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Respeito e Desrespeito

 

Sergio Sebold

Economista e professor independente

[email protected]

 

 

Quando era jovem havia certas normas de conduta social e de educação que eram ensinadas nas famílias, nas escolas e mesmo em ambientes profissionais. Havia implicitamente regras bem definidas no meio social como forma de uma ética de respeito. Eram códigos de boa convivência social. Embora cada geração apresente sua reação aos códigos da geração anterior, que pode ser fruto da evolução cultural, educacional, acadêmica e mesmo tecnológica, há valores que são intocáveis. Um exemplo, a família.

 

Havia algumas normas preconceituosas pelo machismo predominante, particularmente sobre a mulher, por exemplo, não permitir trabalho fora do lar. Mas também havia atitudes de comportamento que se chamavam de “nobres”, principalmente a dignidade da mulher, o respeito pelas pessoas ”mais velhas”, pelas autoridades... sendo o oposto tido como vulgaridade e desrespeito.

 

A tradição de bom comportamento e uma linguagem dita educada vem dos códigos de boas maneiras editadas pelos nobres das cortes medievais, como um catecismo de diplomacia nas relações humanas. O dar um aperto de mãos a um encontro casual sempre representava uma cordialidade, para início de uma conversa de paz. Isso contaminava e passava a ser um código intuitivo e permanente gerador de atitudes sociais para toda a comunidade. A tradição de falar com elegância e palavras eruditas ou poucas usadas no linguajar mundano dava ao ser interlocutor um conceito de superioridade subjetiva; sendo aceito por toda a sociedade. As maneiras refinadas tanto em comportamento (exemplo no se vestir) como em palavras passavam a ser um cartão de apresentação a um mundo considerado superior. Em nossa cultura ela é aceita como referência à dignidade das pessoas; era como se fosse uma etiqueta de “quem é quem”. A palavra etiqueta como bem lembrou Leandro Karnal, quer dizer “pequena ética”, aquela ética do dia a dia; expressões como “por favor”, “com licença”, “desculpe-me”, “muito obrigado”..., produzem um efeito mágico a quem as recebe. São palavras que lubrificam todas as relações humanas.

 

Nos últimos anos, parece que estamos vivendo uma derrapada ladeira abaixo da educação em todos os meios da sociedade; nos programas de rádio, nas televisões, nas letras de músicas (que horror) a grosseria e a vulgaridade imperam, não só no Brasil como em outras grandes cidades do mundo. A campanha presidencial americana está demonstrando um nível de baixarias nunca visto na sua história. Tudo por conta da perda de referência dos valores cristãos absolutos. Este é o preço que se está pagando pelo relativismo atávico de hoje. É um nivelamento por baixo na hierarquia humana.

 

No campo da educação sempre é dito que o exemplo vem de cima, ou que a educação dos filhos vem do exemplo (bom ou mau) dos pais e, por extensão, dos professores. Eles são (ou eram, antes da poderosa tecnologia usada na comunicação) a única referência para a criança. Na sociedade é também válida a analogia do “exemplo vem de cima”. O que se pode esperar no linguajar populista de nossos políticos que querem granjear a simpatia do eleitorado, usando palavras cada vez mais chulas? A vulgaridade e a baixaria campearam recentemente numa inauguração do prefeito do Rio de Janeiro – Eduardo Paes (damos nome aos bois) que ao inaugurar uma casa de um projeto residencial, a uma moradora disse em palavras textuais: “vai TR... muito nesse quartinho” e outras referências maldosas de baixo nível impublicáveis (por enquanto) na reserva de nossa frágil cultura. Típico de populismo grosseiro, tudo com a intenção de se “aproximar” do povão. Foi tão descarado que vendo a imprensa registrando tudo, disse: - corta tudo! Felizmente a mídia estava presente. Vazou.

Esse é daquele bando de pessoas, de baixa estima, que para esconder esta falha de caráter diz: “sou sincero digo o que penso”; nada disso! Confunde sinceridade com grosseria gratuita. Todo ser humano merece respeito na sua dignidade, sem qualquer julgamento antecipado.

 

Nas músicas a baixaria chegou a um ponto crítico, onde a apologia ao sexo, às drogas, ao roubo, bem demonstra a falta de caráter de seu criador. O mesmo fenômeno se observa nas artes, cada vez mais absurda destituída de qualquer senso de beleza e mesmo estética onde revela a personalidade sombria da uma mente pervertida e doentia.

 

A revelação da grosseria de uma pessoa é a de um individuo que tem no fundo medo do mundo; sem noção do social padece psicologicamente e procura uma saída paliativa pela baixaria de conduta como defesa de seu próprio vazio existencial.

As pessoas mal-educadas se destacam pela sua arrogância, as bem-educadas pela sua nobreza. (19/09/16)

 


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