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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 519 – setembro 2005

 

Palavra decisiva:

 

POSSESSÃO DIABÓLICA: SIM OU NÃO?

 

Em síntese: A publicação de novo Ritual de Exorcismos em 1998 significa que a Igreja acredita na possibilidade da possessão, mas pede cautela para que não se confundam estados patológicos humanos com possessão diabólica. O novo Ritual indica os possíveis sintomas de intervenção do Maligno, entre os quais sobressai a revolta contra Deus.

 

Em nossos dias há pessoas que facilmente se julgam possessas do demônio ao lado de outras, que negam a possibilidade de possessão diabólica. Perante as dúvidas nada mais significativo há do que a promulgação de novo Ritual de Exorcismos por parte da Santa Sé em 1998. Por este gesto a Igreja reconhece a possibilidade da possessão (justificada pela própria Escritura Sagrada, que o Ritual cita muitas vezes em seu Proêmio). Todavia a Igreja recomenda cautela para não se admitir precipitadamente possessão diabólica: haja prudência e perspicácia ao examinar os sintomas de cada caso para não se confundir estados patológicos com intervenção do maligno.

 

A Igreja distingue

 

1)  exorcismo menor: são as orações que os fiéis podem recitar, pedindo a Deus que afaste o demônio quando tentados ao mal. O Ritual propõe algumas dessas orações em Apêndice.

 

2)  exorcismo solene ou maior, do qual trata o Ritual em foco. Este supõe o Código de Direito Canônico, que em seu cânon 1172 assim reza:

 

Cân. 1172 -§ 1. Ninguém pode legitimamente fazer exorcismos em possessos, a não ser que tenha obtido licença especial e expressa do Ordinário local.

§ 2. Essa licença seja concedida pelo Ordinário local somente a sacerdote que se distinga pela piedade, ciência, prudência e integridade de vida.

 

A seguir, proporemos, com comentários, o texto do Ritual referente à possessão e o texto relativo a outros incômodos de que possam estar sofrendo os fiéis.

 

1. Possessão diabólica: sintomas

 

1.1. O texto do Ritual

 

13. O ministério de exorcizar os possessos é atribuído por licença peculiar e expressa do Ordinário do lugar, que normalmente é o Bispo diocesano. Esta licença deve ser concedida somente a um sacerdote dotado de piedade, ciência, prudência e integridade de vida e especificamente preparado para esta função. O sacerdote a quem tal função é atribuída de modo estável ou ocasionalmente, exerça esta obra de caridade com toda a confiança e humildade sob a orientação do Bispo diocesano. Neste livro, quando se diz "exorcista" deve entender-se sempre o "sacerdote exorcista".

 

14. O exorcista, no caso de se falar de alguma intervenção diabólica, antes de mais proceda necessariamente com a maior circunspecção e prudência. Em primeiro lugar, não creia facilmente que seja possesso do demônio alguém que sofra de alguma doença, especialmente psíquica. Também não aceite imediatamente que haja possessão quando alguém afirma ser de modo peculiar tentado, estar desolado e finalmente ser atormentado; porque qualquer pessoa pode ser iludida pela própria imaginação. Esteja ainda atento, para se' não deixar iludir pelas artes e fraudes que o diabo utiliza para enganar o homem, de modo a persuadir o possesso a não se submeter ao exorcismo, sugerindo-lhe que a sua enfermidade é apenas natural ou do foro médico. Examine exatamente, com todos os meios ao seu alcance, se é realmente atormentado pelo demônio quem tal afirma.

 

16. O exorcista não proceda à celebração do exorcismo antes de confirmar, com certeza moral, que o exorcizando está realmente possesso do demônio e, quanto possível, com o seu assentimento.

Segundo a prática comprovada, consideram-se como sinais de possessão do demônio: dizer muitas palavras de língua desconhecida ou entender quem assim fala; revelar coisas distantes e ocultas; manifestar forças acima da sua idade ou condição natural. Estes sinais podem fornecer algum indício. Como, porém, os sinais deste gênero não são necessariamente atribuíveis à intervenção do diabo, convém atender também a outros, sobretudo de ordem moral e espiritual, que manifestam de outro modo a intervenção diabólica, como p. ex. a aversão veemente a Deus, ao Santíssimo Nome de Jesus, à Bem-aventurada Virgem Maria e aos Santos, à Igreja, à palavra de Deus, a objetos e ritos, especialmente sacramentais, e às imagens sagradas. Finalmente, por vezes é preciso ponderar bem a relação de todos os sinais com a fé e o combate espiritual na vida cristã, porque o Maligno é principalmente inimigo de Deus e de tudo o que relaciona os fiéis com a ação salvífica.

 

17. Sobre a necessidade de utilizar o rito do exorcismo, o exorcista julgará com prudência depois de diligente investigação, guardando sempre o segredo de confissão, e consulte, na medida do possível, peritos em ciência médica e psiquiátrica, que tenham a sensibilidade das realidades, espirituais.

 

1.2. Comentando...

 

1. A Igreja pede muita cautela para não se confundir possessão diabólica com

                  - moléstias físicas ou psíquicas, nervosas (epilepsia, sífilis...);

                  - depressão, desolação;

                - tormento de vozes e imagens; fenômenos estes que a ciência médica explica.

2. Positivamente a possessão diabólica pode ser reconhecida quando há

                 - aversão a Deus, aos Santos, às imagens sagradas;

                 - fala de línguas estranhas;

                 - revelação de coisas ocultas ou distantes;

                 - manifestação de força extraordinária.

 

Nenhum destes sintomas é necessariamente atribuível ao demônio, de modo que se deve levar em conta também o comportamento geral da pessoa tida como possessa; veja-se especialmente a sua resposta às verdades da fé.

 

2. Aflição e angústia: tratamento pastoral

 

Há pessoas que, angustiadas e aflitas, julgam estar possessas, e pedem o exorcismo.

 

Se o sacerdote consultado verificar que não há por que exorcizar, não aplique exorcismo algum (o que agravaria o estado da pessoa, dando-lhe a crer que está realmente possessa), mas não deixe de a tratar com solicitude pastoral, rezando por ela e procurando tranquiliza-la.

 

Semelhante tratamento seja propiciado a quem se mostre carente de apoio para manter sua fidelidade a Cristo.

Eis o que diz o Ritual:

 

15. Distinga retamente (o sacerdote) entre os casos de ataque do diabo e aquela credulidade com que algumas pessoas, mesmo fiéis, pensam ser objeto de malefício, má sorte ou maldição, que terão sido lançados sobre elas ou seus parentes ou seus bens. Não lhes recuse o auxílio espiritual, mas de modo algum recorra ao exorcismo; pode, contudo, proferir algumas orações apropriadas, com elas e por elas, para que encontrem a paz de Deus. Também não deve ser recusado o auxílio espiritual aos crentes que o Maligno não atinge (cf.1Jo 5, 18), mas são por ele fortemente tentados, quando querem guardar a sua fidelidade ao Senhor Jesus e ao Evangelho. Isto pode ser feito por um presbítero que não seja exorcista, e mesmo por um diácono, utilizando preces e súplicas apropriadas.

 

3. Não à teatralidade

 

19. O exorcismo deve realizar-se de modo que se manifeste a fé da Igreja e não possa ser considerado por ninguém como ação mágica ou supersticiosa. Tenha-se o cuidado de não fazer dele um espetáculo para os presentes. Todos os meios de comunicação social estão excluídos, durante a celebração do exorcismo, e também antes dessa celebração; e, concluído o exorcismo, nem o exorcista nem os presentes divulguem qualquer notícia a seu respeito, mas observem a devida discrição.

 

APÊNDICE

 

SÚPLICAS QUE OS FIÉIS PODEM UTILIZAR PRIVADAMENTE NO COMBATE CONTRA OS PODERES DAS TREVAS

 

Orações

 

1. Senhor, meu Deus,

compadecei-Vos de mim, vosso servo,

porque são muitos os que me perseguem

e tornei-me como um objeto abandonado.

Livrai-me das mãos dos inimigos e socorrei-me:

buscai quem anda perdido; encontrando-o, recuperai-o para Vós;

depois de recuperado, não o abandoneis;

e assim eu possa agradar-Vos em todas as coisas,

a Vós por quem reconheço ter sido resgatado com admirável poder.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Amém.

 

2. Deus onipotente,

que reunis em vossa casa os abandonados

e reconduzis os encarcerados à felicidade,

vede a minha aflição e vinde em meu auxílio;

vencei o crudelíssimo inimigo,

de modo que, superando a presença do adversário,

encontre seguro descanso em verdadeira liberdade

e, recuperando a tranquila piedade,

professe alegremente o vosso poder admirável,

em favor do vosso povo.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Amém.

 

3. Deus, criador e protetor do gênero humano,

que formastes o homem à vossa imagem

e o renovastes pela graça do Batismo,

olhai para mim, vosso servo,

e atendei as minhas súplicas.

Brilhe em meu coração o esplendor da vossa glória,

para que, superando todo o temor, medo e terror,

possa louvar-Vos, de coração e espírito sereno,

juntamente com os irmãos na vossa Igreja.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Amém.

 

4. Deus, fonte de toda a bondade e misericórdia,

que, por nosso amor, quisestes que o vosso Filho

sofresse o patíbulo da cruz,

para nos livrar do poder do inimigo,

olhai benignamente para a minha humilhação e tormento.

Vós que me fizestes renascer na fonte do Batismo,

vencendo as incursões do Maligno,

aumentai em mim a graça da vossa bênção.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Amém

5. Deus, Pai santo, que, pela graça da adoção filial,

me tornastes filho da luz,

concedei que não seja envolvido pelas trevas do demônio,

mas permaneça sempre no esplendor da liberdade

que recebi no renascimento batismal.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Amém.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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