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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 547 – janeiro 2008

Como se originou:

 

A REVOLUÇÃO SEXUAL

 

Em síntese: Na segunda metade do século XX ocorreu a chamada "Revolução sexual", que teve suas principais causas no pansexualismo de Freud, na filosofia existencialista de J. P. Sartre, no Relatório Kinsey, no marxismo e no polimorfismo de Herbert Marcuse.

 

Fala-se muito de "Revolução Sexual" ocorrida na segunda metade do século XX. Desde a década de 1950 vem-se exprimindo crescente aversão aos princípios da Ética clássica e forte clamor em favor de liberdade total para que cada indivíduo se comporte sexualmente como julgar melhor.

 

Para poder entender tal fenômeno, faz-se oportuno investigar-lhe as causas. Sabe-se que em todos os tempos houve permissividade; tenha-se em vista o caso do rei Salomão, sábio como era, "teve setecentas mulheres princesas e trezentas concubinas, suas mulheres perverteram seu coração" (1 Rs 11, 3). - Mas a permissividade parece ter chegado ao extremo em nossos dias. Por que terá isto acontecido?

Apontam-se, entre outros, os seguintes fatores:

 

1. O pansexualismo de Freud

 

O psicanalista Sigmund Freud afirmava que o sexo define a pessoa humana em todas as suas manifestações; mesmo no cultivo das artes. As práticas religiosas são movidas pelo eros. Não é a pessoa que se manifesta no sexo, mas é o sexo que se manifesta na pessoa, segundo Freud. Tais idéias subverteram a concepção clássica de sexualidade. Em vez de reprimi-la, quando se quisesse manifestar inoportunamente, passaram os pais e educadores a favorecer o uso da sexualidade, a genitalidade, mesmo em idade precoce. A educação sexual veio a ser o ensino do uso do sexo sem o risco de engravidar. Dizer Não a um impulso erótico seria expor-se a contrair uma neurose, e quem sofresse de neurose, mau caráter,... encontraria solução na concessão ao sexo. A educação tradicional é tida como uma grande depressão e a cultura dos deveres como resultado de neurose coletiva.

 

Freud mesmo levou uma vida regrada; não apregoou licenciosidade, mas o fato é que sua doutrina disseminou a tese de que o sexo não deve ser contrariado, pois todo indivíduo é regido por um determinismo pansexualista. - Os meios de comunicação social propagaram rapidamente essa nova visão do ser humano, que muitas escolas abraçaram burlando todos os princípios da ascese e da autodisciplina que a religião incute; seja citado São Paulo:

 

"Todo atleta priva-se de tudo para obter uma coroa perecível; nós, porém, uma imperecível. Portanto eu corro, mas não sem destino... Ao contrário trato duramente o meu corpo e o reduzo à servidão, para não acontecer que, tendo pregado aos outros, eu mesmo seja condenado" (1 Cor 9, 27).

 

2. O existencialismo de Jean-Paul Sartre

 

A escola de Sartre, mediante a literatura e o cinema, difundiu a concepção de que, "se Deus não existe, tudo é permitido"...; ora Deus não existe, dizia S. P. Sartre. Em consequência a experiência sexual foi exaltada como forma privilegiada de educação e comunicação.

 

3. O Relatório Kinsey

 

O zoólogo norte-americano Kinsey (1899-1936) realizou ampla pesquisa na sociedade norte-americana e publicou estatísticas e percentuais sobre as diversas modalidades do comportamento sexual (normais e anômalas...), donde concluiu que os comportamentos sexuais não são mais do que "um mecanismo relativamente simples que se encarrega da reação erótica sempre que os estímulos físicos e psíquicos são suficientes... Por conseguinte, se são reações mecânicas da natureza, não há como falar de bem e mal, lícito e ilícito, o normal e o anormal". À passagem da sociedade agrícola tradicional para a sociedade urbana e industrial deve corresponder uma mudança da conduta dos esposos, na vida da família, na sexualidade pré-conjugal e extraconjugal. Por conseguinte a Sociologia explicaria o avanço sexual.

 

4. A descoberta dos anticonceptivos

 

Em meados do século XX começou a propagar-se a pílula Pinkus ou contraceptiva. A facilitação de relações sexuais isentas do risco de gravidez indesejada favoreceu o clima de hedonismo reinante na segunda metade do século XX; principalmente a juventude foi vítima dessa difusão, a tal ponto que o Governo do Brasil favorece oficialmente o uso da pílula para que haja "sexo seguro" (coisa esta que não existe na medida em que é apregoada). Além do quê, a pílula se tornou uma arma dos planos governamentais de contenção da natalidade em alguns países.

 

5. Marxismo e neomarxismo

 

Karl -Marx afirmava que a família deveria estar vinculada à produtividade. Até os jogos das crianças deveriam, conforme a escola de Marx, ser concebidos como preparação da atividade produtiva e como educação para o trabalho. A produtividade exige que a mulher entre no mercado do trabalho, deixando os filhos entregues às trabalhadoras da pedagogia, da psicologia, do nutricionismo. Caso a mulher não possa preencher a sua função de operária por causa dos filhos, seja submetida ao aborto, que a URSS legalizou em 1920, em primeiro lugar na Europa, logo após instituído.

 

A revolução social na URSS deveria ter como sequela imediata a libertação da mulher até época recente confinada a três K (como dizem os alemães): Kinder, Küche und Kirche (filhos, cozinha e igreja). Nessa linha de idéias o homem deveria emancipar-se da dependência erótica afetiva que ocorre no matrimônio, libertando-se assim também da dependência dos princípios da moral familiar.

 

Estas idéias foram assumidas e desenvolvidas pelo filósofo Herbert Marcuse que preconizava a libertação frente à própria heterossexualidade e o polimorfismo ou a livre escolha do sexo.

 

6. O Feminismo

 

A procura de emancipação da mulher, igualada ao homem no trabalho fora de casa, culminou nos movimentos feministas recentes; a maternidade não é desejável para a mulher, pois a subordina ao lar e a deveres caseiros. Uma das representantes mais famosas desse movimento foi Simone de Beauvoir, que proclamou, como direitos da mulher, o recurso ao aborto e a contracepção, a fim de que a mulher possa exercer um papel político-social semelhante ao do homem.

 

7. O malthusianismo

 

A todos esses fatores acrescente-se ainda o malthusianismo. Thomas Robert Malthus e sua escola propuseram bases teóricas para justificar a política antinatalista dos Governos. Com efeito, afirmava que a população do globo terrestre cresce em ritmo geométrico, ao passo que os recursos naturais de alimentação em ritmo aritmético. Por conseguinte deveria haver contenção da natalidade; para tal recomendava o casamento em idade mais avançada, a continência, o coito interrompido. As concepções de Malthus revelaram-se sem fundamento. A Terra pode alimentar 25 bilhões de habitantes caso se faça justa distribuição de recursos.

 

Diante do fracasso dos prognósticos de Malthus, os neomalthusianos apresentaram a carência das fontes de energia e o aumento da poluição como motivações mais recentes para justificar a contenção da natalidade. Na verdade, também esta alegação não se sustenta. Acredita-se que, por detrás da campanha antinatalista, está o receio de que as populações mais carentes possam crescer numericamente e ameaçar o bem-estar das potências econômicas deste mundo. Em suma, pode-se dizer que o desejo de dominar os povos mais fracos por parte de poderosas nações inspira, em grande escala, a propaganda do antinatalismo entre os povos em desenvolvimento.

 

8. Dados complementares

 

A explosão demográfica verificada em povos subdesenvolvidos principalmente levou os respectivos Governos a tomar medidas drásticas, como se verá a seguir.

 

Na China a população ultrapassa os dois bilhões de habitantes. De 1975 a 1980 a taxa de natalidade aumento em 21%. Em consequência o Governo estabeleceu o crescimento zero para o ano de 2000, recorrendo para tanto ao aborto, à esterilização, à pressão social, à retardação da idade do matrimônio, à proibição de cada casal ter mais de um filho, à distribuição gratuita de contraceptivos e à inserção da mulher no mercado de trabalho.

 

Na índia há 700 milhões de habitantes, que se duplicam a cada 30 anos, apesar das medidas drásticas promulgadas pelo Governo, entre as quais estava a esterilização obrigatória após o segundo filho, lei esta que é forte oposição do povo tornou ineficaz. Em lugar de produtos químicos farmacêuticos, tem encontrado boa aceitação naquele país o método natural de limitação.

 

A África é o continente onde se registram as mais altas taxas de natalidade como também as de mortalidade infantil. Globalmente falando, a população da África cresce 3% ao ano paralelamente com a mais alta taxa de miséria.

 

A Europa em geral apresenta forte declínio demográfico; na Itália, por exemplo, este chega quase ao crescimento zero. Algo de semelhante ocorre na Alemanha, na França e nos países nórdicos. Eis, porém, que na Rússia comunista havia um estímulo ao crescimento demográfico. A verificação de amplo declínio demográfico começa a exercer influência sobre certos Governos, que chegam a favorecer a natalidade. Toma-se consciência de que o melhor contraceptivo é o desenvolvimento econômico.

 

Possam estas considerações contribuir para que o mundo perceba que a contenção da natalidade por meios artificiais e leis drásticas não é a solução dos problemas da vida de um povo! Nem ó a libertação licenciosa que faz a felicidade de alguém.

 

Fonte: Elio Sgreccia, Manual de Bioética, vol. I, pp. 294-297.

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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