Católicos Online - - - - AVISOS -


...

Pergunte!

e responderemos


Veja como divulgar ou embutir artigos, vídeos e áudios em seu site ou blog.




Sua opinião é importante!









Sites Católicos
Dom Estêvão
Propósitos

RSS Artigos
RSS Links



FeedReader



Download







Cursos do Pe Paulo Ricardo


Newsletter
Pergunte!
Fale conosco
Pedido


PESQUISAR palavras
 

Aulas: Sacramentos - Meu companheiro não deseja o matrimônio, e agora? - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

Como posso regularizar minha situação com a Igreja se meu companheiro não deseja o matrimônio?

Muitas pessoas vivem a dramática situação de terem se casado somente no civil e ao manifestarem o desejo de regularizar a situação encontram resistência em seus parceiros.

Para os católicos, o compromisso firmado civilmente não tem validade sacramental, portanto, o casal que assim procedeu não está casado perante a Igreja e como apenas convive está em estado de pecado, desta forma, impedido de aproximar-se dos sacramentos. É uma situação bastante delicada, mas muito comum.

A Igreja, reconhecendo a validade do acordo firmado entre os cônjuges, utiliza o seu poder para transformar aquele consentimento dado no casamento civil em sacramento. Trata-se da sanação radical (sanatio in radice), que se encontra tipificada no Código de Direito Canônico, nos cânones 1161 e seguintes:

- Cân. 1161 § 1. A sanação radical (sanatio in radice) de um matrimônio nulo é a sua convalidação, sem renovação de consentimento, concedida pela autoridade competente, trazendo consigo a dispensa do impedimento, se o houver, e também da forma canônica, se não tiver sido observada, como ainda a retroação dos efeitos canônicos ao passado.
§ 2. A convalidação tem lugar desde o momento em que se concede a graça; mas a retroação se entende feita até o momento da celebração do matrimônio, a não ser que expressamente se determine outra coisa.
§ 3. Não se conceda a sanatio in radice, se não for provável que as partes queiram perseverar na vida conjugal.

- Cân. 1162 § 1. Se em ambas as partes ou numa delas falta o consentimento, o matrimônio não pode ser objeto de sanatio in radice, quer o consentimento tenha faltado desde o início, quer tenha sido dado no início, mas depois tenha sido revogado.
§ 2. Se não houve o consentimento desde o início, mas depois foi dado, pode ser concedida a sanação desde o momento em que foi dado o consentimento.

- Cân. 1163 § 1. Pode ser sanado, o matrimônio nulo por impedimento ou por falta de forma legítima, contanto que persevere o consentimento de ambas as partes.
§ 2. O matrimônio nulo por impedimento de direito natural ou divino positivo só pode ser sanado depois de cessado o impedimento.

- Cân. 1164 A sanação pode ser concedida validamente, mesmo sem o conhecimento de uma das partes ou de ambas; não se conceda, porém, a não ser por causa grave.

- Cân. 1165 § 1. A sanatio in radice pode ser concedida pela Sé Apostólica.
§ 2. Pode ser concedida pelo Bispo diocesano, caso por caso, ainda que concorram vários motivos de nulidade no mesmo matrimônio, observando-se as condições mencionadas no cân. 1125, para a sanação do matrimônio misto; mas não pode ser concedida por ele, se existe impedimento, cuja dispensa está reservada à Sé Apostólica, de acordo com o cân. 1078, § 2, ou se trata de impedimento de direito natural ou divino positivo que já cessou.

A sanação radical pode ser aplicada tanto àqueles que se casaram no civil ou não, contanto que tenham assumido publicamente o compromisso um com o outro e que vivam nessa disposição. Nesse caso, o cônjuge que deseja regularizar a situação deve procurar o seu pároco e dar entrada nos papéis como se fosse celebrar o casamento. Após a documentação estar pronta, ela é enviada ao Bispo que concede a sanação. Não é necessário nenhuma celebração, apenas a concessão do Bispo.

Infelizmente, este remédio que a Igreja oferece não é muito conhecido pelos sacerdotes, embora esteja no Código de Direito Canônico. Assim, caso seja este o caso, não hesite em apontar os números dos cânones ao seu pároco. A sanação radical é uma alternativa salutar para muitos que vivem essa dramática realidade e que querem regularizar sua situação junto à Igreja.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
7 1
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL

Ver N artigos +procurados:
TÓPICO  ASSUNTO  ARTIGO (leituras: 8288351)/DIA
PeR  Escrituras  1355 Jesus jamais condenou o homossexualismo?30.05
Diversos  Espiritualidade  4131 Dez conselhos na luta contra o demônio23.04
Diversos  Teologia  4132 A existência de Deus22.80
Orações  Comuns  2773 Oração de Libertação14.44
PeR  O Que É?  0516 O Que é a ADHONEP?12.32
Diversos  História  4042 R.R. Soares e Edir Macedo11.27
PeR  O Que É?  2142 Quiromancia e Quirologia11.24
Diversos  Apologética  4130 Paulo desprezou Pedro?10.89
PeR  História  0515 O Recenseamento sob César Augusto e Quirino10.81
Diversos  Protestantismo  1652 Desafio aos Evangélicos: 32 Perguntas10.25
Diversos  Testemunhos  3922 Como o estudo da fé católica levou-me ao catolicismo8.98
Diversos  Prática Cristã  3780 Os pecados mortais mais comuns8.56
PeR  História  2571 Via Sacra, qual a origem e o significado?8.33
Aulas  Doutrina  1497 Ser comunista é motivo de excomunhão?8.13
Diversos  Mundo Atual  4129 Direto do Inferno7.92
Diversos  Ética e Moral  2832 Consequências médicas da homossexualidade7.91
Diversos  Prática Cristã  3185 Anticonceptivos são Abortivos?7.76
Diversos  Anjos  3911 Confissões do demônio a um exorcista7.73
PeR  Prática Cristã  1122 As 14 estações da Via Sacra7.56
PeR  O Que É?  0565 Lei Natural, o que é? Existe mesmo?7.33
Diversos  Testemunhos  3465 Ex-pastor conta como fazia para converter católicos7.30
PeR  Testemunhos  0450 Eu Fui Testemunha de Jeová7.05
Diversos  Protestantismo  3970 A prostituição da alma7.01
Vídeos  Mundo Atual  4128 A 'Humanae Vitae' e a apostasia dos cristãos6.82
Se Cristo veio ao mundo para salvar e não para condenar (cf. Jo 3,17), a existência da Igreja visível de Cristo não poderia ser motivo de condenação para a maioria do gênero humano, que talvez não lhe pertença visivelmente, mas certamente lhe pertence invisivelmente.
Dom Estêvão Bettencourt

Católicos Online