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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 517 – julho 2005

 

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A GAROTA JUDIA E O SEMINARISTA POLONÊS

 

Em homenagem ao Papa João Paulo II vai, a seguir, transcrito um artigo de O ESTADO DE SÃO PAULO, edição de 7/4/05, com o título acima e a autoria de Roger Cohen do THE NEW YORK TIMES.

Eis uma história de família do papa João Paulo II - um conto íntimo sobre sua humanidade.

 

No verão de 1942, duas mulheres de Cracóvia, Polônia, foram denunciadas como judias, levadas à prisão da cidade, mantidas ali por alguns meses e então enviadas ao campo de extermínio de Belzec, onde foram mortas em outubro, em primitivas câmaras de gás nazistas, pelo monóxido de carbono de motores a diesel.

Seus nomes eram Frimeta Gelband e Salomea Zierer; elas eram irmãs.

Frimeta, por acaso, era avó de minha esposa; Salomea - conhecida como Salla - tinha duas filhas: uma sobreviveu à guerra, a outra, não.

 

A mais velha delas era Edith Zierer. Em janeiro de 1945, aos 13 anos, ela saiu de um campo de trabalho nazista em Czestochowa, Polônia, uma criança abandonada à beira da morte. Separada da família, sem saber que a mãe fora morta pelos alemães, ela mal podia andar.

Mas andou até uma estação de trem, onde subiu num vagão de carvão. O trem andou lentamente, o vento cortando-a. Quando não aguentou mais o frio, ela desembarcou numa vila chamada Jedrzejow. Num canto da estação, ela se sentou. Ninguém olhava para ela, uma menina com o uniforme listrado e numerado de uma prisioneira, em meio a uma guerra terrível. Incapaz de se mover, Edith esperou.

 

A morte se aproximava, mas um jovem se aproximou primeiro, um jovem "de aparência muito boa", lembrou ela, e robusto. Ele vestia um manto e parecia ser um padre. "Por que você está aqui?", perguntou ele. "O que você está fazendo?" Edith disse que tentava chegar à Cracóvia para encontrar seus parentes.

 

O homem desapareceu. Voltou com uma xícara de chá. Edith bebeu. Ele disse que poderia ajudá-la a ir para Cracóvia. De novo o benfeitor misterioso se foi, voltando com queijo e pão. Eles conversaram sobre o exército soviético que avançava. Edith contou acreditar que seus pais e a irmã mais nova, Judith, estavam vivos.

 

"Tente se levantar", disse o homem. Edith tentou e não conseguiu. Ele a carregou para outra vila e a pôs no vagão de gado de um trem com destino à Cracóvia. Outra família estava lá. O homem entrou atrás de Edith, cobriu-a com seu manto e fez uma pequena fogueira.

 

Seu nome, contou ele a Edith, era Karol Wojtyla. Embora ela o tivesse tomado por padre, ele ainda era um seminarista que só seria ordenado no próximo ano. Mais 33 anos se passariam antes de ele se tornar o papa João Paulo II e embarcar num pontificado que ajudaria a romper o domínio comunista na Europa Central e assim transformar o mundo.

 

Humanidade

 

Não se sabe o que levou este jovem seminarista a salvar a vida de uma menina judia perdida. Mas é claro que este foi um ato de humanidade praticado enquanto os dois grandes movimentos de massa do século 20, os totalitarismos gêmeos do fascismo e do comunismo, pesavam sobre sua nação, a Polônia.

 

Lá estavam duas pessoas numa terra devastada, um católico romano de 24 anos e uma judia de 13. O futuro papa já havia perdido a mãe, o pai e a irmã. Edith, embora ainda não soubesse, já perdera a mãe em Belzec, o pai em Maidanek e a pequena irmã em Auschwitz. Eles não poderiam estar mais sozinhos.

 

O papa João Paulo II é visto amplamente como um homem de convicções inabaláveis que alguns achavam ultrapassadas ou rígidas. Mas talvez ele tenha oferecido sua verdade com a mesma simplicidade e retidão que demonstrou ao oferecer chá, pão e abrigo do frio a uma menina judia abandonada em 1945, quando ninguém via.

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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