Católicos Online - - - - AVISOS -


...

Pergunte!

e responderemos


Veja como divulgar ou embutir artigos, vídeos e áudios em seu site ou blog.




Sua opinião é importante!









Sites Católicos
Dom Estêvão
Propósitos

RSS Artigos
RSS Links



FeedReader



Download







Cursos do Pe Paulo Ricardo


Newsletter
Pergunte!
Fale conosco
Pedido


PESQUISAR palavras
 

“Meu Deus ! Meu Deus ! Por Que me abandonaste?”

O grito dos sofredores e o silêncio de Deus – Papa BENTO XVI

 

 

“A oração de Jesus não é o grito de um desesperado”, disse o Papa Bento XVI na Audiência Geral da quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012, na Cidade do Vaticano.

 

Eis as palavras do Papa Bento XVI aos fiéis e peregrinos reunidos na Sala Paulo VI para a Audiência Geral desta quarta-feira:

 

“Queridos irmãos e irmãs, pregado na cruz, Jesus lança este grito: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?»

 

No momento extremo da sua rejeição pelos homens, Ele reza, deixando transparecer tanto a solidão do seu coração como a certeza da presença do Pai, a quem reafirma plena adesão aos seus desígnios de salvação da humanidade.

 

Mas, como é possível que Deus não intervenha para libertar o seu Filho desta prova terrível?

 

 

É importante compreender que a oração de Jesus não é o grito de um desesperado, que se sente abandonado.

Mas, ao rezar um salmo de Israel - as palavras referidas são o início do salmo 22 - Jesus toma sobre Si o sofrimento do seu povo e de todos os homens oprimidos pelo mal e leva-o até ao próprio coração de Deus, seguro de que o seu grito será atendido na ressurreição.

 

 

Enfim Jesus vive o seu sofrimento em comunhão conosco e por nós; é um sofrimento que brota do amor e, por isso, já contém em si a redenção, a vitória do amor.”

 

 

Diante do nosso grito de dor, Deus está sempre presente!

 

 

O ciclo de catequeses do Papa Bento XVI sobre a oração de Jesus culminou, durante a Audiência Geral, com uma reflexão sobre a oração de Cristo antes da morte iminente.

 

O Santo Padre se serviu dos Evangelhos de São Mateus e São Marcos, que fornecem detalhes importantes na reconstrução das fases da crucifixão de Nosso Senhor. Marcos, em particular, explica que "eram as nove da manhã quando o crucificaram" (Mc 15:25).

 

Durante as primeiras três horas após a crucificação, observou o Papa, "vem o escárnio dos diferentes grupos de pessoas que mostram seu ceticismo, dizem não acreditar."

 

Há quem o insulta (cf. Mc 15, 29), e entre estes há também os dois ladrões crucificados ao lado dele (cf. Mc 15, 32), enquanto sacerdotes e escribas zombam dele (cf. Mc 15, 31).

 

Do meio-dia até as três, a escuridão cai sobre toda a terra. "Também o universo toma parte deste evento: a escuridão envolve pessoas e coisas, mas mesmo nesta hora de trevas, Deus está presente, não abandona", continuou o Santo Padre.

 

A escuridão é tanto ‘sinal da presença e da ação do mal’, quanto sinal ‘de uma misteriosa presença e ação de Deus que é capaz de superar todas as trevas’, como já testemunha a experiência de Moisés no Antigo Testamento (cfr. Ex 19,9/20,21; Dt 4,11/5,23).

 

É justamente naquela escuridão que Jesus moribundo conserva ainda a força para gritar o seu próprio sofrimento ao Pai "que aprova este ato supremo de amor, de dom total de Si, ainda que não se ouça, como em outros momentos, a voz do alto.

 

Ao contrário de outros episódios como o batismo no Jordão (Mc 1,11) ou a Transfiguração (Mc 9,7), a voz do Pai cala, enquanto que o seu ‘olhar de amor’ está ‘fixo sobre o dom de amor do Filho.’

 

Jesus grita ao Pai ‘por que me abandonaste?’, lembrando a tensão do salmista (cf. Sl 22,3-4) ‘entre o sentir-se abandonado e a consciência certa da presença de Deus no meio do seu povo’.

 

 

Não só nas situações mais difíceis e dolorosas ‘não devemos ter medo de confiar a Ele todo o peso que levamos no nosso coração’ mas não devemos nem sequer ‘ter medo de gritar’ a Ele nosso sofrimento, temos de estar convencidos de que Deus está próximo, mesmo se aparentemente se cala”, disse Bento XVI.

 

O grito de Jesus crucificado "não é o grito de quem vai ao encontro da morte com o desespero, e nem é o grito de quem sabe que foi abandonado."

 

É sim o grito de quem está tomando sobre si "não só a pena do seu povo, mas também a de todos os homens que sofrem pela opressão do mal e, ao mesmo tempo, leva tudo isso ao coração do próprio Deus" , na certeza da Ressurreição. Jesus invoca o Pai, mesmo se ele pareça ausente e a sua afirmação de abandono de Deus é, na realidade, a manifestação da dor pela separação da humanidade de Deus por causa do pecado, como se Cristo gritasse ao Pai no nosso lugar (Catecismo da Igreja Católica, n º 603).

 

 

No clímax da Paixão, Jesus deixa emergir não só a sua dor, mas também "o sentido da presença do Pai e do consentimento ao seu plano de salvação pela humanidade."

 

Nós mesmos, observou o Papa, "nos encontramos sempre e de novo diante do "hoje" do sofrimento, do silêncio de Deus", mas, ao mesmo tempo, podemos encontrar-nos "diante do "hoje"da Ressurreição, da resposta de Deus que tomou sobre si os nossos sofrimentos."

 

 

A oração de Jesus moribundo deve nos ensinar a "superar as barreiras do nosso eu e dos nossos problemas e abrir-nos às necessidades e aos sofrimentos dos outros" e de "rezar com amor por tantos irmãos e irmãs que sentem o peso da vida cotidiana, vivendo momentos difíceis, que estão na dor, sem uma palavra de conforto ", concluiu o Santo Padre.

 

Lucas Marcolivio

Tradução Thácio Siqueira

Fonte: Blog Baraká


Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
9 0
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL

Ver N artigos +procurados:
TÓPICO  ASSUNTO  ARTIGO (leituras: 9350729)/DIA
PeR  Escrituras  1355 Jesus jamais condenou o homossexualismo?82.58
Diversos  Prática Cristã  3780 Os pecados mortais mais comuns21.79
Diversos  Igreja  4166 Papa Leão XIII e a visão de Satanás18.10
Orações  Comuns  2773 Oração de Libertação15.17
Aulas  Doutrina  1497 Ser comunista é motivo de excomunhão?13.68
PeR  O Que É?  0516 O Que é a ADHONEP?13.15
Diversos  História  4042 R.R. Soares e Edir Macedo13.04
PeR  História  0515 O Recenseamento sob César Augusto e Quirino12.05
Diversos  Protestantismo  1652 Desafio aos Evangélicos: 32 Perguntas11.16
PeR  O Que É?  2142 Quiromancia e Quirologia10.89
Diversos  Prática Cristã  3185 Anticonceptivos são Abortivos?10.40
Diversos  Testemunhos  4164 Testemunho de minha travessia8.66
Diversos  Apologética  3729 Desmascarando Hernandes Dias Lopes8.31
Vídeos  Testemunhos  3708 Terra de Maria8.22
Diversos  Mundo Atual  4163 A Armadilha da Misericórdia8.15
PeR  Prática Cristã  1122 As 14 estações da Via Sacra7.89
Diversos  Ética e Moral  2832 Consequências médicas da homossexualidade7.83
PeR  História  2571 Via Sacra, qual a origem e o significado?7.76
PeR  Escrituras  2389 O Pai Nosso dos Católicos e dos Protestantes7.73
PeR  O Que É?  0565 Lei Natural, o que é? Existe mesmo?7.69
PeR  O Que É?  1372 Eubiose, que é?7.44
PeR  Filosofia  0085 De Onde Viemos? Onde Estamos? Para Onde Vamos?7.33
PeR  Testemunhos  0450 Eu Fui Testemunha de Jeová6.94
Diversos  Testemunhos  3922 Como o estudo da fé católica levou-me ao catolicismo6.79
No silêncio e no ocultamento das almas fervorosas é que se decidem as grandes batalhas do Reino de Deus.
Dom Estêvão Bettencourt

Católicos Online