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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 468 – maio 2001

 

Concepções espíritas:

 

SEXO NO ALÉM?

 

Em síntese: O espiritismo admite que, no além, haja desejos sexuais e até mesmo casamentos heterossexuais. Tal concepção é baseada na tese de que no ser humano existem espírito, perispírito ou corpo fluídico e corpo físico; o perispírito seria a sede da cobiça sexual. - Respondemos que a concepção cristã entende o ser humano como composto de corpo material e alma espiritual apenas. A morte separa esses dois integrantes e faz que a alma subsista sem corpo até o dia da ressurreição da carne no fim dos tempos. A alma separada não experimenta as necessidades da vida vegetativa (comer, dormir, genitalidade...) - necessidades aliás que nem mesmo após a ressurreição da carne a afetarão, pois diz o Senhor Jesus: "Serão como anjos de Deus" (Mt 22, 30).

 

A REVISTA ESPÍRITA ALLAN KARDEC, edição de abril/junho 2000, pp. 17-20, publicou um artigo intitulado "Sexo no além". Pelas ideias estranhas que apresentam, estas páginas merecem comentários.

 

A seguir, transcreveremos os trechos do artigo que interessam (com certa amplidão, para que se perceba claramente o pensamento espírita), ao que serão acrescentadas algumas reflexões.

 

1. A concepção espírita

 

Às pp. 18-20 lê-se o seguinte:

«Para muitos, a existência da sexualidade fora dos limites da carne é uma surpresa.

Para nós, espíritas, no entanto, é apenas mais um aspecto da continuidade da vida além da matéria. O Espírito não tem sexo conforme o entendemos na Terra. Ele mantém a forma sexual da última encarnação, mas, na realidade, o Espírito é assexuado. No entanto, não é porque esteja despido do corpo físico que, de uma hora para outra, ele se desprende dos hábitos e costumes cultivados em sua existência terrena.

Liberado do corpo físico pelo fenômeno da morte, o espírito passa por uma fase de adaptação, que poderá ser longa ou curta, conforme o grau evolutivo de cada um.

Enquanto não houver a total compreensão de que já não sofre a influência das necessidades da matéria, a sua mente registrará sensações como fome, sede, dor e até desejos, os quais farão parte de seu cotidiano na outra dimensão.

Para compreender a problemática sexual no Além, ou seja, na Vida Espiritual, é preciso ter, pelo menos, uma noção dos elementos que compõem o ser humano.

 

Segundo a Doutrina Espírita, ele é formado de três partes: o espírito, que não tem forma, apresentando maior ou menor luminosidade, conforme seu estágio evolutivo; o perispírito, ou corpo fluídico, de constituição sutil; e o corpo físico.

 

Os corpos espiritual e físico são formados pela mesma substância em diferentes estados vibratórios. São constituídos de matéria ou energia condensada.

 

Embora formado de matéria quintessenciada, o perispírito também ocupa lugar no espaço. Ele preexiste e subsiste à morte, ou seja, à dissociação do corpo físico. Ele é o molde de que se utiliza o espírito para formar o corpo físico. Nele é registrada toda a trajetória do espírito em cada encarnação bem como as influências de qualquer natureza resultantes de suas ações durante a permanência na Terra. O Apóstolo Paulo deu-lhe o nome de corpo espiritual.

 

Após a desencarnação, o perispírito sofre algumas alterações para se adaptar, novamente, à dimensão espiritual.

 

Com relação à alimentação, por exemplo, sofre alterações na massa muscular e no aparelho digestivo, de sorte que a alimentação no Plano Espiritual é semelhante à da Terra, porém de forma fluídica. Até que se adapte ao sistema de sustentação em esfera superior, essa alimentação é recebida em proporções gradualmente reduzidas.

 

Quanto maior se evidencia o enobrecimento do espírito desencarnado, tanto menor e mais leve será a quantidade ingerida desta substância. O corpo perispiritual, pela difusão cutânea, através da sua porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimioeletromagnéticas, hauridas no reservatório da natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes de amor com que os seres se sustentam entre si.

 

As alterações do perispírito chegam também ao campo da sexualidade. Assim é que, após a desencarnação, embora o espírito ainda conserve os órgãos sexuais, eles não atendem às mesmas funções que tinham na Terra, não ocorrendo o ato sexual propriamente dito, porque lá não existe a procriação. Existem, no entanto, o namoro e - pasmem! - até o casamento, que poderá se consolidar na próxima encarnação do casal. Lá, os mecanismos de permuta psíquico-magnética, entre os espíritos afins, são o suficiente para o equilíbrio e a harmonia dos mesmos, dentro do seu grau evolutivo.

 

O grau de influência da energia sexual, no plano espiritual, depende da condição de cada espírito. Os mais evoluídos geralmente se libertam das necessidades materiais, dentre elas o sexo, em menos tempo e com maior facilidade.

 

O espírito André Luiz nos ensina: 'A morte não é um banho revelador que transforma o mau em bom ou vice-versa', logo o espírito continua com os mesmos hábitos e necessidades. Assim é que o glutão encontrará maior dificuldade para se adaptar à alimentação fluídica, bem como os que são apegados ao sexo levarão mais tempo para se adaptar à nova forma de troca das energias sexuais».

 

2. Refletindo...

 

Proporemos quatro considerações:

 

2.1) O composto humano

 

A doutrina católica ensina que o ser humano se compõe de corpo material e alma espiritual. Esta é o princípio vital da pessoa e responde por todas as funções do indivíduo: vegetativas, sensitivas e intelectivas. Não há meio-termo entre matéria e espírito.

 

Verdade é que São Paulo, em 1Ts 5, 23 fala de "corpo (soma), alma (psyché) e espírito (pneuma)". Note-se, porém, que esta é a única passagem em que São Paulo apresenta a divisão tripartida (espírito, alma e corpo). O Apóstolo não professa uma antropologia sistemática. O próprio vocábulo "espírito" (pneuma) pode ter mais de um significado conforme o Apóstolo: assim, por exemplo, designa o Espírito Santo derramado em nossos corações em Rm 5, 5; 1Ts 4, 8; Gl 4, 6; 3,5; Fl 1, 19; Rm 8, 9; 1 Cor 3,16. Espírito (pneuma) pode também significar o componente mais digno do homem, distinto do corpo (cf. 1Cor 5, 3s; 7, 4; Cl 2, 5) ou da carne (1Cor5, 5; 2Cor7,1). Em 1Ts5, 23, São Paulo, acrescentando espírito a corpo e alma, quer designar a vida da graça ou a filiação divina que a psyché (alma) recebe quando batizada.

 

Veja-se a propósito ainda Mt 10, 28: "Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma".

 

Corpo espiritual, conforme São Paulo (1Cor 15, 44), é o corpo material glorificado pela presença do Espírito Santo.

 

2.2) Morte e estado póstumo

 

A morte vem a ser a separação de corpo e alma, separação devida ao fato de que o corpo, desgastado pela idade ou pela doença, já não oferece à alma as condições para que exerça as suas funções.

 

A alma permanece separada do corpo até o dia da ressurreição da carne no fim dos tempos. Permanece lúcida e plenamente consciente, colhendo os frutos do que semeou na Terra.

 

A ressurreição se dará no fim dos tempos, e não logo após a morte, como se depreende do Novo Testamento:

 

Jo 6, 54: "Quem comera minha carne e beber o meu sangue, terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". Cf. Jo 6, 44.

 

1Cor 15, 22s: "Visto que todos morrem por Adão, todos recuperarão a vida por Cristo. Cada um por sua vez: as primícias são Cristo; depois, quando Ele voltar, os que são dele". Cf. 1Ts 5, 15-17; 2Cor 5, 2-5.

 

2.3) As necessidades corporais

 

Na vida póstuma, nem mesmo após a ressurreição dos corpos, não haverá necessidades corporais ou de ordem vegetativa e sensitiva, como são o comer, o dormir, a genitalidade... O Senhor ensina que as criaturas humanas, no além, "serão como anjos de Deus" (Mt 22, 30). Isto não quer dizer que serão insensíveis aos valores humanos; estes, porém, serão vistos em Deus ou em função da visão face-a-face da Beleza Infinita. Por conseguinte estará afastada a hipótese de casamentos no além.

 

2.4) "O que o olho não viu..."

 

Mais uma vez importa registrar a tendência humana de conceber a vida póstuma à semelhança da vida presente melhorada e ampliada... Para o cristão fiel, a sorte no além ultrapassa toda expectativa, por mais otimista que seja. É algo tão elevado que não há palavras humanas para descrevê-lo. O Novo Testamento usa uma locução muito breve para insinuá-lo: estar com Cristo:

 

Fl 1, 23: "Meu desejo é morrer para estar com Cristo, e isso é muito melhor".

Lc 23, 43: "Hoje estarás comigo no paraíso".

São Paulo diria ainda: "O que o olho não viu, o que o ouvido não ouviu, o que o coração do homem jamais percebeu, eis o que Deus preparou para aqueles que o amam" (1Cor 2, 9).

 

 

APÊNDICE

 

À guisa de ilustração de quão longe pode ir a doutrina "materialista" do Espiritismo, vai, a seguir, transcrito o episódio extraído da p. 20 da mesma revista:

 

<<Inquietações da libido

 

Com o título 'Nossa Vida no Além' a doutora Marlene Nobre publicou um livro, fundamentado em estudo de mensagens enviadas por mais de 500 espíritos, através de Chico Xavier, que informam sobre os seus primeiros tempos de vida no além, as dificuldades e lutas de adaptação à nova dimensão.

 

É o caso do jovem Ivo Barros Corrêa Menezes, morto em acidente de automóvel, no dia 26 de setembro de 1978, em Belo Horizonte: em várias cartas dirigidas à sua mãe, ele dá testemunho das dificuldades de adaptação no mundo espiritual, inclusive com relação aos seus anseios sexuais: 'Continuo desencarnado e prossigo querendo casar-me e ser pai de família. Estimo os avós que me favorecem aqui com os melhores ensejos de ser feliz, mas, no fundo de mim mesmo, o que desejo realmente é formar na juventude do meu tempo e adotar uma vida caseira, pródiga de bênçãos e paz. Mãe Neide, é que seu filho anda partido em dois, tamanho é o meu anseio de realizar-me na condição de homem (...), aquele desejo de passear com uma garota a tiracolo observando se ela me serviria para um casamento futuro, prevalece comigo.

 

Muitos rapazes se desligam com facilidade desses anseios. Tenho visto centenas que me participam estarem transfigurados pela religião, e outros adotam exercícios de yoga com o objetivo de cortarem essas raízes da mocidade com o mundo. (...) Dizem que aqui os pares certos trocam emoções criativas e maravilhosas no simples toque de mão; no entanto, estou esperando o milagre, e até já experimentei, mas a garota não apresentava energias que atraíssem para longos diálogos sobre as maravilhas da vida por aqui. Fiz força e ela também; no entanto nos separamos espontaneamente porque não alimentávamos espiritualmente um ao outro (...) Mas não há de ser nada. Acredito que vou entrar no cordão das mãos entrelaçadas e depois lhe darei notícias'.

 

Finalmente, na décima sexta carta dirigida à sua mãe, ele notificou a sua transformação e a de outro jovem com o mesmo problema.

 

"Nossos desejos de natureza inferior foram atenuados, ao ponto de esquecermos a fase de inquietação da 'libido'. Temos a felicidade de notificar-lhe, mãezinha Neide, que estamos realmente melhores e mais fortes.

 

As suas preces com a Vovó Craozita nos descerraram novos caminhos e nesses caminhos permanecemos com os tesouros de orientação e resistência que Jesus colocou em nossas próprias almas".

 

"As cartas do jovem Ivo são um testemunho não só da real existência do sexo no Além, mas também das situações delicadas de ajuste dos anseios sexuais trazidos da vida terrena ao diferente modelo de permuta de energia entre os desencarnados. Suas mensagens estão eivadas de profundos ensinamentos e devem ser lidas por todos aqueles que realmente se interessem pela educação sexual iluminada pelo amor”>>.

 

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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