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INTRODUÇÃO A JUDITE


Com maior razão do que Rute e Ester, a heróica mulher que foi Judite empresta o seu nome ao livro sagrado, no qual a narração do episódio memorável da vida hebraica nacional é inteiramente dominada pela pessoa e pela corajosa empresa dessa mulher.

O texto do livro de Judite apresenta um caso muito semelhante ao de Tobias. O original semítico (hebraico ou aramaico), perdeu-se. Tomou-lhe o lugar uma antiga versão grega, diferenciada, nos numerosos códices, em três recensões especiais.

A variedade dos textos pode oferecer, em alguns casos, a.solução às numerosas dificuldades históricas e geográficas disseminadas especialmente nos primeiros capítulos do livro. Mas quando os textos concordam o que sucede na maior e mais importante parte dos casos o seu testemunho têm importância capital para a exclusão de erros de copistas e para fazer remontar a leitura ao próprio autor do livro. Pois bem, logo no início do livro (1,1 grego, 1,5 Vulgata), todos os textos nos apresentam Nabucodonosor, rei dos assírios, que reina em Nínive e empreende guerra contra Arfaxad, rei dos medos. Ora, os fatos narrados concordemente por todos os textos, são posteriores ao repatriamento dos hebreus (cf. 4,3;5,18-19; Vulgata 5,22-23), quando Nínive já era um montão de ruínas há mais de um século, e nenhum rei dos assírios chamou-se jamais Nabucodonosor, nem rei algum dos medos, Arfaxad. Outras incongruências do gênero notam-se ainda no correr do texto. O próprio nome de Betúlia, cenário dos acontecimentos e lugar de suma importância estratégica, jamais é citado na Bíblia. Tudo leva a conjeturar que (salva a veracidade dos acontecimentos narrados), o autor sagrado tenha dado aos lugares e pessoas nomes fictícios, por razões de oportunidade ou de simbolismo. Nabucodonosor, por exemplo, personificaria os inimigos do povo hebreu. Para os contemporâneos do hagiógrafo devia ser fácil atinar com o que se oculta sob os véus desses nomes estranhos, ao passo que para nós resulta assaz difícil e quiçá inalcançável.

Isto posto, procurou-se saber (questão primeira e fundamental) a qual personagem histórico corresponde o Nabucodonosor de Judite. Propuseram-se já nada menos do que quinze soberanos, reinantes em países diversos num período de oito séculos, desde Assurbanípal, rei da Assíria (667-625 a.C), até Traja-no ou Adriano, imperadores romanos. A opinião mais comum e mais provável, porque melhor se harmoniza com os dados do texto, é a que teve por primeiro autor a Sulpício Severo (t cerca de 420), no seu Chronicon (II, 14-16). Para ele, Nabucodonosor seria o rei persa Arta-xerxes III, cognominado Ochus (358--338 a.C).

O autor sagrado propõe-se mostrar como nos momentos de maior necessidade o Senhor vem em auxílio dos que observam fielmente a sua lei e nele confiam, e apresentar-nos em Judite um modelo, acima de tudo, de impávido patriotismo, mas também, como observa S. Jerônimo, de castidade vidual. Com efeito, recusando-se a contrair novas núpcias após a morte do primeiro marido (16,26), levou no recolhimento de sua casa uma vida que tem algo de monástico (8,4-6; 16,26). Sua exímia piedade religiosa transparece da sua exortação aos chefes do povo (8,10-26), da sua oração ao Senhor (9,2-19), do seu cântico triunfal (16,1-21). Sua rigorosa observância da lei divina sobressai no uso exclusivo dos alimentos legais e na prática das abluções rituais, que faz questão de manter até mesmo no acampamento inimigo e na corte de Holofernes (12,2-9). Numa palavra: Judite hauriu da religião tal cabedal de virtudes, que não dava azo à menor suspeita.

Neste terso espelho de virtudes femininas não faltaram os que quiseram descobrir duas obras: os artifícios com que a mulher hebréia iludiu os assírios (10,11-11,17) e as artimanhas empregadas para seduzir Holofernes, excitando-Ihe a paixão e expondo a grave perigo a própria honra (10,2-4). Para o que concerne ao primeiro ponto, veja-se a nota a 10,12s. Quanto ao segundo reparo, cumpre notar que Judite visava a alcançar o acesso a Holofernes e ter assim ocasião para encontrar-se a sós com ele a fim de matá-lo sem tropeços.


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Carlos Ramalhete

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