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O ANTICRISTO E O FIM DO MUNDO

 

“Os acontecimentos sinistros que têm sacudido o mundo, levam muitos observadores a pensar no Apocalipse, no fim da nossa era e no Anticristo. A Igreja recomenda sobriedade no tocante à previsão do fim da história”.

Dom Estêvão Bettencourt

Teólogo Beneditino (1)

 

Para muitos londrinos, pareceu que Jesus Cristo voltaria em 1666. Entusiastas de profecias somaram mil anos desde o nascimento de Cristo a 666, o número do Anticristo (da besta Ap 13,18), obtendo o 1666.

 

O mundo parecia estar à beira da destruição quando, em 1665, uma praga ceifou as vidas de 100 mil pessoas em Londres. Em seguida, em setembro de 1666, um incêndio destruiu dezenas de milhares de edifícios. Alguns questionavam: A Bíblia não previu catástrofes ao final do mundo? (veja Mateus 24,1-8). Contudo, o ano de 1666 passou e a vida continuou aparentemente igual.

 

Mesmo nos dias atuais, existem aqueles que predisseram o fim do mundo. Uma data é predita, a mídia cobre o frenesi e, então, aquele dia transcorre sem qualquer evento.

 

Na sabedoria de Deus, o verdadeiro momento da volta de Cristo não nos foi dado a conhecer. Jesus disse: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mateus 24,36). Esse aspecto de “a qualquer momento” da volta de Jesus ajudar a manter os cristãos motivados no serviço cristão e em seu crescimento espiritual constantemente – não apenas ao aproximar-se uma certa data (25:1-13; 1 João 3:2-3). Tenha a certeza de que Cristo voltará. E, enquanto nós aguardamos esse dia, nossas vidas devem ser marcadas por viver em “... santo procedimento e piedade” (2 Pedro 3,11).

 

 

O SECÚLO XVI

 

A idéia de que o fim do mundo e o domínio imperial do Anticristo estão próximos amedrontam os crentes nos dias de hoje com impulso avassalador.

 

A segunda vinda de Jesus Cristo, precedida de grandes catástrofes, tal como revela a Sagrada Escritura, tem sido profetizada e ensinada diariamente. Em determinadas épocas, em especial de grande fome, guerras, pestes, terremotos, corrupção, desobediência fanática contra a Lei de Deus e a falta de amor à ordem e ao próximo parece preste a acontecer o Apocalipse Final, ou seja, o fim de tudo.

 

Hoje como nunca, a pregação escrita e filmes sobre o fim do mundo e sobre o governo mundial do Anticristo dominam de medo multidões, a quem o temor de castigos eternos conduz ao caminho da penitência, do fanatismo e da entrega total às seitas.

 

Só a partir do século XVI esse tipo de crença e terror tomou rumo de eficaz progresso sectário.

 

O grande navegador genovês que, a serviço da Espanha, descobriu a América em 12 de outubro de 1492, Cristóvão Colombo (1451-1506), gastou tempo e conhecimento matemático para precisar o fim do mundo. Segundo ele, o mundo acabaria em 1650.

 

O matemático Johannes Staeffer (1452-1531) e o conhecido reformador protestante alemão Martinho Lutero (1483-1546) acreditavam que o fim do mundo acabaria em seu século.

 

Da carnificina contra os anabatistas na cidade alemã de Münster em 1535, liderada pelo pastor fanático e polígamo João de Leyden (2), aos dias atuais, nos confrontamos com discursos, catástrofes, falsos profetas, falsos cristos, medo do Juízo Final e enriquecimentos ilícito de enganadores religiosos com seus falatórios de fim de mundo.

 

O cristão fiel à Sagrada Tradição, à Sagrada Escritura e ao Sagrado Magistério, jamais será envolvido ou enganado por profecias, seitas e movimentos apocalípticos.

 

Disse Jesus Cristo: “Atenção para que ninguém vos engane” (Mt 24,4).

 

Pe. Inácio José do Vale

Pesquisador de Seitas

Sociólogo em Ciência da Religião

Professor de História da Igreja

Instituto Teológico Bento XVI

E-mail: [email protected]

 

Notas:

 

(1)                 Pergunte e Responderemos, dezembro de 2001, p. 17.

(2)                 Cairns, Earle E. O Cristianismo através dos séculos: uma história da Igreja Cristã, 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1995, página 249.


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