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O que é a Eucaristia?

 

A Presença Real

 

É comum os protestantes combaterem a presença real de Jesus Cristo na divina Eucaristia como ensina a Igreja. As diversas denominações protestantes apresentam, cada uma, sua própria “explicação” para o que chamam de a “Ceia do Senhor”, fazendo do que deveria ser a Eucaristia, uma bagunça incompreensível.

 

Provemos pois a verdade, pela palavra da Sagrada Escritura, para mostrar aos ilustres irmãos, mas ignorantes, que para combater dogmas católicos não é bastante ter no coração o ódio à Igreja (Católica). É preciso também um pouco de raciocínio no espírito e uma compreensão da palavra de Deus em vez de se apoiar sobre jogo de palavras e interpretações dúbias, verdadeira brincadeira de criança, como encontramos em muitos panfletos e livros protestantes.

 

1. A EUCARISTIA

 

A palavra Eucaristia significa ação de graças e designa a presença real e substancial de Jesus Cristo debaixo das aparências de pão e vinho.

 

Os protestantes modernos, pelas suas contínuas mudanças e suas centenas de divisões em seitas, não acreditam mais na presença real de Jesus Cristo na hóstia sagrada.

 

Lutero, menos tolo que seus discípulos, sempre acreditou nessa presença e se encarregou de responder, ele mesmo, às objeções de seus desvairados filhos.

 

Em uma carta a seu amigo Argentino (De euc. Dis. I. art.), falando sobre o texto evangélico “Isto é o meu corpo”, ele diz: “Eu quereria que alguém fosse assaz hábil para me persuadir de que a Eucaristia não contém senão pão e vinho; esse me prestaria um grande serviço. Eu tenho trabalhado nessa questão a suar; porém confesso que estou encadeado e não vejo nenhum meio de sair dali. O texto do Evangelho é claro demais” (textus Evangelicus est nimis apertus).

 

O mesmo Lutero diz ainda: “Que me apresentem sua Bíblia e mostrem-me onde se acham estas palavras: ‘Isto é o sinal do meu corpo!”. Uns torturam o pronome ‘isto’, outros apegam-se ao verbo ‘é’, um terceiro dilacera a palavra ‘corpo’, outros, enfim, tratam como algoz o texto inteiro (alii totum textum excarnificant) (In Ap. Com. Dom. V. 17 p. 100).

 

2. NEGAÇÃO DA VERDADE

 

Escutai o vosso pai, ó protestante, só este desvio e essa mudança são uma prova de que estais fora da verdade.

A verdade não muda. O vosso ensino mudou e muda; está pois errado.

Escutai ainda Lutero a refutar a vossa ousadia:

 

“A despeito de todos os meus desejos – diz ele – e de todos os meus esforços, jamais pude impelir o meu espírito a essa negação atrevida”. (Ep. Cor. Amic.).

 

Em outra parte ele diz: “A negação da presença real é uma evidente blasfêmia, uma negação da veracidade divina”.

 

Ele chama aqueles que a negam: “Um bando de miseráveis endiabrados”.

 

Mas, então, ó protestantes, qual é a vossa religião?

Não é a da Bíblia, pois a Bíblia diz o contrário.

Não é de Jesus Cristo, pois o Cristo diz o contrário.

Não é a de Lutero, pois o próprio Lutero diz o contrário...

Donde vem a vossa crença, a vossa religião? Donde? Se não vem de Deus e nem dos homens?

Donde vem? Respondei! Só sendo do demônio!

 

Pobres protestantes! A vós também o Cristo poderia repetir as palavras que dirigiu aos fariseus (Jo 8,43-45):

“Porque não podeis ouvir a minha palavra? Vós tendes por pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque não há verdade nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas a mim, quando falo a verdade, não credes!”.

 

Eis o que Cristo vos brada... Ele afirma que está presente e vós o negais!

Lutero, vosso pai, apesar do desejo de negar este mistério, declara ser impossível fazê-lo, porque o Evangelho é claro demais!  E entretanto, vós protestantes, tendes a ousadia de fazer tal negação?

Só o demônio: Vos ex patre diabolo estis (IB. 44)!

Refleti um pouco e vereis que não há outra saída.

 

3. OS CULPADOS DO ERRO

 

Tenho dó e compaixão dos pobres ignorantes, iludidos pelos pastores satânicos, que enganam por interesse ou orgulho; porém, sinto a indignação invadir-me contra aqueles que Lutero chama de ‘um bando de miseráveis endiabrados’. Note isso, caros pastores! O epíteto não é meu; é um mimo de vosso pai Lutero!

 

Vós, pastores, ou sois ignorantes estupendos, ou sois perversos, desavergonhados.

No primeiro caso, precisais estudar para conhecer a verdade; no segundo caso, é preciso criar sinceridade e não enganar os pobres cristãos, que fazeis apostatar, renegar a fé de seus pais, para adotar uma seita em que vós mesmos não acreditais nem podeis acreditar.

Um homem inteligente não pode acreditar no protestantismo, porque é uma balbúrdia, um labirinto sem saída, uma pura negação.

 

Sois vós os culpados, ó pastores, vós que vos intitulais ministros, bispos, apóstolos sem missão e sem autoridade. Vós que explicais a Bíblia dizendo ao mesmo tempo que ela não precisa de explicação, porque é clara como a água cristalina. Sois vós os culpados!

 

Ó fariseus, sois bem aqueles mestres mentirosos que introduzem seitas de perdição, dos quais predisse S. Pedro (2Pd 2,1) e que depois, conhecendo o erro – pois é impossível que um homem de bom senso não o reconheça – sustentais esse erro por orgulho ou por um sórdido interesse.

 

Se S. Paulo ainda estivesse na terra, vos escreveria ainda com mais veemência do que escrevia aos romanos (2,19-23):

“Confiais, ó pastores, que sois guias dos cegos e luz dos que estão nas trevas; instrutores dos néscios, mestres de crianças, que tendes a forma da ciência e da verdade na lei. Vós, pois, que ensinais aos outros, não vos ensinais a vós mesmos? Vós que pregais, que vos gloriais na lei, desonrais a Deus pela transgressão da lei.”

 

4. QUEM TEM RAZÃO

 

A Igreja Católica, apoiada sobre a palavra do Cristo, diz: Jesus Cristo está verdadeiramente presente na Eucaristia.

O protestante diz: “O Cristo não está presente, porque eu digo que não está”; é a única razão da negação.

Qual dos dois terá razão? O Cristo-Deus ou o protestante revoltoso?

 

Vamos aqui examinar o fato, não somente com um texto, mas com uma série de textos, que o pastor (se ainda acredita na Bíblia) terá a bondade de verificar e de meditar, porque é uma página divina que vou citar aqui; devia-se lê-la de joelhos e em atitude de adoração.

 

Eis, em S. João, os termos de que Jesus se serviu, falando a primeira vez deste grande sacramento (6,48-59):

 

48 — Eu sou o pão da vida; vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.

50 — Este é o pão que desceu do céu, para que o que dele comer não morra.

51— Eu sou o pão vivo que desci do céu.

52 — Se alguém comer deste pão, viverá eternamente, e o pão que eu darei é a minha carne, para a vida do mundo.

 

Que clareza nestas palavras!...

Que quer dizer isso, ó pastor: Eu sou o pão vivoo pão que eu darei é a minha carne ?

É, ou não é, a carne do Cristo?

É ou não é o Cristo que será o pão que deve ser comido?...

Deixe de cegueira e compreenda a palavra de Deus.

Deus sabia falar e compreendia o significado das palavras!... Ou o amigo quer dar ao Cristo uma lição de gramática ou de sintaxe?

 

5. UMA PAGINA DIVINA

 

E não é só isso!... Cristo continua, cada vez mais positivo e mais claro:

 

54 - Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.

55 - O que comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna.

56 - Porque a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida.

57 - O que come a minha carne e bebe o meu sangue fica em mim e eu nele.

58 - O que me come... viverá por mim.

59 - Este é o pão que desceu do céu... O que come deste pão viverá eternamente.

 

Que página divina!

 

Ó! diga-me, caro pastor, trata-se aqui do corpo de Cristo feito pão para ser comido ou não? — Ou trata-se simplesmente de um pedaço de pão de padaria?...

 

Minha carne é comida — O que me come... Não é isso o próprio Jesus Cristo feito pão, para ser comido?

Como se pode interpretar isto de outro modo?

Ou o amigo não acredita na Bíblia, na palavra do Cristo, ou deve confessar que o Cristo só deu verdadeiramente como comida aos homens na Sagrada Eucaristia.

Então: ou rasgue a sua Bíblia, ou se faça católico!

Não ha, logicamente, outra saída.

Protestante não pode ficar!

Ou ateu — ou católico.

Ou não acredite mais em nada, ou tem de acreditar no ensino católico!

 

6. O CRISTO E O PROTESTANTE

 

O Cristo afirma, repete, reafirma e explica que o pão que Ele vai dar é o seu próprio corpo, — que seu corpo é uma comida — que o seu sangue é uma bebida — que é um pão celeste que dá a vida eterna. E tudo isso é positivo, repetido mais de 50 vezes, sem deixar subsistir a mínima dúvida, a mais leve hesitação.

 

E o infeliz pastor tem a audácia de dizer: O Cristo não está na Eucaristia!... O corpo de Cristo não é comida.

Tudo isso é uma imagem, é uma representação, é uma ceia, onde se come um pedaço de pão em honra do Cristo.

Pobre, pobre protestante!... o Sr. é um cego ou um ímpio — ou é mais que o próprio Deus, ou é Satanás!

 

O Cristo diz: Isto é o meu corpo. O protestante exclama: Não, Senhor, é um pedaço de pão!

O Cristo ajunta: Minha carne ê verdadeiramente comida.

O protestante objeta: Não, Senhor, este pão não é tua carne!

O Cristo completa: O que me come... viverá por mim.

O protestante insiste: Não, Senhor, não comemos a ti, é simplesmente um pedaço de pão!

O Cristo repete: O que come a minha carne fica em mim...

O protestante blasfema: Não, Senhor, não é a tua carne, porque eu não o quero; é uma ceia, uma simples lembrança!... Tu estás enganado, ó Cristo, não entendes a Bíblia,.. De tudo o que tu afirmas, nada é verdade.

Este pão do céu não existe.

Este pão não é o teu corpo...

Este vinho não é o teu sangue.

Teu corpo não é comida.

Teu sangue não é bebida.

 

 

7. POBRE PROTESTANTE

 

E, se o Cristo, num gesto de infinita compaixão para com o louco protestante, lhe perguntasse: Mas porque não o é? Eu, que sou Deus omnipotente, eu digo que é, como podes tu dizer o contrário?... O protestante responderia: Não, este pão não é teu corpo; teu corpo não é comida... porque eu não o quero!

Pobre, pobre protestante!

Reflita um instante e compreenderá que está em revolta contra Deus.

 

O senhor faz da Bíblia um ídolo e o adora, desprezando as verdades que ela lhe ensina.

Oh! como S. Paulo teve razão quando escreveu aos romanos (1, 21, 22):

Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus... antes se desvaneceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.

 

Ó homens de bom senso, cujo coração não está ainda obcecado, dizei-nos:

 

Quem tem razão: Nós católicos, que aceitamos a palavra de Deus em seu sentido óbvio, natural e positivo, ou o pobre protestante que a deturpa, violenta e rejeita?

 

Quem diz a verdade: Jesus Cristo que é Deus, ou o protestante, que é um revoltoso?

 

Quem conhece melhor a Bíblia: O Cristo, que afirma, ou o protestante que nega?

 

Oh! deixe. de graça, pobre pastor, deixe de blasfemar contra Deus! Seja maometano, budista ou judeu. Se quiser, porém, deixe de dizer-se discípulo do Cristo, renegando e insultando os ensinos do mesmo Cristo.

 

Um tal procedimento revolta o bom senso, a lealdade. consciência humana.

 

Se o Cristo voltasse à terra, com que veemência Ele repetiria em frente das vossas casas de culto, dirigindo se aos vossos falsos ministros:

Ai de vós, fariseus hipócritas, que fechais aos homens o reino dos céus, porque nem vós entrais, nem deixais entrar aqueles que desejam. (Mat. 23, 13).

 

Ai de vós... hipócritas, porque percorreis mar e terra para fazer um prosélito e, depois da o ter ganho, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do que vós. (ib. 15).

 

Viva o Cristo: Só Ele possui a verdade! Abaixo os blasfemadores e protestantes, que, como judeus, beijam o Cristo na fronte para melhor atraiçoá-lo e vendê-lo!

Vai! O brasileiro é católico e não vende nem a sua fé, nem a sua alma!

 

8. PROMESSA DA EUCARISTIA

 

Para não deixar subsistir a mínima dúvida a respeito da sua presença real, na sagrada Eucaristia, Jesus Cristo permite que haja oposição da parte dos judeus e escândalo da parte dos seus próprios Apóstolos.

 

As palavras que Ele acaba de proferir:

Minha carne é verdadeiramente comida. O que me come, vive por mim (Jo 6. 56 e 58) são tão positivas e tão claras que os judeus não são iludidos.

 

Eles entendem que se trata verdadeiramente da carne do Cristo, que deve ser comida, e a prova é que se revoltam.

Como, dizem eles, pode este dar-nos a sua carne a comer? (ib. 6,53)

 

Jesus ouve, compreende, e sabe que os judeus vão afastar-se dele por não poderem suportar uma verdade tão nova e tão inverossímil.

Retiram-se murmurando é duro demais, quem pode ouvir uma tal linguagem! (ib. 61).

 

Até no meio de seus discípulos está se produzindo uma divisão: Desde então, muitos de seus discípulos o abandonaram e já não andavam com Ele. (ib. 67.)

 

Que fará Jesus? Irá Ele buscá-los? Se fosse simplesmente uma comparação, uma figura, um tropo, não devia Ele dissipar o equivoco ?

 

Entretanto, nada disso.

Vira-se do lado dos seus apóstolos e, num tom que não admite réplica, Ele pergunta à queima-roupa: E vós também quereis abandonar-me? (ib. 68).

É como se dissesse: É pegar ou largar! A verdade é esta, e não muda.

 

E foi nesta hora que São Pedro lançou o seu brado de fé: Senhor, para quem havemos de ir ? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e conhecemos que tu és o Cristo, o Filho de Deus! (ib. 67. 70)

 

9. CRÊR OU BLASFEMAR!

 

Como tudo isto é sublime!... é divino!

É a cena da promessa da Eucaristia; não é a instituição ainda, porém se vê como Jesus preparava o espírito dos seus apóstolos para a cena inaudita da instituição deste divino Sacramento.

 

Ó pobre protestante, seja sincero e diga-me: seria possível o Cristo ser mais claro e mais positivo ?

 

E de outro lado, seria possível — seria o extremo do ridículo ! seria possível o Cristo empregar palavras tão solenes, tão majestosas, para prometer-nos simplesmente um "pedaço de pão", que devemos comer em sua lembrança?

 

Não sente, ó pastor, que seria indigno de Deus?!... Fazer um tal discurso...expor se a perder seus discípulos fieis... escandalizar judeus e apóstolos... unicamente por causa de "um pedaço de pão”!

 

Não!... É impossível! Jesus Cristo fala aqui de seu próprio corpo que deve, na Sagrada Eucaristia, ser o alimento vivo das nossas almas.

O erro é impossível... não há outra saída senão a revolta e a blasfêmia.

 

É o que fizeram os discípulos infiéis... é o que estais fazendo, pobres protestantes!

Crer ou blasfemar!

 

Não quereis crer na palavra divina... por isso blasfemais a mais sublime das invenções do amor de Deus, repetindo em pleno século da luz, o brado revoltoso dos fariseus do Evangelho: Como pode este dar-nos a sua carne a comer? Não é a carne do Cristo, é simplesmente um vulgar pedaço de pão!

 

10. A INSTITUIÇÃO

 

O espírito dos apóstolos estava admiravelmente preparado para receber o DOM da Eucaristia.

Por isso. na última ceia, não há mais nem discussão, nem contestação, nem admiração. Os apóstolos conhecem o Coração do divino Mestre; conhecem o seu poder; sabem o que Ele vai fazer. Calam-se e adoram.

Leia as palavras da instituição, tudo é de uma simplicidade divina e de uma clareza mais divina ainda.

 

O dia está escolhido: é a véspera da morte do Salvador, em meio das ternuras lacerantes do adeus, neste momento, em que, ao se deixar aqueles que se ama. fala-se com mais coração e com mais firmeza, pois, estando-se para morrer, não se explica ou interpreta mais as próprias palavras.

 

Neste momento, pois, num festim preparado com grande solenidade (Luc. 22, 12). impacientemente desejado,(ib. 15) eis o que se passa:

 

Quando estavam ceando, Jesus tomou o pão, benzeu-o e partiu-o, e deu- o a seus discípulos, dizendo-. Tomai e comei, isto é o meu corpo, que é dado por vós. — Fazei isto em memória de mim! (ib. 19).

E, tomando o cálice, deu graças e o entregou a eles, dizendo: Bebei deste todos, porque isto é o meu sangue do novo testamento, que será derramado por muitos, para a remissão dos pecados (Mt. 26, 27-28).

 

Que simplicidade e que precisão nos termos!... que ausência de frases: sente-se em cada palavra uma autoridade divina!

 

O original grego é mais forte ainda:

Isto é o meu corpo, meu próprio corpo, o mesmo que é dado por vós.— Isto é o meu sangue, meu próprio sangue, o sangue da nova aliança, o sangue derramado por vós em remissão dos pecados.

 

E no texto siríaco, tão antigo como o grego, e feito no tempo dos apóstolos, diz-se: O que se nos dá "é o próprio corpo de Jesus, seu próprio sangue".

 

Que simplicidade, ainda uma vez! Leia isso, pobre pastor, e veja se há jeito de dar a estes textos outro sentido senão o da PRESENÇA REAL do corpo e do sangue do Cristo, no pão e no vinho eucarísticos!

 

Se Jesus quisesse dar um simples sinal, Ele o teria dito. Quando Ele usa de parábolas, de tropos ou similitudes, Ele o faz de modo que todos o compreendam.

 

Aqui, sem nada explicar, nem antes, nem depois, Jesus diz: isto é o meu corpo.

Ó Jesus! que precisão! e ao mesmo tempo: que autoridade!

 

Quanto poder nestas palavras: —Lázaro sai do sepulcro! E Lázaro sai imediatamente.

Mulher, estás curada! E ela fica curada.

ISTO É O MEU CORPO! E esse é o corpo do Cristo!

 

“Estas palavras, diz Melanchton, um dos fundadores do protestantismo, têm o brilho do relâmpago, e o espírito nada pode objetar (De verit. Corp. Christi in 1 Ep. ad Cor ).

 

Eis a verdade, meu caro pastor, a verdade clara, positiva, irrefutável, a verdade fulgurante como o relâmpago, imponente como a majestade divina. Ainda uma vez — pois é a conclusão que se impõe: OU CRER OU BLASFEMAR! ou aceitar a verdade católica, ou tornar-se um miserável ímpio.

 

Medite isso, e tenha a coragem de escutar a sua consciência e a voz de Deus, e de repetir com a Igreja: O Cristo está verdadeiramente presente no Santíssimo Sacramento do Altar!

 

Creio, Senhor, aumentai a minha fé!

 

11. UMA CONCLUSÃO NECESSÁRIA

 

Que tal. meu amigo protestante, não basta ainda de textos da Sagrada Escritura, para provar as verdades que tem a ousadia de atacar?

 

Já citei uns vinte, que provam explicitamente que Jesus está verdadeiramente presente na Eucaristia Podia ajuntar muitos outros, até perfazer um total de 100; porém, de que serviria a lista comprida e necessariamente fastidiosa de tantos textos a provar a mesma verdade ?

 

A negação desta verdade prova clara e publicamente as seis seguintes verdades:

 

1. Ou que o pastor NÃO CONHECE a Bíblia.

2. Ou que está de MÁ FÉ, conhecendo tais textos, e não lhes dando crédito.

3. Ou que é ESCRAVO DO RESPEITO HUMANO, e não tem a coragem de voltar à Igreja Católica, na qual nasceu.

4. Ou NÃO SABE o que está dizendo e, neste caso, não passa de um ignorante.

5 Ou está agindo sob a influência de qualquer analfabeto ENDINHEIRADO: neste caso, é um vulgar vendido.

6 Ou, enfim. está na BOA FÉ, e procura conhecer a verdade; neste ultimo caso, conhecendo as verdades expostas nestas linhas, deve abraçá-las e voltar ao grêmio da Igreja verdadeira. que é a de S. Pedro, ou de Roma.

 

O resultado há de mostrar a qual destas categorias pertence e qual o epíteto que merece.

 

Para completar a grande verdade exposta por S. Mateus, S. Marcos e S. Lucas, vejamos uns textos do grande S. Paulo, cujos escritos os protestantes tanto apreciam.

Para não abusar da paciência de ninguém, citarei apenas alguns versículos da primeira Epístola aos coríntios. (11,-23-30):

 

23 -Eu recebi do Senhor... que, na noite em que foi traído, tomou o pão.

24- E tendo dado graças, o partiu e disse “Tomai e comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim”.

25- Do mesmo modo, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: “Este é a nova aliança no meu sangue, fazei isso, todas as vezes que beberdes, em memória de mim”.

26- Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.

27- Portanto, qualquer que comer este pão e beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.

28- Examine se, pois o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.

29- Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para si mesmo sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.

30- Por causa disto ha entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem (o sono da morte).

 

12 – REFUTAÇÃO DO ERRO PROTESTANTE

 

Vamos lá, agora, meu caro Sr. Nobre, diga- me, com sinceridade:

Acredita na Sagrada Escritura, ou não acredita ?

Qual é o sentido óbvio dos textos citados?

 

S. Paulo diz com esta lógica que lhe é peculiar: Quem comer este pão... indignamente, será culpado do corpo do Senhor (1 Cor. 11, 27)— e ainda no mesmo sentido:

O que come indignamente, come sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. (ib. 29)

 

Que quer dizer isso?

Uma criança é capaz de responder.

 

S. Paulo nos diz que, comungando indignamente, somos culpados do corpo de Jesus Cristo.

Ora, como é que alguém pode ser culpado do corpo do Cristo, se este corpo não estiver no pão que come?

Comer pão da padaria, sem devoção e com a alma manchada pelo pecado, pode ser um crime?

É ridícula, caro pastor, uma tal asserção.

Para comer pão da padaria, é o bastante ter fome, nenhuma disposição se exige da parte da alma.

E como alguém pode comer sua própria condenação, engolindo um pouco de pão?

Tudo isso é o cúmulo do ridículo! Só um homem obcecado é capaz de sustentar um tal absurdo.

 

Aliás, S. Paulo é positivo; e como para refutar de antemão as ímpias asserções anti-católicas, ele ajunta e explica:

É culpado do corpo do Senhor e come a sua própria condenação, quem não discerne o corpo de Cristo de um vulgar pedaço de pão (ib. 27. 29) e come este pão indignamente sem purificar a sua alma e o seu coração.

 

A gente só responde por aquilo que come. Se o crente tomar uma dose de mercúrio ou de estricnina, é culpado de ter tomado estes venenos; mas tomando simplesmente pão, não pode ser culpado de ter tomado veneno.

Prova que este pão celeste de que fala S. Paulo, e de que tanto falou o próprio Jesus, é verdadeiramente o corpo do Cristo.

 

Por isso, conclui o Apóstolo: examine-se o homem para ver se está em graça com Deus antes de comer deste pão.

 

A dúvida, é pois, impossível! Ou é preciso rejeitar a Bíblia inteira e declarar-se ATEU, ou então aceitar esta verdade por ela cem vezes repetida, explicada e comentada.

 

Porém, ver dizer que nela acredita, proclamar-se seu crente e negar uma verdade cristalina, positiva e afirmada tantas vezes é uma inconsequência de louco, ou então uma obsessão de ímpio.

 

Cuidado, pobres protestantes ! Pobres vítimas do fanatismo cego, ignorante e interessado de uns homens sem consciência, que se intitulam "pastores" e que são, no dizer do Cristo, lobos devoradores, vestidos de pele de cordeiro, para mais facilmente iludir, enganar e perder as almas.

 

Queridos brasileiros, lembrai-vos que sois filhos de católicos — que fostes batizados na Igreja católica, que é a única verdadeira — lembrai-vos que recebestes a fé católica com o leite materno, e talvez os vossos pais adormeceram para sempre, murmurando os doces nomes de Jesus e de Maria ! Vós teríeis a ousadia de desprezar e de renegar a fé destes pais queridos, para aceitardes o espírito de revolta. de ódio e de satânica cegueira de uns vendidos, de uns apóstatas, sem fé, sem crença e sem convicção? Eles ontem eram católicos e hoje se intitulam pastores protestantes, porque são pagos pelos americanos para fazerem propaganda e para semearem a desunião em nosso querido Brasil.

 

Aqui tendes mais uma prova insofismável da má fé e da ignorância supina destes pastores cegos. As verdades aqui expostas são irrefutáveis.

 

Se tendes uma Bíblia, caros "leitores", procurai verificar os textos citados, e dizei se, sim ou não, o Cristo está presente na Hóstia sagrada.

 

Convencidos, como o haveis de ficar, devereis confessar que os tais pastores andam errados, estão fora da verdade, e, em vez de ensinar-vos as verdades contidas na Bíblia, vos ensinam as ideias grotescas e ímpias de suas próprias cabeças.

 

Em vez de vos mostrarem o caminho do céu... vos levam ao inferno.

 

Refleti, caros amigos! o protestantismo, que é falso neste ponto, o é nos outros, como continuarei a prová-lo.

E convido, provoco mesmo, qualquer um destes pastores ignorantes e de má fé a refutar as teses aqui defendidas. Encarrego-me de desmascará-los imediatamente, e demonstrar, a nu, seus chifres de demônio, ou então suas orelhas de lobo.

 

Viva, pois, o Cristo, o Salvador, o Pai querido, verdadeiramente presente na Eucaristia triunfador e vencedor de seus blasfemadores e de seus inimigos!

 

 

Pe. Júlio Maria

Fonte: Sol Eucarístico e Trevas Protestantes, cap. 1
Adaptação: Claudio Maria


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