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PATRÍSTICA

 

O termo técnico Patrística aplica-se à era dos Padres da Igreja, sua época e suas obras.

O título cristão de "Pai/Padre" aplica-se aos homens que foram considerados Pais espirituais dos Cristãos. Foram homens que ouviram a pregação dos Apóstolos, foram seus discípulos, por eles instituídos Bispos da Igreja e guardavam de cabeça a doutrina apostólica. Após a morte dos Santos Apóstolos, eram considerados a única referência segura quanto à Sã Doutrina, tornando-se os novos Pais espirituais dos cristãos, não só pela pregação mas também porque através do batismo inseriam as pessoas na Igreja.

 

A fé transmitida pelos Santos Padres gozava de imensa credibilidade e foi base para a teologia da Igreja.

O estudo da fé dos Santos Padres é de fundamental importância para todo cristão que deseja estar de posse da fé comum da Igreja Primitiva. Nosso Senhor Jesus Cristo orou ao Pai pela união dos Cristãos (cf. Jo 17, 6-24). Assim, todo cristão tem a obrigação de buscar a unidade da fé; e o primeiro passo para isto é conhecendo a antiga fé dos cristãos, deixada pelos Santos Apóstolos e assegurada pelos Pais da Igreja. Passo seguro para a unidade dos cristãos é estar de posse do que nos era comum, ter conhecimento e professar a fé da Igreja indivisa.

 

Comete grave erro todo àquele que se nega a professar a antiga fé, depósito precioso deixado pelos Santos Apóstolos e tão bem defendido pelos Santos Padres.

 

QUEM FORAM OS SANTOS PADRES?

 

A Igreja conta com 93 Santos Padres.

Chamamos de «Padres da Igreja» aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente como que «Pais» da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma, foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; sem dúvida, são a sua fonte mais rica.

 

Alguns foram papas. A maioria foram bispos. Mas havia também sacerdotes, diáconos e até leigos. Podemos tomar como exemplo:

S. Clemente de Roma (†102), Papa de Roma (88 - 97)

Santo Inácio de Antioquia (†110)

São Policarpo (†156)

Orígenes de Alexandria (184 - 254)

Tertuliano de Cartago (†220)

São Cirilo de Jerusalém, bispo (315 - 386)

São Jerônimo (348 - 420), presbítero, Itália

São João Crisóstomo - (349 - 407), bispo

Santo Agostinho - (354 - 430), bispo

São Leão Magno (400 - 461), papa de Roma - Toscana, Itália

 

LIGAÇÃO ENTRE PATRÍSTICA E TRADIÇÃO DA IGREJA

 

A Sagrada Tradição não foi conservada pela Igreja apenas oralmente, mas também foi sendo vertida por escrito pelas gerações que sucederam os santos apóstolos.

 

Mesmo durante a era apostólica, muitos já queriam se separar da Igreja, pregando um Evangelho diferente. Mas todas estas heresias caíram por terra, por causa do testemunho vivo dos Apóstolos. Com a morte dos Apóstolos, seus legítimos sucessores se preocuparam em escrever aquilo que os Apóstolos não deixaram por Escrito, para combater heresias nascentes, e para deixar para a posteridade a memória cristã.

 

Veja um testemunho primitivo:

"Em primeiro lugar [Inácio de Antioquia], acautelava-se a conservar firmemente a tradição dos apóstolos que, por segurança, julgou necessário fixar ainda por escrito. Estava já prestes a ser martirizado." (História Eclesiástica Livro III, 36,4. Eusébio de Cesaréia, + ou - 317 d.C).

 

Ou seja, graças aos Santos Padres temos por escrito o ensinamento transmitido pelos Apóstolos, que é à base da Tradição da Igreja.

 

A Igreja Católica não se guia apenas pela Bíblia (a Revelação escrita), mas também pela Revelação oral que chegou até nós. Sem esta última, nem mesmo a Bíblia existiria como a temos hoje, já que ela foi berçada e redigida pela Igreja.

 

“Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum). Como então, dispensar a Tradição na sua interpretação? Como aceitar a existência da fruta e negar a árvore que a gerou?

 

O Catecismo (66) ensina que: “embora a Revelação já esteja terminada, não está explicitada por completo; caberá à fé cristã captar gradualmente todo o seu alcance ao longo dos séculos.”

 

Assim, afirma o Concílio Vaticano II, através do documento Dei Verbum: “[...] não é através da Escritura apenas que a Igreja consegue sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado. Por isso ambas – Escritura e Tradição – devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência.”

 

O LEGADO DOS SANTOS PADRES

 

Os escritos dos Santos Padres da Igreja dividem-se basicamente em dois tipos:

1) Escritos que relembram a Tradição recebida dos apóstolos e a defendem contra as heresias. Nesta primeira categoria encontram-se escritos eclesiológicos, sobre o batismo, sobre o ministério dos pastores, sobre o matrimônio, etc.

 

2) Tratados teológicos. Quando os cristãos necessitavam desenvolver um entendimento melhor da fé, muitos tratados teológicos foram propostos, até que se chegasse a uma solução definitiva. Nesta segunda categoria encontram-se escritos que ajudaram os sucessores dos apóstolos a traçarem os rumos teológicos do Cristianismo.

 

Os escritos cristãos desenvolveram desde o fim do séc. I um papel central e importante, em muitos aspectos fundamentais para a vida dos cristãos e para a doutrinação do cristianismo nos setores litúrgico, canônico, doutrinário e teológico ao longo dos séculos, estes escritos sejam eles de caráter canônico (Bíblico) ou não, favoreceram a vida e a prática dos cristãos em comunidade.

 

As obras dedicadas à apologética, doutrina, liturgia, e principalmente as que ajudaram na elaboração e doutrinação de dogmas e ensinos cristãos a luz das Escrituras e da tradição Patrística, foram de extrema importância para a cristianização das verdades não explícitas biblicamente e comprovadas pela Tradição.

 

A “PROVA PATRÍSTICA”

 

Devido à importância que os Santos Padres tinham como testemunhas privilegiadas do Depositum Fidei (Depósito da Fé) da Santa Igreja, esta desenvolveu o conceito da "prova patrística".

 

A prova patrística foi utilizada pela primeira vez por São Basílio Magno, que acrescentou em sua obra "O Espírito Santo" uma lista de Padres da Igreja para apoiar sua opinião doutrinária sobre o Espírito Santo. Esta obra de São Basílio serviu de base para o Concílio de Constantinopla declarar o dogma da Divindade do Espírito Santo. Vemos que foi a fé dos Santos Padres que foi usada para o fundamento da fé que hoje temos na Divindade do Espírito Santo, pilar fundamental da doutrina da Santíssima Trindade.

 

Santo Agostinho serve-se também da prova patrística a partir de 412, especialmente na controvérsia contra o pelagianismo.

 

São Cirilo de Alexandria também se utilizou dela durante o Concílio de Éfeso (431), lendo as obras dos Santos Padres, fazendo com que o Sínodo aceitasse oficialmente o título Theotókos (Mãe de Deus) para a Virgem Maria.

 

O uso constante da prova patrística como verificação da autenticidade da fé fez com que São Vicente de Lérins criasse o clássico conceito de "magistri probabiles" em seu Communitorium (434), desenvolvendo a teoria da prova Patrística.

 

PATROLOGIA: MOTIVO DE CONVERSÃO

 

A Patrologia trata necessariamente de um ramo da teologia cujo núcleo essencial são os Padres da Igreja e seus escritos no sentido eclesial; é assim a ciência que trata a literatura cristã antiga em todos os seus aspectos e com todos os métodos apropriados.

 

Muitos pastores evangélicos tem se convertido ao catolicismo através do estudo das obras dos Santos Padres (patrologia). Podemos dar como exemplo o escritor e ex-pastor Scott Hann (autor dos livros “O banquete do Cordeiro” e “Todos os caminhos vão dar em Roma”), que aponta o estudo dos Santos Padres como fundamento essencial de sua conversão à Igreja Católica.

 

TRECHO DA CARTA APOSTÓLICA PATRES ECCLESIAE DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II

 

"Na verdade; foram "padres" ou pais da Igreja porque deles, mediante o Evangelho, recebeu ela a vida. E também seus construtores, porque deles — sobre o fundamento único colocado pelos Apóstolos, que é Cristo — a Igreja de Deus foi edificada nas suas estruturas fundamentais.

 

Da vida recebida dos seus pais ainda hoje vive a Igreja; e sobre as estruturas postas pelos seus primeiros construtores ainda hoje é edificada, na alegria e na pena do seu caminho e do seu trabalho quotidiano.

 

Padres ou pais foram, e pais continuam a ser para sempre: eles mesmos, de fato, são estrutura estável da Igreja, e, em favor da Igreja de todos os séculos, exercem uma função perene. De maneira que todo o anúncio e magistério seguinte, se quer ser autêntico, deve pôr-se em confronto com o anúncio e o magistério deles; todo o carisma e todo o ministério deve beber na fonte vital da paternidade deles; e toda a pedra nova, acrescentada ao edifício santo que todos os dias cresce e se amplifica, deve colocar-se nas estruturas já por eles postas e a elas soldar-se e ligar-se."

 

Fonte: www.revistacatolicos.blogspot.com.br.

Paulo Lelis


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