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Tempo de perdoar

 

Sergio Sebold

Economista e professor independente

[email protected]

 

Estamos em pleno período quaresmal. Evento que nós cristãos todos os anos nos faz lembrar, contritos, a paixão e morte de Jesus, para nos chamar à conversão. Conversão é mudar de um estado de vida para outro melhor, em santidade. Também momento de grande alegria, pela ressurreição daquele que veio salvar a humanidade dos vícios, das suas fraquezas, suas paixões, nossas intolerâncias. Jesus Cristo ensinou-nos muitas coisas, mas uma que nos parece básica em termos de comportamento humano é o perdão.

 

Esta é uma das virtudes exuberantes que devemos desenvolver conosco, no mais íntimo de nossa alma, a capacidade de perdoar. Arrepender-se pelos erros cometidos no passado, agora, ou em qualquer época, e perdoar todas as pessoas com as quais nos envolvemos nas situações vividas no dia a dia, nos dá uma nova dimensão humana. Não importa quem tenha ou teve razão. O importante é nossa capacidade de perdoar, objetivamente esquecer. No terreno psíquico nem sempre é fácil realizar. Mas no terreno espiritual, é apenas uma questão de vontade. O significado do perdão nem sempre é compreendido pelas relações sociais.

 

Em muitas ocasiões sem intenção, criamos transtornos para outra pessoa, porque somos pecadores por natureza, somos imperfeitos. Às vezes ao pronunciarmos palavras inadequadas sem necessidade, agredimos o outro, porque não sabemos o que vai no seu coração. Nem sempre sabemos o momento de esperar a vez do interlocutor, a história do outro. Sem nos aperceber criamos um mundo que gira em torno de nós mesmos e o outro é apenas um detalhe.

 

Em conversas familiares, numa ocasião, me foi lembrado um fato corriqueiro que no passado tinha me deixado magoado. Mas para surpresa do interlocutor, via em mim que não estava mais se lembrando do ocorrido. Entretanto a força da memória veio à tona (ela jamais se apaga), ele ajudou a relembrá-la o que então havia esquecido e não mais dava importância ao fato. Para surpresa minha havia esquecido o fato, talvez por ter dito para mim mesmo na época “deixa para lá”, talvez ele não estivesse num bom dia. Naquele momento me senti aliviado de consciência, efetivamente havia esquecido, isto é, perdoado.

 

O importante é fornecer o perdão, mas no fundo de nosso íntimo, do nosso ser, de nossa essência, a aqueles que tiveram algum papel de algoz conosco. À medida que vamos exercitando nossa capacidade de perdoar, estamos ampliando nossa compreensão com relação ao ser humano e com Deus.

 

Perdoar é sempre uma grande chave. Chave para o desenvolvimento espiritual. Todo o perdão envolve pessoas, sentimentos, emoções, mágoas antigas, retiram doenças psicossomáticas, altera as vibrações de nossos “chakras”; enchendo-nos de luz, deslumbramento, nos dá brilho intenso, cores vivas, enfim iluminando todo o nosso ser. As pessoas que nos envolvem sentirão o brilho estampado em nosso semblante.

 

Para se alcançar a plenitude do perdão, temos que nos colocar no lugar do outro, e ver suas aflições, suas angústias, suas frustrações. Por mais que tenha ferido nossos sentimentos e nosso coração, sempre pode ser perdoada. Quantas vezes nós mesmos também falamos o que não deveríamos, espontaneamente sem querer, e depois vem o arrependimento, a angústia de saber que erramos e que o outro pode não nos perdoar por aquilo. Neste momento, a virtude da humildade é pedir perdão através de uma simples expressão mágica: “me desculpe, eu errei”.

 

A conclusão essencial é que todas as pessoas erram. A partir daí chegamos a uma necessidade humana universal e cristã: o perdão.

 

O perdoar vai muito além de um puro ato humano. Perdoar é divino. É uma atitude que tem sua origem e fonte no próprio coração misericordioso de Deus. Jesus ensinou: “... se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará”.(Mt 6; 14-15).

 

“Só quem entende a beleza do perdão pode julgar seus semelhantes” – Sócrates (469-399, a. C.).

 


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Aguarda Aquele que paira acima dos eventos mesquinhos, o Atemporal, o Invisível, que por nossa causa se fez visível, o Impalpável, o Impassível, que por nós se fez passível. (A S. Policarpo 3, 2).
Sto. Inácio de Antioquia (35-110)

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