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Pregações: Homilias - Permanecei em Mim! - por Padre Paulo Ricardo

Permanecei em mim! - Quinto domingo da Páscoa

A parábola da videira, lida no contexto da última ceia e do mistério pascal, nos leva a um exame de consciência. No cenáculo, com Jesus, estão tanto Judas, o traidor, como o apóstolo João, reclinado no seu peito. Dentro da Igreja e dentro de nós encontram-se Judas e João, o ramo estéril e o ramo frutífero. A Palavra que Cristo nos deu é o instrumento que poda e purifica. A Eucaristia é o peito no qual nos reclinamos e recebemos a graça de produzir frutos.

Jo 15,1-8, a belíssima parábola da videira "eu sou a videira e meu pai o agricultor".
Primeiro, estamos num clima de despedida, Jesus está se despedindo de seus discípulos. Jesus dá instruções como os cristãos devem viver neste mundo depois que ele se retirar daqui. Isto ocorre no cenáculo.
S. João, diferente dos outros evangelhos, relata a eucaristia no cap. 6, no grande discurso do pão da vida, em que Jesus fala do verdadeiro pão da vida que é Ele, sendo necessário comer da sua carne e beber do seu sangue.
Ali temos toda a doutrina a respeito da Eucaristia muito mais desenvolvida do que nos outros evangelhos e por isso João não descreve a santa ceia, mas o lava-pés. Há aqui uma simbologia, em que Jesus dá o significado de sua morte na cruz: lavar os nossos pecados.
Nesse cenário Jesus anuncia a traição de Judas que, para Jesus, é uma grande perturbação.
A parábola da videira lida nesse contexto da última ceia nos faz pensar em Judas, pois há ramos que não permanecem em Jesus e secarão, serão lançados no fogo e queimados.

Precisamos ficar unidos a Cristo como os ramos da videira. Mas, existe a possibilidade gravíssima de nós, cristãos, justamente nós que estamos dentro do cenáculo, trairmos Cristo.
Um dos primeiros escândalos na Igreja nascente foi a traição de Jesus, pois o traidor pertencia ao grupo e era um apóstolo.

Jesus demonstra ficar perturbado com a traição de Cristo. Quando Judas sai do cenáculo é a vez dos discípulos ficarem perturbados. Ali é que se vê a grande necessidade da parábola da videira, uma instrução aos discípulos de como eles devem se comportar na ausência de Jesus.

Como se dará essa presença de Jesus ausente? Como nós podemos, depois de tanto tempo, "permanecer em Jesus"?
No cap. 14 fala do paráclito, o ES que será enviado e todo o discurso de Jesus está voltado para essa recíproca permanência. Há uma visão trinitária na parábola da videira.

Permanecer em Cristo e dar frutos significa amar e um ramo não pode viver se não estiver ligado a Cristo. Assim devemos compreender nossa existência. Nossa vida perderá sua essência sem a videira.

Jesus vê claramente que na Igreja há Judas. São ramos presos à videira mas não dão frutos. Para o bem da própria videira é necessário cortar esses ramos.
Na parábola o Pai corta os ramos infrutíferos e depois dessa poda, os ramos que permanecem dão mais frutos ainda!

Para fazer a vontade de Deus, os grandes advogados do povo de Israel diante de Deus, como Moisés, os profetas, Abraão, os anjos, todos têm a característica de nos defender diante do tribunal de Deus e de inquietar nosso coração para que aceitemos a palavra de Deus.

O permanecer em Cristo é ativo. Temos que fazer um exame de consciência para analisarmos a qualidade de nossa comunhão na Igreja.
"Permanecei em mim e eu permanecerei em vós"
Nossa dependência de Jesus é total como o é a dependência dos ramos com relação ao tronco.

Estamos no ambiente da última ceia, em que Jesus nos dá a Eucaristia. Em vez de relatar o mistério da Eucaristia, S. João nos apresenta essa parábola da videira.
Receber a Eucaristia é estar em Jesus, permanecer nEle, como o discípulo amado, S. João, que se reclina sobre o peito de Jesus e pergunta pelo traidor.
Nunca compreenderemos o significado da Eucaristia se não soubermos reclinar-nos no peito de Jesus, como S. João.

Deixemos que a palavra de Deus pode nossas arestas e limpe nossos corações, para sermos discípulos amados.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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