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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 551 - maio 2008

 

Fato inédito:

 

O PAPA RENUNCIOU A PROFERIR CONFERÊNCIA

 

Em síntese: Convidado para proferira aula magna na Universidade "LA SAPIENZA" de Roma, o Papa Bento XVI renunciou a fazê-lo por causa de protestos de membros da comunidade universitária, mas enviou cópia do texto que ele havia de proferir, ao Reitor Prof. Renato Guarini.

 

Em janeiro 2008 deu-se um fato inédito na história da humanidade: o Papa Bento XVI renunciou a proferir uma Conferência na Universidade "LA SAPIENZA" por causa de protestos de uma minoria de professores e alunos. Todavia a Santa Sé enviou ao Reitor Renato Guarini o texto do Papa que devia ser proferido.

 

A seguir, vem transcrito o texto da Declaração do Cardeal Secretário de Estado ao Reitor da Universidade assim como segmentos da conferência que o Pontífice estava para pronunciar.

 

1. A Declaração do Cardeal Tarcisio Bertone

 

cidade do Vaticano, quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 (ZENIT.org). - Bento XVI não visitará a Universidade "La Sapienza" de Roma para "eliminar todo pretexto" para protestos "desagradáveis" que poderiam acontecer por este motivo, explicou hoje o cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado, em uma carta que enviou ao reitor da universidade, Renato Guarini, com a qual lhe fez chegar o texto do discurso que o Papa havia preparado para sua visita.

 

Em sua mensagem ao reitor, o purpurado italiano recorda que "o Santo Padre havia acolhido com muito prazer o convite"... "para oferecer um sinal do afeto e de alta estima que sente por esta ilustre instituição, que surgiu há séculos por vontade de seu venerado predecessor", Bonifácio VIII (em 1303).

 

"Dado que um grupo claramente minoritário de professores e alunos acabou com os preparativos necessários para uma acolhida digna e tranquila, considerou-se oportuno adiar a visita prevista para eliminar todo pretexto para atos que poderiam ser desagradáveis para todos", informa o cardeal.

 

"Consciente, contudo, do desejo sincero da grande maioria de professores e estudantes de escutar uma palavra culturalmente significativa, da qual tirar indicações estimulantes para seu caminho pessoal de busca da verdade, o Santo Padre indicou que lhe envie o texto que ele havia preparado pessoalmente para esta ocasião", indica Bertone.

 

Acrescentando o discurso escrito, o secretário de Estado deseja que os estudantes e professores "nele possam encontrar elementos para uma reflexão enriquecedora e para o aprofundamento".

 

Os protestos de estudantes aconteceram depois que se tornasse pública a carta de 67 professores, entre os mais de 4.000 da universidade, dirigida ao reitor, na qual pediam que revogasse a visita do Papa.

 

Na carta, diziam que o Santo Padre negava a liberdade de investigação, citando um discurso pronunciado pelo cardeal Joseph Ratzinger em 1990, nessa mesma universidade, sobre a crise de confiança na ciência em si mesma.

 

Na conferência, Ratzinger citou esta frase incriminada pelos professores: "Na época de Galileu, a Igreja permaneceu muito mais fiel à razão que ao próprio Galileu. O processo contra Galileu foi racional e justo".

 

Os professores, contudo, não explicavam em sua carta que essa frase não era do cardeal Ratzinger, mas do filósofo da ciência Paul Feyerabend. O purpurado alemão a citou unicamente para ilustrar a posição da Igreja sobre Galileu.

 

Trata-se de um caso parecido com o dos protestos de muçulmanos depois do Papa citar uma frase de Manuel II Paleólogo (1350-1424), no discurso que pronunciou na universidade de Ratisbona em setembro de 2006.

 

A reabilitação do "caso Galileu", que teve lugar durante o pontificado de João Paulo II, deveu-se em parte graças ao cardeal Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

 

2. Escreve o Papa

 

Passamos a apresentar alguns textos da conferência em pauta.

 

"Desejo muito, nesta circunstância, expressar minha gratidão pelo convite que me foi dirigido de ir à vossa universidade para vos dar uma aula. Diante desta perspectiva, fiz-me antes de mais nada uma pergunta: o que pode e deve dizer um Papa numa ocasião como esta?

 

O homem quer conhecer - quer verdade. Verdade é, primeiramente, algo ligado ao ver, ao compreender, à theoria, como é chamada pela razão grega. Mas a verdade nunca é somente teórica. Agostinho, ao fazer a correlação entre as Bem-Aventuranças no Sermão da Montanha e os dons do Espírito mencionados em Isaías 11, afirmou uma reciprocidade entre a "scientia" e a "tristitia": o mero saber, diz ele, nos deixa tristes. E de fato - quem vê e apreende somente tudo o que acontece no mundo, termina por ficar triste. Mas verdade significa mais do que saber: o conhecimento da verdade tem como meta o conhecimento do bem. Este é também o sentido do questionamento socrático: Qual é o bem que nos torna verdadeiros? A verdade nos torna bons, e a bondade é verdadeira: é este o otimismo que vive na fé cristã, dado que a ela foi concedida a visão do Logos, da Razão criadora que, na encarnação de Deus, revelou-se ao mesmo tempo como o Bem, como a própria Bondade.

 

Nos tempos modernos descortinaram-se novas dimensões do saber, que na universidade são valorizadas principalmente em dois grandes âmbitos: em primeiro lugar, nas ciências naturais, que se desenvolveram com base na conexão entre a experimentação e a pressuposta racionalidade da matéria; em segundo lugar, nas ciências históricas e humanísticas, nas quais o homem, perscrutando o espelho de sua história e iluminando as dimensões de sua natureza, procura compreender melhor a si mesmo. Neste desenvolvimento, foi aberta à humanidade não somente uma medida imensa de saber e de poder; cresceram também o conhecimento e o reconhecimento dos direitos e da dignidade do homem, e por isso só podemos estar agradecidos. Mas o caminho do homem nunca pode dizer-se já completado, e o perigo de cair na desumanidade nunca está simplesmente esconjurado: podemos vê-lo - e como! - no panorama da história atual. O perigo do mundo ocidental - para falar somente dele - é que hoje o homem, justamente em consideração da grandeza do seu saber e poder, se renda diante da questão da verdade. E isso significa ao mesmo tempo que a razão, no final, sucumbe ante as pressões dos interesses e do atrativo da utilidade, obrigada a reconhecê-la como critério último.

 

Com isso volto ao ponto de partida. O que tem a fazer ou a dizer o Papa na universidade? Certamente, não deve procurar impor aos outros de modo autoritário a fé, que só pode ser doada em liberdade. Indo além do seu ministério de Pastor da Igreja e com base na natureza intrínseca deste ministério pastoral, é tarefa sua a de manter desperta a sensibilidade pela verdade; convidar sempre de novo a razão a pôr-se em busca do que é verdadeiro, do bem, de Deus, e, neste caminho, solicitar que ela aproveite as luzes tão úteis surgidas ao longo da história da fé cristã e a perceber assim Jesus Cristo como a Luz que ilumina a história e ajuda a encontrar o caminho para o futuro.

 

Do Vaticano, 17 de janeiro de 2008".

 

Em suma, o Papa quer dizer que todo homem procura conhecer a verdade; a ciência, deixada a só, é correspondente à tristeza; quem não se entristece ao ver tudo o que acontece no mundo? Ora a verdade significa mais do que saber; o conhecimento da Verdade tem como meta o conhecimento do bem. A verdade nos torna bons, e a bondade é verdadeira.

 

Sobre este pano de fundo o Papa não vai a Universidade para impor sua fé; mas para convidar à razão pôr-se em busca do que é verdadeiro, do bem, de Deus. Vem para solicitar que a razão aproveite as luzes seguidas ao longo da história da fé cristã e assim perceber Jesus Cristo “como luz que ilumina a história e ajuda a encontrar o caminho para o futuro”.

 

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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