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Rearmamento moral

 

Sergio Sebold

Economista e professor independente

[email protected]

 

 

A oficialização paulatina da prática de aborto nos Hospitais Públicos; leis que procuram violar e regular a vida íntima familiar (garantida pela Constituição) a ponto de impedir até mesmo palmadas corretivas nos filhos; imposição da chamada “ideologia do gênero” nas escolas, censurando livros didáticos que não se alinhem aos novos “valores”; a tentativa reiterada de criminalizar quem não aceita o homossexualismo, acusando-o de “homofobia”; desejo de controlar os meios de comunicação; cumplicidade para com invasões de terras e prédios; desrespeito ao Direito de Propriedade através da Reforma Agrária, Quilombolas e Reservas Indígenas; desnaturalizar a representatividade política pela criação dos movimentos sociais de base à moda cubano-soviética; conceituação subjetiva de “trabalho escravo” com a consequente expropriação de terras; perseguição à iniciativa privada com leis e impostos cada vez mais escorchantes e burocráticos; implantação de uma política racial “afirmativa” que cria um verdadeiro conflito de raças em território nacional, como a política de cotas nas universidades; estranha amizade com regimes ditatoriais como Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Irã e outros da África; proposta de banir símbolos religiosos das Repartições Públicas etc. faz parte de um plano monstruoso, maquiavélico e diabólico arquitetado para a destruição dos valores nacionais, por uma minoria marxista-comunista a fim de se perpetuar no poder.

 

A megamanifestação contra o PT e congêneres, do dia 13/Março/201616 - uma amostra espontânea de mais de 6 milhões de habitantes no Brasil inteiro - veio demonstrar que não é este o desejo da grande sociedade brasileira. A manifestação nos faz lembrar a opinião do jornalista Olavo de Carvalho de forma muito adequada: “Foi um milagre nascido das entranhas da Opinião Pública”.

 

Foi a demonstração de um Brasil autêntico, real, verdadeiro, generoso; não aquele da mídia que procura nos destruir através de novelas pornográficas, notícias falaciosas e malévolas. Ali estavam representados operários anônimos que trabalham duro ao barulho das máquinas para garantir o sustento de suas famílias; agricultores que trabalham de sol a sol, para garantir o alimento de toda a sociedade; aposentados cada vez mais pobres e abandonados; jovens estudantes entusiasmados, cheios de sonhos, muitos trabalhando durante o dia, para a noite (cansados e ainda pagarem seus estudos) buscar nos bancos escolares melhores oportunidades numa sociedade competitiva; ruas tomadas por um povo que não mais suporta presenciar de braços cruzados a derrocada da pátria em mãos de políticos comunistóides.

 

É muito oportuna a observação de Ivanaldo Santos da Agência Zenit: “Desde a década de 1930, até mesmo antes, que se fala em revolução no Brasil (revolução socialista, revolução marxista etc.). Nos últimos 12 anos, com a chegada ao poder do Partido dos Trabalhadores (PT) esse tema se tornou quase que um lugar comum nos círculos de análises sociais. O problema é que o tipo de revolução que se deseja fazer é uma revolução antifamília, anticasamento, antirreligião e coisas semelhantes”. E continua: além dos gritos de “Fora Dilma”, “Fora Presidente”, “Que país é esse?”, “Intervenção Militar já”; havia a voz invisível e silenciosa, que pedia: “Revolução Moral”.

 

A megamanifestação era a voz dos que não aguentam mais ver uma corja de bandidos que assumiram o poder, se locupletando dos recursos do Estado. Virou República da “cleptocracia”. E pior, a revolta se dava ao verem seus filhos voltarem para casa questionando os valores da família, distorcidos por doutrinas homossexuais, como kit gays, igualitarismo sexual etc., quando deveriam vir carregados de orgulho por entender os fundamentos da sociedade, da civilização, dos símbolos nacionais que nos mantêm unidos, como o hino nacional, a bandeira, brasões, armas nacionais que unem e perpetuam a dinâmica de uma nação; ao invés, deveriam ensinar as crianças que o crime não compensa; “O que é achado deve ser devolvido” e não, que o que “achado não é roubo”; não aceitar a moral do que “rouba, mas faz”. Perde-se tempo nas escolas empanturrando as crianças com ideologias e doutrinas ateias, com intuito de destruir a sociedade. Mas, quem está por trás disso tudo?

 

As relações espontâneas daqueles momentos fugazes das manifestações, onde a maioria era de jovens politizados, deram um não ao igualitarismo absurdo que se quer impor demagogicamente à nação; manifestaram-se contra a impunidade e contra um partido marcadamente comuno/ateu. Ficou claro que a verdadeira identidade do país está assentada nos valores da fé cristã, que moldou a civilização ocidental.

 

A manifestação espontânea mostrou um Brasil defensor de seus símbolos e cores, onde o verde amarelo canarinho deverá ser perpétuo e não o vermelho que querem nos empurrar goela abaixo. A bandeira vermelha - a cor leva ao subconsciente o sangue dos adversários - de passado recente do martelo e da foice instigaram a destruição, a morte; só gerou atraso, miséria, violência, insuflados pelas lutas de classes ao gosto de Marx. A história mostrou que os países da ex-Europa Oriental não querem nem mais ouvir falar do comunismo, vítimas dessa peste ideológica mortífera.

 

As manifestações de 2013 tiveram, como parâmetro de fundo, mexer no bolso dos brasileiros pelo aumento das passagens dos transportes urbanos, inclusive pedindo um avanço social como acontece nos principais países da Europa de tarifa zero. Com salário mixuruca, ainda pagando diariamente transportes é impossível viver com dignidade. O povo brasileiro sempre teve uma característica nobre, ser tolerante, pacífico, alegre, feliz, mas quando toca no bolso, aí a coisa pega.

 

As manifestações de Março/2015 foram contra a impunidade política que impera desde o Brasil colônia nos atos de corrupção; infiltração comunista nos altos escalões, levando de rodo nossas tradições cristãs pela intromissão no seio sagrado das famílias, da educação perversa de nossas crianças nos ensinos fundamentais, particularmente a ideologia de gênero.

 

A revolta era também contra a entrega de nossa soberania selada no foro de São Paulo, nada divulgado pela grande mídia; simpatia com regimes falidos e tirânicos com o socialismo tardio cubano; projeto utopista e ingênuo do bolivarianismo, onde a Venezuela está hoje passando fome; o fechamento de vários efetivos militares em nossas fronteiras, dando oportunidade ao narcotráfico e sabe lá o que mais; relações internacionais contraditórias da administração petista em apoio a diversos regimes totalitários ao redor do planeta são sintomas claros para destruir os valores tradicionais e cristãos do país.

 

Felizmente o dia 31/Agosto último foi um dia histórico para o Brasil, pela deposição de uma Presidente que encarnava todas as mazelas acima descrita, ateia e inepta, onde agravou o país com uma gravíssima crise moral, política, econômica e cultural. Sua conduta amoral levou a atiçar o ódio do “nós contra eles” bordão maquiavélico do lulopetismo e do “socialismo bolivariano do século XXI”.

 

Onde não há Deus, não haverá futuro. Mas, povo com Deus unido, jamais será vencido. Nossa Senhora Aparecida nos proteja do comunismo, do terrorismo e dai-nos a paz. Amem.

 


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