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PERGUNTE e RESPONDEREMOS 035 - novembro 1960

 

APÓS A COMUNHÃO, COMO PROCEDER?

CATEQUISTA interroga : "Será necessário incutir a ação de graças após a Santa Missa de Comunhão ou pode-se admitir que os comungantes se retirem da igreja logo após terminada a Missa?"

 

Quem comunga deva normalmente permanecer em ação de graças depois da S. Missa pelo intervalo de dez a quinze minutos durante os quais se conservam as sagradas espécies e, por conseguinte, a real presença do Senhor no comungante. Para ilustrar a importância desta praxe, costuma-se relatar que S. Filipe Neri (+1595), certa vez ao ver uma senhora sair da igreja logo após a S. Missa em que comungara, mandou que dois coroinhas a acompanhassem, levando cada qual uma tocha acesa na mão.

 

Este episódio sugere não somente o dever, mas também os motivos da ação de graças após a S. Missa de Comunhão:

1) enquanto as espécies sagradas permanecem no comungante, este é de certo modo assemelhado ao tabernáculo do altar e ao casto seio da Virgem. Vê-se então que cometeria irreverência quem se descuidasse de permanecer explicitamente em presença do Senhor durante tal espaço de tempo.

2) O Senhor Jesus na Comunhão se dá aos seus fiéis na plenitude de seu amor e de sua liberalidade (dom maior do que a S. Comunhão não se poderia desejar aqui na terra). Como então se pode conceber, não haja da parte do comungante uma atitude de entrega e doação correspondente, atitude que o leve a escutar o Senhor e a falar-Lhe de maneira pessoal e íntima após as orações comunitárias da S. Missa? As preces oficiais da Liturgia da Missa após a Comunhão, longe de dispensar a oração particular dos fiéis, exigem que cada um procure assimilar pessoalmente a ação de graças litúrgica num intenso colóquio particular com Deus. Em vista disto, não convém (fora circunstâncias excepcionais) que o sacerdote ocupe o tempo da ação de graças com a recitação do Ofício Divino (ou Breviário), recitação essa obrigatória independentemente da S. Missa.

 

Os santos muitas vezes afirmaram que um dos momentos mais preciosos da vida espiritual é justamente a ação de graças após a Eucaristia. Durante o agradecimento deve haver, conforme o Pe. Garrigou-Lagrange:

- contato da ssma. alma humana de Jesus, unida ao Verbo dc Deus, com a nossa alma;

- união intima da inteligência humana de Jesus, iluminada pela luz da glória, com a nossa inteligência, muitas vêzes obscurecida, esquecida de nossos grandes deveres, embotada em relação às coisas de Deus;

- união da vontade humana de Cristo, imutàvelmente fixa no bem, com a nossa vontade vacilante;

- união da sensibilidade puríssima de Jesus com a nossa sensibilidade por vezes muito apaixonada ; na sensibilidade do Salvador existem as virtudes da fortaleza e da virgindade que fortalecem e virginizam (purificam) as almas que se apresentam a Cristo.

 

Justamente uma das razões mais comuns pelas quais a S. Eucaristia não produz nos comungantes os frutos almejados é a negligência na ação de graças ; em consequência, diz-se que pode haver cá e lá "muitas comunhões, mas poucos tons comungantes".

Consciente disto, a S. Igreja tem sucessivamente recomendado a ação de graças após a Eucaristia, devendo-se a última declaração, a este propósito, ao Santo Padre o Papa Pio XII:

 

"A ação sagrada... não dispensa a ação de graças daquele que saboreou o alimento celeste; é coisa, aliás, muito conveniente que, recebido o alimento eucarístico e terminados os ritos públicos, se recolha e, intimamente unido ao Divino Mestre, se entretenha com Ele tanto quanto as circunstâncias permitam, em suavíssimo e salutar colóquio.

Afastam-se, pois, do reto caminho da Verdade aqueles que, baseando-se em palavras mais do que no sentido da realidade, afirmam e ensinam que, acabada a Missa, não se deve prolongar a ação de graças, não só porque o Sacrifício do altar é por sua natureza uma ação de graças, mas também porque isto pertence à piedade particular, pessoal, e não ao bem da comunidade... A S. Liturgia, longe de sufocar os íntimos sentimentos particulares dos cristãos, os facilita e estimula para que sejam assimilados a Jesus Cristo e por meio d'Ele dirigidos ao Pai... Ao Divino Redentor agrada ouvir as nossas orações, falar de coração aberto conosco e oferecer-nos refúgio no seu coração ardente" (ene. "Mediator Dei").

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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