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A Igreja tem o poder de perdoar pecados?

Dom, 30 de Novembro de 2003 21:43 Alessandro Lima

 

Introdução

"Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhe serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos" (Jo 20,22-23).

 

Sabemos que o batismo é o primeiro grande sacramento do perdão dos pecados. Através do batismo somos inseridos na família de Deus (a Igreja) e temos nossas culpas perdoadas.

 

Mas se o Cristão que no ato do batismo recebeu a imagem de Cristo, vier a pecar e então manchar esta imagem? Como ele obterá o perdão do pecado se não pode ser rebatizado?

 

A graça do batismo embora seja regenerativa, não livra a natureza humana de cometer pecados. O batismo é na verdade a porta de entrada para a Graça do Senhor e não a única e exclusiva opção. No combate contra a inclinação para o mal, nem todas as batalhas o homem vencerá; nem sempre conseguirá evitar a ferida do pecado.

 

É necessário então que haja uma outra chance para que o batizado possa se reconciliar com Deus e a Santa Igreja.

 

Foi para este caso que Nosso Senhor instituiu em Sua Igreja, o Sacramento da Confissão.

 

 

Objeção Protestante

 

Os protestantes afirmam que o perdão dos pecados deve ser pedido diretamente a Deus. Afirmam que a Igreja Católica prega contra o Evangelho porque ensina que os fiéis católicos devem confessar seus pecados ao padre, e que isto seria errado pois o padre é um homem pecador como qualquer outro e como poderia um homem pecador perdoar o pecado de outro pecador?

 

Se o padre pode batizar porque não pode perdoar pecados? Não é pelo batismo que obtemos o primeiro perdão dos pecados? Se podemos obter o perdão dos pecados quando o padre batiza, por que não podemos obter este mesmo perdão pelo sacramento da penitência (ou confissão)?

 

Para sermos coerentes, ou deveríamos ser batizados diretamente por Deus ou o padre também pode perdoar pecados.

Por que a Graça que opera no ato do Batismo não pode operar também no ato do confissão ao sacerdote?

Qual será o ensinamento que Cristo deixou sobre o perdão dos pecados após o batismo?

 

Antes, veremos como Ele instituiu a confissão dos pecados na Antiga Aliança.

 

O perdão dos pecados na Antiga Aliança

 

Na Antiga Aliança os pecados não eram perdoados com a confissão direta a Deus. O pecado era confessado no Templo perante o sacerdote e o pecador tinha que oferecer um sacrifício especifico para obter o perdão de seu pecado (cf. Lv 4). Esta regra estabelecida por Deus era figura do Sacramento da Confissão. Como Ele mesmo disse, o Senhor não veio abolir a Lei, mas dar o seu correto cumprimento. Cristo vem para realizar aquilo que antes era anunciado em figura. O que Ele fez com a antiga regra de Moisés quanto à confissão e perdão dos pecados?

 

Veremos agora como a confissão dos pecados deveria ser na Nova e Eterna Aliança.

 

O perdão dos pecados na Nova e Eterna Aliança

 

A Igreja foi fundada para que seja o Cristo na terra, isto é, para que opere na terra tudo que Cristo operava, já que Ele deveria ir para o Pai. Como dizia Santo Ambrósio de Milão: "O Senhor quer que seus discípulos tenham um poder imenso: quer que seus pobres servidores realizem em Seu nome tudo o que havia feito quando estava na terra" (Sobre a Penitência, 370 DC).

 

O Senhor desejou que as coisas que Ele realizava fossem agora realizadas por meio de Sua Igreja.

 

Por isso Nosso Senhor primeiramente confere aos apóstolos o poder de batizar e autoridade de pregar o Evangelho, já que sem a fé Nele e sem o batismo ninguém pode se salvar (cf. Mt 16,15-16).

 

Depois Nosso Redentor confere aos Apóstolos o poder de perdoar pecados: "Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhe serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos" (Jo 20,22-23).

 

O desejo de Cristo de que o perdão dos pecados deve ser obtido através da Igreja é bem claro. É um grande erro crer que o pecado pode ser confessado diretamente a Deus. Não foi este o desejo de Nosso Senhor.

 

Da mesma forma que sem Cristo não há perdão, sem a Igreja também não há, já que ela é o Cristo na terra.

 

Precedentes contra o Sacramento da Confissão

 

No início do século III, Novato - um sacerdote da Igreja em Roma - ensinava que não haveria mais esperança para aquele que viesse a pecar depois do batismo. Para ele era inútil o poder da Igreja de perdoar pecados. Novato consegue influenciar muitos membros do clero em Roma. Seus ensinamentos provocaram grande turbulência na Igreja Católica em Roma e então um Concílio regional é convocado para tratar da questão. Segundo o historiador da Igreja Primitiva, o Bispo Eusébio de Cesaréia, este Concílio "Contava com sessenta bispos e ainda um número maior de presbíteros e diáconos; nas províncias, os pastores examinaram em particular, conforme cada região, o que importava fazer. Foi tomada uma decisão geral. Fossem considerados fora da comunhão da Igreja, Novato, simultaneamente com os que se rebelaram com ele, e adotaram a opinião antifraterna e inteiramente desumana de Novato. Relativamente aos irmãos que haviam caído na infelicidade, era preciso tratá-los e curá-los pelos remédios da penitência" (História Eclesiástica VI, 43,2).

Em normas gerais, a heresia Novaciana negava o perdão dos pecados aos que caíram em pecado após o Batismo. Os sacerdotes novacianos, negavam ministrar o Sacramento da Confissão aos fiéis da Igreja.

 

Embora o Concílio Regional de Roma tivesse condenado as teses novacianas, além de outros Concílios Regionais na própria Itália, no Egito e na África, a heresia Novaciana ganhou grande terreno na Igreja Antiga.

 

Em meados do século IV, o Bispo Ambrósio de Milão (pai espiritual de Santo Agostinho) publica importante obra contra a heresia novaciana intitulada "Sobre a Penitência". A obra reafirmava a ortodoxia da Tradição recebida dos Apóstolos, de que a Igreja não poderia negar o perdão dos pecados aos fiéis e que recebera especial poder de Cristo exatamente para este fim. "Sobre a Penitência" foi definitiva para varrer as teses de Novato do seio da Santa Igreja.

 

Conclusão

 

O catecismo da Igreja Católica quanto ao Sacramento da Confissão é fé antiga do Cristianismo. A Igreja Católica não modificou o Evangelho (como acusam os homens de má fé ou ignorantes da memória Cristã), ao contrário ensina o Evangelho de sempre, assim como Cristo comunicou aos Apóstolos e estes nos deixaram através da Sagrada Tradição. Vimos que a própria Bíblia dá testemunho de que Cristo deu aos seus apóstolos o poder de perdoar pecados (cf. Jo, 20,22-23).

 

A tese que nega que a Igreja tenha o poder de perdoar os pecados sempre foi tida como heresia nos primeiros séculos. Como pode ser agora aceita como fé legítima?

 

A Verdade é verdade sempre: ontem e hoje. A falta de memória cristã arrasta e tem arrastado muitos a professarem um erro, achando que estão agradando a Deus.

 

Ficamos aqui com a reflexão de Santo Ambrósio de Milão sobre aqueles que, como os novacianos, negam que a Igreja tenha o poder de perdoar pecados:

 

"Dizem eles [os hereges novacianos], porém, que prestam reverência ao Senhor, o único a quem reservam o poder de remir os crimes. Pelo contrário, ninguém lhe faz maior injúria do que aqueles que querem anular seus mandamentos, rejeitar o encargo que lhes foi confiado. Pois se o próprio Senhor Jesus diz em seu Evangelho: 'Recebei o Espírito Santo, e a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados, e a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos'(Jo 20,22-23), quem é que o honra mais: aquele que obedece a seus mandamentos ou aquele que resiste a eles?"(Santo Ambrósio de Milão, Sobre a Penitência 2,6. 370 DC)

"Que sociedade podem então ter contigo [Jesus] estes que não aceitam as chaves do Reino (cf. Mt 16,19), ao negarem que devem perdoar os pecados?" (Santo Ambrósio de Milão, Sobre a Penitência 7,32. 370 DC)

"É certamente isto que eles [os novacianos] confessam a seu próprio respeito e com razão; de fato, não podem ter a herança de Pedro aqueles que não tem a cátedra de Pedro, a qual despedaçam com uma ímpia divisão. Contudo, é sem razão que negam também que na Igreja os pecados possam ser perdoados."(Santo Ambrósio de Milão, Sobre a Penitência 7,33. 370 DC)

 

Autor: Alessandro Lima.

O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor.

Fonte : Veritatis Splendor

 


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