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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 389 – outubro 1994

 

Advertência premente:

 

RESPEITAR A EUCARISTIA

 

Em síntese: A Missa e a Comunhão Eucarística são o ápice de todo o culto cristão e a fonte de todas as bênçãos. Por isto a Eucaristia há de ser sempre recebida em estado de graça, não sendo lícito aos fiéis comungar em pecado grave, mesmo que tenham o propósito de se confessar na primeira oportunidade. O fato de alguém acompanhar uma família em festa ou em luto durante a S. Missa não justifica a recepção da S. Comunhão por parte de quem esteja em pecado grave.

 

Em nossos dias, é grande o número de pessoas que se aproximam da mesa da Comunhão Eucarística sem ter clara noção do que seja ou também sem preencher as condições necessárias para a dignidade do ato. Os pastores do povo de Deus têm-se preocupado com o fato. O Arcebispo de Sens (França), Mons. Gérard Dufois, publicou a respeito valioso artigo, que reproduzimos a seguir em tradução portuguesa,([1]) julgando que será útil também aos leitores do Brasil.

 

I. O TEXTO

 

"Há quem me chame a atenção para quanto é duro não ir comungar quando toda a assembleia dos participantes da Missa se dirige em fila para a mesa eucarística. Com efeito; no início do século XX as pessoas comungavam raramente (muitos católicos o faziam apenas uma vez por ano); em meados do século XX o jejum eucarístico e a absoluta necessidade de se ter confessado previamente detinham a maioria dos fiéis no momento da Comunhão. Hoje, porém, muitos têm a impressão de ser anormais se não acompanham os seus vizinhos de banco na igreja, indo com eles até a mesa eucarística... Em numerosos casos, o sentimento de convivência leva a ir receber o Corpo de Cristo. Penso em jovens não praticantes que, por ocasião do enterro de um amigo, vão em massa comungar. Sem preparação e sem ter a consciência do significado profundo da Eucaristia. Isto pode reconfortar, de um lado, é certo, mas há aí um problema.

 

Sinto um mal-estar quando crianças, deixadas sem orientação, durante a Missa vão comungar levianamente e voltam ao seu lugar tagarelando com os colegas. Ou quando adultos me apresentam um recipiente plástico para receber a hóstia consagrada que eles levarão a um enfermo ou a uma pessoa idosa. Colocam-na numa sacola de mão, juntamente com mantimentos comprados e outros objetos.

 

Por certo, não menosprezo a graça da Eucaristia nem o fato de que a Comunhão dos participantes da Missa, hoje melhor do que ontem, exprime o pleno significado da sua celebração. Vivida na interioridade de uma profunda caminhada espiritual, ela é, para o povo de Deus, o pão da Nova Aliança. E isto constrói a Igreja na unidade e na caridade. Mas existem formas visíveis de respeito que favorecem a oração; a falta destas formas pode banalizar a Comunhão, tornando-a um costume superficial, sem consciência do dom de Deus à sua Igreja ou sem consciência deste ápice da vida sacramental...

 

A Comunhão não é um ato de simples convivência ou solidariedade, um símbolo de amizade ou de fraternidade; ela nos faz voltar à fonte do amor, da qual frequentemente nos afastam nossos sentimentos de rancor, tristeza e violência...

 

A Comunhão não é um rito de conveniência social ou um ato rotineiro; ela é em nós semente de vida e encontro com Deus. Sim; digo... com Deus em Jesus Cristo. Como não estaríamos maravilhados por causa deste insondável mistério da presença de Deus em nós, para a salvação de todos?".

 

 

II. COMENTANDO...

 

Este breve artigo lembra alguns princípios importantes:

 

1) A celebração da S. Missa e a Comunhão Eucarística são os supremos atos da fé cristã. A Eucaristia é a perpetuação do sacrifício do Calvário; por ela se torna presente sobre os nossos altares a oblação de Cristo na Cruz, para que dela tomemos parte. É desse ato litúrgico que se derivam todas as graças de que precisam os homens.

 

2) Por isto quem comunga, deve estar tão bem preparado quanto possível. Jamais deve receber a S. Eucaristia em estado de pecado grave ou mortal; isto seria sacrilégio. O fato de estar alguém acompanhando uma família em luto na Missa de sétimo dia ou um par de noivos que se casam ou um(a) amigo(a) aniversariante não justifica a recepção da Comunhão sem o devido preparo. Esta não é propriamente um testemunho de solidariedade ou amizade, mas é união com Cristo, que é três vezes santo. — Nem é lícito a alguém comungar em estado de pecado grave, fazendo o propósito de se confessar em próxima ocasião; tal pessoa se confessará primeiramente para depois receber a S. Eucaristia.

 

Eis o que a propósito diz o cânon 916 do Código de Direito Canônico:

 

"Cânon 916 — Quem está consciente de pecado grave, não celebre a Missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar. Neste caso, porém, lembre-se o fiel de que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes".

 

Como se vê, o cânon exclui a recepção da Eucaristia por parte de quem esteja em pecado grave. Reconhece, porém, que possa haver casos imperiosos que exijam o contrário; tais casos geralmente não se dão com os fiéis leigos, muito menos ocorrem com que os que ocasionalmente vão assistir a uma Missa de sétimo dia ou de aniversário. A Confissão sacramental não é obrigatória antes de cada Comunhão Eucarística; só se impõe a quem tenha consciência de estar em pecado grave. Como quer que seja, o sacramento da Reconciliação é muito recomendado, mesmo a título de devoção, pois fortalece a vida da graça e imuniza contra o pecado grave, desde que recebido com as devidas disposições de arrependimento e propósito sincero de evitar as ocasiões de pecado.

 

3) Os ministros extraordinários da S. Eucaristia hão de proceder com o máximo respeito e com dignidade, usando vestes decentes ou mesmo trajes próprios e servindo-se da píxide adequada para tal serviço. Estejam compenetrados do enorme valor do ato que realizam.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)



1 O original foi publicado no Boletim L'Église dans l'Yonne, de 28/5/94.


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