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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 554/agosto 2008

Conversões e Testemunhos

Do Protestantismo ao Catolicismo

 

UM RELATO ELOQUENTE (2)

 

Em sintese: O autor do livro relata sua conversão de ministro presbiteriano no Catolicismo. Conta de sua aversão à fé católica e de seus contatos com católicos pouco edificantes, mas confessa como a leitura da Bíblia e dos Santos Padres o conduziu à Igreja Católica, junto com os contatos com bons católicos.

* * *

Scott Hahn é autor já conhecido do público brasileiro. É dele (e de sua esposa Kimberly, também teóloga) Todos os caminhos vão dar a Roma (DIEL, Lisboa, 3a edição, 2002) em que também relatam sua conversão, O Banquete do Cordeiro. A Missa segundo um convertido (Edições Loyola, S. Paulo, 9a edição, 2008) e Primeiro, é o amor - Encontrar a própria família na Igreja e na Trindade (DIEL, Lisboa, 2006). Scott Hahn, junto com Régis J. Flahertz organizou ainda A Sagrada Escritura no Mistério da Santa Missa - Razões para ser católico (Palavra e Prece Editora, S. Paulo, 2007).

Nesta nova obra, ainda uma vez, o autor faz o esboço de sua conversão do Presbiterianismo ao Catolicismo. A seguir, apresentaremos e comentaremos o relato de sua conversão, pois é muito importante perceber as razões que facilitam ou dificultam a conversão à fé católica.

"Eu ainda não era um fã do catolicismo. Na verdade, morria de medo de sê-lo.

Era ministro presbiteriano e havia tirado umas longas férias sabáticas porque precisava de tempo para estudar, orar e refletir. Ao longo de vários anos - e muito ao arrepio da minha profunda formação calvinista e evangélica -, as minhas leituras vinham-me abrindo caminho para um modo católico de pensar. Quanto mais profundamente estudava as Escrituras, a teologia e a história, e quanto mais intensamente orava, mais inexoravelmente a minha mente era arrastada para o catolicismo.

No entanto, a minha experiência da fé católica limitava-se quase exclusivamente aos livros. Tinha vivido a maior parte da minha juventude, a partir dos quinze anos, em ambientes predominantemente (e ardentemente) protestantes - primeiro como estudante em um pequeno colégio particular, depois em um renomado seminário evangélico e, por fim, como pastor e professor em algumas pequenas igrejas e escolas confessionais. Em todos esses lugares, encontrei um companheirismo afetuoso, liderança inspirada e um culto fervoroso.

Por outro lado, os meus poucos contatos - fora dos livros - com pessoas que se declaravam católicas não tinham sido nada edificantes. Haviam-se dado, na maior parte, durante a adolescência, e principalmente com jovens que eram tão delinqüentes como eu o fora antes de aceitar Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador.

Agora, era um adulto às voltas com uma crise de adultos. Era um protestante devoto, um ministro ordenado que achava os argumentos católicos algo mais do que persuasivos - achava-os irrefutáveis. E enfrentava uma luta entre tudo o que eu amava do meu passado protestante e tudo o que começava a entender sobre a fé católica. Nos evangélicos que conhecia, encontrava uma profunda devoção a Jesus Cristo..., um humilde à vontade nos caminhos da oração..., uma extraordinária ética do trabalho..., um zelo pela cristianização da cultura... e um apaixonado interesse pelas Escrituras. Esta última qualidade era sumamente importante para mim como pregador da Palavra de Deus e jovem teólogo bíblico. Na doutrina católica, porém, encontrava uma coerência, autenticidade e força irresistíveis.

Mas tinha sido a Bíblia que me levara a essa crise. No começo, quis entender a "teologia da aliança" dos primeiros reformadores protestantes, e a minha pesquisa levou-me a descobrir que João Calvino e Martinho Lutero, especialmente, eram muito mais "católicos" na sua doutrina do que os seus atuais descendentes. Calvino e Lutero conduziram-me a determinadas passagens das Escrituras que diziam respeito aos sacramentos, à hierarquia e autoridade da Igreja, e mesmo à doutrina mariana, mas levaram-me igualmente aos Padres da Igreja, os mais antigos comentaristas da Bíblia. E foi lá, nos escritos dos primeiros Padres, que esbarrei com uma Igreja que só podia ser descrita como Católica. Era litúrgica, hierárquica, sacramental. Era Católica, mas também continha tudo o que eu amava na tradição da Reforma: uma profunda devoção a Jesus, uma vida de oração espontânea, o zelo por transformar a cultura e, é claro, um amor ardente à Escritura.

Até então, porém, essa Igreja só era real para mim nos livros poeirentos que lia. Onde estavam, queria eu saber, onde estavam os fiéis católicos comuns que viviam desse modo?

Aparentemente, estavam à minha espera em Milwaukee.

Cheguei à Marquette University ([1]), para os meus estudos de graduação em teologia, com altas esperanças, mas baixas expectativas. Logo encontrei, porém, graça sobre graça.

1 A Universidade de Marquette é uma universidade católica situada em Milwaukee, indiana (N. do T.)

 

Deparei com um sacerdote amável e brilhante que se mostrou disposto a conversar comigo sobre teologia até altas horas da noite. Contou-me sobre a sua formação em um lar polonês-americano, em que os membros da família se cumprimentavam habitualmente com frases das Sagradas Escrituras. No entanto - disse de mim para mim -, esse não era lá um católico muito comum. Tinha-se doutorado em uma universidade romana, tinha trabalhado uma temporada como funcionário do Vaticano e corria a voz (com razão, como depois se veio a confirmar) de que estava a caminho de ser feito bispo.

Depois, comecei a encontrar outros católicos que revelavam as mesmas qualidades - concretamente, um que estudava Filosofia Política, outro Odontologia. O que mais me impressionou foi que ambos traziam uma pequena Bíblia no bolso. Não era raro vê-los sentados na igreja lendo as Escrituras. Quando lhes pedia que me ajudassem a entender um ponto de doutrina, puxavam do pequeno livro para fundamentar o que diziam. Pensei comigo: Estes são homens que lêem a vida de Jesus Cristo -ea lêem a fundo".

Finalmente Scott Hahn converteu-se ao Catolicismo em 1986 e tornou-se professor de Teologia Bíblica na Universidade Franciscana de Steubenville, catedrático em Teologia Bíblica e Proclamação Litúrgica no Seminário de São Vicente na Pensilvânia.

 

Comentando...

 

Toda conversão ao Catolicismo nos revela um pouco de sensibilidade da alma humana. Pergunta-se então: que revela o caso de Scott Hahn?

Podemos apontar três fatores positivos e um negativo.

1.  Fatores positivos

a)  Em primeiro lugar, seja registrado o valor da leitura da Bíblia. Como bom presbiteriano, Scott Hahn lia assiduamente as Escrituras; mas estas, em vez de o confirmar no Credo calvinista, o impeliam para a Igreja Católica. "Eu ainda não era um fã do Catolicismo, na verdade morria de medo de sê-lo" (p. 5).

b) A leitura dos chamados "Padres da Igreja". Estes são teólogos que colaboraram na penetração dos dogmas da SSma. Trindade e da Encarnação do Verbo, além de explanar as verdades relativas à igreja, à graça, às imagens... A Patrística termina com São Gregório Magno (+ 604) no Ocidente e São João Damasceno (+ 749) no Oriente. "Nos escritos dos primeiros Padres esbarrei com uma Igreja que só podia ser descrita como católica" (p. 7).

c)  O encontro de católicos fiéis a sua vocação, homens de oração e de amizade, que acolheram Scott como um irmão. Este fato evidencia mais uma vez o valor do testemunho de vida reta e santa. Cada fiel é portador da honra não só do seu nome, mas também da honra de Cristo e sua Igreja. Ninguém vive para si só, ninguém morre para si só, diz o Apóstolo em Rm 14, 7-9.

2.  Fator negativo

A incoerência de católicos que não viviam segundo o Evangelho. É freqüente alguém avaliar alguma instituição pelo que praticam os respectivos membros. A razão pela qual transcrevemos o longo relato de Scott Hahn. foi precisamente enfatizar a importância, muitas vezes inimaginável, da conduta de vida dos fiéis católicos.



2 Trabalho ordinário, Graça extraordinária - A minha jornada espiritual no Opus Dei, por Scott Hahn. Editora Quadrante, São Paulo 2007, 125pp.

 

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Carlos Ramalhete

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