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Diálogo religioso:

 

RESPOSTA A UM AGNÓSTICO

 

Em síntese: O agnóstico julga muito misteriosos ou mesmo falhos os conceitos relativos a Deus. Por isto afirma não poder conhecer a verdade concernente ao misterioso Ser Supremo e vive como se Ele não existisse.

 

A Redação de PR recebeu uma síntese do capítulo LXIX do livro Summing up, da autoria de Somerset Maugham, publicado pela primeira vez em 1938 como profissão de agnosticidade. Em poucas palavras o autor expõe seu ponto de vista:

 

"O êxtase do místico é bastante real, mas é válido só para ele. O místico e o cético concordam num ponto, de que ao fim e ao cabo de todos os nossos esforços intelectuais permanece um grande mistério.

Acima de todas as coisas, a única coisa que importa é uma verdade objetiva. O único Deus que conta é um ser que é pessoal, supremo e bom e cuja existência seja tão certa quanto dois e dois são quatro. Não posso penetrar o mistério. Permaneço um agnóstico, e a consequência prática do agnosticismo é que você age como se Deus não existisse".

Sejam comentados tais dizeres.

 

1. O Problema

 

O problema consiste na limitação das faculdades de conhecimento do homem; são muito limitadas,porque sempre dependentes dos sentidos e dos objetos materiais; tudo o que conhecemos, é sempre finito, de modo que conhecer Deus, que é infinitamente perfeito e imaterial, se torna especialmente difícil.

 

A questão sempre esteve presente aos pensadores cristãos ([1]) e aos filósofos. Todavia no século XX a Filosofia a tem discutido com particular interesse. Os neopositivistas concluem suas especulações em termos frequentemente agnósticos ou céticos no tocante ao conhecimento de Deus. Daí a importância que a questão assume. Ela não é insolúvel, como insinua S.Agostinho (+430):

 

"Interroga o mundo, o esplendor do céu, o cintilar e a disposição das estrelas... Interroga tudo isso e vê se não te respondem da mesma forma: Deus nos fez. Tal foi o objeto da pesquisa de nobres filósofos: eles reconheceram o artesão através da sua arte" (Sermão 141.2,2).

 

Acrescenta, porém, o santo pregador:

"O que eles descobriram por curiosidade, eles o perderam por orgulho".

 

2. Perfeições simples e analogia

 

Considerando as criaturas e tudo o que nelas existe de bom ou perfeito, concluímos que Deus deve possuir tais predicados como fonte dos mesmos. Sim, sendo causa criadora de tudo o que existe, Ele deve ter em plenitude as perfeições espalhadas entre as criaturas.

 

Acontece, porém, que há dois tipos de perfeição: as perfeições mistas e as perfeições simplesmente perfeitas.

 

Perfeições mistas são aquelas que em seu conceito mesmo incluem alguma imperfeição; assim raciocinar é perfeição, mas perfeição que implica passar de premissas a conclusões, podendo haver erro nesse percurso (ao contrário, intuir é perfeição simplesmente perfeita, porque significa a apreensão direta da realidade); sentir, amadurecer... são perfeições mistas.

 

Perfeições simplesmente perfeitas são aquelas cujo conceito não implica imperfeição alguma; assim bondade, amor, justiça...

 

Ora, ao falar de Deus, excluímos as perfeições mistas, como bem se compreende. Afirmamos, porém, as perfeições simplesmente perfeitas: Deus deve ser a fonte dessas perfeições; elas existem em Deus em grau máximo.

 

Todavia, ao afirmar tais perfeições em Deus, negamos a maneira como elas se realizam nas criaturas, que é sempre a maneira limitada. Assim o amor, que é valiosa perfeição, existe em nós de maneira finita (cansamo-nos de amar ou não amamos como deveríamos amar); em Deus não há limites do amor nem da bondade nem da justiça nem da sabedoria nem do poder...

 

Consequentemente, dizemos que as perfeições simples existem em Deus de maneira eminente ([2]) ou em grau supremo ([3]).

 

Com outras palavras: a Teologia é catafática ou afirmativa, pois ela afirma haver tais e tais perfeições em Deus (amor, sabedoria, justiça, bondade, poder...), mas é a apofática ou negativa, pois nega as modalidades limitadas como tais perfeições ocorrem nas criaturas. Donde concluem alguns que a Teologia é uma douta ignorância.

 

O Concílio do Vaticano I em 1870 exprimiu essa ambiguidade do nosso conhecimento de Deus nos seguintes termos:

"Os mistérios divinos, por sua índole, ultrapassam de tal modo o intelecto da criatura que, mesmo transmitidos pela revelação e recebidos pela fé. ainda ficam recobertos pelo véu da fé e envolvidos em certa escuridão por tanto tempo quanto, nesta vida mortal, caminhamos longe do Senhor" (DS 3016).

 

O texto alude à 2Cor 5, 6s, onde o Apóstolo escreve:

"Enquanto estamos neste corpo, estamos fora da nossa mansão, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé, e não pela visão".

 

S. Tomás de Aquino (+1274) explica o porquê do claro-escuro do nosso conhecimento de Deus:

"Compreender, no sentido estrito e próprio, exprime a inclusão de um objeto no sujeito que o compreende; em consequência, Deus não é compreendido de modo nenhum, nem pelo intelecto nem por alguma outra faculdade; pois, infinito como é, não pode ser incluído em algo de finito e nada de finito pode apreendê-lo de maneira infinita, como é Ele mesmo... Nenhum intelecto criado pode elevar-se até conhecer a essência de Deus tanto quanto é cognoscível" (Suma Teológica I. 12, 7 ad primum).

 

Procuremos aprofundar a eminência segundo a qual Deus é perfeito.

 

3. Analogia

 

3.1. Analogia: que é?

 

Para entender a via de eminência, devemos lembrar que há conceitos superiores e conceitos inferiores.

 

Conceito superior é aquele que contém outros em sua extensão. Tal é o conceito de animal, que contém os de animal racional (homem) e animal irracional (peixe, pássaro, cão...).

 

Conceito inferior é o que está contido na extensão de um outro, como homem, peixe, pássaro, cão... estão contidos no conceito de ser vivente.

 

Pois bem; pode um conceito superior relacionar-se com seus inferiores segundo duas modalidades: univocidade e analogia.

 

1) Univocidade ocorre quando o conceito superior se realiza plena e igualmente em todos os seus inferiores. Assim o conceito flor significa uma essência que se verifica igualmente na rosa, no cravo, no lírio, na margarida; o conceito de ser humano se realiza igualmente em Pedro, Paulo, Maria, Joana...

 

O contrário da univocidade é a equivocidade: o conceito equívoco designa essências que não têm afinidade (senão remota) entre si. Assim manga aplica-se, por equivocidade, a uma fruta e a uma peça de vestuário. O mesmo ocorre com porca, banco...

 

2) Analogia ocorre quando um conceito se realiza em seus inferiores, mas não igualmente em todos eles. Há entre eles uma certa afinidade, mas diversas realizações da mesma essência. Tal é, por exemplo, o conceito de vida, quando aplicado ao vegetal, ao animal irracional, ao ser humano e a Deus; são todos viventes, mas a vida se realiza diversamente nessas quatro modalidades; o homem vive, mas de modo diverso do modo da planta...

 

O conceito de analogia é decisivo em Teologia. Pois não podemos dizer que Deus ama como a criatura ama, supondo univocidade (Deus é infinitamente perfeito, ao passo que a criatura é finitamente perfeita). Mas também não podemos dizer que Deus não ama ou que não existe amor em Deus (Deus é a fonte de todas as perfeições e o amor é uma perfeição). Por conseguinte, o amor se realiza em Deus não univocamente, mas por analogia. Sondemos então melhor a noção de analogia.

 

3.2. Analogia: como se divide?

 

Distingue-se a analogia do seguinte modo:

 

Analogia:

de atribuição

de proporcionalidade             própria

                                                imprópria ou metafórica

 

a) Analogia de atribuição é aquela em que a essência designada convém própria e principalmente a um dos inferiores (= o supremo analogado) e é atribuída aos demais analogados em virtude de uma causalidade. Assim o termo sadio aplica-se ao homem, ao alimento, ao clima, à cor do rosto mas só convém propriamente ao homem, que é o sujeito da saúde, por analogia aplica-se ao alimento e ao clima, que produzem a saúde do homem, e ao semblante, que exprime a saúde do corpo. Vê-se assim que o vínculo de causalidade pode ser aqui entendido em sentido amplo.

 

Entre Deus e as criaturas existe analogia de atribuição, pois todas as perfeições das criaturas são causadas por Deus. Assim Deus é um ente e o ser humano é um ente; todavia Deus é ente não causado, não criado, ao passo que o homem é um ente causado ou criado por Deus.

 

b) Analogia de proporcionalidade é aquela de um termo ou conceito que convém a muitas coisas em virtude de uma semelhança de relações ou de uma proporcionalidade. Esta pode ser própria ou imprópria.

 

A analogia de proporcionalidade própria é aquela em que o conceito designado se realiza em todos os inferiores segundo a mesma definição. Assim, por exemplo, a vida é definida como "automoção" ou "moção de si mesmo". Pois bem, esta definição se aplica à planta, ao cão, ao homem, ao anjo e a Deus, embora o tipo de vida (meramente vegetativo) da planta seja diferente do tipo de vida (intelectiva, sensitiva e vegetativa) do homem.

 

Aplicamos a Deus os conceitos de sábio e justo, bom... segundo a analogia de proporcinalidade própria. Isto quer dizer o seguinte: o que reconhecemos como sabedoria, justiça, bondade, amor... nas criaturas, existe também em Deus, mas existe de outro modo ou de modo infinitamente perfeito.

 

Para ilustrar o que seja a analogia de proporcionalidade própria, podemos recorrer a uma comparação: o número dobro, em aritmética designa números muito diferentes, mas todos eles pares; assim 10 é o dobro de 5, 36 é o dobro de 18. O dobro é uma noção relativa, uma semelhança de proporções quantitativas. Ora o conceito análogo é algo de semelhante na linha qualitativa: como o dobro se realiza quando digo 10 (2x5), 18 (2x9), também se realiza o conceito de vida quando digo planta, cão, homem... mas segundo proporções ou modalidades diferentes.

 

S. Tomás o exprime nos seguintes termos:

"Os vocábulos significam Deus à base do conhecimento que dele tem o nosso intelecto. Ora, se o nosso intelecto conhece Deus através das criaturas, conhecê-lo-á na medida em que as criaturas o representem. Por outro lado, Deus contém previamente em si mesmo todas as peiíeições das criaturas, porque absolutamente e universalmente perfeito. Assim, todas as criaturas o representam e se assemelham a ele na medida em que possuem alguma perfeição; mas não o representam como algo da mesma espécie ou do mesmo gênero, e sim como um princípio transcendente, de cuja forma os efeitos estão bem distantes, mas com o qual têm certa semelhança, como, por exemplo, as formas dos corpos inferiores representam a força do Sol. Assim, pois, os citados nomes significam a divina substância, mas imperfeitamente, como também as criaturas a representam de modo imperfeito" (Suma Teológica 1 13, 2).

 

A analogia de proporcionalidade imprópria ou metafórica é aquela em que o conceito designado se realiza no sentido próprio (ou segundo a sua definição) somente numa categoria de conceitos inferiores; nos demais verifica-se apenas segundo uma semelhança acidental. Assim, por exemplo, fala-se da luz da verdade: o conceito de luz implica onda ou energia física que torna claras as coisas; em analogia de proporcionalidade imprópria pode-se falar de luz da verdade, visto que a verdade também clareia ou ilumina os passos de alguém; tem-se então a seguinte figura:

 

luz do sol / luz da verdade = visão corporal / visão intelectiva

 

Entre Deus e as criaturas pode haver analogia de proporcionalidade imprópria ou metafórica; ocorre quando se diz que Deus é um rochedo (cf. 2Sm 23, 2; Dt 32, 4...), ou é o Leão da tribo de Judá (Ap 5, 5) ou que Deus se arrependeu (cf. Gn 6, 6), se enfureceu (cf. SI 78, 59) ou se comove (cf. Os 11, 8)...

 

Somente a analogia de proporcionalidade própria oferece conceitos aproveitáveis para se elaborar um tratado teológico. As metáforas são menos rigorosas e, por vezes, podem ter significado ambíguo; cf. SI 78, 65: "O Senhor acordou como um homem que dormia, como um valente embriagado pelo vinho".

 

3.3. Refletindo...

 

Como se vê, a Teologia católica professa a capacidade, da inteligência humana, de apreender o Absoluto ou Transcendental ([4]). Mais ainda: ela afirma que o que é verdade para nós é verdade também para Deus; assim o princípio de contradição (o Sim não é o Não), o princípio segundo o qual o todo é maior do que qualquer de suas partes... Em consequência, afirmamos que Deus não pode fazer um círculo quadrado, pois o círculo quadrado implica que o Sim seja igual ao Não ([5]) e por isto não pode existir. Toda a Teologia serve-se constantemente de analogias: Pai, Filho, geração, processão...

 

Nisto a Teologia católica difere da oriental hinduísta, para a qual a Divindade é tão transcendente que para ela não há Sim nem Não ou o Sim e o Não coincidem entre si. Com outras palavras ainda, dizemos que a fé é uma homenagem prestada a Deus em conformidade com a razão. É a razão que mostra ao homem que eie deve crer; a fé é a continuação da descoberta da verdade iniciada pela razão. Diz o Concílio do Vaticano I (1870), referindo-se a S. Paulo (Rm 12, 1), que a fé é "um obséquio consentâneo com a razão" (DS 3009).

 

O Pe. Garrigou - Lagrange ilustra o mistério do nosso conhecimento de Deus ao escrever:

 

"A essência de Deus fica sendo inefável; os Santos o repetem frequentemente. Mas dizem-no em sentido bem diferente do agnosticismo, pois há para eles, e também para nós, suficiente claridade na noite do espírito para que possamos com absoluta certeza reconhecer a existência do verdadeiro Deus, seus atributos e sua atividade.

Sem o atingir tal como Ele é em si mesmo, é certamente Deus em si que nós conhecemos...

Muito mais ainda: nunca será demasiado repeti-lo nestes tempos de agnosticismo: em certo sentido, temos de Deus um conhecimento muito mais certeiro do que dos homens com os quais vivemos mais intimamente. O homem que nos estende a mão, no mesmo instante talvez esteja decidido a nos atraiçoar; seu gesto talvez seja uma mentira; posso duvidar da sua palavra, da sua virtude, da sua bondade! Ao contrário, sei com um saber absolutamente certeiro, através mesmo da minha simples razão, que Deus não pode mentir, e que Ele é infinitamente bom, infinitamente justo, infinitamente santo. Dentre todos os seres, é Ele, em certo sentido, que melhor conheço... como também é Ele quem melhor me conhece.

Em certo sentido, conhecemos Deus muito melhor do que o nosso próprio coração; estamos certos da pureza das suas intenções, ao passo que em absoluto não estamos certos da pureza de nossas intenções" (Dieu, son existence et as nature. Paris 1923, p. 755).

 

4. O Silêncio e a Palavra

 

Nos últimos tempos, certos cristãos, influenciados pelo zen-budismo consciente da transcendência de Deus, afirmam que a única atitude de a assumir perante Deus é o silêncio.

 

A propósito pode-se observar que o mero silêncio é algo de negativo e sem valor, como as trevas são algo de negativo, que só tem valor em função da luz ou como intervalo entre períodos de luminosidade. Assim o silêncio é válido na medida em que exprime nossa consciência da inefabilidade de Deus; é então um silêncio eloquente, que fala sem palavras, a ponto que se diz: "Tibi silentium laus (Para Ti, Senhor, o silêncio é louvor)". Tal silêncio, porém, é válido na medida em que sucede à palavra explícita e a antecede; é um intervalo de adoração, que renuncia a dizer o indizível apregoado pela palavra oral. O louvor oral de Deus é algo de tradicional no Cristianismo, algo profundamente arraigado na constituição psicossomática do ser humano. Daí a sábia observação de S. Agostinho:

 

"Apesar da nossa incapacidade de dizer alguma coisa digna dele, Deus acolheu a homenagem da voz humana e quis que, para louvá-Lo, nos servíssemos das palavras" (De Doctrina Christiana I 6).

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)



[1] Eis um espécimen de como S. Agostinho (+430) propunha o problema, ele que em absoluto não era cético:

"Deus é inefável; é mais fácil dizer aquilo que ele não é do que aquilo que é. Pense na terra: não é Deus. Pense no mar: não é Deus. Tudo o que existe na Terra, homens e animais, não é Deus. Nada do que brilha no céu - o Sol, a Lua, as estrelas - é Deus. O próprio céu não é Deus, [...] O que é, então? Aquele a quem os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, nem se instalou no coração do homem" (in Ps 85, 12).

"Antes de conhecer Deus, achavas que eras capaz de expressá-lo; mas agora que começaste a conhecê-lo, percebes que não és capaz. Por descobrir que não podes exprimir aquilo que conheces, deves, por acaso, ficarem silêncio, deixar de louvara Deus? Mas a ele se deve honra e glória. [...] Perguntarás: 'De que modo, então, poderei louvá-lo?' Posso apenas dizer o pouco que conheço enigmaticamente e indiretamente (In aenigmate et per speculum). [...] Todas as demais coisas podem ser expressas de algum modo; só Deus é inefável, ele que com apenas uma palavra tudo criou. Ele disse uma palavra e nós fomos criados; mas nós mesmos somos incapazes de falar dele" (In Ps 99, 6).

[2] "De maneira eminente", isto é, num contexto mais amplo. Assim quem conhece álgebra, conhece aritmética de modo eminente; utiliza a aritmética em contexto amplo. Paralelamente, pode-se dizer que, se nós conhecemos aritmética, Deus a conhece também, mas de maneira eminente. Se nós temos amor, Deus o tem também, mas nós o temos como aritméticos, ao passo que Deus o tem como cultor da álgebra.

[3] Estas verdades são expressas por imagens. Com efeito; pode-se dizer que o cristão que reflete sobre Deus, é, ao mesmo tempo, pintor, escultor e poeta. Pintor, porque representa Deus afirmativamente com todas as cores da sua arte. Escultor, porque produz sua "estátua de Deus", eliminando todas as limitações inerentes às afirmações. Poeta, porque trata a temática no superlativo,mediante hipérboles.

[4] O Concílio do Vaticano I (1870) o diz:

"A Santa Igreja professa e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão a partir das coisas criadas" (DS 3004).

O Concílio do Vaticano II em 1965 confirmou e explicitou tais dizeres na sua Constituição Dei Verbum 6: "Professa o Sagrado Sínodo que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana partindo das coisas criadas (cf. Rm 1, 20); mas ensina que se deve atribuir à Sua revelação o fato de, mesmo na presente condição do gênero humano, poderem ser conhecidas por todos facilmente, com sólida certeza e sem mistura de nenhum erro, aquelas coisas que, em matéria divina, não são de per si inacessíveis à razão humana".

[5] Com efeito; o círculo é uma linha cujos pontos são equidistantes de um ponto central, ao passo que o quadrado é uma linha cujos pontos não são equidistantes...


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