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Obrigado meu pai!

 

Sergio Sebold

Economista e Professor Independente

[email protected]

 

 

Em tempos que tudo se faz para destruir os pilares da família (pai, mãe e filhos) é necessário colocar alguns pontos sobre a figura do pai nessa célula social. A expressão pai tem sentido universal, conhecida por todos, que indica uma relação fundamental da família, cuja realidade é tão antiga quanto a existência do ser humano neste planeta.

 

Dentro do espírito maléfico da atualidade, se imagina e se propala uma sociedade sem pais, como um estágio de “libertação” da mulher. Esta orfandade artificial leva crianças e jovens a desorientarem-se pela falta de exemplo de um pai; os filhos nos primeiros momentos da vida veem na figura do pai um ídolo e uma referência para suas vidas.  Nesta falta, os jovens procuram na figura de personalidades estereotipadas pela mídia a busca de seus ídolos que os representem. Não é para menos que eventos artísticos e shows apoteóticos são verdadeiros sucessos (para os empreendedores), pela multidão de jovens na busca estéril desse vazio existencial não preenchido pela figura do pai.

 

O retrocesso no bem-estar dos filhos é a causa principal da ausência da figura do pai numa família; fator crucial para se entender a crise atual da instituição da família. A redução da função paterna tem consequências graves na estruturação psíquica dos indivíduos, principalmente nas fases da infância e da juventude, que mais tarde vai repercutir no seu comportamento na sociedade. Tem-se observado nos sucessos das pessoas, tanto no lado profissional, empresarial, esportivo, cultural, que por trás houve uma família honrada, cristã e bem estruturada.

 

A deterioração da imagem masculina e outros transtornos de filiação têm levado os jovens (mais tarde também pais), a sentirem dificuldades de socialização, apelo aos vícios, drogas, alcoolismo, bulimia, anorexia, práticas sexuais aberrantes e degradantes, tudo pela perda do sentido dos limites.

 

A figura do pai, com suas características diferenciadas da mãe, como voz, barba, estrutura física, atitudes, levam o bebê logo a diferenciá-los sexualmente, para ao longo dos anos alcançar sua maturidade psíquica emocional.  O relacionamento com o pai permite tanto menino como menina encontrarem também sua identidade sexual. A dele (pai) nos remete à figura do provedor, educador, protetor etc.

 

Há um rótulo social propalado pela mídia da imagem destrutiva do pai, pela desmistificação da sua dignidade, competência, pouco afeito às lides domésticas, dando-se relevância exclusiva de veneração ao papel da mãe na família. Pouco se diz que ambos têm suas funções antropológicas e ontológicas dentro deste núcleo social. O pai é chamado para prover a família, e estabelecer os limites seguros do comportamento dos filhos, que os marcarão para o resto de suas vidas. Infelizmente a mídia, particularmente a Televisiva, o caricatura como figura grotesca, como aquele monstro dentro das casas, incapaz de assumir um posto na relação educativa, de ocupar seu tempo com seus filhos adolescentes, quando não, “reprovar” os atos enérgicos, mesmo que sejam pedagógicos, saudáveis e convenientes para o futuro cidadão.

 

“Toda família precisa do pai; ele sabe bem quanto custa transmitir esta herança; quanta proximidade, quanta doçura e quanta firmeza; mas também quanto consolo e recompensa se recebe, quando os filhos honram esta herança! É uma alegria que redime todo cansaço, que supera toda incompreensão e cura toda ferida”. Palavras sábias do Papa Francisco.

 

A ausência do pai gera confusão entre o conceito de procriação e maternidade, criado pela fantasia feminista da partenogênese (fecundação sem participação gênica paterna), levando ao engodo de que a mulher pode criar e educar um filho sem necessidade de um pai, pelo lado do provimento. Surgindo aí a expressão de “produção independente” sugerido por uma personalidade famosa da mídia.

 

Na relação familiar, os papeis do pai e da mãe devem ser estabelecidos no sentido ativo no cuidado dos filhos, mas cada um no seu espaço; a criança deve vê-los como duas pessoas indiscutivelmente distintas. Homem e mulher foram, é e será uma dualidade perpétua. Qualquer outra postura é pura loucura.

 

O crescimento da violência entre jovens nas escolas e sociedades é decorrente do eclipsamento da figura do pai.

Estudos científicos têm demonstrado que a perda natural de um dos pais (por morte) não trás tanto danos como os da separação, principalmente na fase de adolescência; há uma aceitação natural como destino inexorável pela perda de um deles. Neste caso a parte sobrevivente tem condições psíquicas plenas para manter a prole intacta, mesmo que este seja o próprio pai.

“O enfraquecimento da figura do pai, desestabilizou a família. Os divórcios aumentaram de tal forma que surgiu uma verdadeira sociedade de famílias divorciadas. Não ocorreu apenas o eclipse do pai, mas também a morte social do pai”, nas palavras do teólogo Leonardo Boff.

 

A bela figura do pai na família se revela quando um jovem atleta sobe ao pódio de um evento esportivo ou de uma formatura, numa explosão de alegria manifesta sua gratidão: “Obrigado meu pai”.

(30/06/2016)

 


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