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A convivência familiar

 

Os avanços da ciência e da tecnologia estão levando a outras dimensões sociais o papel da família dentro da sociedade. Jamais se pode esquecer que a família é, e sempre será, a célula mater da sociedade, é nela que se estabelece o elo entre gerações e a perpetuação do ser humano. A geração de descendentes somente poderá ocorrer pela união homem-mulher, exatamente como ocorre com todos os seres vivos (macho/fêmea) neste planeta.

 

Sem perda da visão qualitativa, a história tem revelado, através de relatos, vivências recentes (e até atual) de modelos de pai e mãe com prole numerosa. Era comum, até o advento dos anticoncepcionais na década de 60 do século passado, contingentes de 10 filhos ou mais.

 

Se recuarmos um pouco mais, antes das descobertas das doenças infectocontagiosas, havia necessidade deste contingente, em decorrência da altíssima taxa de mortalidade até em então vigente. Por efeito, a esperança de vida mal passava dos 35 anos. Nestas condições, era necessário a geração de filhos para garantir a perpetuação da espécie. No início da era cristã, segundo especialistas em demografia, deveria haver no planeta em torno de 350 milhões de habitantes, para chegar no ano de1700 com o dobro deste contingente. Sem exigência de exatidão, levou-se quase dois milênios para se chegar àquele número. Após aquela data, a população decuplicou em menos de trezentos anos. Houve uma explosão demográfica.

 

A causa dessa explosão foi a redução drástica da mortalidade nesse último  período sem a correspondente redução da natalidade. Então sim famílias de 10 filhos ou mais tiveram a felicidade de ficarem intactas. Em termos ambientais, foi uma “gafanhotagem”  em cima de todos os ecossistemas no mundo. Houve a necessidade urgente de se buscar uma redução desta natalidade não mais tão necessária para manter a espécie.

 

A implantação das novas tecnologias mecânicas, descobrimento e melhorias das sementes, irrigação, controle das pragas, no século 19 e mais intensamente no século 20, permitiu uma produção fantástica no campo, dispensando um contingente de mão de obra que veio enxamear as cidades, em busca de ocupações. Neste contexto as famílias não tiveram mais necessidade de um contingente daqueles acima citados. O problema era como conter aquela natalidade clássica. O impulso reprodutivo manifestado no prazer lúdico através das relações sexuais, jamais deixará de existir. A possibilidade da redução da natalidade através de métodos contraceptivos, desenvolvidos a partir da segunda metade do século passado foi um alívio para a pressão demográfica. Com as doenças infectocontagiosas controladas, finalmente os casais puderam se dar a chance de ter uma prole bem mais reduzida, desde que fique na taxa de fecundidade de equilíbrio de 2,1 filhos por mulher.

 

Estamos agora diante de um novo fenômeno: com uma prole reduzida, sobrou tempo para a mulher/mãe se dedicar a outras atividades produtivas, fora do lar. Com isto, aumentou a renda familiar e melhorou o padrão de vida. Isso revelou a necessidade de uma revolução cultural do clássico modelo de família. Mesmo com toda a globalização da informação, esta revolução não está completa. Resquícios culturais do antigo modelo permanecem no “caráter genético” tanto do homem como da mulher. E isto não muda de uma geração para outra.

 

A força vital que os pais tinham com um contingente de 10 filhos pelas costas, não se esmorece numa geração. Logo, esta força é descarregada sobre uma prole de um, dois ou mesmo três filhos. Neste caso temos a superproteção, casos de pais para exemplificar, que armam verdadeiros barracos quando um “filhinho” é admoestado em sala de aula e outras aberrações da superproteção. Pelo lado pedagógico, criam-se filhos sem grande perspectiva de vida, pela falta de desafios que eles deveriam enfrentar na sua infância e adolescência. Por outro lado, o conforto oferecido aos filhos leva a não mais se desgrudarem dos pais em termos de dependência, até a morte dos pais.

 

Famílias numerosas não permitiam que os pais entrassem em conflitos existenciais entre si, pois quando estes surgiam, logo ela (a mulher) estava novamente grávida do próximo. Não havia tempo para conflitos. Assim a rotina escorria naturalmente na vida a dois, num compromisso dramático de garantir a sobrevivência da família. Os filhos observavam e se educavam na experiência dos pais, o compromisso perpétuo de esforço pela vida.

 

Hoje o ócio gerado pela falta de mais filhos permitiu aos pais terem a oportunidade de novas perspectivas materiais e mais aproximação com os filhos. Em termos. A possibilidade de maior intimidade com os filhos sim, mas em termos físicos ficou paradoxalmente distante. Os pais trabalham o dia inteiro fora de casa. Os filhos ficam o dia inteiro nas creches (ou depósitos humanos) quando pequenos e, mais tarde, em outras atividades para não ficarem sozinhos, ou mesmo em frente a um computador, com vídeo games vazios intermináveis onde os jogos de violência são os mais procurados, fascinando a inocência infantil.

 

No tempo ou período agrícola, com uma ninhada numerosa todos estavam por perto dos pais, cuidando da lavoura e outras atividades ligadas à produção da terra, esta generosa. Havia um momento de todos se sentarem à mesa por uma ordem imperativa necessária, para suas refeições numa autêntica comunhão familiar, onde alegria, a união e a religiosidade eram evidentes e fortes. Não nos consta que estas famílias produziam filhos com desvios de comportamentos. A experiência tem demonstrado que na santa maioria se transformaram em cidadãos dignos e honrados.

 

Atualmente, com um número reduzido, tem-se tornado difícil estes encontros, e quando há, ainda tem a televisão ligada na cozinha onde todos comem assistindo toda sorte de cenários. A convivência familiar saudável ficou distante, ficou para a história.

 

Sergio Sebold – Economista Independente e Professor


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