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Orar a santo é adorar?

Por: Tiago Rodrigo Silva  |  13 de maio de 2013

Ao longo de vários artigos, eu tenho respondido a muitas objeções Protestantes sobre rezar para os Santos. “Como pode um simples homem responder a várias orações ao mesmo tempo?”, “A oração aos Santos é necromancia?” ou, talvez a mais famosa, “Se Jesus é revelado em 1º Timóteo 2,5 como sendo “o único mediador entre Deus e os homens”, como nós poderíamos ter milhares de Santos que “mediam” por nós?

Neste artigo, nós iremos considerar a objeção daqueles que acreditam que rezar para os Santos equivale a mesma coisa que “adorar” eles como a Deus. No livro “Respostas para as objeções Católicas- Uma discussão da Autoridade Bíblica” James White escreve: “A oração, afirma-se [na Bíblia], é um ato de adoração, e devemos adorar somente a Deus.” Se é assim, nós, católicos, precisaríamos parar com isso, então, o que fazer?

A resposta Católica

Quando nós, Católicos, dizemos que vamos orar para Deus e orar para os Santos, nós estamos falando de uma diferença qualitativa entre coisas diferentes, como o homem é diferente do macaco. Os Protestantes geralmente tem em mente só um tipo de oração- a oração para Deus que automaticamente implica em adoração. Mas basta pegar um dicionário para descobrir que há, na verdade, diferentes definições e, portanto, diferentes usos da mesma palavra.

Oração:

A atitude ou a pratica da oração.

“Um pedido sincero; rogo; súplica; humilde súplica dirigida a Deus, a uma divindade, etc: (b) um pedido feito a Deus, etc, como, a sua oração por seu retorno seguro, (c) qualquer fórmula definida para a oração, como a Deus.”

A oração não é, por definição, necessariamente equivalente á adoração que é dirigida única e exclusivamente a Deus.

A oração certamente pode envolver uma atitude de adoração quando é dirigida a Deus, mas o termo necessariamente não denota adoração. Ele pode simplesmente significar “uma súplica”.

Alguém poderia dizer para outro alguém, “Por favor, diga …” ou, “peço-te, meu senhor …”. De fato, a Bíblia King James nos dá muitos exemplos do termo “oração” sendo usado da mesma forma que nós, Católicos, usamos essa mesma palavra para rezar aos Santos.

Quando Betsabé faz um pedido do rei Salomão em I Reis 02:20, a KJV tem a dizer: “Eu te peço, não me diga nem não.” Nunca houve aqui uma questão de saber se o King James Bíblia estava apresentando Betsabé como adorando seu filho como Deus, ou orando para ele de uma forma que é proibido. Não era.

Nem os católicos, quando oramos aos santos. Nós certamente os honramos quando rezamos para eles. Em outras palavras, nós não falamos com eles como falamos com os rapazes no bar local. Mostramos um grande respeito e reverência para com eles. Mas nós não os adoramos como nós adoramos somente a Deus. E também pedir-lhes por suas orações porque a Escritura deixa bem claro que precisamos uns dos outros, como membros do corpo de Cristo (ver I Coríntios 12,12-27.).

Definindo as diferenças

A Igreja Católica tem feito grandes esforços para definir a diferença essencial entre a oração a Deus e oração aos santos.

O Concílio Ecumênico de Nicéia, em 787 AD, a que se refere a esta “adoração”, dado somente a Deus como latreia (grego) ou latria (Latim). Isto vem de uma raiz grega que encontramos na Escritura em vários lugares e em diferentes palavras. Em Gálatas 5,20, por exemplo, encontramos São Paulo condenando “idolatria”, idolatreia. Este termo significa literalmente “ídolo-adoração.” Outro exemplo é encontrado em Hebreus 9,6, onde o autor inspirado refere-se ao ministério dos sacerdotes no Antigo Testamento como oferecendo seus “deveres rituais” para Deus (Gr.-latreias).

Os Padres conciliares usaram latria neste sentido de “adoração”, que só deve ser dado a Deus. Quando o Conselho considerou rezar aos santos, os pais ensinaram que a oração deve incluir o respeito que lhes é devido na justiça, mas nunca adoração. Eles escolheram usedouleia (grego) ou dulia (Latim), a fim de fazer essa distinção clara. Assim, temos um tipo totalmente diferente de oração oferecida aos santos do que para Deus. No “Conselho para a Definição Doutrinal”, os Padre declararam:

Quanto mais eles são frequentemente vistos em arte representacional, mais são aqueles que os fazem lembrar que os Santos lhes servem como modelos, e usam imagens para pagar o tributo de saudação e reverência respeitosa. Certamente esta não é a plena adoração latria {}, de acordo com a nossa fé, que é devidamente pago somente à natureza divina, mas ela lembra que, dado à figura da cruz honrado e que dá vida, e também para os livros sagrados de os evangelhos e outros objetos sagrados de culto. Além disso, as pessoas são atraídas para honrar essas imagens com a oferenda de incenso e velas, como foi piamente estabelecido pelo costume antigo. De fato, a honra prestada a uma imagem, veneramos a pessoa representada naquela imagem.

A oração é, necessariamente, um ato de adoração? Não, não é.

Traduzido por Tiago Rodrigo da Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus, do original em inglês “Is Prayer Synonymous With Worship?” do site www.catholic.com

 


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Sto. Inácio de Antioquia (35-110)

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