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Quando o fracasso é saudável

 

Sergio Sebold

Economista e Professor Independente

[email protected]

 

Para quem teve a oportunidade e a felicidade de ser professor, nem sempre as coisas sempre foram fáceis. Nos dias atuais, existe uma frustração imensa para quem abraça essa carreira tão digna e honrada, em decorrência de uma sociedade que apenas engole conhecimentos sem saboreá-los. A beleza do espanto para o jovem é a descoberta do novo, do inusitado, a cada passo de seu aprendizado. Eles ficam maravilhados. Infelizmente, tudo está sendo dado sem qualquer exigência desta condição de reflexão.

 

Grande parte da educação, principalmente a de caráter moral, está sendo transferida para os professores quando deveria ser exclusivamente dos pais, como os valores relativos à sexualidade, à fé religiosa, às noções de Deus Criador etc. A escola deve proporcionar e se cingir no ensino fundamental a temas que farão parte da cultura profissional no futuro dos filhos.

 

Diante da necessidade (nem sempre tão necessária) dos pais de irem trabalhar fora, eles procuram passar para a escola toda a responsabilidade de sua educação, mesmo aquela exclusiva da família. Aqui está a oportunidade e a perversidade dos governantes atuais em promoverem ideologias equivocadas de gênero, principalmente ligadas ao marxismo-gramsciano, ditas por uns de pós-modernidade; como se os pais desta geração não mais estivessem preparados para os “novos ventos” da sociedade. Fora este risco, transferem a responsabilidade da educação para a escola, sem, contudo, aceitar que seus rebentos se submetam de fato às regras da instituição. Tristemente vemos hoje um ambiente escolar (não se pode generalizar) em que pais e professores não se entendem mais. Se for decorrente de ideologias (como por exemplo, de gênero) se concordaria plenamente. Mas na prática o que acontece é diferente. Quando surge a primeira nota vermelha ou uma advertência, os pais invadem (é este termo mesmo) a sala de aula culpando os professores pelo fracasso ou comportamento dos filhos, usando como pretexto de preservar a reputação, o orgulho e a autoestima de seus rebentos. Situação esta apoiada por uma legião de psicólogos e pedagogos. “Os professores são educadores, não babás”, no dizer do Prof. Ron Clark veiculado no Facebook.

 

Se um aluno tirar nota baixa, por exemplo, ou deixa de entregar um trabalho, os pais saem correndo para a escola, para descarregarem todo o tipo de desculpa esfarrapada, dizendo que os filhos precisam se divertir; que a escola é muito rigorosa, ou ainda que a criança está passando por um momento muito difícil. Por fim, culpam os professores dizendo que eles são incapazes de ensinar a matéria. Mas, nunca culpam seus próprios “filhinhos”. Nestas atitudes fica claro e frustrante para os professores que os pais não querem assumir as suas responsabilidades de família.

 

O problema com as notas baixas é muito frequente. Tive uma aluna no meu momento de professor que estava indo mal em matemática. A mãe dela justificou-se dizendo que na escola anterior só tirava boas notas. Assim, o problema éramos nós, os professores. Infelizmente esta ideia prosperou em nossa sociedade: se a nota é boa, é mérito do aluno, se é baixa o problema está no professor. Logo, quando surgem notas ruins os pais ficam furiosos com os professores, mas nunca com seus “filhinhos”. Por este viés, muitos profissionais evitam dar notas baixas para não entrarem em rota de colisão com os pais, muitas vezes intimidados pela própria direção, quando não, com pai ou mãe acompanhados (pasmem!) de um advogado.

 

Todas as pessoas com certa maturidade concordam que a vida é feita de momentos de sucesso e de fracasso. E isto faz parte de nossa experiência cotidiana.  Desde que nascemos, vivemos esta experiência, caímos, levantamos estimulados por nossos pais; somos corrigidos por eles quando pronunciamos uma palavra errada e assim por diante. Os momentos de avaliações não favoráveis são o aprendizado para nossa vida, e não uma pecha durante o período da infância até a completa juventude. A cada momento da maturidade e pela ampliação das capacidades, são dadas novas responsabilidades. A preocupação exagerada com a autoestima da criança leva muitos pais a dizerem que eles fizeram um ótimo trabalho e que são brilhantes, mesmo quando isso é uma rotunda mentira. No fundo as crianças se apercebem desta mentira, o que as leva à frustração a longo prazo. No futuro, elas não terão sucesso porque, em nenhum momento, exigiu-se delas a excelência.

 

Sem perder de vista a autoestima das crianças, os pais devem estar mais preocupados com a excelência acadêmica, porque esta será o fator de sucesso na sua vida futura.

 


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