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CONVERTIDO GRAÇAS AOS ESTUDOS DA FÉ

Olá. Sou João Paulo Jacinto da Silva, mais conhecido como Paulo Silva, casado e pai, católico apostólico romano, devoto e filho de São José, nascido em Cajazeiras/PB, mas criado em Fortaleza/CE. Nasci em um lar católico, porém em um determinado momento após a morte de minha mãe, me converti ao protestantismo sob a denominação batista. Apesar de ainda frequentar a Igreja Católica, todas as minhas ideias eram protestantes, de modo que pensava, falava e agia como um típico protestante recém convertido. Voltemos um pouco atrás para saber como se deu isto. Eu sempre fui uma pessoa de fazer amigos. No contexto geral, não gosto de estar só, sou uma pessoa sedenta de partilhar a vida. Isso aconteceu em todas as fases do meu crescimento humano e espiritual. Isso me trouxe muitas alegrias, muitos amigos cuja amizade cultivo até hoje, apesar de pouco contato por conta da rotina.

 

Minha mãe, Maria das Neves Jacinto da Silva era uma santa e digo sem medo de errar nem de cair em pecado de soberba. Uma pessoa de fé, embora não conhecesse a Fé Católica em si. Era devotíssima, uma mulher de oração, experimentada na dor. Era a minha companheira fiel. Foi para mim a configuração viva do amor de Deus e fiel pelicano quando precisei. Mas ela tinha um problema sério que muitos que estão lendo este testemunho também tem: ela absorvia e somatizava os problemas dela e dos outros. E quanto ela sofreu com esta situação!

 

Era uma Mulher (com M mesmo) batalhadora, guerreira. Não tinha estudo, só cursou até a segunda série do primário. Lia com absoluta dificuldade e escrevia pouquíssimo. Era uma costureira de mão cheia, pois meu avô não permitia que suas filhas estudassem e só podiam trabalhar. Desde criança já tinha sua máquina de costura. Mas era uma mulher educada e compreensiva, com olhar aguçadíssimo, de modo que acalentava os corações daqueles que a buscavam. Mas era, ao mesmo tempo, muito explosiva, “virava bicho” se mexessem com ela ou com um dos seus. Mas nisso as mães combinam.

Um “belo dia” ela teve um inchaço nas pernas que não sabia de onde vinha. Seu humor logo se alterou bruscamente. Meu Deus, lembro das vezes que, sem fazer ideia do que estava acontecendo, eu a destratei. Para vergonha minha e claro, dor profunda no meu coração, eu estava com ela mas não 100% feliz em ajudar quem me deu tudo. Mas só durou 14 dias. Foram 14 dias entre sua vida normal e um câncer avassalador entre o fígado e o baço. Claro que o câncer não apareceu do nada, provavelmente estava lá e ela escondia. Somente no céu saberemos. Mas 14 dias depois ela falecia para meu desespero. Começou um grande pesadelo. Estava no sepultamento e olhava as pessoas passarem por mim de maneira paralela. Até hoje não sei como suportei, aliás sei, com a graça do Senhor e a intercessão de Nossa Senhora. Eu olhava pras pessoas e eu estava consolando-as.

 

Mas quem me consolava? Quem vinha falar comigo e me amparar? Ninguém naquele momento me abraçou e me deixou chorar no ombro. Não os culpo, hoje entendo que alguém precisava compreender mais que ser compreendido, acolher mais que ser acolhido. Eu participava de um grupo de jovens e lá eles me acolheram. Fui muito feliz no grupo durante os 12 anos em que lá estive. Porém o lado psicológico estava em frangalhos. Eu tinha – e tenho ainda alguns – amigos protestantes que me convidaram para um encontro de um fim de semana chamado EJC – Encontro de Jovens com Cristo. Impressionante! Eles foram na minha casa, conversaram comigo, não me forçaram a nada, não vieram com neurolinguística, retórica, nada. Simplesmente me convidaram e se utilizaram da amizade que tinham comigo para se aproximar.

 

Então eu fui para o EJC. Para você católico que me lê perceba o que eu vou te dizer: o pensamento lá é outro. Eles pagam e pagam caro para que pessoas possam participar dos encontros como convidados. Além disso, pagam para servir e caro. No EJC que eu participei a pessoa que me convidou pagou para eu estar no encontro, pagou para ela mesma servir e ainda participou do rateio da alimentação e materiais do encontro. Isso é um desprendimento enorme pois muitos não tinham trabalho, mas corriam atrás de todas as maneiras que encontravam. Quando fui para o EJC eu me deslumbrei. Fiquei empolgadíssimo com a estrutura e o empenho de todos. Eu não era um católico de verdade, mas um católico light. Dizia que era católico, mas antes de tudo era cristão e que primava pelo ecumenismo. Ignorância minha. Eu comecei então a acreditar na doutrina protestante exclusivamente por falta de conhecimento da verdadeira Fé Católica. E tratei logo de eleger meu inimigo católico: o Santo Terço!

 

O Santo Terço era para mim absoluta falta de inteligência. Não entendia como pessoas inteligentes poderiam pegar “bolinhas penduradas num cordão com uma cruz na ponta” e conseguir algo de Deus. Eu, como bom adepto da cegueira do “é porque é e pronto”, pensava que os católicos rezavam o terço por que não entendiam que aquilo não faria efeito algum. É até interessante pensar, caro leitor, que sou tão apaixonado hoje pelo Santo Terço que é difícil lembrar o que realmente eu pensava naquela época. Minhas ideias foram se transformando até que se tornaram ideias 100% protestantes.

 

Você acha que eu saí da Igreja Católica por completo? Não mesmo! Mas fiz algo muito pior. Estava no grupo de jovens “protestantizando” o grupo. Em pouco tempo TODAS as músicas que tocávamos no grupo (eu coordenava a música na época) eram protestantes, seja de animação ou oração. Meu jeito de rezar tinha mudado. Meu jeito de falar era protestante. E enfim, comecei a… protestar. Cheguei um dia no grupo, na Quaresma (outra coisa que tinha raiva), e uma pessoa me explicou que não poderíamos cantar glória e aleluia pois estávamos na Quaresma. Quando perguntei o porquê ela me respondeu de pronto: “por que Deus morreu!”. Eu fiquei estupefato, pasmo. Que resposta! Aquilo gerou uma grande revolta em mim. Meu temperamento colérico fez o resto. Comecei a esbravejar que esta Igreja Católica era contraditória, que onde já se viu não podermos cantar glórias a Deus pois os anjos louvavam a Deus dia e noite, etc., etc. Eu estava afundando, realmente.

 

As orações da minha mãe foram fundamentais. Todos os dias ela rezava o Terço da Misericórdia às 15h e o Santo Terço de Nossa Senhora às 18h. Não me obrigava a rezar, mas sempre fez questão de rezar em um local da casa que fosse o mais visível possível. Eu confesso que tinha medo das palavras. Isso de “dolorosa paixão” era muito pra minha cabeça em processo de caminhada para a Igreja Batista. Era assustador. Parece ridículo (sim, eu sei que é) mas não sabia que estava falando da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, acompanhado com um clamor para que este mesmo Senhor tivesse misericórdia de nós e de todo o mundo envolvido, afundado no pecado. Na minha limitadíssima cabeça paixão significava somente atração entre homem e mulher, ou seja, algo bom, e dolorosa, dor física, algo ruim. Então era uma relação homem mulher que causava dor física. Olhem o quanto a falta de formação prejudica as pessoas. Mas ela sempre rezava, sem parar.

 

Como minhas ideias eram 100% protestantes, eu não suportava a piedade cristã e os sacramentais da Fé Católica. Sendo instrumentista, cantor e compositor, toquei em inúmeros encontros na Igreja Batista e logo comecei a ser solicitado para tocar em outras igrejas, inclusive de denominações diversas. Tocava nos encontros de jovens, depois passei a tocar nos encontros de amigos (que eram encontros para divorciados ou solteiros com certa idade) e por fim, estava tocando nos encontros de casais, mesmo sem ser casado. Comecei a ser muito requisitado para tocar em muitos lugares. Mas chegou uma hora que somente isso já não me preenchia. Homem de natureza questionadora, nunca me senti satisfeito com a doutrina que era ensinada, de modo que não parava a busca por suprir os anseios de minha alma cheia de perguntas até o momento sem respostas. Não conseguia e não consigo assimilar a ideia de aceitar o argumento (?) “é porque é e pronto”. Começava a questionar aquilo que eles não estavam acostumados a serem questionados. Perguntava e perguntava mais e mais. Simplesmente ou não me respondiam ou as respostas eram completamente insatisfatórias.

 

Em 15 de agosto de 2000 minha mãe falece de câncer, como falei acima. Eu então entrei no processo normal de negação e fui amparado pelos amigos protestantes, aos quais agradeço pelo acolhimento e paciência. Com o tempo, enxergando cada vez mais as lacunas na doutrina protestante que não eram mais facilmente preenchidas pelo “é porque é e pronto”, comecei a estudar mais. Comecei a procurar conteúdo na internet no fim dos idos anos 90. A essa altura eu não mais frequentava a igreja protestante por simplesmente não conseguir conciliar minhas dúvidas com o que eles pregavam lá, mas continuava com as mesmas ideias protestantizadas. Nesta época o Santo Terço ainda me dava verdadeira ojeriza. Foi aí que encontrei o site Agnus Dei, que depois de se unir a outros apostolados, é hoje o Veritatis Splendor. Comecei a ver uma Igreja Católica que não haviam me apresentado, nem na época antes de eu ser protestante. Comecei a estudar, ler, devorar o conteúdo do site, de modo que passava noites inteiras lendo sem parar, consumindo aquele conteúdo, maravilhado com aquele tesouro que acabara de descobrir. Mas meu conhecimento ainda não havia descido da cabeça para o coração. Eu não rezava até então. Confessar com o sacerdote? Jamais! Para mim isso era muito difícil. Hoje o sacerdote é meu socorro! Recorro ao sacerdote, ao meu confessor, sempre que posso e mais, sempre que preciso.

 

No ano de 2001 fiquei doente. Passei o mês de julho (mês do meu aniversário) inteiro trancado dentro de casa com catapora (!). Eu então, com 21 anos, estava com catapora. Mas que santa catapora! Exatamente neste mês de julho de 2001 a TV Canção Nova começavam suas transmissões aqui em Fortaleza e eu estava zapeando os canais quando me deparei às 15h no programa da Eliana Sá. Ela rezava um terço muito bonito, até que eu percebi que era exatamente o terço que minha mãe rezava! Corri para procurar um terço e minhas escamas caíram dos olhos. Jamais havia percebido, na minha cegueira protestante, a quantidade enorme de terços que havia em minha casa. Peguei o primeiro que eu vi e comecei a repetir, já que não sabia rezar. Foi amor à primeira rezada.

 

Eis que ali morria de vez o protestante e vinha à tona o católico para nunca mais sair. Amém!

 

Se você se identificou com o meu testemunho de retorno à Santa Igreja, entre em contato comigo. Ficarei muito feliz em partilhar com você as nossas experiências. Meus contatos estão no fim do testemunho. Salve Maria Imaculada San Joseph, ora pro nobis.

Paulo Silva

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#0•A3216•C965   2017-09-26 15:37:04 - Convidado/ROBSON DOURADO
Esse Paulo é rocheda mesmo.


Responder

#0•A3216•C586   2014-09-15 01:21:58 - Convidado/[email protected]
A paz de jesus e o Amor de Maria!

Parabéns Paulo, hoje tem festa no Céu!

PAZ & BEM!

Responder


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