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INTRODUÇÃO AO II MACABEUS


O segundo livro dos Macabeus, conforme, testemunho do próprio autor (2,23), é o resumo de uma obra mais vasta, composta de cinco livros, que não chegou até nós, e de autoria de Jasão de Cirene, autor, de resto, completamente desconhecido, como desconhecidas nos são as características de sua obra. Podemos, todavia, compreender perfeitamente que um historiador de certa importância pudesse surgir de Cirene, na África do norte, porque não ignoramos que no séc. I a.C. existia ali uma florescente comunidade judaica. As informações que Jasão possuía — segundo o que podemos deduzir do resumo fiel — especialmente as notícias minuciosas e exatas sobre certas particularidades da história dos Selêucidas, informações precisas sobre títulos, cargos etc, nos levam a crer que tenha consultado arquivos palestinenses e ouvido boas testemunhas. É sabido, com efeito, que os judeus cultos da época costumavam empreender tais viagens e pesquisas. Memórias escritas já haviam sido recolhidas por Judas Macabeu (2,14); e, por ocasião das festas da Dedicação e de Nicanor, não deviam faltar os habituais rolos narrativos para uso "litúrgico". As interessantes cartas dos cc. 9 e 11, agora ilustradas por descobertas papirológicas, provêm de arquivos.

A exatidão das notícias, que Jasão só poderá ter recolhido por via oral, leva-nos a crer que as tenha escrito quando ainda vivas as testemunhas oculares dos fatos, e que, portanto, sua obra tenha sido escrita nos últimos 20 anos do séc. II a.C.

Ignoramos também o autor do resumo, isto é, do presente livro. Reve-la-se-nos ele como homem de índole piedosa, zeloso da sua fé e do seu templo, amante das memórias pátrias e profundo conhecedor da retórica grega (cf. especialmente o prólogo e o epílogo), muito estudada naquela época.

Faltam-nos provas para afirmar que toda a obra original tenha sua parte representativa no compêndio também e, em que relação estejam, quanto à extensão, as duas obras. Parece que o autor do resumo não seguiu um critério constante de composição.

Quanto ao conteúdo, a obra relata essencialmente os feitos de Judas Macabeu, precedidos, porém, de uma longa apresentação das condições em que surgiu a revolta, e, antes ainda, de duas ou três cartas de judeus de Jerusalém aos do Egito, documentos que não têm por fonte Jasão e. que talvez nem mesmo tenham sido apostos ao livro pelo autor do resumo, mas são de autenticidade comprovada.

No tocante à inspiração, o livro oferece possibilidades especiais de observação, além de no prólogo e no epílogo, na abundância de citações documentadas. Quanto a estas, aplica-se o princípio comum em tais casos: o autor garante que o documento foi realmente escrito, e nas circunstâncias em que ele o coloca; pelo simples fato de citá-lo, porém, não lhe garante o conteúdo (Sto Agostinho, A Orósio contra os Priscilianos, 9). Isto é, esses documentos não são em si inspirados, ao passo que é inspirada a sua inserção no texto sagrado. O resto do texto está nas condições costumeiras dos livros históricos; inspirado é o texto grego, não, porém, a obra de Jasão, que ele compendia. O livro não era geralmente reconhecido como sagrado pelos judeus palestinenses, que consideravam encerrado o cânon no tempo dos Macabeus. Mas era tido como tal em Alexandria, bem como os demais deuterocanônicos, e nesta qualidade passou à Igreja.

O livro contém ensinamentos já no próprio espírito com que foi escrito, espírito de entusiasmo pela liberdade do povo, de fé na providência divina, de piedade. Diretamente, e com palavras de profunda convicção religiosa, são ensinados, de modo particular, alguns pontos: a ressurreição da carne (cf. especialmente 7,11; 12,43-44; 14,46), a eficácia do sacrifício e da oração pelos defuntos e da oração dos santos por aqueles que ainda militam na terra (12,43-45; 15,12-16), a existência dos anjos e suas intervenções, também com efeitos miraculosos, em auxílio do povo de Deus, nos momentos mais críticos.


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