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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 351/agosto 1991

Mundo Atual

Excesso de televisão:

Síndrome Videocompulsiva

 

Em síntese: O Dr. Daniele Pauletto, neuropsicólogo italiano, examinando o jovem Luciano P., de 28 anos de idade, acredita poder definir o que seja a "síndrome videocompulsiva": Luciano passava as noites diante do televisor até as 5 horas da madrugada, tendo em mãos o telecomando, que lhe permitia trocar freneticamente de programa; entrementes era acometido por insaciável voracidade de batatas fritas, chocolate, bombons, etc. Abandonou estudos e namoro por causa da sua adesão compulsiva ao televisor. Quando seus pais lhe quiseram cortar a possibilidade de ligar o aparelho, foi acometido de ataques de ânsia. O Dr. Pauletto tentou iniciar um tratamento para o caso, mas Luciano, após três sessões, não méis voltou ao consultório do médico, preferindo aderir ao seu televisor.

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Na Itália o Dr. Daniele Pauletto, neuropsicólogo do Hospital de Cas-telfranco Veneto, tem estudado as funções mentais e comportamentais do sistema nervoso, como são a memória, a atenção, a linguagem.. . Está escrevendo um livro sobre a memória.

Em 1990 o Dr. Pauletto se dedicou especialmente à verificação das seqüelas do abuso de televisão. Ocorreu-lhe um caso, que pode ser tanto um episódio isolado como um entre muitos outros análogos (hipótese esta mais provável). Eis o relato dos fatos.

1.O caso

O jovem Luciano P. manifestou temperamento nervoso, sujeito a ânsias desde os dezoito anos de idade; sofria de obsessão: escrúpulos, dúvidas, meticulosidade em grau excessivo ou patológico. Até os 24 anos de idade, experimentou altos e baixos de saúde psíquica. Após esta idade, entrou dentro da normalidade; pôs-se a estudar Engenharia, teve sua namorada e freqüentou os divertimentos dos rapazes de sua faixa etária.

Aconteceu, porém, que se deixou mais e mais atrair pelos programas de televisão. Ficava até as 5 horas da madrugada frente ao televisor, trocando de canais emissores mediante um telecomando e gravando programas e programas; assim criou um acervo de fitas cassetes, que ele simplesmente ia guardando, sem jamais as utilizar. Enquanto se mantinha diante do televisor, era acometido por apetite voraz e espasmódico, que o levava a comer batatas fritas, bombons, tabletes de chocolate, salgadinhos, etc, a ponto mesmo de vomitar. Após uma noite diante do televisor, Luciano não conseguia dormir.

Em conseqüência, o jovem, passando de estados de alto frenesi a outros de depressão, abandonou os estudos e a namorada. Os genitores passaram a desligar-lhe a televisão e retiraram-lhe o telecomando. Luciano reagiu a isso, experimentando tremendas crises de ânsia.

Em tais circunstâncias, com 28 anos de idade, foi levado ao consultório do Dr. Daniele Pauletto. Reconheceu diante deste a raiz de seus males: "Estou consciente da irracionalidade do meu comportamento. Sou vítima das suas conseqüências, mas não consigo mudá-lo".

O Dr. Pauletto procedeu a uma série de exames médicos: não encontrou lesão nos lobos frontais, que respondem pelas funções motrizes do organismo; o eletroencefalograma excluiu qualquer forma de epilepsia devida a bruscos e repetidos estímulos visuais. Restava, pois, ao médico admitir ou uma neurose obsessiva ou um distúrbio psíquico decorrente do abuso da televisão e do telecomando. Esta última hipótese era a mais provável; o Dr. Pauletto definiu-a como "síndrome videocompulsiva". Não seria esta uma ameaça que pesaria sobre todos quantos abusam da televisão?

O Dr. Pauletto julga que certos programas podem desencadear tais reações mórbidas, cuja gravidade dependerá do tipo psicológico do telespectador; até os anúncios comerciais podem ter efeitos daninhos. O perigo é grande, quando as imagens televisivas se sucedem rapidamente umas às outras, sem que o cérebro consiga arrumá-las ou concatená-las; tal é o caso de quem aciona freneticamente o seu telecomando, por não ser capaz de se concentrar sobre o mesmo programa durante alguns minutos.

O médico afirma que certos efeitos nervosos do abuso de televisão já eram conhecidos antes do caso de Luciano P.; este, porém, apresentando sintomas mais nítidos e marcantes, fornece bases científicas importantes para se aprofundarem as pesquisas.

Quanto ao caso de Luciano, continuou tragicamente: após três sessões no consultório do Dr. Pauletto, nunca mais aí compareceu. Deve ter preferido voltar ao seu televisor, diante do qual ele se autodestrói a golpes de telecomando.

2. Ulteriores estudos

Após a descoberta da síndrome videocompulsiva, o Dr. Pauletto deu prosseguimento aos seus estudos, empreendendo, entre outras, a seguinte experiência: formou um grupo de voluntários, na maioria estudantes, que se submeteram a prolongado contato visual com os programas de televisão; depois disto, aplicou-lhes testes de ânsia e de freqüência respiratória, batidas cardíacas, pressão arterial, resistência da pele e da tensão muscular. . .

Elaborou também uma escala para avaliar o "comportamento televisivo"; constava de 22 perguntas, para cada uma das quais haveria uma única resposta, que seria sempre significativa. Eis alguns desses quesitos: "Você troca de canal muitas vezes?", "Você consegue deixar de ligar a televisão?", "Você segura na mão o telecomando enquanto assiste aos programas?", "Você acompanha simultaneamente dois ou mais filmes ou programas?", "Possui e usa muitos televisores?". — As respostas a tais perguntas mostram até que ponto as pessoas se tornam dependentes da televisão.

O psiquiatra Dr. Vittorino Andreoli fala da patologia do "menino televisivo": é um sujeito passivo, que reproduz as imagens sem as ter elaborado, incapaz de conceber idéias próprias, porque se habituou a recebê-las "prefabricadas". Quando o cérebro é bombardeado por informações, que ele não armazena nem seleciona e por isto dificilmente recorda, o comportamento do indivíduo é notavelmente perturbado. Para registrar algo na memória, requer-se um pouco de tempo, sem o qual a pessoa não presta a devida atenção às imagens e a memória não as registra.

Outro sintoma patológico é a dependência televisiva, segundo a qual só é considerado verdadeiro e digno de crédito o que se torna conhecido através da televisão. As pessoas afetadas por tal tipo de dependência apresentam "astenias familiares televisivas", caracterizadas por silêncio e falta de comunicação entre os membros de uma família, assoberbados por aquilo que se torna o novo eixo da família: o televisor. Não raramente é um dos membros da família que manipula o televisor, saltando de programa para programa e provocando assim uma "indigestão" de efeitos negativos.

3. Conclusão

A notícia que vai aqui apresentada, não causa espanto, pois é conhecido o poder de influência da televisão; ela forma e deforma em grande escala. O relato, porém, contribui para alertar mais vivamente as famílias e os telespectadores a respeito da eficácia desse meio de comunicação. Já se observou muito sabiamente que os meios de comunicação artificiais, como são os livros, a televisão, os filmes. .., têm mais poder sugestivo do que uma pessoa que nos fale; com efeito, quando alguém propõe a seu interlocutor uma mensagem que contraria as opiniões dele, o interlocutor reage com certa prontidão, porque se sente agredido e impelido a pôr-se em brios ou se auto-afirmar. Quando, porém, a mensagem é proposta por um meio artificial, a pessoa interpelada (pelo livro, pelo filme, pela televisão) não se julga agredida com a mesma facilidade; não reage tão decididamente, movida por seus brios, mas não raro deixa-se penetrar suavemente pelo que vê e ouve, a ponto de ir assimilando inconscientemente a mensagem.

A experiência cotidiana comprova esta afirmação, corroborando o brado de alerta que os sintomas patológicos e a síndrome videocompulsiva lançam ao público.

Este artigo muito deve ao dr Franca Zambonini: Quel male chiamiato TV, em Famiglia Cristiana, 9/01/1991, pp. 42.

Ver também PR 341/1990, pp. 443-454 (Sexo e Violência na TV).


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