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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 403/dezembro 1995

Testemunhos

Vale a Pena:

 

UMA VIDA HERÓICA SOBRE RODAS

 

Em síntese: O Pe. Luis de Moya, com quarenta e dois anos de idade, sofreu um acidente de carro que o deixou tetraplégico ou paralítico das pernas e dos braços. Ao contrário dos que julgam a vida destituída de sentido em tais condições, o padre reagiu muito bem ao desafio; sabe ocupar seu tempo com oração e trabalho, embora dependa de pessoas que lhe assistam continuamente; consegue tornar-se útil ao próximo, chegando a ministrar aulas de Ética na Universidade de Navarra, como fazia antes do acidente. - É testemunho eloqüente da galhardia e da confiança que lhe são inspiradas por saber por que e para que vive, como filho de Deus e caminheiro para a Casa do Pai.

***

 

É freqüente dizer-se que uma vida deficiente física ou mental não vale ser vivida. Daí as campanhas pró-eutanásia e pró-aborto, no mundo contemporâneo. Ora a experiência de pessoas deficientes desmente tal modo de pensar. Já foi citado em PR 402/1995, pp. 506-514 o caso de Helen Keller, cega, muda e surda desde criancinha e, apesar disto, escritora de nível universitário. Apraz trazer ao público do Brasil também a figura do Pe. Luís de Moya, médico, professor da Universidade de Navarra (Espanha), 42 anos, que, embora tetraplégico (paralítico de braços e pernas), tem superado as angústias de seu estado físico, dando belo testemunho de coragem; por certo os valores religiosos o sustentam nessa sua caminhada.

Vai, a seguir, apresentado o caso do Pe. de Moya como é noticiado pelo jornal REDACCIÓN, da Universidade de Navarra em sua edição de dezembro de 1994.

 

I. A NOTÍCIA

 

Sorri, reza, sofre, escreve, graceja, escuta música, sai em excursões... quer bem e se sente querido. Isto tudo lhe acontece sem que se levante da sua cadeira, apenas movendo um pouco a cabeça. O que salta aos olhos no Pe. Luís de Moya é a sua imobilidade, conseqüência de um acidente de trânsito sofrido em 1991. Apesar de ter conhecido momentos difíceis no CTI da Clínica Universitária, ele crê que vale a pena viver.

Um dos muitos pormenores que impressionam a quem fala com esse sacerdote sentado em sua cadeira de rodas, são as suas mãos imobilizadas sobre as pernas. Mãos que um dia tocaram enfermos quando ele estudava Medicina na Universidade Complutense; mãos que, consagradas a Deus, abençoaram matrimônios, ministraram o perdão, elevaram sobre o altar o Corpo de Cristo sacramentado, mãos que apertaram muitas mãos no espaço de 42 anos.

 

O Pe. Luís não se refere à sua situação como algo de trágico:

"Embora eu esteja consciente de que perdi algumas faculdades que me eram importantes, o fundamental não mudou. Continuo sendo gente, porque conservo o que faz ser homem, a saber, a minha condição espiritual. Como sacerdote, posso continuar a realizar o que de verdadeiramente valioso eu realizava antes: celebrar a Santa Missa, atender a confissões..., querer bem aos meus semelhantes".

 

LER E ESCREVER MEDIANTE COMPUTADOR

 

Com poucos meses de convalescência na Clínica, o Pe. Luís fixou para si um horário de trabalho intenso para aproveitar o tempo. A cabeça lhe permitiu estudar e estudava. Quando recebeu a cadeira de rodas, que ele controla com o queixo, começou a deslocar-se por toda parte, desde que não houvesse barreiras arquitetônicas. Mediante um computador e um programa adequado, ele pode ler em uma tela e escrever seu próprio texto.

De vez em quando, grupos de universitários o convidam a um andar de estudantes para passar algum tempo com ele em troca de idéias.

 

O TESTEMUNHO DO ENFERMO

 

"Por mais que me parecesse duro o sofrimento, nunca pensei que seria algo insuportável. Vejo pessoas que sofrem sem saber descobrir o sentido do sofrimento. Nos últimos dias compreendi a riqueza das pessoas que cuidam dos enfermos. Não há por que aplaudir o Pe. de Moya; sejam aplaudidas, sim, as pessoas que me ajudam. As horas de dedicação e carinho da parte delas não têm preço".

O Pe. Luís se refere aos médicos e sanitaristas da Clínica, aos seus pais e aos membros do Opus Dei que dele tratam no Colégio Maior Aralar: "Sou feliz porque me sinto benquisto, porque estou com minha família, na qual sou como um menino de um ano, com as diferenças que o bom senso sugere... Preciso continuamente de alguém que esteja ao meu lado ou, ao menos, acessível. Com a cabeça posso dirigir a cadeira de rodas, mas não posso coçar a orelha, nem atender ao telefone ou abrir a porta".

 

Diante da reação de pacientes que, nas mesmas circunstâncias, solicitam a eutanásia, observa o Pe. Luís:

 

"Tive contato com outros tetraplégicos, e verifiquei que o seu principal problema é a ignorância e a falta de fé. Talvez não tenham tido a mesma sorte que eu, de aprofundar o sentido da vida. Somos imagem e semelhança de Deus, criados por Ele para que - se quisermos - tenhamos um destino feliz na eternidade e também nesta vida.

 

Parece-me uma loucura querer morrer ou deixar de existir. Estou consciente da minha liberdade e de que tenho a vida em minhas mãos, mesmo que elas não se movam. Alguns julgam que a vida nos é dada para mero gozo material, para tirar o máximo partido em matéria de prazer, poder ou riqueza. Creio que a vida, seja como for no plano físico, merece ser vivida. Com a ajuda de Deus que peço todos os dias, tenho a esperança de chegar ao termo em vista do qual Ele me deu a existência".

 

A JORNADA DO PE. LUÍS

 

 

O Pe. Luís assim descreve o seu dia, usando de bom humor:

 

"Levanto-me, ou melhor, mobilizam-me às 6h 45min. Rezo durante certo tempo e concelebro a S. Missa. Após o café da manhã, ponho-me a trabalhar com o computador até me levarem à Clínica - para a reabilitação - ou ao oratório para atender às confissões.

 

Depois do almoço, converso um pouco e volto a trabalhar; ofereço direção espiritual a universitários ou preparo material para pregações. Seguem-se outro segmento de oração, a ceia e me levam para a cama. Ainda que não pareça, tenho o tempo bastante ocupado".

 

E estaria mais ocupado a partir de fevereiro de 1995, quando o padre voltaria a ministrar algumas aulas de Ética na Escola de Arquitetura, como fazia antes do acidente.

 

 

II. COMENTANDO...

 

 

O testemunho do Pe. Luís de Moya é valioso, porque mostra como uma existência tida como fadada à infelicidade pode ser vivida com galhardia e alegria. Bem se diz que a felicidade é feita pelo homem, e não se encontra feita. Sem dúvida, a fé é elemento poderoso para levantar o ânimo e ajudar a manter confiança e esperança no futuro. Quem sabe por que vive, valoriza e estima cada minuto de sua existência. Ora é certo que nenhuma motivação é tão forte e eloqüente quanto aquela que se deriva da fé.

 

Vê-se, pois, que é precipitado e afoito pleitear o aborto e a eutanásia sob alegação de que determinado tipo de existência será desgraçado e não valerá a pena de ser conservado. O que importa nos casos de deficiência física, é assistir ao paciente, ajudando-o a descobrir referenciais que possam inspirar coragem e estímulo. Quem consegue superar a tentação de desânimo, torna-se herói e pode ser enumerado entre os grandes vultos da história. Tais foram Helen Keller, Marie Heurtin, Marta Obrecht, Ana Maria Poyet...

 

Tal é também o Pe. Luís de Moya.


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