1) A Verdade e o Bem não são relativos ou dependentes das circunstâncias em que se encontre o indivíduo. A Verdade e o Bem atra­vessam os tempos, permanecendo sempre iguais a si mesmos. Não se diga: "Cada um na sua (verdade ou ética)". Sem dúvida, a prática concre­ta do Bem deve levar em conta a situação precisa em que se acha o indivíduo, mas o Bem fica sendo sempre o mesmo. Com outras palavras: não posso dizer: "O divórcio é um bem para mim, porque preciso de aca­bar com o martírio da minha vida conjugal. O divórcio não é um bem para ti, porque não precisas dele". Não obstante, posso recorrer a uma sepa­ração judicial, que não anula o casamento. Por conseguinte não toca ao educando fazer tudo o que ele queira sob a alegação de que isto é um bem (real?) para ele.

2) O educando é inexperiente e inseguro. Por isto ele precisa de sentir firmeza e segurança da parte dos educadores (pais e mestres), embora ele possa fazer as vezes de muito convicto daquilo que diz. Daí se segue o dever, dos educadores, de se mostrar seguros e firmes na orientação da vida. O adolescente poderá recalcitrar a princípio, mas aos poucos se adaptará ao ritmo certeiro dos educadores. Estes assim pode­rão incutir-lhe o enorme benefício de ter uma vontade decidida e enérgi­ca, capaz de aceitar os desafios da vida e de perseverar na luta em prol do Bem.

A visão religiosa e a visão psicológica convergem nestes dois pon­tos, conforme Mark Baker.

Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
8 0
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL

Ver N artigos +procurados:
TÓPICO  ASSUNTO  ARTIGO (leituras: 9430975)/DIA
PeR  Escrituras  1355 Jesus jamais condenou o homossexualismo?82.37
Diversos  Prática Cristã  3780 Os pecados mortais mais comuns22.92
Orações  Comuns  2773 Oração de Libertação15.27
Diversos  Apologética  4169 Comer sua carne literalmente?14.12
Aulas  Doutrina  1497 Ser comunista é motivo de excomunhão?13.76
Diversos  História  4042 R.R. Soares e Edir Macedo13.62
PeR  O Que É?  0516 O Que é a ADHONEP?13.20
PeR  História  0515 O Recenseamento sob César Augusto e Quirino12.08
Diversos  Protestantismo  1652 Desafio aos Evangélicos: 32 Perguntas11.21
PeR  O Que É?  2142 Quiromancia e Quirologia10.85
Diversos  Prática Cristã  3185 Anticonceptivos são Abortivos?10.64
Pregações  Protestantismo  4167 Onde está na Bíblia ...10.04
Pregações  Mundo Atual  4170 A Ditadura do Relativismo9.86
Diversos  Apologética  3729 Desmascarando Hernandes Dias Lopes8.68
Vídeos  Testemunhos  3708 Terra de Maria8.37
PeR  Prática Cristã  1122 As 14 estações da Via Sacra7.87
Diversos  Ética e Moral  2832 Consequências médicas da homossexualidade7.84
PeR  Escrituras  2389 O Pai Nosso dos Católicos e dos Protestantes7.82
PeR  O Que É?  0565 Lei Natural, o que é? Existe mesmo?7.72
PeR  História  2571 Via Sacra, qual a origem e o significado?7.71
PeR  O Que É?  1372 Eubiose, que é?7.52
PeR  Filosofia  0085 De Onde Viemos? Onde Estamos? Para Onde Vamos?7.40
PeR  Testemunhos  0450 Eu Fui Testemunha de Jeová6.94
Pregações  Apologética  4171 Há cristianismo sem Igreja?6.84
A Bíblia é filha da Igreja e não sua mãe.
Carlos Ramalhete

Católicos Online