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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 545 novembro 2007

Conversões significativas:

 

DO JUDAÍSMO AO CATOLICISMO

 

Em síntese: Contra a teoria da dupla Aliança (a primeira, entre Javé e os israelitas, a segunda, entre Deus e os pagãos) muitos judeus se convertem atualmente ao Catolicismo, afirmando que assim chegam à plenitude do judaísmo, pois na Igreja ocorre a consumação das promessas feitas aos Patriarcas e reis do povo de Israel.

 

O diálogo entre judeus e católicos tem tomado aspectos próprios nos últimos decênios, que passamos a considerar, pois apresentam perspectivas surpreendentes.

 

1. A teoria da dupla Aliança

 

Há quem diga que a Aliança do Sinai ou do Antigo Testamento é válida até hoje, de modo que os judeus não precisam de se converter ao Cristianismo para participar de nova Aliança com Deus. Esta nova Aliança, selada com o sangue de Cristo, seria destinada aos pagãos e não poderia ser tida como plenitude da antiga Aliança. O Cristianismo seria uma forma modificada do judaísmo, que proporcionaria aos pagãos prestar culto ao Deus vivo e verdadeiro e praticar as virtudes que a Lei de Moisés recomenda sem pertencer à estirpe de Abraão. Tal posição é assaz cômoda para os israelitas, que, assim sendo, não deveriam pensar em tornar-se cristãos.

 

Nota-se que alguns autores católicos, talvez movidos por tal concepção, não falam de Antiga e Nova Aliança, mas de Primeira e Segunda Aliança. Os católicos não deveriam pregar o Evangelho "para os judeus", mas "com os judeus" para o mundo pagão.

 

2. Que dizer?

 

Entre os próprios judeus há quem impugne tal teoria. Seja citado o judeu convertido ao Catolicismo Roy Schoeman, autor do livro "A Salvação vem dos Judeus" (cf. Jo 4, 22) e de uma coletânea que refere a conversão de dezesseis judeus norte-americanos ao Catolicismo com o título "Honey from the Rock. Sexteen Jews fruit the Sweetness of Christ. - Mel que vem da Rocha. Dezesseis Judeus gozam da Doçura de Cristo".

 

A família de Roy Schoeman escapou da Alemanha nacional-socialista e foi estabelecer-se nos arredores de Nova Iorque, onde nasceu Roy.

 

A família pertencia à ala conservadora do judaísmo, meio-termo entre a corrente ortodoxa e a reformada. Roy recebeu os primeiros ensinamentos religiosos de grandes mestres conservadores. Estes ensinamentos, porém, não bastaram para lhe manifestar o sentido da vida, de modo que procurou observar o Catolicismo, ao qual acabou se convertendo.

 

A propósito da teoria da dupla Aliança, que afirma não haver necessidade, para o judaísmo, de se converter a Cristo, diz Roy Schoeman numa entrevista a L'HOMME NOUVEAU (ne 1389, 17/02/07):

 

"O Evangelho é muito claro a tal respeito. Jesus veio, antes do mais, para os judeus. Veja-se a respeito Mt 15, 24: 'Eu fui enviado tão somente às ovelhas perdidas da Casa de Israel'. É aos judeus que Ele declara: 'Quem não renascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus' (Jo 3, 5). É também aos judeus que Ele diz: 'Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós' (Jo 6, 51).

 

Jesus consagrou toda a sua vida e o seu ministério à evangelização dos judeus, e não dos pagãos. Se Deus não tivesse destinado a nova Aliança - o Cristianismo - aos judeus, Jesus se teria enganado; São Pedro, o Apóstolo dos judeus, se teria enganado; São Paulo... se teria enganado não somente em suas epístolas, mas também ao converter-se... Tal teologia é uma tragédia para os judeus, pois ela os priva da possibilidade de conhecer a plenitude da verdade revelada; ela os priva da alegria e da consolação inigualáveis da intimidade com Deus, que só pode ser atingida mediante os sacramentos, ela os priva dos benefícios salvíficos eternos, dos quais a Igreja e os sacramentos são a fonte... Nada enriquece o judaísmo mais do que a fé católica, entendida como deve ser entendida".

 

O repórter perguntou ainda a Roy Schoeman: "Antes da sua conversão ao Catolicismo, qual era seu modo de ver a Igreja Católica?"

 

Roy respondeu: "A resposta é um pouco complicada. Creio que devo distinguir entre o meu modo de ver a Igreja e o modo de ver os católicos. Quanto à Igreja, eu julgava que era uma infeliz seita herética oriunda do judaísmo, que teve consequências desastrosas para o mundo em geral e para os judeus em particular. Eu considerava o Catolicismo como uma religião... inferior ao judaísmo, mas suficientemente boa para satisfazer aos pagãos, que nada conheciam de melhor, mas que certamente devia ser tida por todo judeu como lamentavelmente insuficiente para todo israelita que tivesse recebido um pouco de instrução religiosa. Doutro lado, e apesar de mim mesmo, eu me sentia sempre atraído pelos católicos como comunidade. Eu não podia deixar de ser sensível a uma forma de gentileza, de paz e mesmo de amor, que se irradiavam de católicos de vivência fiel ao seu Credo".

 

O repórter: "O sr. considera o seu gesto uma conversão ou antes a consumação do seu judaísmo?".

—Roy: "Corno eu mostrei no meu livro 'A salvação vem dos judeus', se a fé católica é verdadeira - e isto é evidente - então a Igreja Católica nada mais é do que a continuação do judaísmo na sua forma consumada após a vinda de Jesus, o Messias judeu. O judaísmo nada mais é do que a forma embrionária, pré-messiânica do Catolicismo. Em consequência, eu me sinto não somente tão judeu quanto antes, mas verdadeiramente mais judeu do que antes, participando dessa modalidade verídica e consumada do judaísmo que é a Igreja Católica".

 

Repórter: "Haverá um grande número de judeus que se convertem a Cristo?".

Roy: "Julgo que em nenhuma época após os tempos dos Apóstolos houve tantos judeus que abraçam a fé em Cristo. Infelizmente, porém, a maioria se fixa no judaísmo messiânico (1) ou nas comunidades protestantes mais do que na Igreja Católica. Em grande parte, isto se deve ao fato de que são esses grupos particulares que evangelizam os judeus e os acolhem de braços abertos. Caso a Igreja Católica intensifique a sua missão evangelizadora, ela fará uma grande colheita.

 

É impressionante o número de judeus que integram o judaísmo messiânico; é preâmbulo de mais vasto fenômeno de conversão dos judeus a Cristo.

 

Em 1967 havia apenas alguns milhares de judeus messiânicos nos Estados Unidos e quatro ou cinco sinagogas judeo-messiânicas. Hoje contam-se aproximadamente 200.000 judeus messiânicos nos Estados Unidos e mais de 150 comunidades de judeus messiânicos; no mundo inteiro haverá 500.000 judeus messiânicos e, ao menos, 400 comunidades.

 

É interessante notar o desenvolvimento do judaísmo messiânico em Israel. Apesar da oposição do governo israelense, não se encontra uma cidade ou uma aldeia em Israel em que não haja uma comunidade judeo-messiânica; nesse mesmo país encontram-se mais de 5.000 judeus convertidos ao Cristianismo...

 

Os "Jews for Jesus" (Judeus para Jesus) são um órgão integrado por judeus que abraçaram a fé em Jesus e se propuseram "distribuir a riqueza" e evangelizar outros judeus. É uma entidade missionária, nem igreja nem seita; recomenda aos judeus convertidos que se agreguem a uma igreja local fundada sobre a Bíblia.

 

A mais importante organização americana de judeus que entraram na Igreja Católica é a Association of Hebrew Catholic, cuja sede central está em Saint-Louis (Missouri), mas tem sucursais no mundo inteiro".

 

Repórter: "Alguns autores querem crer que a fundação do Estado de Israel tem significado teológico. Que pensa o sr. a respeito?"

Roy: "Os fatos parecem evidentes. Não conheço povo algum que tenha permanecido intato e idêntico a si mesmo durante dois milênios de dispersão no mundo inteiro e que tenha sido restaurado na sua pátria. Além do mais, seria muito difícil encontrar no mundo de hoje hititas, amorreus, jebusitas, edomitas ou qualquer das grandes tribos que ocupam as páginas do Antigo Testamento. Existem ainda outros mistérios que marcam a história do povo de Israel, principalmente a sua persistência durante os dois mil anos de sua dispersão no mundo inteiro - e a inimizade quase constante contra ela. Mais: permanece o mistério de preeminência que está fora de proporções numéricas. Contam-se quatorze milhões de judeus no mundo atual, que tem mais de seis bilhões de habitantes.

 

A crença na importância teológica do Estado de Israel poderia fundamentar-se em numerosas profecias bíblicas do Antigo como do Novo Testamento. Muitas dessas profecias mencionam a destruição de Israel, a dispersão dos judeus no mundo até o fim dos tempos, quando de novo os judeus se reunirão como nação na Terra Santa. Verdade é que algumas dessas profecias se referem a reagrupamentos anteriores a Cristo".

 

3. Refletindo

 

As declarações transcritas nestas páginas enfatizam que:

- o judaísmo se consuma ou se torna pleno no catolicismo.

- é de enorme importância o testemunho de vida dos católicos para ajudar os irmãos não católicos a refletir sobre a questão religiosa.

- a restauração do Estado de Israel em 1947 pode ser tida como cumprimento de profecias bíblicas e, consequentemente, como anúncio da hora final da história da humanidade. - A propósito, é oportuno notar que as profecias bíblicas que predizem a volta de Israel à sua terra pátria têm em vista o retorno dos israelitas dispersos após a queda de Samaria em 721 a.C e a de Jerusalém em 586 a.C. Esse retorno já tinha ocorrido quando o Espírito Santo fundou a Ek-klesia (Igreja) ou Convocação no dia de Pentecostes.

 


APÊNDICE

À guisa de complemento, segue-se a reprodução de um panfleto judeu-cristão muito propagado.

 

 


Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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