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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 532 – outubro 2006

Esclarecendo..

 

A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA DEPENDE DO PROTESTANTISMO?

 

Em síntese: O Papa Leão XIII publicou em 1897 a encíclica Divinum lllud Múnus sobre o Espírito Santo e a 1o de janeiro de 1901 invocou publicamente o Espírito Santo. Logo tiveram origem diversos movimentos pentecostais entre os cristãos; primeiramente entre denominações protestantes e, em 1967, entre católicos, sem que se possa dizer tenha havido dependência direta do grupo inicial católico em relação aos grupos protestantes. Trata-se de uma grande onda que tinha por base o texto bíblico, principalmente os relatos de Batismo no Espírito Santo.

 

Pode-se dizer que a "redescoberta" moderna do Espírito Santo tem início com o Papa Leão XIII, que em 1897 publicou a encíclica Divinum lllud Múnus sobre o Espírito Santo e em 1o de janeiro de 1901 invocou publicamente o Espírito Santo em nome de toda a Igreja. Assim incitava à oração ao Espírito Santo.

 

A resposta foi dada (talvez inconscientemente) por comunidades protestantes antes das católicas.

 

Às 11 horas da noite do mesmo 1o de janeiro a estudante Agnes Ozman pediu ao pastor Parham que lhe impusesse as mãos sobre a cabeça e orasse por ela a fim de que recebesse o Batismo no Espírito Santo. Feito este gesto, a jovem começou a falar em línguas; nos dias seguintes outras pessoas fizeram a mesma experiência, dando assim origem ao Pentecostalismo que tem o título "Assembléia de Deus".

No decorrer do século XX semelhante experiência ocorreu entre luteranos, anglicanos, presbiterianos, desejosos de renovar as suas comunidades.

 

Na década de 1960 também a Igreja Católica começou a viver semelhantes episódios ou os primeiros surtos da Renovação Carismática. Foram-se efetuando encontros de oração em grupos de estudantes norte-americanos das Universidades de Notre Dame, South Bend, Duquesne; professores e alunos se aplicavam intensamente à oração. Dois fatores contribuíram para alimentar o movimento: 1) os Cursilhos de Cristandade, cujos membros haveriam de assumira liderança da Renovação Carismática Católica (RCC) e 2) a leitura de dois livros: "Eles falaram em outras línguas" de John Sherrill (1964) e "A Cruz e o Punhal" de David Wilkerson (1963). São duas obras que relatam a ação do Espírito Santo entre os fiéis.

 

O marco inicial da RCC ocorreu no famoso Fim de Semana de Duquesne, de 17 a 19 de fevereiro de 1967. Eis como a sra. Patti Gallagher Mansfield, na época estudante da Universidade de Duquesne, narra o que lhe aconteceu na sessão inicial da RCC:

 

"Faço parte de um grupo de estudo da Bíblia do nosso campus. Tivemos um Fim de Semana de Estudos nos dias 17 a 19 de fevereiro de 1967. Preparando-nos para esse encontro, lemos os Atos dos Apóstolos e um livro intitulado "A Cruz e o Punhal" da autoria de David Wilkerson. Fiquei particularmente impressionada pelo conhecimento do poder do Espírito Santo e pelo vigor e a coragem com que os Apóstolos foram capazes de espalhar a Boa-Nova após Pentecostes...

 

Durante os nossos grupos de discussão, um dos líderes colocou em tela o fato de que devemos confirmar constantemente os nossos votos de Batismo e de Crisma, assim como devemos ter a alma mais aberta para o Espírito de Deus. Pareceu-me... um pouco difícil acreditar quando me foi dito que os dons carismáticos concedidos aos Apóstolos são ainda dados às pessoas nos dias atuais - que ainda existem sinais do poder de Deus e milagres - e que Deus prometeu enviar seu Espírito para que se fizesse presente a todos os filhos da carne. Decidimos então efetuar a renovação dos votos de Batismo e Crisma como parte da Missa de encerramento no domingo à noite. Mas o Senhor tinha em mente outras coisas para nós.

 

No sábado à noite tínhamos programado uma festinha de aniversário para alguns dos colegas, mas as coisas foram simplesmente acontecendo sem alternativa. Fomos sendo conduzidos para a capela, um de cada vez, e recebendo a graça denominada Batismo no Espírito Santo no Novo Testamento. Isto aconteceu de maneiras diversas para cada uma das pessoas. Eu fui atingida por uma forte certeza de que Deus é real e nos ama. Orações que eu nunca tivera a coragem de proferir em voz alta saltavam dos meus lábios. Agora entendo perfeitamente o que Claudel queria dizer quando se referia a uma voz interior que é autenticamente mais nós mesmos do que aquilo que acreditamos que somos. Esse não era, pois, um bom fim de semana, mas na realidade uma experiência transformadora de vida que ainda está prosseguindo e se desenvolve em crescimento e expansão" (Como um novo Pentecostes, Editora Louva-a-Deus, pp. 3s).

 

Mais adiante escreve a autora:

 

"O nosso retiro de 17 a 19 de fevereiro de 1967... veio a ser mundialmente conhecido como o Fim de Semana de Duquesne. Este evento vem sendo geralmente aceito como o marco inicial da Renovação Carismática na Igreja Católica, por ter sido o primeiro em que um grupo de fiéis católicos experimentou o Batismo no Espírito Santo e os dons carismáticos. Conquanto já existissem católicos assim batizados anteriormente, aquele retiro veio a ser o ponto de partida de um amplo Movimento da Renovação Carismática, cuja abrangência estendeu-se pelos Estados Unidos e por todo o mundo.

 

Não fui eu a única pessoa que deu exuberante testemunho dessa nova efusão do Espírito Santo e dos seus dons no ano de 1967. Já a notícia sobre a experiência pentecostal renovadora espalhava-se com a rapidez de fogo solto através de cartas, pelo telefone e em contatos pessoais. Um dos professores que tinha sido líder no Fim de Semana de Duquesne reportou a seus colegas de Notre Dame: "Eu não tenho que acreditar em Pentecostes, porque eu o vi".

 

A RCC associa a sua origem também à oração proferida pelo Papa João XXIII à abertura do Concílio do Vaticano II em 1962:

 

"Renova os teus milagres neste nosso dia, como em um novo Pentecostes. Permite que tua Igreja, unida em pensamento e firme na oração com Maria, a Mãe de Jesus, e guiada pelo abençoado Pedro, possa prosseguir na construção do Reino do nosso Divino Salvador, Reino de Verdade e de Justiça, Reino de Amor e de Paz".

 

A RCC é tida por seus membros como parte da resposta dada pelo Senhor a esta prece do Papa João XXIII.

Pergunta-se agora:

 

QUE DIZER?

Proporemos duas observações:

 

1) A tomada de consciência dos acontecimentos atrás assinalados leva a dizer que a RCC é a expressão, na Igreja Católica, de um movimento desencadeado pelo Papa Leão XIII, que, certamente sob o Impulso do próprio Deus, preconizou atenta estima da ação do Espírito Santo entre os cristãos. Sem querer entrar em pormenores, vemos que o século XX foi fortemente marcado pela procura de ausculta e fidelidade ao Espírito. Isto se deu copiosamente em comunidades protestantes ([1]) e na década de 60 também em grupos de oração católicos. Pode-se crer que o interesse tenha sido contagiante, de modo que notícias das experiências feitas cá ou lá transmitidas (essas notícias) porcaria, telefonemas, devem ter estimulado os indiferentes a aderir a esse novo estilo de oração, sem que tenha havido plágio de uns para com outros. O impulso veio do Espírito, passando pelos irmãos.

 

2) A RCC merece o apreço dos católicos quando bem orientada. Tem renovado a fé e a piedade de muitas pessoas afastadas ou tíbias. Pelos frutos bons se conhece a árvore boa. Não há dúvida, tem havido falhas, exageros, subjetivismos em várias expressões da RCC. O entusiasmo de pessoas despreparadas, destituídas de formação doutrinária, tem provocado desastres pequenos e grandes. Mas isto não extingue o valor da RCC concebida como tal. Em tudo que é humano há falhas a não ser que o próprio Deus o queira evitar por especial privilégio. O bem da Igreja pede que não se combata a RCC, mas se interessem os responsáveis por oferecer aos seus membros o estudo aprofundado da doutrina de fé católica assim como a orientação de dirigentes seguros na fé e na Moral. De modo especial é necessário enfatizar, nos grupos de oração, que os dons extraordinários não devem ser preferidos aos ordinários ou que o espalhafatoso não deve ser almejado como sinal de santidade. "O justo vive da fé", diz São Paulo (Rm 1, 17), não de milagres. Seja também recordado que o sentir (sentir-se bem, eufórico) não é constitutivo necessário da vida de fé. Esta pode ser autêntica mesmo na aridez e no claro-escuro da luta em prol da fidelidade a Cristo.

É preciso também não confundir fenômenos meramente psicológicos com dons do Espírito Santo.

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)



[1] Não tencionamos debater aqui a natureza de tais fenômenos: terão sido autênticos dons do Espírito Santo ou meras projeções do psiquismo humano? Pode o Espirito Santo manifestar-se em comunidades não católicas?


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