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A ideologia do gênero na Teologia


Uma forte característica das ideologias é apresentar suas leis sem uma fundamentação consistente, mas, utilizando-se da emoção ou de aparentes contrariedades, convencer sofisticamente de que fala a verdade. Pois, isto é o que acontece com a ideologia do gênero e com o feminismo. Vejamos: A ideologia do gênero, inicialmente, defende a ideia de que somente existem dois tipos de gêneros: masculino e feminino; porém esta é a classificação de ‘sexo’. Ademais, depois que todos aceitarem o conceito de gênero, o segundo passo é incluir os demais tipos de pessoas que não aceitam seu sexo natural ou se relacionam com pessoas do mesmo sexo (dizem que já existe mais de vinte tipos de gêneros).

 

Além disso, importa dizer que o termo gênero é tirado da morfologia da língua, no caso o gênero indica uma variação de um substantivo em apenas três possibilidades (masculino, feminino e neutro). Já os ideólogos de gênero não admitem, em um primeiro momento, o gênero neutro (um terceiro gênero), mas tendem a integrar no gênero neutro diversos outros que não se adaptam entre os heterossexuais(1). Na realidade o termo gênero não deve ser utilizado para pessoas, mas apenas para nomes, inclusive de coisas (por isso há o gênero neutro). Para pessoas deve-se utilizar a classificação ‘sexo’. E, como já disse, só há dois sexos: masculino e feminino.

 

Já a ideologia feminista foi à porta de entrada para que tivéssemos hoje a discussão sobre gênero. O feminismo entende-se na ótica marxista que visa separar as classes em oprimidas (por exemplo, as mulheres) e opressores (os homens). Em um primeiro momento, as feministas querem colocar a mulher no mesmo nível do homem pregando verazmente que deve haver uma igualdade em todos os sentidos(2). Porém, no fundo a ideologia feminista, entendida na doutrina de Marx, visa criar a guerra entre os sexos, colocar a mulher contra o homem. E o homem, que não entende o mínimo que seja sobre o marxismo e sobre a proposta socialista globalista(3) que existe em voga, aceita como um cãozinho que as feministas têm razão.

 

Ora, a meu ver os sexos são complementares e não excludentes. Neste sentido, tanto machismo como feminismo são ideologias falaciosas. Homens e mulheres são semelhantes e dessemelhantes e nunca igualitários como o quer está ideologia. Pois, não pode haver igualdade entre desiguais(4). A propósito sobre a ideologia da igualdade foi exatamente o que Ritler fez na segunda guerra mundial, pois ao constatar que havia desiguais na sua realidade ele passou a eliminá-las. Da mesma forma fez o comunismo ateu que no século passado exterminou 100 milhões na Rússia, Camboja e Ucrânia(5). A ideologia é simples de explicar: primeiro você incute a ideia de igualdade em todos os sentidos, depois você elimina aqueles que não querem ser iguais. Por tudo isto todo pensamento, por mais bonito e de aparência santa, que visa a igualar desiguais, se trata da mais macabra ideologia.

 

E a ideologia do gênero o que tem haver com a Teologia? É que se observa que tal ramo feminista já adentrou em alguns ambientes acadêmicos teológicos causando sérios estragos. Mas, antes de adentrar em alguns pontos chaves sobre o perigo desta ideologia dentro da Teologia, importa lembrar que “o ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja [...]” (DV 10), logo a interpretação feita de qualquer jeito incorre em erro na sua origem por desconsiderar o que ensina os pastores da Igreja de Cristo(6). Assim, um dos argumentos feministas dentro da Teologia é que ela não objetiva questionar a fé, mas a tradição teológica e bíblica machista. Ora, mas não é possível combater a tradição sem afetar a fé, pois a tradição historicamente sempre preservou a fé, e se não fosse à tradição não teríamos a fé que temos hoje.

 

Um questionamento básico das feministas teólogas (embora, acredito que não mereçam bem este título, pois ainda não compreenderam muito bem o objeto de seu estudo) é que a tradição nos impôs um Deus masculino e que a Bíblia apresenta quase que exclusivamente nomes de homens como heróis e mulheres como pecadoras. Tudo bem, não pretendo negar que houve uma andrologia(7) histórica, uma supremacia dos homens em relação às mulheres e que isto adentrou nos escritos bíblicos. Porém, temos que ler a Bíblia com olhos da fé e não da ideologia feminista. Quero dizer que aceitar que Deus é pai e que Jesus é homem, é aceitar a revelação. Seria incoerente demais negar o fato de que Jesus se encarnou varão. A propósito algumas feministas preferem na oração do ‘Pai Nosso’, dizer ‘Deus Nosso’ para assim ‘tornar uma linguagem mais inclusiva e menos opressora’, pois dizer que Deus é pai é masculinizá-lo demais. Mas, esquecem que o termo Deus é masculino e pelo jeito não conseguem atingir seu objetivo e escorregam na linguagem. Todavia, importa dizer que “Deus não é de modo algum à imagem do homem. Não é nem homem nem mulher. Deus é puro espírito, não havendo nele o lugar para a diferença dos sexos” (CIC 370). Logo, temos que concluir historicamente que Jesus era varão e que discutir gênero de Deus Criador não nos leva a lugar nenhum.

 

As feministas dentro da Teologia dizem que Maria é assexuada, pois não dá sinais de feminilidade. Mas, falta dizer que o modelo de feminilidade cristã implica uma vestimenta coerente e discreta e não como se vestem atualmente as moças mostrando muito mais do que devem(8). Porém, Maria é extremamente feminina sim. Ela é modelo de toda mulher católica e cristã que se preza.

 

Outra crítica feminista dentro da Teologia, mais precisamente na Eclesiologia é que o espaço da mulher no ambiente eclesial se resume aos trabalhos domésticos: limpeza e cozinha, e não tiveram oportunidades de assumir os altos escalões hierárquicos. Parece justo sua reivindicação, mas vejamos uma das causas destes fatos inegáveis historicamente, que é explicado pela própria natureza da mulher que possui uma capacidade diferente da do homem. Basta observar para ver que enquanto o homem é mais razão(9) e possui uma maior robustez física (e isto lhe permite fazer trabalhos mais pesados), a mulher é mais emoção e delicadeza (o que favorece ao cuidado com as crianças, por exemplo). Poderia dizer mais diversas diferenças, mas note que as diferenças são complementares e não excludentes. Ademais, querer que a mulher se masculinize para se tornar igual ao homem é a mais completa loucura e imbecilidade. Mais uma vez, importa dizer que não podemos jogar mulher contra homem, mas acima de tudo ver estas duas criaturas como complementaridade.

 

Na mesma linha de crítica feminista, surge outra de que há um grande preconceito de uma mulher ser ordenada. Muito bem, mas as feministas não comentam que a mulher naturalmente encontra-se em uma situação de vulnerabilidade sexual, e justamente o homem deve zelar por ela, complementando-a. Imagina deixar uma mulher sacerdotisa em uma paróquia sozinha? É de se concluir que ela estaria em situação de ser abusada muito mais do que um homem sacerdote nas mesmas situações (não pretendo aqui discutir sobre o sacerdócio masculino, que fica para outra oportunidade). Importa, sim, dizer que as feministas em geral são abortistas e, suas reflexões visam à sua emancipação completa dos homens, e isto implica em não mais aceitar os filhos que os ‘homens lhes fazem’. Esta é que é a realidade de tal linha de pensamento revolucionário. Neste sentido, elas defendem que a mulher é dona de si e do próprio corpo e isto lhes dá o direito de matar seus filhos, de ter a vida mais depravada possível, etc...

 

Outra crítica é quanto à opressão machista na linguagem, como no caso do português em que se há em uma sala trinta mulheres e apenas um homem, se costuma saudar de ‘queridos alunos’ (só por causa daquele sujeito) ou mesmo de outros tantos casos em que a linguagem em nada é ‘inclusiva’, mas ‘machista’ no dizer das feministas. Porém, importa ressaltar que discussões como estas não nos levam a lugar nenhum, pois a linguagem possui limitações e isto deve ser, se não aceito, ao menos não deveria ser caso de culparmos de machismo(10). Além disso, importa dizer que uma linguagem é formada por convenções, mas que necessita seguir uma regra e uma lógica, sendo desnecessário também utilizar os termos ‘alunos e alunas’ ou ‘amigos e amigas’, pois pela convenção da própria linguagem já se entende que ao falar em ‘alunos ou amigos’ já está incluído o sexo feminino, pois neste caso a saudação se refere à espécie homem e não apenas ao sexo masculino.

 

Da mesma forma, também não é correto chamar ‘presidenta’, por exemplo, para poder incluir a Sra. Dilma Russeff, pois seria o mesmo de chamar você, que é mulher e estuda, de ‘estudanta’. Logo, veja que a língua tem limites e não é o caso de modificar a linguagem, ferindo a própria língua, mas a primeira coisa é não fazer da linguagem mais um motivo para fomentarmos as ideologias.

 

Por outro lado a discussão feminista trouxe também alguns benefícios como destaca o Papa João Paulo II, ao dizer que com a teologia feminista “as mulheres tomaram uma parte mais ativa na pesquisa exegética. Elas conseguiram, muitas vezes, melhor que os homens, perceber, o significado e o papel da mulher na Bíblia, nas histórias das origens cristãs e da Igreja”(11), isto é prova de que homem e mulher se completam e não se excluem. Porém o que não pode se aceitar e que as mulheres optem por caminhos perigosos pela ideologia. E para não me alongar mais nesta discussão, lanço uma questão para fazer pensar aqueles que erradamente acreditam que devemos lutar para todos serem iguais: sabendo que o biológico afeta a construção social, por exemplo, a gravidez exige que a mãe amamente e cuide da criança e lhe dê atenção nos primeiros meses, deveria se considerar, pela natureza, que a igualdade de gênero é possível?

 

 

NOTAS:

1 Os próprios termos heterossexuais e homossexuais fazem parte da linguagem ideológica de gênero, pois na realidade somente existe sexo masculino e feminino, o mais é pura ideologia.

 

2 Notem que o termo ‘igualdade’ é utilizado pela ideologia como ‘identidade’. Ou seja, igualdade se entende por aquilo que se equivale a outra quanto à unidade, isto é, um homem é igual a uma mulher porque cada um é uma unidade. Porém, identidade é aquilo que é igual a ele mesmo (neste caso não pode haver nunca identidade entre dois tipos de seres). Então as feministas utilizam o termo igualdade para defender identidade. Mas alguém pode perguntar-me como cheguei a esta conclusão? Muito simples, quando se coloca homem e mulher no mesmo nível como defendem as feministas não se admite que exista uma diferença biológica entre as duas criaturas, então elas consideram homens e mulheres como idênticos em direitos. Aqui está o seu erro.

 

3 Sobre o socialismo globalista, consultar Olavo de Carvalho na obra O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

 

4 Para Tomás de Aquino os seres são análogos (semelhantes e dessemelhantes ao mesmo tempo) e nunca iguais.

 

5 Cfe. Olavo de Carvalho na obra O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

 

6 Outro perigo deste tipo de ideologia adentrar os ambientes teológicos é que dá margem para que surjam ainda outras falsas teologias, como é o caso da teologia Queen que estuda Deus a partir da ótica homossexual.

 

7 Note que há uma completa confusão quando se quer fundamentar o machismo. Utilizam erroneamente o termo antropologia, quando na verdade deveriam utilizar andrologia. Pois, antropologia significa todo o homem (espécie, incluídos homem e mulher), enquanto andrologia, esta sim, é a ciência do humano masculino. Logo, para falar de machismo se deve utilizar andrologia.

 

8 Notem que a forma como as mulheres foram mal ensinadas a se portarem pelas suas vestes remetem justamente a revolução sexual, em que as feministas iniciaram na década de 60, e que ao incutirem a ideia de que deveriam se libertar dos homens, o que conseguiram foi se tornarem cada vez mais escravas, pois os homens adoram ver as mulheres seminuas por aí e depois na vida prática eles não às valorizam como elas merecem.

 

9 Razão aqui não no sentido de chamar as mulheres de burras, longe disto. Isto seria entrar na ótica da ideologia e jogar um contra a outra, mas razão no sentido de o homem ter um pensamento mais voltado à abstração, enquanto a mulher se ocupa mais com as coisas concretas do dia-a-dia.

 

10 Na verdade, a confusão pode ser resumida no termo ‘homem’ que é ambíguo: pode significar a espécie, que inclui os dois sexos, ou o varão. Tudo porque o substantivo ‘homem’ não é neutro, mas é um nome de gênero masculino.

 

11 Cf. A interpretação da Bíblia na Igreja de João Paulo II.

 

Grégori Siqueira

Fonte: http://semgregsiqueira.blogspot.com.br/


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