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Pergunte e Responderemos: Mundo Contemporâneo - Homem e Mulher na Sociedade Civil e na Igreja - por Estêvão Bettencourt

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 509/novembro 2004
Mundo Atual

Um documento da Santa Sé:
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----- HOMEM E MULHER NA SOCIEDADE CIVIL E NA IGREJA
-----
----- Em síntese: A Congregação para a Doutrina da Fé publicou em agosto 2004 um documento que reafirma a distinção e a complementaridade de Homem e Mulher, com base nas Escrituras e na Teologia, que não fazem senão reafirmar a lei natural. Tem em vista correntes de pensamento contemporâneas que apregoam o antagonismo dos sexos ou o apagamento da sexualidade física, de modo que todo indivíduo humano tenha o direito de se comportar como homem ou como mulher.
* * *

----- A 31 de maio de 2004 foi assinado um documento da Congregação para a Doutrina da Fé; trata-se de uma Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a Colaboração do Homem e da Mulher na Igreja e na Sociedade. O documento tem em vista diversas correntes antropológicas de nossos dias, que nem sempre propõem a autêntica promoção da mulher e da família.
----- Nas páginas subseqüentes será apresentada uma síntese de tal documento.

----- 1.0 Problema (§§2-4)

----- Nos últimos anos têm-se delineado novas tendências na abordagem do feminismo:
----- 1) Há os que enfatizam a tradicional subordinação da mulher ao homem e, à guisa de contestação, propõem a oposição da mulher ao homem. Ao abuso do poder responderiam as mulheres com a busca do poder, visando a destronar o homem. Tal atitude redunda em desamor e em prejuízo da família, que perde assim a sua harmonia. Chega mesmo a querer alterar as versões da Bíblia, tidas como machistas, já que Deus aí aparece como Pai e Jesus Cristo como varão.
----- 2) Outros preferem prescindir das diferenças entre o masculino e o feminino, propugnando o nivelamento total entre o homem e a mulher. O que faz o masculino e o feminino não é a diferença sexual corpórea ou biológica, mas sim os condicionamentos históricos e culturais, de modo que todo indivíduo humano tem o direito de escolher entre viver como varão ou viver como mulher. Com outras palavras: abandone-se o conceito de sexo biológico em favor da noção de gênero ou condicionamento cultural, pois a educação e a cultura é que tornam a pessoa homem ou mulher. - Tal perspectiva pretende fomentar a igualdade dos indivíduos humanos entre si e libertar a mulher de todo determinismo biológico; acaba, porém, destruindo a família bi-parental, tendo pai masculino e mãe feminina; equipara a homossexualidade à heterossexualidade e favorece a bissexualidade ou mesmo a promiscuidade. Segundo este enfoque, como dito, a natureza humana não teria em si mesma características que se imporiam de maneira absoluta, mas cada pessoa poderia e deveria modelar-se a seu gosto, pois estaria livre de toda predeterminação ligada à sua constituição corpórea.
----- Frente a tais correntes a Igreja deseja mostrar quanto estão longe de promover o bem da pessoa humana e da sociedade. Este só pode ser assegurado se conserva-se a consciência das diferenças naturais existentes entre o homem e a mulher..., diferenças que devem provocar não o antagonismo, mas a complementaridade.
----- Seguindo a Carta, apresentaremos a doutrina bíblica e as conclusões concretas que dela decorrem.

----- 2. A mensagem bíblica (§§ 5-12)

----- Os três primeiros capítulos do Gênesis apresentam a base de toda a antropologia cristã.
----- Em Gn 1, 27 lê-se: "Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus Ele o criou. Homem e Mulher, Ele os criou". Donde se depreende que já na origem da sua mensagem a Bíblia refere os dois sexos que, juntos, perfazem a imagem de Deus.
----- A diferença sexual é explicitada em Gn 2, 4-25: o varão (Adão) é criado só, e a mulher lhe é dada como auxiliar, o que em hebraico soa ezer; este termo não implica inferioridade, já que Deus mesmo é dito ezer (auxiliar) do homem em Ex 18, 4; SI 10, 35; a mulher está ao nível do homem, pois é tirada da sua carne e dos seus ossos; por isto também ele abandona pai e mãe e se une à mulher como esposo, formando a família, em que deve haver respeito e amor mútuos.
----- À criação sobreveio o pecado dos primeiros pais. Este foi uma ruptura da harmonia não só do homem com Deus, mas também do homem com a mulher; o pecado faz que o mútuo amor do casal degenere, cedendo ao egoísmo e à procura do domínio de um sexo sobre o outro, como anuncia a sentença proferida sobre Eva: "Sentir-te-ás atraída para o teu marido e ele te dominará" (Gn 3, 16).
----- Em suma, dos três capítulos iniciais do Gênesis deduz-se que homem e mulher compartilham a mesma dignidade, perfazendo a imagem e semelhança de Deus; disto se depreende que ele e ela estão numa relação de complementaridade mútua no plano físico e no psíquico; a sexualidade caracteriza a personalidade em todos os seus níveis. O valor dessa união do homem com a mulher é tal que a Escritura faz dela a imagem da aliança de Deus com os homens; todo o Antigo Testamento é perpassado por tal concepção, que o Profeta Isaías assim exprime: "Tal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor te desposará; e, como a esposa é a alegria do marido, tu serás a alegria do teu Deus" (Is 62, 5).
----- O Cântico dos Cânticos é um momento muito especial dessa modalidade da Revelação. Nas palavras de um amor muito humano que celebra a felicidade de procurar-se um ao outro, exprime-se o amor de Deus ao seu povo.
----- No Novo Testamento Jesus Cristo faz as vezes do Esposo, que se une à Igreja; João Batista o introduz; quando interrogado sobre a sua identidade, apresenta-se como "o amigo do esposo": "Quem tem a esposa é o esposo; e o amigo do esposo, que o acompanha e escuta, sente muita alegria ao ouvir a sua voz. Essa é a minha alegria, que agora é completa: Ele deve crescer e eu diminuir" (Jo 3, 29-30).
----- A imagem é retomada por São Paulo na carta aos Efésios, que aprofunda o simbolismo nestes termos: "Cristo amou a Igreja e por ela Se entregou... para a apresentar a Si mesmo como Igreja gloriosa, sem mancha nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e imaculada" (Ef 5, 25-27).

Aos Coríntios escreve o Apóstolo:
----- "Sinto por vós um ciúme semelhante ao ciúme de Deus, porque vos desposei com um só esposo, que é Cristo, a quem devo apresentar-vos como virgem pura" (2Cor 11,2).
----- Verdade é que em Gl 3, 27s escreve São Paulo: "Vós que fostes batizados em Cristo, revestistes o Cristo... Não há mais homem nem mulher". Com estas palavras não tenciona o Apóstolo negar a distinção de homem e mulher, mas, sim, afirmar que a rivalidade, a inimizade e a violência, que desfiguram o relacionamento de parte a parte, são superáveis ou devem estar superadas.
----- Distintos um do outro desde o início da história, o homem e a mulher, participando da obra de Redenção de Cristo, deixam de conceber a sua diferença como fonte de discórdia a superar com a negação ou com o nivelamento, mas encaram-na como possibilidade de colaboração e complementação. Esta conclusão abre perspectivas para se avaliar o papel da mulher na sociedade civil e na Igreja.

----- 3. O papel da Mulher na sociedade civil (§§ 13s)

----- 13. Entre os valores fundamentais relacionados com a vida concreta da mulher, existe o que se chama a sua "capacidade para o outro". Não obstante o fato de um certo discurso feminista reivindicar as exigências "para ela mesma", a mulher conserva a intuição profunda de que o melhor da sua vida é feito de atividades orientadas para o despertar do outro, para o seu crescimento, a sua proteção.
----- Uma tal intuição é ligada à sua capacidade física de dar a vida. Permite à mulher alcançar muito cedo a maturidade, sentido da gravidade da vida e das responsabilidades que a mesma implica. É ela, enfim, que, mesmo nas condições mais desesperadas, possui uma capacidade única de resistir nas adversidades; de tornar a vida ainda possível, mesmo em situações extremas; de conservar um sentido tenaz do futuro e, por último, recordar com as lágrimas o preço de cada vida humana.
----- Embora a maternidade seja um elemento chave da identidade feminina, isso não autoriza absolutamente a considerar a mulher apenas sob o perfil da procriação biológica. Pode haver nesse sentido graves exageros que exaltam uma fecundidade biológica em termos vitalistas e que freqüentemente são acompanhados de um perigoso desprezo da mulher. A existência da vocação cristã à virgindade é de grandíssima importância. Nega ela de forma radical toda pretensão de fechar as mulheres num destino que seria simplesmente biológico... Compreende-se o papel insubstituível da mulher em todos os aspectos da vida familiar e social que envolvam relações humanas e o cuidado do outro. Aqui se manifesta com clareza o que João Paulo II chamou gênio da mulher. Implica isto, antes de mais, que as mulheres estejam presentes, ativamente e até com firmeza, na família, que é "sociedade primordial e, em certo sentido, soberana", porque é nesta que, em primeiro lugar, se plasma o rosto de um povo; é nesta que os seus membros adquirem os ensinamentos fundamentais. Nela aprendem a amar, enquanto são amados gratuitamente; aprendem o respeito por toda outra pessoa, enquanto são respeitados; aprendem a conhecer o rosto de Deus, enquanto recebem a primeira revelação de um pai e de uma mãe cheios de atenção.
Todas as vezes que venham a faltar estas experiências fundantes, é a sociedade no seu conjunto que sofre violência e se torna, por sua vez, geradora de múltiplas violências. Isso implica também que as mulheres estejam presentes no mundo do trabalho e da organização social e que tenham acesso a lugares de responsabilidade, que lhes dêem a possibilidade de inspirar a política das nações e promover soluções inovadoras para os problemas econômicos e sociais.
----- É para desejar, porém, que a mulher que trabalha fora do lar não fique sobrecarregada, pois ela tem uma tarefa a cumprir no lar como dona de casa, esposa e mãe. Exige-se, de fato, uma justa valorização do trabalho realizado pela mulher na família. Assim as mulheres que livremente o desejem poderão dedicar a totalidade do seu tempo ao trabalho doméstico, sem ser socialmente estigmatizadas e economicamente penalizadas. As que, por sua vez, desejarem realizar também outros trabalhos poderão fazê-lo com horários adequados, sem serem confrontadas com a alternativa de modificar a sua vida familiar ou então arcar com uma situação habitual de stress, que não favorece nem o equilíbrio pessoal nem a harmonia familiar. Como escreve João Paulo II, "reverterá em honra para a sociedade o tornar possível à mãe - sem pôr obstáculos à sua liberdade, sem discriminação psicológica ou prática e sem que ela fique numa situação de desdouro em relação às outras mulheres - cuidar dos seus filhos e dedicar-se à educação deles, segundo as diferentes necessidades da sua idade".

----- 4. O papel da Mulher na Igreja (§§ 15s)

----- Desde as primeiras gerações cristãs, a Igreja considerou-se uma comunidade, gerada por Cristo e a Ele ligada por uma relação de amor, de que a experiência nupcial é a melhor expressão. Daí deriva que o primeiro dever da Igreja é permanecer na presença desse mistério do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, contemplá-lo e celebrá-lo. Nesta matéria, a figura de Maria constitui na Igreja a referência fundamental. Poderia dizer-se, com uma metáfora, que Maria oferece à Igreja o espelho em que esta é convidada a descobrir a sua identidade, bem como as disposições do coração, as atitudes e os gestos que Deus dela espera.
----- Sempre em Maria, a Igreja aprende a conhecer a intimidade de Cristo... Ela, que recebeu nos seus braços o corpo dilacerado de Jesus deposto da cruz, mostra à Igreja como acolher a vida de todos os que são desfigurados neste mundo pela violência e pelo pecado. De Maria, a Igreja aprende o sentido do poder do amor, como Deus o exerce e revela na própria vida do Filho predileto: dispersou os soberbos... exaltou os humildes" (Lc 1, 51-52). Sempre de Maria, os discípulos de Cristo recebem o sentido e o gosto do louvor perante a obra das mãos de Deus: "o Todo-poderoso fez em mim maravilhas" (Lc 1, 49). Aprendem que estão no mundo para conservar a memória dessas "maravilhas" e vigiar, enquanto aguardam o dia do Senhor.
----- Embora sejam atitudes que deveriam ser típicas de todo batizado, na realidade é típico da mulher vivê-las com especial intensidade e naturalidade. Assim as mulheres desempenham um papel de máxima importância na vida eclesial, lembrando essas disposições a todos os batizados e contribuindo de maneira ímpar para manifestar o verdadeiro rosto da Igreja, esposa de Cristo e mãe dos crentes.
----- O belo papel da mulher não comporta a ordenação sacerdotal, visto que Cristo não a conferiu a mulher alguma. Nota, porém, a Carta: "Tal fato não impede que as mulheres tenham acesso ao coração da vida cristã" (§ 16). É a santidade que faz a grandeza de alguém, e não a função que exerce.

----- 5. Comentando...

----- A Carta assim apresentada provocou protestos da parte de certas correntes de pensamento; a Igreja estaria falando a um mundo que não existe.
----- Em resposta deve-se observar que o documento em foco não faz senão repetir o que a lei natural ensina (através das Escrituras, no caso). Ninguém pode fechar os olhos para as diferenças corpóreas e sexuais que caracterizam a personalidade de cada indivíduo, nem se pode afirmar que ser homem ou mulher é questão de educação e cultura mais do que de fisiologia. A cirurgia transexual, por mais esmerada que seja, não consegue produzir o aparelho genital masculino ou feminino.
----- O que a Igreja, baseada na lei natural e na Escritura, apregoa, é a igualdade e não a identidade do homem e da mulher: sim, igualdade quanto à dignidade (não há sexo inferior ou superior) e a não identidade quanto às características da personalidade; tenha comportamento masculino o homem; tenha comportamento feminino a mulher, para que haja harmoniosa complementaridade, enriquecimento mútuo e a construção de uma sociedade digna.


----- APÊNDICES I. O CASAL LESEUR
Eis um significativo espécimen de complementaridade:

----- A Sra. Elisabeth-Pauline Leseur nasceu em Paris aos 16 de outubro de 1860, como filha do casal Arrighi. Seu pai era um conceituado advogado. Recebeu sólida formação cristã e amplo acervo cultural.

----- Aos 31 de julho de 1889, casou-se com o médico Dr. Félix Leseur, materialista, colaborador de jornais anticlericais e dado à política. Embora se tivesse comprometido a respeitar as convicções religiosas da esposa, o Dr. Leseur, aos poucos, foi procurando apagar a sua fé; deu-lhe para ler duas obras do racionalista francês Ernest Renan: Les origines du Christianisme e La vie de Jesus. Impressionada, Elisabeth abandonou a freqüência aos sacramentos. De 1896 e 1898 atravessou séria crise espiritual, que ela acabou superando por verificar a superficialidade das alegações de Renan. Em réplica, dedicou-se ao estudo mais aprofundado das verdades da fé contidas nos Evangelhos e nos escritos de São Tomás de Aquino. Intensificou a sua vida espiritual e dedicou-se ao apostolado junto aos intelectuais ateus e a obras de caridade.

----- Somente após a morte da esposa, o Dr. Félix Leseur tomou conhecimento do Diário da esposa, que muito o abalou pela profundidade dos pensamentos aí registrados. Converteu-se, voltando à fé da sua infância e, em 1919, entrou no noviciado dos Padres Dominicanos. Ordenado sacerdote, dedicou-se a propagar os escritos da esposa, ao mesmo tempo em que exercia seu ministério sacerdotal num centro educacional.

----- Félix Leseur foi um dos preciosos frutos da graça, que sua esposa lhe obteve mediante o cultivo discreto e silencioso das virtudes. Elisabeth, que não conseguiu converter o marido por palavras e raciocínios, optou pela via da santificação pessoal, certa de que, como dizia ela, "uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro".

Fala o poeta:
----- II. A MULHER E O HOMEM (Victor Hugo + 1885)
----- - O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher, o mais sublime dos ideais.
----- - Deus fez para o homem um trono, para a mulher um altar. O trono exalta, o altar santifica.
----- - O homem é o cérebro, a mulher o coração. O cérebro produz a luz, o coração produz amor. A luz fecunda, o amor ressuscita.
----- - O homem é um gênio, a mulher um anjo. O gênio incomensurável, o anjo indefinível.
----- - A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema. A glória promove a grandeza, a virtude a divindade.
----- - O homem tem a supremacia, a mulher a preferência. A supremacia significa força, a preferência o direito.
----- - O homem é forte pela razão, a mulher invencível pelas lágrimas. A razão convence, as lágrimas comovem.
----- - O homem é capaz de todos os heroísmos, a mulher de todos os martírios. O heroísmo nobilita, o martírio purifica.
----- - O homem é o código, a mulher o evangelho. O código corrige, o evangelho aperfeiçoa.
----- - O homem é o templo, a mulher o sacrário. Ante o templo nos descobrimos, ante o sacrário nos ajoelhamos.
----- - O homem pensa, a mulher sonha. Pensar é ter uma larva no cérebro, sonhar é ter na fronte uma auréola.
----- - O homem é o oceano, a mulher é o lago. O oceano tem a pérola que adorna, o lago a poesia que deslumbra.
----- - O homem é a águia que voa, a mulher o rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço, cantar é conquistar a alma.
----- - O homem tem um fanal: a consciência. A mulher uma estrela: a esperança. O fanal guia, a esperança salva.
----- - Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra, a mulher onde começa o Céu.

----- III. MELHOR DO QUE O ABORTO

----- O médico já havia atendido a várias pacientes, naquele dia, quando uma jovem mãe adentrou seu consultório, levando nos braços um precioso fardo: seu lindo bebê. Assim que o profissional lhe perguntou em que poderia ajudar, ela desabafou, ansiosa: "Doutor, preciso de que me ajude a resolver um problema grave. Meu filho tem pouco mais de um ano e estou grávida novamente! Não pretendo ter outro filho agora. Ainda é muito cedo. Pretendo dar um espaço maior entre um e outro". O médico muito atencioso lhe perguntou: "E em que eu poderia lhe ajudar?". A mulher, já esperançosa, respondeu: "Quero interromper a gravidez e conto com a sua ajuda". O médico a olhou atentamente, como a buscar inspiração para a solução do caso; depois lhe disse: "Eu tenho uma alternativa melhor para lhe propor. Resolve o seu problema e não oferece risco nenhum para a senhora". A mulher, muito atenta, ouviu a sugestão: "Para a senhora não ficar com dois bebês, de idades tão próximas, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer, sem problemas. Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Sacrificar esse que já nasceu é bem mais fácil e mais barato. Ademais, a senhora não sofre nem corre risco algum. Então, que me diz?". A mulher ficou horrorizada. "Não, doutor! Que horror! Matar uma criança é crime! É infanticídio!". O médico, consciente do seu dever, usou mais alguns argumentos e convenceu a mãe de que não havia diferença entre matar a criança já crescida ou a que estava para nascer.
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Sto. Inácio de Antioquia (35-110)

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