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Santa Ana

 

Hoje a Igreja celebra a memória de São Joaquim e Sant'Ana, pais da Virgem Maria e avós de Jesus nosso Senhor.


Sabemos deles através de um antigo escrito cristão do século II, o chamado Proto-evangelho de Tiago. Aí se conta – e não temos motivo algum para duvidar das informações – que os pais da Virgem chamavam-se Joaquim e Ana. Eram estéreis. Muito penarem por esta situação, sendo alvo de chacotas e desprezos... Mas, nunca desacreditaram, nunca se revoltaram contra o Senhor Deus. Rezaram, permaneceram humildes e obedientes aos desígnios do Altíssimo. E rezaram, rezaram, imploraram, perseveraram na oração por uma descendência. Depois de muito sofrerem pela humilhação da esterilidade, sinal de castigo e motivo de vergonha, o Senhor dignou-Se atendê-los. Desse casal idoso e estéril nasceu aquela que, chamada Maria, tornar-se-ia a mãe do Salvador do mundo, o Cristo nosso Deus.


Pensando em Joaquim e Ana, duas ideias vêm-me ao coração, duas palavras: fidelidade e graça. Ambas relacionadas a Deus nosso Senhor.


Primeiramente, fidelidade. A história desse ancião casal é como que um resumo, um compêndio da história mesma do povo de Israel. Quantas vezes o Povo do Antigo Testamento teve de esperar contra toda esperança, experimentando na sua história a fidelidade do Senhor Deus! Ele prometera a Abraão nosso pai uma descendência e uma terra... E foi dando, pouco a pouco, aquilo que prometera. Mas, quanta demora, quantos sofrimentos, quanta espera: a vida penosa dos Patriarcas, a tormenta terrível da escravidão no Egito, a prova do deserto, o dom da Lei, a penosa conquista da terra sempre prometida, as constantes tentações de infidelidade, de colocar a esperança nos baals, nos acordos com as nações pagãs, na força dos carros e cavalos... Depois, a destruição de Jerusalém e do Templo, a provação tremenda da noite do Exílio, quando Israel perdera a terra, Jerusalém, o Templo, o rei e quase a esperança... Depois, a volta miraculosa à Terra Santa. Mas, ainda mais dor: a provação tremenda do tempo dos macabeus, a perda da liberdade sob a bota de tantos opressores: assírios, babilônios, persas, gregos, romanos... Quantas vezes Israel se perguntou onde estava o seu Deus... Quantas vezes rezou, esperou... Quantas, foi tentado pelo desânimo e a descrença... Quantas vezes chorou e perguntou o porquê... Se Deus é Deus, se tudo pode, se ama e é fiel, por que, então? Por que assim, por que desse modo? Quantas vezes experimentou como resposta somente o perturbador silêncio do Eterno! Como Joaquim, como Ana... Mas, ao fim de tudo, Israel experimentou a fidelidade do Altíssimo. Ele nunca abandonou o Seu povo; sempre lhe dera forças para continuar, para não desabar de vez, para esperar contra toda humana esperança – sim, sim, porque a esperança não se apoia em probabilidades ou cálculos humanos, mas unicamente no Autor da promessa, que Se chama Fiel! Não é isto esperar: esperar Deus de Deus, esperar em Deus unicamente porque Ele é Deus? E Israel, já cansado, viu a glória de Deus: o Messias prometido veio, o nome de Israel tornou-se bendito entre todos os povos da terra e, do velho povo, do velho tronco de Abraão, nasceu um povo novo, uma multidão mais numerosas que as estrelas do céu e que as areias da praia do mar, a santa Igreja, verdadeiro Israel de Deus! Israel, ao final de tudo, foi fecundíssimo, como Joaquim e Ana! Olhando esse casal bendito, estéril e fecundo, esquecido por Deus e por Ele abençoado, podemos, hoje dizer novamente: Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus e Deus de nossos pais, pela Tua invencível e misteriosa fidelidade, somente compreendida e experimentada pelos que em Ti esperam!


Depois, outra palavra: graça. É o significado mesmo do nome de Ana: Hannah. Um filho não é merecimento, um filho não depende de prodígios ou artifícios humanos (mesmo com as descobertas da ciência e com o uso e abuso prepotente e ímpio de certas técnicas de fertilidade), um filho será sempre dom de Deus! Joaquim e Ana experimentaram em suas vidas que a menininha que lhes nascerr fora fruto da pura gratuidade do Eterno Deus de Israel. Podemos imaginas aqueles anciãos genitores com a criança no braço, felizes e admirados, pensando e dizendo: “Tudo é graça! Tudo é dom do Altíssimo!” Também aqui, neste sentido, esses dois condensam em suas vidas a experiência de Israel. Toda a história do Povo de Deus foi uma experiência da graça amorosa do Senhor. O que Israel tinha ou fez para merecer ser o Povo de Deus? O que fez para merecer o dom e a graça da Lei? O que teve de antemão para atrair o carinho do Eterno, que o conduziu, o instruiu pelos profetas, o defendeu e libertou e nele, nesse povo pequeno e teimoso, enviou o Salvador de toda a humanidade? Eis aqui uma experiência fundamental, central para todo crente, como o foi para Israel, Joaquim e Ana: tudo é graça, tudo é imenso dom de um Amor sem fim, tudo é fruto do amor providente e cuidadoso do Eterno! Com Israel, com Joaquim e Ana, também nós podemos dizer: “Bendito sejas Tu, ó Eterno, nosso Deus, porque sem merecimento prévio algum de nossa parte, pensaste em nós, pensaste em mim, chamaste-me à vida, escolheste-me para crer em Ti e, em Cristo, ser membro do Teu povo santo e eleito! Bendito sejas Tu, Senhor, porque me deste o Teu Filho como perdão e salvação, como luz e esperança certa de uma eternidade feliz! Nada que eu faça por Ti, ó Santo, pode comparar-se a todo bem e toda graça que eterna e abundantemente me concedeste, ainda quando eu não compreenda, às vezes, as escuridões e tristezas de minha pobre existência e do nosso tortuoso caminho humano...”


Meu caríssimo Leitor – a quem tanto prezo e respeito –, não sei nada da sua vida, das suas lutas, das suas lágrimas... Talvez você enfrente agora mesmo situações dolorosas e escuras no seu caminho, que o jogam no limite do suportável... Talvez, você outro, esteja agora feliz, sentindo-se forte, confortado, experimentando de modo sensível a presença de Deus. Não sei. Em todo caso, para todos nós – e custa-me recordar... - há um tempo de chorar e um tempo de sorrir... No entanto, seja qual for o tempo da sua vida, seja qual for a situação, nunca se esqueça da lição que Joaquim e Ana hoje nos dão: o Senhor é fidelíssimo! Nunca deixa cair por terra Suas promessas! Mas, atenção: Ele não nos deve nada: tudo é graça, e somente quando acolhemos assim os dons do Altíssimo, poderemos Nele nos alegrar e a Ele, de verdade agradecer! Joaquim e Ana creram e esperaram sem conhecer o mistério do Cristo na cruz. Você o conhece, O viste crucificado por amor e ressuscitado em glorioso poder... Nunca duvide Dele, da imensidão da Sua fidelidade e do poder da Sua graça!

 

Dom Henrique Soares

Fonte: Dom Henrique no Facebook


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