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Homossexual, ser ou não ser

 

Hoje em dia, tem havido muita confusão no que se refere ao debate sobre a Homossexualidade, Homossexual, Gay, Lésbica, Bissexual, Travesti, Transexual e mais uma infinidade de termos que pretendem, no final, a ruína da instituição familiar como tal e a legalização de supostos direitos que na verdade não existem.

 

Para começar, quero chamar a atenção, seja você homoafetivo ou não, se tem religião ou não, se é homem ou mulher, preto ou branco, não estou aqui, diminuindo qualquer pessoa, estou apenas tentando fazer um exercício de esclarecimento para que um debate verdadeiro e honesto seja possível, para aqueles que têm como valor fundamental a verdade, tal como ela é, ou seja, imutável e absoluta.

 

Sou contra toda manifestação violenta contra qualquer pessoa, mas não sou contra a legítima defesa. Nenhuma pessoa deve ter seus direitos violados, por qualquer que seja a sua opção sexual, cor, sexo, tamanho, naturalidade, etnia, religião ou nacionalidade. Portanto, que este texto não seja utilizado para este fim, quem assim proceder, incorre em desonestidade intelectual.

 

Mas o que significa a palavra Homossexual? A palavra “homo”, tem sua origem do Grego e significa “igual”, e “sexus” vem do Latim e significa “sexo”. Então, seria sexo igual. Ora, sexo aqui, não nos referimos ao órgão sexual, que seria “genitalis” advindo do Latim. Logo, não estamos falando do órgão sexual ou da genitália. Mas então do que falamos? Falamos do modo de se fazer o sexo, pois de fato, “sexus” define exatamente isto, a ação, atividade ou ato sexual, o que chamamos de “coito” propriamente dito.

 

Então, homossexual, é o “coito entre iguais”. O coito entre iguais é um comportamento! Em todas as eras, em todas as épocas e em todas as civilizações e até mesmo na maioria as espécies animais, existe este comportamento evidenciado, documentado e comprovado, que nada mais é que o “ato sexual entre indivíduos do mesmo sexo”.

 

E o que seria Homossexualismo? Já vimos o que é homossexual, mas o que é o “ismo”, no final da palavra? Nada mais é que um sufixo de origem grega que nos remete “à idéia de”: fenômeno, sistema, doença, religião e ideologia. O Homossexualismo, como é utilizado e interpretado hoje em dia, não tem nenhum outro sentido que não o de doença. Ou seja, o “sexo entre iguais” foi tido durante muito tempo como doença, o que ainda não se sabe ao certo e a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez muito bem em retirar, recentemente, o Homossexualismo, como sendo uma doença, que inclusive possuía um Código Internacional de Doenças (CID), que agora caiu em desuso. Hoje em dia, utiliza-se o termo Homossexualidade.

 

Então, perguntamos, o que seria Homossexualidade? Como já sabemos o que é homossexual, precisamos saber então o que significa o sufixo “dade”, que na verdade é apenas para expressar um adjetivo, ou seja, quando digo Homossexualidade, estou afirmando que há indivíduos capazes da ação do “sexo entre iguais”.

 

O que nos remete a outro termo, bastante importante, que seria o termo Homoafetivo. E o que é isso? Homo, já sabemos, e afetivo é um adjetivo que exprime a capacidade de expressar sentimentos afetuosos e até amorosos (sexuais), e aqui, estamos falando também sobre esta afetividade, que é a afetividade sexual. O homoafetivo é aquele que tem afetividade sexual por indivíduo do mesmo sexo. Ou poder-se dizer que é o “sentir desejo” por igual.

 

Seja como for, hoje, pretende-se definir a pessoa pelos seus atos. Uma pessoa que pratique a Homossexualidade, ou o ato homossexual, isso não quer dizer que ela seja o ato que ela praticou. Pretende-se categorizar o homoafetivo como “homossexual” ou “gay” (Inglês = Alegre), para assim definir sua “orientação sexual”, como se porque fazemos algo uma vez, ou várias vezes, necessariamente o devamos fazer para sempre e eternamente, como um dogmatismo absoluto.

 

Um homem, que pratique o ato homossexual, não deixa de ser homem por isso. Assim como um homem que pratique o ato heterossexual, não se torna homem por isso. O que irá definir o gênero (sexo) de alguém, é a presença de um cromossomo “Y” no final de sua cadeia de DNA e na maioria das vezes, morfologicamente, o indivíduo que apresenta tal genótipo, apresentará em seu fenótipo o órgão sexual masculino, pênis. E por ter um pênis, e por ser diferente da mulher que apresenta genótipo diferente e expressão fenotípica também diferente, apresentando no lugar do pênis uma vagina, deve possuir direitos e deveres também diferentes.

 

Não existe nenhuma diferença natural genotípica ou fenotípica para diferenciar uma pessoa que requer para si o termo “homossexual” que não seja apenas algum comportamento diferenciado. Mas em matéria de comportamento, existem muitos outros além do comportamento homossexual.

 

Neste caso, um indivíduo pode se relacionar sexualmente com outro do mesmo sexo, com outro do sexo oposto e até mesmo sozinho, ou com vários parceiros ao mesmo tempo... estes comportamentos não definirão aquilo que o indivíduo é. O modo como se faz o sexo, não irá definir o sexo ou o gênero da pessoa. O modo como a pessoa faz sexo não irá definir sua personalidade ou suas capacidades intelectuais. O modo como a pessoa faz sexo não constitui privação ou acréscimo de nenhum direito inerente ao ser humano. O modo como se faz sexo, não difere as pessoas.

 

Por que um idoso tem direitos próprios? Por que um idoso está incapacitado de realizar certas atividades que o direito lhe restituirá, caso aplicado. O mesmo se aplica à criança, ao deficiente físico e até mesmo à mulher e ao homem. E tudo é muito prático e lógico, pois de fato, a criança não pode se defender, a mulher não poderá trabalhar após o parto e o homem terá menos tempo de licença quando se tornar pai do que uma mulher quando se tornar mãe. Mas quando um parente próximo morre, os direitos são os mesmos.

 

Agora eu pergunto: Em quê, me torno diferente, em matéria de direito, apenas por fazer sexo com indivíduos do mesmo sexo? O que me caracteriza, é o fato de eu ser pessoa, ou de fazer sexo com indivíduos de sexo oposto?

 

Certa vez, o saudoso Clodovil (clique aqui), indivíduo que apresentava comportamento homossexual assumidamente, foi vaiado pelo “gaizismo” (este “ismo” é de ideologia), e o motivo da vaia, foi por que ele havia sido convidado a participar da “passeata do orgulho gay” e ele disse com todas as letras que não tinha orgulho de “ser gay”, ele tinha orgulho de ser o Clodovil e de suas conquistas como pessoa, profissional e cidadão.

 

De fato, este “ismo” gay, com uma linguagem desonesta e deturpada, pretende requerer para si uma série de “direitos” com base apenas em seu comportamento. Porém, como fará a lei para discernir que indivíduo é pertencente a este “grupo” e quem não é pertencente a este grupo?

 

Ora, para saber se alguém é negro, mulher, idoso, deficiente físico ou estrangeiro, se faz necessária alguma documentação que comprove tais características; na verdade algumas nem tanto, pois basta olhar para uma criança e você saberá que ela é uma criança. Porém, o mesmo não se aplica ao que requerem os militantes do gaizismo.

 

Não existe o SER HOMOSSEXUAL, existe o indivíduo que pratica o ato homossexual, e o indivíduo que pratique este ato, poderá a qualquer momento praticar outro ato, ou deixar de praticar este ato. Ser homoafetivo, não garante um direito, assim como não ser homoafetivo não retira nenhum direito. Não gostar do ato heterossexual não é crime, assim como não gostar do ato homossexual não é crime.

 

O modo como você faz o sexo é o que menos importa na sua vida... pois de fato, algum dia, você não fará mais sexo, e neste momento, se você se considera um ato, quando não mais puder fazer este ato, por acaso você irá se tornar um nada?

 

Nithapele Muluku
Fonte:
O Salmão

 


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