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Pregações: Homilias - É uma luta a vida do homem - por Padre Paulo Ricardo

É uma luta a vida do homem sobre a terra.

A doença representa uma provação para a alma e, como Jó, somos chamados a lutar para manter a fé. A comparação de Jesus para com os enfermos é muito diferente da mágica dos curandeiros. Nosso Senhor sabe que temos a alma em perigo e concede a cura física “quando for conveniente para a salvação da alma” (Concílio de Trento, DS 1696; cf. Catecismo da Igreja Católica 1512).

Mc 1,29-39
O contexto é o de um dia na cidade de Cafarnaum. No domingo passado Jesus vai à sinagoga e expulsa um demônio. Agora, Jesus vai a casa de Pedro; Jesus adota a casa de Pedro em Cafarnaum como sua, a base de operações da fase inicial de sua vida pública de Jesus na Galiléia.
Descobertas arqueológicas recentes conduzidas pelos franciscanos descobriram em Cafarnaum a casa de Pedro e sabemos exatamente onde ela está. Como saber? Porque os cristãos do primeiro séculos fizeram ao redor daquela casa um local de encontro e peregrinações.

São relatadas muitas curas de enfermidades de opressões demoníacas.
Apesar disso, Jesus não deixava que os demônios falassem quem Ele era. Por que? Para evitar equívocos. Quase 1/3 do evangelho de S. Marcos é sobre milagres de Jesus. Mas, a identidade de Jesus fica oculta até os pés da cruz quando o centurião, ao ver a forma como Jesus morreu, afirma: "verdadeiramente este homem era o filho de Deus".
Podemos entender quem é Jesus ou cometer um grande equívoco.
Jesus quer o nosso bem, mas este passa pelo mistério da cruz. As pessoas procuram Jesus, mas estranhamente Ele parece fugir delas...
Quando todos o procuram, Jesus diz: "vamos para outros lugares, foi para isso que eu vim".
Ou seja, Jesus não veio para curar todas as enfermidades.
Se você vai à Igreja, procura Deus só porque quer uma cura física, quer algo, quer um bem-estar aqui na Terra, estará procurando Jesus pela razão errada.
Ele se compadece de nós e cura alguns, mas a missão não é essa. Existe um primado do espírito. Ele não é um curandeiro que veio estabelecer o paraíso na Terra. Ele quer nos conduzir para uma felicidade perfeita no céu. Não podemos transformar essa bondade de Deus numa idolatria da prosperidade neste mundo.

O sacramento da unção dos enfermos da Igreja... é dado sobretudo por causa das necessidades espirituais dos doentes. O Concílio de Trento e o catecismo da Igreja dizem isso claramente. A pessoa que sofre de uma doença tem sua alma em perigo, a fé é tentada, e o sacramento dá à pessoa a força para sua salvação. E se for importante para a salvação da pessoa, Deus pode até curar essa pessoa.
Deus cura o corpo se isto convier à alma.
O nosso bem maior é a vida eterna. Esta vida aqui tem valor e é um bem, mas não é o valor maior. Há uma hierarquia de valores.
Se pensarmos, vemos que isso é óbvio e irrefutável. Quanto viveremos? Uns mais, outros menos mas no fim, o que vai restar?

A pessoa que sofre com a doença física está em um embate espiritual. O livro de Jó na primeira leitura trata disso: "não é acaso uma luta a vida do homem sobre a Terra?"
O papa S. Gregório Magno fez um comentário sobre essa frase de Jó: na tradução antiga estava escrito que a vida no homem sobre a terra é uma tentação. No original hebraico usa-se a figura de um exército, daí a tradução atual ser uma luta.

Jó se descreve como se fosse quase um morto-vivo, o fim inoxerável. Nossa fé é tentada pela doença.
Jesus é esse homem que agoniza e se sente abandonado por Deus, como Jó. Mas sabemos que a última palavra é a ressurreição.
Para entender a realidade da doença, é preciso olhar para a Páscoa e para a ressurreição. Se existe cruz é porque atrás de cada cruz há uma ressurreição.
O mistério da doença e da dor é um grande mistério para nossa inteligência. Nós somos realmente tentados diante do sofrimento e da doença. Mas Jesus vem em nosso socorro. Se não nos der a cura física, nos dará as graças e a força necessária para carregarmos nossas cruzes. Não nos esqueçamos da presença de Cristo!

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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