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PERGUNTE e RESPONDEREMOS 042 – junho 1961

 

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA NA COLÔMBIA?

HISTÓRIA DO CRISTIANISMO

ESTUDIOSO (Rio de Janeiro): «Diz-se que os católicos têm perseguido os protestantes na Colômbia. Que há de certo nas diversas notícias espalhadas sobre o caso? (década de 1950)»

 

Antes do mais, em se tratando de assunto melindroso, parece oportuno indicar as fontes das quais se podem colher informações sobre o tema. Ei-las:

 

1) Da parte protestante:

- os impressos periódicos intitulados «Reports on Religious Persecution in Columbia», publicados pela Confederação Evangélica da Colômbia (C.E.D.E.C.) desde o inicio de 1952, em inglês. Espalharam-se amplamente pelo mundo, sendo suas notícias sinistras largamente divulgadas pela imprensa internacional, com as naturais consequências de inquietação e perplexidade tanto em países católicos como em protestantes; no interior, porém, da Colômbia mesma, tais periódicos não foram difundidos;

- os «Boletins Informativos da Confederação Evangélica da Colômbia» («News Service of the Evangelical Confederation of Columbia»), em inglês, também destinados ao estrangeiro, não ao uso da população nacional.

 

2) Da parte católica:

- na Colômbia mesma apareceu em 1954 o livro «Las sectas protestantes en Colombia» do Prof. Eduardo Ospina S.J., da Universidade Xaveriana de Bogotá;

- nos Estados Unidos da América do Norte, um artigo expressivo na revista «America» de 26/VI/1954;

- na Inglaterra, dois relatórios em «The Tablet» de 16/1/1954 e 24/111/1954;

- na França, ótima documentação no periódico «L'actualité religieuse dans le monde», de l/V/1955;

- na Suíça, dois artigos em «Orientierung» de 15/1/1954 e 30/XI/1956;

- na Itália, estudo minucioso e ricamente documentado de G. Caprile S.J. em «La Civilità Cattolica» (1954, n°s 2503/2505);

- na Espanha, um resumo desse estudo em «Hechos y Dichos», de abril e maio de 1955.

 

Na base de tais documentos, podem-se reconstituir com certa clareza as idéias e os acontecimentos que ocuparam o cenário religioso da Colômbia nos últimos tempos. É o que vamos tentar fazer rapidamente, observando as seguintes etapas

 

1)   Análise da situação dita «de perseguição».

2)   As idéias e os agentes envolvidos :

a)    a realidade tanto do Catolicismo como do Protestantismo na Colômbia ;

b)   a guerra civil.

3)   Alguns episódios do quadro geral.

4)   Conclusão.

 

Não poderíamos deixar de registrar, desde já, que a celeuma religiosa em foco está atualmente apaziguada, tendo-se dado na Colômbia encontros muito amistosos de católicos e protestantes.

 

1. A situação «de perseguição»

 

Desde 1948 aos últimos tempos registrou-se delicado panorama religioso na Colômbia, panorama que os Boletins da Confederação Evangélica Colombiana compararam ao de uma perseguição antiprotestante semelhante à que se verifica nos países ditos «da Cortina de Ferro»: de 1948 a inicio de 1953, haveriam sido destruídos por fogo ou por dinamite 42 templos protestantes; 31 teriam sido danificados e 10 confiscados; 110 escolas primárias protestantes teriam sido fechadas, 54 por ordem do Governo, as restantes por atos de violência; outras casas e prédios evangélicos, num valor total de 148.000 dólares, haveriam sofrido destruição, deterioração ou confiscação; por fim, teriam mesmo padecido a morte violenta 51 cidadãos, entre os quais homens, mulheres e crianças (cf. «News Service» no 10, de 17/VIII/1953; cifras reproduzidas pelo hebdomadário norte-americano «Time» de 5/X/1953).

 

Os dados deste relatório têm sido, por vezes, aumentados de maneira surpreendente, a ponto mesmo de se poder ler na revista «Latin America Today» (Nova Iorque, junho de 1953) a notícia de que a Colômbia, terra de bárbaros e intolerantes, «massacrou 100.000 protestantes, unionistas e democráticos». Comunicações e protestos foram levados até à ONU, sob a alegação de que nem os direitos da pessoa humana são respeitados na Colômbia.

 

Estes poucos densos traços já são suficientes para se perceber em que consiste, segundo os rumores comuns, a «perseguição antiprotestante» da Colômbia. Faz-se mister agora examinar mais de perto o desenrolar dos acontecimentos, os agentes e as idéias que os têm movido, a fim de se poder formular um juízo objetivo sobre tão debatida situação.

 

2. O Catolicismo na Colômbia

 

A Colômbia é país de população 99,5 % católica. Já nos inícios do séc. XVII, como narra um cronista dessa época mesma, a maioria dos aborígenes era batizada e religiosamente assistida por missionários católicos.

 

Ao contrário do que se deu na maioria dos povos hispano-americanos, a campanha de independência nacional lá não teve caráter antieclesiástico, mas, foi, antes, em boa parte, orientada por clérigos. Já a primeira Constituição do país, dita «de Cundinamarca», em 1812 declarava ser o Catolicismo a religião da nação. O muito estimado «Libertador», Simon Bolívar, em 1819 procurou entrar em concordata com a Santa Sé. As Constituições de 1843 e 1886 confirmaram ser o Catolicismo a religião do povo colombiano. No ano de 1887 foi assinada a Concordata ainda hoje vigente entre a Colômbia e o Vaticano, estipulando:

 

art. 1. O Catolicismo é a religião oficial da nação. O Estado a deve respeitar e proteger;

art. 12. A educação se fará de acordo com a fé e a moral cristãs.

 

Em 1953 acrescentou-se a essa Concordata um estatuto referente às missões entre índios no país: aos missionários católicos era assinalada, além da tarefa religiosa, uma obra de civilização dos aborígenes, em vista da qual o governo se comprometia a prestar recursos financeiros e direitos administrativos aos eclesiásticos. Às denominações religiosas não católicas ficava proibido exercer o proselitismo nos territórios de missões (o que não quer dizer que pastores protestantes tenham sido expulsos de suas sedes; é-lhes plenamente lícito aí ficar, dedicando-se aos seus fiéis, contanto que não empreendam conquistas religiosas). Esta convenção se entende, em parte, pelo desejo que o Estado possui, de assegurar homogeneidade e êxito na civilização dos aborígenes.

 

De resto, governos não católicos até épocas recentes têm procedido de maneira análoga, reservando certos territórios coloniais à ação de denominações evangélicas: assim fez, por exemplo, a Holanda na Indonésia; a Alemanha, até 1900, na África Ocidental do Sul e na Nova Fomerânia (Arquipélago de Bismarck).

 

Estes precedentes explicam que a vida católica seja hoje em dia próspera na Colômbia. O número de dioceses, entre 1938 e 1954, passou de 29 a 42. Em 1938 contavam-se 1397 sacerdotes (1 para 6230 habitantes); em 1953 já havia 3326 padres (1 para 3440 almas). Duas Universidades Católicas, com um total de 4000 estudantes, imprimem certo cunho ao setor acadêmico do país: a «Javeriana» em Bogotá, e a «Bolivariana» em Medellín. Ao magistério primário e secundário dedicavam-se, em 1954, 1369 escolas católicas, com 124.219 alunos ; 459 colégios, com 11.557 alunos, e 22 instituições paroquiais com 890 discípulos. Notável é a obra de educação rural pelo rádio estabelecida em Sutatenza por Monsenhor J. J. Salcedo, a qual já em 1954 havia distribuído mais de 6.000 receptores de pilha a um conjunto de 200.000 camponeses: fornece cursos diários de leitura, grafia, aritmética, higiene, agricultura, religião e conhecimentos gerais. — Entre outras obras católicas, podiam-se assinalar, em 1954, 145 impressos periódicos, 510 instituições de beneficência e 2 leprosários.

 

Nos territórios de missões calcula-se que apenas 4 % dos aborígenes ainda não hajam sido catequizados, ficando uma única tribo refratária aos missionários. Donde se vê a improcedência da afirmação evangélica (cf. Boletim da CEDEC de 30/XI/53) segundo a qual o governo, entravando os pregadores protestantes, deixava entregues ao paganismo «ainda muitas tribos de índios, como, aliás, vem acontecendo no decorrer de quatro séculos de domínio católico!».

 

3. O Protestantismo na Colômbia

 

Em 1856 estabeleceu-se em Bogotá a primeira missão presbiteriana, proveniente dos Estados Unidos da América do Norte; 24 anos se passaram sem que algum colombiano lhe aderisse. Até 1942 mais onze denominações evangélicas entraram na Colômbia, algumas das quais (anglicana, metodista...) restringindo suas atividades à assistência de correligionários.

 

De 1942 em diante, porém, as atividades protestantes se incentivaram: em 1954 havia 26 denominações bíblicas, algumas de caráter proselitista muito aceso. Estão assaz divididas entre si (1); após várias tentativas frustradas, 17 se congregaram na Confederação Evangélica da Colômbia, sendo estas em geral as mais ferrenhas dentre todas: Menonistas, Assembléia de Deus, Tabernáculos Unidos, Santidade do Calvário, Cruzada Evangélica Universal, Igreja Independente de Vila Rica, etc. Ora, seja lícito lembrar que a Confederação Evangélica assim constituída foi a única fonte que lançou ao mundo as notícias de «perseguição aos protestantes em nome de Cristo Rei», «indizível barbárie na Colômbia», etc

 

Os Batistas rejeitaram explicitamente a proposta de confederar-se, alegando que o plano de apresentar ao mundo uma frente única lhes parecia ser hipocrisia contrária à liberdade fundamental do Evangelismo (cf. Heraldo Bautista», Cali, agosto de 1949).

 

Quanto ao número de protestantes na Colômbia, as fontes católicas indicavam 20.000 em 1954, ou seja, 0,17% da população total. As informações protestantes vacilavam muito: o pastor inglês W. T. T. Millham contava em 1948 23.655 evangélicos; dois anos mais tarde, porém, a Confederação Evangélica declarava representar um total de 50.000 adeptos; três anos depois, o Boletim Oficial da Confederação anunciava que o número de protestantes de 1948 a 1952 crescera de 7908 a 11.958. Como quer que seja, calcula-se que, na melhor hipótese, os evangélicos na Colômbia possam atingir a proporção de 0,2 % da população total.

 

(1) No «World Christian Handbook», anuário protestante, se lê:

«Em nenhum pais da América Latina, é tão agudo como na Colômbia o problema de um conjunto de pequenas seitas missionárias autônomas que se combatem mutuamente, guiadas por chefes irresponsáveis, cujo principal objetivo parece ser o de desacreditar os outros obreiros ou grupos missionários» (citado por J. B. Sniven, em «The Priest», julho de 1952).

 

As comunidades protestantes têm sua existência juridicamente garantida pelo art. 53 da Constituição Colombiana, que assim reza:

«O Estado garante liberdade de consciência. Ninguém será incomodado por motivo de suas opiniões religiosas nem será obrigado a professar uma fé ou a observar práticas contrárias à sua consciência. Fica assegurada a liberdade de todos os cultos que não sejam contrários à moral cristã ou às leis vigentes».

 

Usando de sua liberdade, os protestantes desencadearam nos últimos tempos campanhas de propaganda veemente, que não receiam atacar os valores religiosos mais caros ao povo colombiano.

 

Eis alguns dos tópicos mais salientes desse movimento:

O jornal «El Heraldo Bautista» em setembro de 1949 asseverava : «Não há nada tão anticristão e tão oposto às virtudes praticadas por Cristo quanto a Igreja Católica. Ela é o contrário do verdadeiro Cristianismo».

 

Pode-se dizer que não há uma só das proposições da fé católica que não seja ridicularizada em termos baixos pela propaganda protestante: a Missa é tida como «abominável idolatria» (Catecismo Evangélico, Cali); «o sistema papal não vem a ser outra coisa do que uma invenção de Satanás, pela qual se vai preparando o caminho para a vinda do Anticristo» (Roma y los papas, resefia histórica, Cali, Ed. Progresso, pág. 191). «O demônio suscitou o Papa para governar a parte ocidental do Império Romano reconstituído, assim como suscitou Maomé para governar a parte oriental» (De Sima a Cima, julho de 1949, pág. 4). Pio XII, chamado «Senhor. Pacelli», foi acusado de ser inimigo da paz em uma carta falsamente atribuída ao Presidente Truman («Definiendo responsabilidades», carta do Presidente Truman ao Papa). A fábula da Papisa Joana é frequentemente explorada, como se fôra história verídica (cf. «P.R.» 3/1958, qu. 12). O confessionário vem apresentado como «trono donde o confessor... governa o povo e rege os destinos do país; rede para apanhar borboletas, se o confessor é jovem e de bom... apetite; cloaca das imundices morais de todo o povo» (El Heraldo Bautista no 75, pág. 8). A Virgem Maria é comparada a uma mulher de má vida (Las balanzas de oro, pág. 86 e 108).

 

Compreende-se que tal linguagem seja apta a provocar, independentemente de qualquer palavra de ordem superior, a reação espontânea da gente simples católica, de mais a mais que se trata de assunto religioso (tema sempre muito ardente). Pregando o Protestantismo sem conhecer a Colômbia e suas condições de vida, sem respeitar as antigas tradições locais, falando mal o castelhano, dotados, porém, de amplo lastro financeiro, os «missionários» evangélicos norte-americanos são às vezes considerados como agentes de uma pouco simpática «diplomacia do dólar».

 

Aliás entre os protestantes mesmos têm-se feito ouvir vozes que rejeitam a tática agressiva, e muito pouco evangélica, de seus correligionários. Assim, por exemplo, se exprimia em 1954 após uma viagem de inspeção, o Dr. Stewart W. Herman, dirigente do Comitê latino-americano da Federação Luterana Mundial:

 

«Há protestantes sinceros que não estão cientes dos métodos agressivos de vários dos seus missionários... As violentas reações contra protestantes são frequentemente o resultado de provocações desnecessárias da parte de missionários apaixonados, cuja mensagem se reduz a acerbos ataques contra a Igreja Romana» («The Mobile Press Register», Alabama/USA, 24/1/54).

 

Quase contemporaneamente (9/II/54) escrevia o periódico protestante «Christian Science Monitor»: «Os dirigentes norte-americanos do movimento missionário hão de reconhecer que nem todas as perturbações foram causadas pela intolerância dos católicos colombianos. Por vezes pequena minoria de missionários protestantes, inflamados de zelo, proferiu duras invectivas contra a Igreja Romana, provocando a reação».

 

Note-se, de resto, que os evangélicos mais tradicionais, como os luteranos e os anglicanos ou episcopais, desenvolvendo tranquilamente a sua vida no seio de suas comunidades religiosas, nunca tiveram motivo de queixa. Eis o testemunho de» Dr. H. U. Bretscher, datado de 1955:

 

«Há mais de um ano, moro aqui em Medellin. Nessa temporada nunca percebi a mínima manifestação de hostilidade ao Protestantismo Sou membro da Igreja protestante daqui, e tive muitas vezes a ocasião de me externar como protestante convicto. Nunca fui, em consequência, molestado ou prejudicado. É o que podem atestar outros suíços e demais estrangeiros» («Junge Kirche», dezembro de 1955).

 

A tal situação religiosa na Colômbia sobreveio um elemento novo, ou seja, a guerra civil, a qual concorreu para levar ao auge as tensões vigentes entre o povo.

 

4. A guerra civil

 

Desde 1948, a Colômbia se acha agitada por paixões políticas divididas entre dois partidos: os conservadores, de princípios católicos; e os liberais, de tendências variadas, chegando ao extremismo da esquerda.

 

Aos 9 de abril de 1948 rebentou uma revolução liberal, durante a qual foi ateado fogo à Nunciatura, à residência arquiepiscopal de Bogotá, a edifícios da Universidade Católica e ao Colégio dos Irmãos das Escolas Cristãs; outros atos de violência foram cometidos contra casas paroquiais, escolas católicas e instituições religiosas. Após uma semana, estava sufocado o levante; contudo muitos revoltosos civis e militares (em grande parte, encarcerados antigos, aos quais as prisões foram abertas) conseguiram refugiar-se em territórios de florestas ou montanhas chamados «llanos», donde passaram a exercer um sistema de guerrilhas dito «bandolerismo»; os «bandoleros» são abundantemente reabastecidos de armas modernas (cuja origem parece ser comunista) e mantêm a nação num estado de inquietação contínua, sempre sujeita a escaramuças e invectivas mais ou menos arbitrárias.

 

Ora, em tal situação política, os protestantes têm tomado o seu partido (como, aliás, bem se compreende). O Dr. Alberto Rambo, assessor do Comitê latino-americano do Conselho das Igrejas nos Estados Unidos, declarou à «United Press» em 14/11/1952 : «Problemas políticos entram em jogo (na perseguição da Colômbia). O Protestante na Colômbia é automaticamente um liberal». Isto quer dizer que o protestante é espontaneamente movido a pertencer ao partido da oposição e a fazer, em certo grau, causa comum com os «bandoleros», o que não pode deixar de o envolver em conflitos; em tais atritos as violências infligidas aos protestantes por seus concidadãos civis ou pela polícia foram geralmente motivadas por razões políticas; podiam, porém, tomar a aparência de perseguições religiosas, e como tais foram muitas vezes apresentadas ao público internacional.

 

O Presidente da República Colombiana Rojas Pinilla, de resto, numa entrevista dada a jornalistas norte-americanos, declarava: «Os últimos conflitos com os protestantes foram provocados por estes mesmos, os quais se envolveram na política interna e auxiliaram os combatentes que lutavam contra o governo constitucional» («El Espectador», Bogotá! 19 de agosto de 1953).

 

Por sua vez, o Sr. Daniel Pattison, tesoureiro das Missões Presbiterianas na América Latina, após uma visita à Colômbia, se dirigia em carta ao Senado e ao Departamento de Estado dos Estados Unidos nos seguintes termos:

«A mudança de situação (na Colômbia) só se dará ou por revolução interna ou por pressão exercida pela opinião pública internacional. Em consequência, julgamos necessário, seja o público norte-americano informado das perseguições sofridas por protestantes e liberais na Colômbia» (D.M. Pattison, To the Members of the State Department and ali the U. S. Senators, Washington 10 de abril de 1950).

 

Estes dizeres significam, em última análise, que o noticiário religioso protestante difundido internacionalmente visava, entre outras, também uma finalidade política. Não contestaremos que esta finalidade seja legítima aos olhos dos protestantes, mas reconheceremos que era ofensiva ao governo colombiano, que pela autoridade de seu Chanceler assim se pronunciou:

 

«O Sr. Pattison... declarou em Nova Iorque que era necessário divulgar no estrangeiro os fatos de perseguição religiosa a fim de provocar a pressão exterior destinada a derrubar o governo da Colômbia» (Informação do Chanceler Sourdis ao Embaixador da Colômbia em Washington, em 20/IV/1950, pág. 5).

 

O mesmo Chanceler, de resto, nesse relatório acrescenta o seguinte caso: no cantão de El Secreto (Casanare), aos 4 de abril de 1950, um pastor evangélico agitou bandeira branca, a fim de fazer descer um avião; este, ao aterrissar, foi atacado pelos «bandoleros», que feriram o comandante militar e dois capitães que o acompanhavam.

 

A afinidade de causa religiosa e causa política, no caso dos protestantes da Colômbia, explica que as queixas dos protestantes só datem de 1948 para diante, isto é, da irrupção da guerra civil...; explica outrossim, tenham os protestantes podido apontar, de 1948 a 1953, 52 vítimas entre os seus correligionários (o número total de falecidos na guerra civil subia em 1953 a 20.000, quase todos católicos; contudo nem os mortos protestantes nem os católicos poderão, em tais.circunstâncias, ser tidos como mártires da fé ou vítimas de perseguição religiosa). A referida afinidade explica ainda outro fato, que os documentos protestantes mesmos reconhecem: a Polícia Nacional é que tem desferido bom número dos golpes de que os evangélicos se ressentem; os soldados terão assim procedido aplicando medidas policiais extensivas a todo e qualquer cidadão depreendido em desordem política; vão seria asseverar que hajam atacado por mandato ou inspiração das autoridades eclesiásticas.

 

A situação geral do Catolicismo, a do Protestantismo e o desenrolar político, eis os três grandes fatores que iluminam o fenômeno da apregoada «perseguição religiosa» na Colômbia. Antes, porém, de passar à conclusão final do que temos até aqui ponderado, importa-nos ainda considerar

 

5. Alguns episódios particulares do quadro geral

 

1. Os evangélicos denunciam o fechamento de 110 escolas primárias protestantes, 54 por ordem do governo, as restantes por atos de violência...

A violência se explica (embora não se justifique ainda) à luz de quanto acabamos de dizer sobre o fenômeno político do país. O observador católico reconhecerá e reprovará os abusos que, por parte de cidadãos católicos, hajam sido cometidos nos choques e nas arruaças populares, desde que tais abusos fiquem realmente comprovados. Não se poderia, porém, atribuir à autoridade da Igreja os males praticados por tais ou tais dos católicos; a Igreja será sempre a primeira a denunciar o mal, por quem quer que ele seja praticado.

 

Quanto ao fechamento de escolas por parte do governo, observe-se que o Ministério da Educação, usando de poderes constitucionais, exige sejam as escolas particulares devidamente registradas antes de abrir as suas portas. Ora, conforme se apurou, os educandários fechados careciam de tal registro e continuavam a funcionar, apesar das advertências das autoridades.

 

Além disto, para se avaliar se há de fato pressão contra as escolas protestantes, leve-se em conta o seguinte: o Boletim no 10 da Confederação Evangélica da Colômbia comunicava:

 

«O Ministro da Educação Dr. M. Mesquera Garcés mandou ao Colégio Americano feminino de Barranquilla (Escola da Missão presbiteriana, que conta 662 alunas), desse ao estabelecimento um capelão católico e professores católicos para os cursos de Religião. Os Diretores declararam estar prontos a fechar o educandário antes que a obedecer a semelhante ordem» (pág. 3).

 

Esta recusa teve consequências notáveis, visto que nos dois Colégios Americanos de Barranquilla assim como no de Bogotá, cerca de 60/75 % dos 1900 alunos eram católicos. O Ministério só exigia capelão e aulas de religião para os alunos católicos, não para os protestantes. Pergunta-se então, a recusa de obedecer a tal ordem não significava que os colégios protestantes não visavam propriamente educar as crianças colombianas segundo as instituições de suas famílias, mas tendiam muito mais a fazer proselitismo?

 

De resto, dois fatos interessantes ainda vêm à baila: os programas oficiais de curso secundário e colegial na Colômbia incluem uma cadeira de Religião Católica. Ora este dispositivo sofreu exceção por parte dos Colégios protestantes, que, durante vários anos, distribuíram diplomas oficialmente reconhecidos pelo Estado sem ensinar Religião Católica aos alunos católicos. Referem mesmo algumas fontes que o «American College», assim como o «Central Baptist College» exigiram de seus alunos católicos a frequência de cursos bíblicos protestantes. Tais fatos concorrem para dissipar a impressão de intolerância escolar católica na Colômbia.

 

2. Para se poder melhor ainda julgar a situação religiosa desse país, seja aqui feita menção de certos tópicos a respeito dos quais as informações protestantes não resistiram a controle, mas, após inquérito, foram comprovadas como equívocas ou falsas (1).

 

(1) Não é sem constrangimento que referimos os episódios que se seguem, pois isto poderia significar mesquinhez e espírito tacanho da nossa parte. Não obstante, a fim de orientar o público, permitindo-lhe avaliar melhor o alcance de quanto ouve dizer, transmitimos sobriamente algo do que encontramos na bibliografia do assunto tratado. Visamos unicamente desfazer equívocos e proporcionar a todos a verdade, na medida em que ela se acha impressa e documentada.

 

a) Em junho de 1953, o periódico «Latin America Today», de Nova Iorque, publicava a seguinte notícia: «Fotografias exclusivas! Colômbia: 100.000 vitimas, protestantes, unionistas, democratas».

 

A esse titulo (cuja cifra é evidentemente exagerada) estava anexo um documento fotográfico: apareciam uma cabeça de mulher separada do busto e um grupo de homens com as extremidades dos braços enfaixadas; a estes as forças governamentais católicas haveriam amputado a mão direita, ao passo que teriam assassinado a mulher; o local do crime indicado pela revista seria Sogamoso. — Ora, foram interrogados a respeito os pastores das duas únicas denominações existentes nessa localidade; ambos responderam peremptoriamente, aos 23 de fevereiro de 1954, que tal episódio jamais se dera. Como resultou, aliás, do confronto com outra fotografia possuída pela policia, a cabeça decolada pertencia a pobre mulher católica morta pelos «bandoleros» em 1952; é o que explica, tenham os editores da revista deixado de mencionar o nome da vítima e a data do crime (notícia transmitida por Ospina, Las sectas protestantes... pág. 104).

 

b) Tornou-se famoso o «caso Morales» tido como episódio de rapto de crianças praticado por católicos contra protestantes... Acontece, porém, que a imprensa católica colombiana publicou lado a lado duas versões desse episódio: a primeira, protestante, muitas vezes vaga e destituída de nomes de testemunhas; a outra católica, assinada muitas vezes com juramento por bispos que em inquéritos procederam à averiguação dos respectivos fatos.

 

A seguir, os relatos protestantes seguidos dos resultados do inquérito:

 

1. Em Manizales morava família Morales: pai, mãe e onze filhos. Gente piedosa e fiel à igreja protestante. Há alguns anos, católicos fanáticos penetraram em seu domicílio, atacaram o pai, ferindo-o com cinco golpes e gritando: «Este é o teu tratamento por seres protestante». O homem morreu imediatamente.

1. A família era católica, e não protestante. A mãe abjurou o Catolicismo depois da morte do marido, que sempre fora católico , e morreu como católico, recebendo os santos sacramentos.

O seu assassinato não foi de modo algum devido a motivos religiosos. (2)

(2) Pode-se ver o atestado deste fato no 9o Registro dos defuntos da paróquia da Imaculada em Manizales, pág. 46, no 263.

 

 

2. Dois dos filhos da casa, Abraão e Obdúlio, frequentavam durante a semana a escola pública, de inspiração católica. Por muito tempo, houve pressão sobre os dois meninos para que assistirem à Missa; eles, porém, permaneceram firmes na fé protestante, e por isto na escola foram escarnecidos como filhos de protestantes, e ameaçados de ir para o inferno, caso ficassem na heresia.

2. Os dois meninos eram católicos, batizados e educados por seus pais no Catolicismo, até a abjuração de sua genitora. É falso dizer que houve pressão sobre eles; foram eles mesmos que manifestaram o desejo de preparar-se para a Primeira Comunhão, à semelhança dos outros meninos de sua idade.

 

3. Aos 7 de julho de 1953, os meninos não voltaram para casa; em vão a mãe pediu notícias deles ao Diretor da escola. No dia seguinte, porém, este lhe disse : «Volte para a Virgem, c seus filhos lhe serão restituídos»; revelou também que havia confiado os dois jovens a um jesuíta, sob o pretexto de que desejavam fazer a Primeira Comunhão na Igreja Católica e a genitora o impedia.

3. Os dois meninos se apresentaram na escola a 1 h da tarde, afirmando estar em jejum, porque sua mãe, sabendo que se preparavam para a Primeira Comunhão, os havia expulso de casa, dizendo-lhes que não mais os receberia. O professor então expôs o fato ao Pe. Guzman, o qual, com o consentimento dos dois meninos, conseguiu que fossem recebidos no orfanato, onde se lhes daria alimento e teto. Informado da situação, o bispo de Manizales aconselhou ao padre, pedisse a intervenção do Juiz de Menores para solucionar o caso de acordo com a lei. O Juiz tomou sob a sua responsabilidade os dois meninos, mandando que continuassem, a título provisório, no orfanato.

 

4. Só a muito custo e após vários dias, a genitora conseguiu rever os meninos; estavam, porém, tão apavorados que não quiseram fazer declarações, limitando-se apenas a chorar. Mais tarde um deles disse ter sido levado à força, espancado e constrangido a fazer a Primeira Comunhão.

4. Aos meninos foi dada a liberdade de ver a mãe todas as vê- zes que o quiseram. Foram visitados também por ministros protestantes, que tiveram oportunidade de conversar com eles e de os fotografar. É falso dizer que os jovens foram, de algum modo, constrangidos ou maltratados.

 

5. Um dos meninos fugiu, quando estava internado, mas a polícia o prendeu e levou de volta ao orfanato.

5. Estando os dois meninos sob a tutela do Juiz de Menores, a direção do orfanato era obrigada a comunicar às autoridades a fuga e a seguir as ordens que recebesse. Desde, porém, que os irmãos Morales declararam ao bispo que haviam mentido, afirmando ter sido expulsos de casa, e mostraram a vontade de não ficar no orfanato, o bispo determinou fossem sem demora devolvidos à sua genitora.

 

Não é o caso de se acrescentarem comentários. Apenas importa citar a documentação.

 

Da parte protestante: Boletim da CEDEC no 11; «Le Messager Social» (Genebra) de 10/X/1953; "La Vie Protestante" de 25 de setembro de 1953.

Da parte católica: «Servido Nacional de Noticias Católicas» (S N.N.C.) n* 103, de 31 de outubro de 1953; Ospina, Las sectas protestantes 145-152; «Giornale dei Popolo» (Lugano), de 3/XII/1953; «Le Courrier» (Genebra), de 19/XI/1953.

 

c) Das fontes históricas também consta o seguinte episódio:

 

O Boletim da Confederação Evangélica Colombiana de 28 de fevereiro de 1953, pág. 4, relatou desavença ocorrida entre católicos e protestantes aos 25 de janeiro de 1953 em Barrancabermeja, acrescentando os seguintes tópicos: «Poucos momentos antes do choque, foi visto o sacerdote jesuíta Aureliano Busto, vestido à paisana, na esquina da rua mais próxima da igreja (evangélica). Dois outros jesuítas Hugo Villegas e Vitório Grillo, entraram na igreja (evangélica) em trajes civis, juntamente com a policia, e ajudaram a depredar o templo. O Pe. Villegas espancou e deu um pontapé no estômago de um dos fiéis».

 

Pois bem, ficou averiguado que os dois sacerdotes, Pe. Busto e Pe. Grillo, na hora do referido conflito, se achavam de hábito religioso na residência episcopal, ocupados com um grupo de pessoas. Quanto ao «Padre Hugo Villegas», não existe nenhum com este nome entre os jesuítas colombianos; há, sim, um Pe. Villegas que, no dia do choque, se encontrou o tempo todo em Bogotá, a 280 Km de Barrancabermeja!

 

Não prosseguiremos esta lista de episódios particulares, embora, de acordo com a documentação até hoje publicada, ela ainda pudesse ser prolongada. — Passamos, pois, a fixar alguns pontos à guisa de...

 

6. Breve conclusão

 

1. A tensa situação religiosa na Colômbia de 1953 parece dever-se, em última análise, a três fatores principais:

 

1) Duas premissas:

a)   a estima antiga, constante e homogênea, dedicada pelo povo colombiano à fé católica; essa estima se cristalizou sempre em cláusulas das Constituições sucessivamente vigentes no país;

b)   o ardor tumultuário e pouco reverente da recente propaganda protestante, ardor apto a ferir a sensibilidade espontânea do povo.

 

2) Um elemento decisivo:

 

c)   a guerra civil, que desencadeou violências nas quais motivos políticos e motivos religiosos foram fàcilmente confundidos.

 

A exacerbada propaganda da «perseguição» feita pelos evangélicos se deve a uma única entidade protestante (a CEDEC) e se volta somente para o estrangeiro em língua inglesa, não para o interior do país; colima entre outros, também um objetivo político revolucionário (liberal, «bandolero», assaz favorável aos comunistas).

 

2. Na análise dos acontecimentos, será preciso reconhecer a injustiça onde quer que ela ocorra, tanto da parte de protestantes como da parte de católicos. Contudo não será lícito identificar a ação de indivíduos ou grupos católicos com a própria Igreja Católica. Esta se manifesta por suas instruções e normas oficiais, as quais, principalmente no caso da Colômbia, só têm visado apaziguar os ânimos e favorecer a paz no país. Tenham-se em vista, por exemplo:

- as Cartas Coletivas do Episcopado colombiano de 3 de outubro de 1949 e 30 de novembro de 1951, publicadas respectivamente nos periódicos «Cathedra» de 1949, pág. 401, e «Revista Javeriana» de janeiro de 1952;

- a «Mensagem de Pio XII ao povo colombiano em favor da Cruzada Nacional da Paz», em «Discorsi e Radiomessaggi» XIV, Roma, pág. 217.

 

Em tudo que tem ocorrido, a Igreja Católica guarda a consciência de não haver cedido a instintos mesquinhos, mas, ao contrário, de haver defendido um patrimônio que não é propriamente católico nem protestante, mas é de todo o gênero humano. É o que dava a entender com sabedoria o Cardeal Crisanto Luque de Bogotá em 1954:

 

«A Igreja nunca tendeu, e nunca tenderá, a abolir legítimos direitos. A doutrina de Jesus Cristo, da qual ela é fiel depositária, é a fonte da qual a civilização cristã se tem inspirado para respeitar conscienciosamente os direitos de todos os homens. Por isto, não há autoridade mais habilitada do que a Igreja, para assegurar o respeito aos direitos e a maneira de o sustentar...

Doutro lado, a Igreja sabe, e sempre ensinou, que a liberdade, para ser construtiva, frutuosa e abençoada, tem que se manter dentro dos limites da verdade e da justiça. Liberdade concebida fora desses limites faria do país uma anarquia e reduziria os indivíduos à escravidão. Tal liberdade, nunca a houve, nem foi jamais possível, em setor algum das atividades humanas».

 

Liberdade, salvaguardadas a Verdade e a Justiça, eis um princípio a respeito do qual irmãos católicos e protestantes certamente estão de acordo !...

 

A guisa de complemento, vai aqui consignado ainda o seguinte trecho de carta dirigida pelo mesmo Cardeal Luque, em 17 de novembro de 1958 (poucos meses antes de morrer), à comunidade protestante de Taizé (França), que interpelava S. Eminência a respeito dos acontecimentos na Colômbia:

 

1. Nunca a hierarquia da Igreja na Colômbia baixou determinação alguma para se perseguirem protestantes ou quem quer que fosse.

2. Não há dúvida, porém, verificaram-se, isolada e esporadicamente, lamentáveis acontecimentos. Tiveram suas raízes, muitas vezes em motivos políticos; outras vezes exprimiam reação contra os termos injuriosos com que alguns protestantes se referiam à Igreja Católica Romana, aos seus dogmas, sacramentos e sacerdotes. Estas referências em alguns casos ocasionaram a perturbação da ordem pública, o que levou o governo do meu país a fechar provisoriamente casas de culto protestante.

3. Seria vivo desejo meu que uma Comissão de um católico e um protestante percorresse o país e, com toda a liberdade, redigisse um estudo objetivo sobre a situação religiosa da Colômbia. Repetidamente tenho manifestado tal desejo; até agora, porém, não obtive resposta... Regozijar-me-ia pela realização de tal viagem de inspeção.

4. Caso por motivos religiosos tenha sido derramado o sangue de cidadãos protestantes, como muitas vezes se diz (não tenho, porém, nem provas disto nem notícias fidedignas), seria eu o primeiro a lamentar o ocorrido e a pedir perdão a Nosso Senhor pelos autores dos feitos...

6. Em todos os tempos, imutável até hoje, nutri espírito de tolerância. Posso assegurar, sem restrição, que os protestantes na Colômbia possuem plenas garantias para celebrar seu culto nas igrejas e nas localidades destinadas a isso, assim como para educar seus filhos de acordo com a sua crença.

7. Não posso compreender (e ninguém o pode) por que há pessoas que querem, de preferência, vir para a Colômbia a fim de dividir cristãos católicos que professam, sem mais, a doutrina do Evangelho e fazem caso de sua unidade na fé, enquanto há ainda tantos homens não cristãos no mundo” (texto transcrito de ‘Herder-Korrespondenz’ XIV, fevereiro 1960, pág. 209).

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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