Católicos Online - - - - AVISOS -


...

Pergunte!

e responderemos


Veja como divulgar ou embutir artigos, vídeos e áudios em seu site ou blog.




Sua opinião é importante!









Sites Católicos
Dom Estêvão
Propósitos

RSS Artigos
RSS Links



FeedReader



Download







Cursos do Pe Paulo Ricardo


Newsletter
Pergunte!
Fale conosco
Pedido


PESQUISAR palavras
 

O Monsenhor Gay

Roma, 15 Out. 15 / 03:25 pm ( ACI/EWTN Noticias ).- O sacerdote italiano Maurizio Patriciello, conhecido nesse país por suas críticas a contaminação e suas consequências contra a humanidade, criticou o gesto do “monsenhor gay” Krzystof Charamsa, que revelou sua homossexualidade e detalhes da sua vida com seu parceiro, um dia antes do início do Sínodo sobre a Família.

Monsenhor Krzystof Charamsa é um sacerdote polonês que trabalhava como oficial da Congregação para a Doutrina da Fé e como professor de duas universidades pontifícias. Durante uma entrevista no dia 3 de outubro, ao jornal ‘Il Corriere della Sera’, revelou que é homossexual e atualmente tem uma relação sentimental com outro homem.

Neste mesmo dia, foi afastado dos seus cargos na Congregação para a Doutrina da Fé e nas universidades pontifícias, e o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, assinalou que as declarações da Charamsa constituíam uma “indevida pressão mediática” sobre o Sínodo e disse que este é um ato “muito grave e irresponsável”.

Em uma carta aberta, o Pe. Maurizio Patriciello afirmou que a vida de Charamsa com um parceiro é uma traição às promessas sacerdotais e tem o intento de “confundir o próximo”.

“Um sacerdote ou um leigo casado que escondem uma amante são simplesmente traidores. Se, em vez de um companheiro, o monsenhor polonês tivesse uma companheira, teria provocado o mesmo escândalo”, assegurou no texto difundido em sua página de Facebook.

O Pe. Patriciello sublinhou que “nenhum crente tem a obrigação de consagrar-se. O celibato que a Igreja Católica de rito latino exige, nós, os sacerdotes, o recebemos com alegria”, expressou.

Confira a seguir a carta aberta completa do Pe. Maurizio Patriciello a Mons. Krzystof Charamsa:

Ninguém tem direito de confundir o próximo, sobretudo aqueles menos preparados culturalmente, espiritualmente, psicologicamente. Um monsenhor polonês – meu irmão – na véspera do Sínodo sobre a Família pensou que havia chegado o momento de revelar ao mundo que ele é homossexual. O momento, certamente, era o menos oportuno. A pergunta surge espontaneamente: por que não revelou isto antes? No entanto – como imaginávamos –, a notícia “escandalosa” deu voltas pelas redações, pelas dioceses, pela internet. Os comentários se multiplicam. Enfim, este não é o momento de entrar em detalhes.

Durante o Sínodo sobre a Família, serão confrontados temas delicados que preocupam o mundo católico. Mas também é um momento de muita fé e esperança. A Igreja quer ser mãe de todos. Não quer privilegiar somente alguns. Não quer excluir ninguém da misericórdia de Deus. Jesus não é propriedade privada. O Papa Francisco explicou claramente a respeito deste tema.

O verdadeiro problema é outro. Este irmão confessou ter um “companheiro”. Não sei bem o que quis dizer com isso. Se – como podemos pensar – quer dizer que tem um companheiro com quem estabeleceu uma relação afetiva, sentimental, sexual, suscitam algumas perguntas.

Nós não inventamos a Igreja. A Igreja é a esposa que escuta o esposo. A fim de conhecê-lo, amá-lo, servi-lo. A Igreja caminha com os homens da sua época, levando-lhes o anúncio alegre que “Jesus é o Cristo”. Naturalmente, a Igreja pede aos seus ministros que aceitem algumas regras. Sobre aquelas que procedem da Palavra de Deus, não podem ser mudadas. Sobre as outras, poderemos discutir. Por isso, necessitamos estar unidos.

Nenhum crente é obrigado a consagrar-se. A vocação é um dom. Durante os anos da formação, os candidatos ao sacerdócio são convidados a repensar e revisar a eleição feita. No dia de sua ordenação lhes perguntam a todos se querem viver de um certo modo.

O celibato que a Igreja Católica de rito latino exige, nós, os sacerdotes, o recebemos com alegria. Livremente. Solenemente. Nós escolhemos este caminho. Todos pronunciamos em voz alta e diante centenas de pessoas que queremos viver a castidade. Inclusive sabendo que viriam dias nos quais a castidade – como em todos os estados de vida – será difícil. Tudo isto sabíamos. E, por esta razão, nunca deixamos de rezar, sabemos que sozinhos podemos fazer muito pouco.

Disse Jesus: “Sem mim não podem fazer nada”. O que poderia significar: “Comigo podem escalar a montanha mais alta com os pés descalços… podem navegar os mares...”. Isto é válido para todos: casados, celibatários, consagrados. Pois todos podemos cair em uma armadilha. Todos, na vida, podemos tropeçar. Nós podemos mudar de ideias. É importante, entretanto, assumir a responsabilidade das próprias escolhas, sem deixar que recaia sobre outros, sem fazer-se passar como vítima de um sistema hereditário, sem enganar o próximo.

O “não” que o candidato ao sacerdócio diz ao exercício da sexualidade é o pedestal onde se incrusta o “sim” que Cristo disse à Igreja, aos irmãos. Este argumento é valido para todos, não só para os sacerdotes. Quem leva a sua noiva ao altar e lhe diz “te recebo como minha esposa e te prometo ser sempre fiel…” está renunciando a todas as mulheres do mundo. Ao menos que queira enganar. Mas então entramos em outro tema.

O sacerdote polonês não descobriu que era gay nestes dias. Imagino que o era desde o momento da ordenação. Não sei como fez para responder as perguntas de seu bispo antes deste lhe impor as mãos sobre a cabeça. Poderia não ter acudido ao sacerdócio católico, que oferece aos sacerdotes o estado de castidade. Além de qualquer outra consideração teológica e moral, é uma questão de seriedade e de honestidade.

É válido para todos a obrigação de manter a palavra dada. Um sacerdote ou um leigo casado que escondem uma amante, são simplesmente traidores. Se em vez de um companheiro, o monsenhor polonês estivesse uma companheira, teria provocado o mesmo escândalo.

Alegro-me de que tenha sido revelado publicamente. Respeito sua vida particular. Mas o fantasma da homofobia que está tentando abalar o mundo inteiro não está em questão. Insistir acerca disto é desonesto. Que o Senhor abençoe a todos. Pe. Maurizio Patriciello.

 


Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
5 0
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL

Ver N artigos +procurados:
TÓPICO  ASSUNTO  ARTIGO (leituras: 7076437)/DIA
Diversos  Mundo Atual  4037 Nossa Senhora e Buda no mesmo altar?133.89
Diversos  Igreja  4035 O plano maçônico para destruição da Igreja132.13
Diversos  Apologética  4036 O batismo de crianças na Igreja75.75
Diversos  Igreja  4032 Onde estava a Igreja de Cristo antes de Lutero?55.83
Diversos  História  4034 Jesus não existiu, foi casado e teve filhos?27.59
PeR  Escrituras  1355 Jesus jamais condenou o homossexualismo?27.02
Pregações  Doutrina  4033 Facebook e castidade, a armadilha24.96
Diversos  Protestantismo  3970 A prostituição da alma17.95
Diversos  Testemunhos  3922 Como o estudo da fé católica levou-me ao catolicismo14.53
Diversos  Protestantismo  4025 Lutero e o orgulho de se salvar sozinho14.42
Diversos  Apologética  4030 Base bíblica para o culto aos santos13.94
Vídeos  Mundo Atual  4015 O Caos instalado no Brasil13.68
Orações  Comuns  2773 Oração de Libertação13.64
Diversos  Apologética  4019 Reforma não, revolução!13.05
Diversos  O Que É?  4031 Religião e Ideologia12.73
Diversos  Doutrina  4026 Nulidade Matrimonial12.70
Diversos  Protestantismo  4018 Morreu crendo que a oração o salvaria11.99
Diversos  Testemunhos  4020 Eu não rezava!11.62
PeR  O Que É?  2142 Quiromancia e Quirologia11.53
Diversos  Apologética  4029 Requisitos necessários à salvação11.40
PeR  O Que É?  0516 O Que é a ADHONEP?11.08
Diversos  Anjos  3911 Confissões do demônio a um exorcista11.06
Diversos  O Que É?  4024 Halloween10.71
Diversos  Ética e Moral  3999 O silêncio da CNBB9.79
Eu desejaria ser triturado como o trigo para Vos ser oferecido como hóstia pura!
Sto. Inácio de Antioquia (35-110)

Católicos Online