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Creio na vida eterna

Crer na vida eterna significa que esta vida é só um começo, pois a vida verdadeira continua depois. O Novo Testamento distingue essas duas vidas, principalmente no Evangelho de São João e, para tanto, utiliza palavras extraídas do grego: bios e zoé. A primeira refere-se à vida terrestre e a segunda à vida eterna. A preparação do cristão deve ser para a zoé, ou seja, para a vida eterna.

Após a morte física acontece o chamado "Juízo Particular", o qual é explicado pelo Catecismo da seguinte maneira:

"Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja por meio de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre." (1022)

As chamadas "experiências de morte próxima" mostram indícios que confirmam o que a doutrina e a fé ensinam. Do mesmo modo, diz o Catecismo, "a parábola do pobre Lázaro e a palavra de Cristo na cruz ao bom ladrão, assim como outros textos do Novo Testamento, falam de um destino último da alma, que pode ser diferente para uns e outros." (1021)

O amor é a realidade mais importante e é acerca dele que o homem será julgado. "No entardecer de nossa vida, seremos julgados sobre o amor", disse São João da Cruz. O último momento da vida de um homem, de certa forma, refletirá como ele viveu a vida toda, assim, Deus o julgará pela exterioridade de seus atos e também pela interioridade de seu coração.

O primeiro destino possível ao homem após o Juízo Particular é o Céu. O Catecismo ensina que "os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem tal como ele é, face a face." (1023)

A vida eterna significa viver a vida de Deus. Contudo, ela não é igual para todos, será proporcional ao tamanho da generosidade que o homem dispôs durante essa vida, ou seja, se amou generosamente, terá uma grande parcela, se pouco amou, pouco receberá.

Pode parecer estranho, mas o mesmo critério foi adotado para os santos. Santo Tomás de Aquino escreveu um tratado sobre as auréolas dos santos, ou seja, sobre o símbolo da glória que a pessoa santa vive no céu. Elas variam, ou seja, a glória dos santos pode ser maior ou menor. A Virgem Maria tem a maior auréola possível.

A segunda possibilidade é a de ser salvo, mas não ser santo, ou seja, "os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entregar na alegria do Céu." (1030)

Ser salvo significa morrer em estado de amizade com Deus, sem pecado mortal, porém, durante a vida, não O amou sobre todas as coisas, não foi generoso suficientemente. Nesse caso, precisa preparar-se para amar a Deus sobre todas as coisas, sofrendo no chamado "Purgatório" que é "a purificação final dos eleitos" (1031). É por isso que a Igreja ensina a honrar os defuntos e oferecer orações a eles:

"... em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos." (1032)

Finalmente, a terceira possibilidade: o Inferno. O Catecismo diz que "não podemos estar unidos a Deus se não fizermos livremente a opção de amá-lo. Mas não podemos amar a Deus se pecamos gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra nós mesmos." E continua no mesmo número:

"Nosso Senhor adverte-nos de que seremos separados dele se deixarmos de ir ao encontro das necessidades graves dos pobres e dos pequenos que são seus irmãos. Morrer em pecado mortal sem ter-se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa estar separado do Todo-Poderoso para sempre, por nossa própria opção livre. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão de Deus e com os bem-aventurados que se designa com a palavra "inferno". (1033)

Apesar de existir uma tendência moderna, até mesmo de muitos padres, em dizer que o inferno não existe, pois "Deus é amor", o próprio Jesus, no Novo Testamento, falou "muitas vezes da "Geena", do "fogo que não se apaga", reservado aos que recusam até o fim de sua vida crer e converter-se, e no qual se pode perder ao mesmo tempo a alma e o corpo." (1034) O Inferno é uma grave realidade, a qual não se deve desprezar. É por isso que a Igreja "... afirma a existência e a eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, "o fogo eterno". A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único e quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais aspira." (1035)

Quando a Igreja ensina sobre a eternidade e a gravidade do Inferno pretende chamar "à responsabilidade com a qual o homem deve usar de sua liberdade em vista de seu destino eterno. Constituem também um apelo insistente à conversão." (1036)

O Catecismo encerra esse tema afirmando que "Deus não predestina ninguém ao Inferno; para isso é preciso uma aversão voluntária a Deus (pecado mortal) e persistir nela até o fim. Na Liturgia Eucarística e nas orações cotidianas de seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus, que quer que ninguém se perca, mas todos venham a converter-se." (1037)

Na próxima aula será estudado o Juízo Final.

Padre Paulo Ricardo

Fonte: Christo Nihil Praeponere


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