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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 532 – outubro 2006

A onda erótica:

 

FUTEBOL E CIDADE-SEXO

 

Em síntese: O projeto da Cidade-Sexo para o Rio de Janeiro tem seu paralelo na construção ou reforma de prostíbulos destinados ao público que afluiu à Alemanha por ocasião da Copa do Mundo. O Governo alemão legalizou em 2002 a prostituição de modo que a proporcionou a jogadores e torcedores da Copa do Mundo. Os pormenores são apresentados nas páginas que se seguem.

 

A onda de erotismo contemporâneo tomou novas facetas recentemente. Tenham-se em vista o projeto da Cidade-Sexo do Rio de Janeiro e a oferta de prostíbulos por ocasião da Copa do Mundo.

 

1. Cidade-Sexo

 

A imprensa noticiou o feito de um jovem estudante de Arquitetura que apresentou ao Prefeito César Maia o projeto de construção de amplas e cômodas instalações para sexo livre em Copacabana ou, conforme o Prefeito, na zona portuária do Rio de Janeiro. Os leitores de jornais emitiram opinião a respeito, sendo que alguns ressaltaram haver necessidades mais urgentes no momento; os hospitais e as escolas do município estão precisando de renovação urgente, que não permite desvio de verba para outra finalidade.

 

Na mesma linha de erotismo se encontra a notícia transmitida pelo jornal O GLOBO, edição de 7/7/06, cad. B, p. 3:

Chega de futebol! Agora é sexo!

 

Artistas usam paredes de hotel da Praça Tiradentes como galeria de mostra erótica.

 

Depois de fazer um ensaio com a prostituta Jane Loy, no Hotel Nicário, o fotógrafo Beto Roma e a produtora Rachel Balassiano decidiram criar o projeto Sex-Arte. Eles convidaram artistas plásticos, designers, grafiteiros e estilistas para pintar imagens eróticas e dar cor às paredes dos 12 quartos usados como motel-express pelas prostitutas da Praça Tiradentes. "Já que aqui elas vivem relações tão efêmeras, resolvemos inserir algo que é constante. É um hotel de alta rotatividade, elas fazem programa de meia em meia hora", explica Rachel. Amanhã, às 15h, eles se reúnem no Nicário para a festa de lançamento do projeto.

 

A procura do baixo prazer foi mais notória ainda por ocasião da Copa do Mundo em junho-julho 2006.

 

2. Na Copa do Mundo

 

A imprensa nacional e a internacional deram notícia de fatos impressionantes altamente válidos ao lado de eventos sombrios decorrentes da fraqueza humana. Eis o que a propósito noticia o jornal francês L’HOMME NOUVEAU, edição de 10 de junho, sob o título "A vitória dos proxenetas"1 e "O inferno de decoração":

 

Na Alemanha a exploração do corpo humano não é considerada uma forma de escravização, mas uma profissão legalizada em 2002. A indústria do sexo ergueu gigantescos complexos para a prostituição em previsão do grande surto comercial que ocorreria durante a Copa do Mundo. Com efeito; foram reformados ou mesmo construídos alguns Eros-Center assim como "cabanas do sexo" semelhantes a retiradas, chamadas "cabines de prestação". Havia dezenas desses cubículos construídos em zonas clausuradas do tamanho de um campo de futebol e dotadas de todo o conforto possível: preservativos, duchas, estacionamento, postos à disposição dos clientes, ficando ciosamente guardado o anonimato dos patrocinadores.

 

Em Berlim há o Eros-Center dito "Ártemis" (nome da deusa pagã da fertilidade), para o qual eram convidados os cidadãos à saída do metrô, por um homem que trombeteava o seguinte:

 

"Visitem o mais belo Eros-Center da Europa: 3.500m2 e 140 quartos a dois passos do estádio olímpico! Oferta excepcional: 55 Euros em vez de 70 para aproveitar todo o equipamento da Ártemis até cinco horas da madrugada! Apenas 60 Euros para beneficiar-se de todos os carinhosos cuidados de nossas hospedeiras".

 

Na Ártemis tudo estava pronto para acolher os clientes da Copa do Mundo: jogadores e torcedores. Salas e quartos eram agradáveis, higiênicos e "familiares", mas na verdade tornavam-se autênticos cárceres cujas vítimas eram enclausuradas pelos proxenetas (1) ou exploradores do sexo. O advogado de tal empreendimento, o dr. Norman Jacob, justificava a causa afirmando "O esporte e o sexo caminham de mãos dadas". Como jurista, Norman Jacob trata o tráfico de seres humanos como um serviço comercial qualquer. Desde janeiro 2006 a Ártemis recebia diariamente 200 clientes atendidos por 60 "damas"; esperava-se que tal número fosse amplamente acrescido por ocasião da Copa do Mundo, de modo a se poder dizer que esta resultou não só na vitória de determinada seleção, mas também na vitória dos proxenetas. Para satisfazer às exigências da Copa, foram reforçadas as instalações da Ártemis, que assim pôde oferecer sala de ginástica, sauna, bar com bebidas não alcoolizadas oferecidas gratuitamente, peep-show, cinema pornô, quadros adequados, uma caixa de Kleenex e um detergente de odor forte... tudo enfim para sugerir prostituição livre, bela e higiênica. Os clientes são convidados a deixar suas vestes num compartimento próprio, tomar uma ducha (esta obrigatória) e circular de roupão sobre a pele. As pessoas deficientes podem beneficiar-se de instalações correspondentes. A contabilidade é posta à disposição dos curiosos, aos quais porém é ocultado o nome do proprietário de tal complexo; fala-se de um financiador "turco".

 

(1) O proxeneta é o explorador da prostituição (N.d.R.)

 

A legalização da prostituição sugere a idéia de que se trata de um elemento legítimo da economia nacional. Considera-se que dar uma mulher em aluguel é um serviço como outro qualquer, quando na verdade é a destruição do ser humano. Embora a ONU tenha considerado a prostituição como uma forma de escravatura, o poder do dinheiro ou do lucro fácil é gordo, fala mais forte e enverniza o direito aparente de se dispor do corpo da mulher para satisfazer à sede de prazer do homem. Na verdade o proxenetismo realiza o domínio escravizador da mulher. Bem o experimentam as jovens ucranianas, eslavas e africanas, sujeitas a tais patrões. Os clientes pagam aluguel e por isto têm o direito de exigir o que mais lhes agrade da parte das "meninas" e, quando um deles se queixa ao patrão, as mulheres são sujeitas a vexames, espancamento e prisão, de maneira que se submetem aos caprichos dos seus exploradores. Ainda é melhor trabalhar dentro do prostíbulo do que ser rejeitada e deixada na rua, onde se prostituirão em termos ainda mais indignos e cruéis. Em suma, a mulher é assim levada a experiências infernais que ferem profundamente a sua personalidade. Entregam-se ao proxeneta que as vai buscar em terras distantes, prometendo-lhes as melhores condições de vida, enganando a sua simplicidade e boa fé. Depois de chegar ao prostíbulo, dão-se conta do horrível logro, mas não têm como escapar; ainda é melhor o cárcere do Eros-Center do que o incerto da rua... Uma prostituta pode dar tanto lucro ao patrão quanto o tráfico de drogas.

 

Vê-se com dificuldade como remediar a este mal. A Polícia é ineficaz ou mesmo abusa das mulheres. O poder dos proxenetas e o dinheiro arrecadado é grossa quantia. Diz sabiamente o filósofo francês Blaise Pascal (+1667): "Se não é possível conseguir que o justo seja forte, ocorre que o forte se torna justo".

 

Ainda na Alemanha, em Colônia, há um Eros-Center, ainda mais imponente do que Ártemis; é o Pachá ([1]), antigo edifício reformado para atenderá Copa do Mundo. Um imenso anúncio publicitário cobre os muros do prédio, apresentando uma jovem mulher seminua sobre um fundo de bolas de futebol e de bandeiras dos países participantes da Copa. O slogan esportivo soa "O mundo convida a visitar as amigas". O alarde é assim assegurado, para a grande satisfação dos proprietários. A linguagem desse bordel de dez andares é a de um convívio simpático: fala de "pensionistas", também chamadas "filhas", e de ambiente "familiar". Todavia por trás desse linguajar se esconde a realidade: seres humanos explorados com capa "festiva" a fim de tranqüilizar as consciências dos menos cínicos. Esse Eros-Center aluga quartos por um dia, por uma semana ou por um ano, cobrando o preço médio de 140 Euros por dia. As mulheres aí residentes é que alugam as acomodações em seu nome próprio para parecer que são livres e espontâneas no caso. Dia e noite tais mulheres são obrigadas a permanecer à disposição. O site internet do bordel Pachá permite alugar as mulheres de acordo com as preferências sexuais dos interessados, como se encomenda uma pizza, pois "ser tratado como um Pachá é coisa boa", diz o slogan "familiar". Nos corredores, as meninas ficam em trajes menores diante do respectivo quarto, à espera do bel-prazer do consumidor.

 

É comum no Pachá o tráfico de drogas assim como a corrupção; os clientes pagam em espécie monetária, e não em cheque, para não serem reconhecidos; o dinheiro recebido é lavado no estrangeiro, quando convém.

 

3. Avaliando

 

Não é preciso dissertar longamente para mostrar quanto é indigno o comércio com o corpo da mulher, ludibriada e mantida em regime de escravidão no prostíbulo; esta é melhor do que a prostituição de rua, à qual ela seria lançada, caso não satisfizesse ao patrão ou aos clientes. Na rua estaria totalmente desabrigada. No bordel tem o teto garantido assim como magra quantia de remuneração. Tal é a escravidão reinante no século XXI.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)



[1] Pachá designa um chefe árabe.


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