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INTRODUÇÃO AO I MACABEUS


O título de I ou II Macabeus deve ser tomado em sentido totalmente diferente de I ou II Samuel, ou Reis ou Crônicas. Nestes últimos, que formam uma única obra literária, a divisão em dois livros é artificial, arbitrária e nada original, ao passo que os dois livros dos Macabeus são duas obras originariamente distintas. Tomam o nome de Judas, apelidado Macabeu, figura central da história que narram (1Mac 2,4). O objeto comum dos dois livros é a libertação da nação judaica do jugo dos se-lêucidas, os soberanos gregos do mais vasto dos reinos surgidos após a divisão do império de Alexandre Magno. O primeiro livro abrange um período de 41 anos (175-135 a.C), ou seja, desde o início do reinado de Antíoco IV Epifanes (175-163) até ao assassínio de Simão, chefe do novo estado judaico (135 a.C). O segundo inicia-se um pouco antes, desde os últimos dias de Seleuco IV Filópator, predecessor de Antíoco Epifanes, mas vai somente até a morte de Nicanor, general do rei se-lêucida, no ano 161 a.C, pouco tempo antes da morte heróica de Judas Macebeu, abrangendo assim um período de cerca de 15 anos. Em extensão de tempo, o lo livro alcança quase o triplo do 2°, mas na narração do período comum é quase um quarto mais breve (IMac 1-7; 2Mac desde 4,7 até o fim). O seu conteúdo, depois de expostas, à guisa de introdução, as causas e as origens da insurreição judaica, divide-se facilmente em três partes, correspondendo cada uma ao governo respectivamente dos três irmãos Macabeus.

Do epílogo pode-se deduzir que o autor, cujo nome e profissão se desconhecem, escreveu o livro no tempo de João Hircano (134-103 a.C); isto é, em tempos não muito afastados da ocorrência dos acontecimentos narrados; sendo, portanto, muito provável que tenha tido acesso a fontes e a testemunhas diretas. Cita doze documentos oficiais por extenso: cartas entre chefes de estado (12,5-23; 14,20-23), indultos dos reis (10,17-45; 11,30-37; 13,36-40; 15,2-29), documentos cuja exatidão estilística e diplomática foi recentemente demonstrada mediante o confronto com papiros e inscrições daquela época.

Outra prova da exatidão do autor sagrado são as freqüentes datas precisas de cada acontecimento (1,10.54.59; 2, 70; 4,52; 6,20.49; 7,1.43; 9,3.54 etc.) Conta os anos segundo a era dos gregos (cf. 1,10), outrora dita dos Selêucidas, que começava oficialmente no ano 312 a.C; mas para os acontecimentos especificamente judaicos emprega o início do ano no equinócio da primavera (cf. 4,52; 10,21); o que demonstra que toma as datas de documentos oficiais, de fontes de primeira ordem. Tudo isso nos leva a concluir quão importante seja o valor histórico deste livro.

A obra revela a índole da antiga literatura hebraica, em estilo simples e conciso, elegante e nervoso no conjunto, mas, às vezes, se alonga em lamentações, descrições e júbilos de colorido poético (cf.1,25-28.37-40; 2,7-13; 3,3-9.45; 14,4-15), também essas recolhidas, com reservas embora, das fontes orais ou escritas, das quais o autor se serviu. Escreveu em hebraico, mas o original, que são Jerônimo ainda conseguiu ter em mãos, perdeu-se; para nós ocupa-Ihe o lugar uma antiquíssima versão grega.

O espírito que perpassa toda a narração é um apego fervoroso à religião tradicional e à santa lei de Deus, com cordial adesão à dinastia sacerdotal que havia restituído a liberdade religiosa e civil ao povo hebreu. A intervenção divina é notória e marcante através do livro inteiro. Não obstante, nunca se lê o nome de Deus ou Senhor. Em substituição, o autor sagrado emprega uma dúzia de vezes o vocábulo "Céu" (note-se especialmente em 4,24, a antífona ou estribilho tão freqüente nos Salmos e em outros livros: 2Crôn 5,13; 7,3; 20,21; Jer 33,11; Esdr 3,11; Dan 3, 89). É uma forma de religioso respeito para com o augusto nome de Deus, que passou também para a linguagem do Novo Testamento. Em conjunto, pelas suas eminentes qualidades históricas, literárias e religiosas, este livro é tido com justiça como uma pérola do cânon católico da Sagrada Escritura.


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