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Pergunte e Responderemos - Apologética - Somos todos cristãos - por Estêvão Bettencourt

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 539/Maio 2007
Apologética

Surpresa:

'SOMOS TODOS CRISTÃOS"
(Revista VEJA)

Em síntese: A revista VEJA, edição de 27/12/2006, publicou um artigo, que atribuiu à civilização ocidental uma base cristã, de modo que, em sentido amplo, cristãos, judeus, muçulmanos e até ateus "comungam de um patrimônio entendido como ideal de justiça e civilização". Os dizeres do artigo, nem sempre teologicamente bem elaborados, muito significam, propostos por um periódico que não poupa críticas a expressões do Transcendental.
* * *
Na época de Natal, as revistas ilustradas costumam apresentar artigos sobre o tema da época, muitas vezes incorretos e preconceituosos. Ora em 27/12/06 VEJA oferece ao público uma visão do que o mundo ocidental deve ao Cristianismo. As ponderações de VEJA, assinadas por Reinado Azevedo serão parcialmente transcritas e comentadas a seguir.

SOMOS TODOS CRISTÃOS
Cristo é e seguirá sendo a principal referência do que reconhecemos no Ocidente como a "nossa" cultura. Católicos, protestantes, judeus, islâmicos, budistas, espíritas, agnósticos, ateus - não importa. Comungamos de um patrimônio que entendemos como ideal de civilização e de justiça
Reinaldo Azevedo

Quando, no começo deste mês, arqueólogos do Vaticano desenterraram o sarcófago com os restos mortais do apóstolo Paulo, nascido no ano 10 e decapitado em 67, vinham à luz alguns séculos de civilização, de que a mensagem de Cristo é, a um só tempo, conseqüência e causa. Combatido, submetido ao obscurantismo politicamente correto e tomado como inimigo das minorias multiculturalistas - tão mais barulhentas quanto mais minoritárias - o cristianismo, não obstante, guarda as chaves do humanismo moderno e da democracia e constitui o que o homem tem produzido de melhor em pluralismo, tolerância e, creiam!, avanço científico. "A humanidade produz bíblias e armas, tuberculose e tuberculina (...), constrói igrejas e universidades que as combatem; transforma mosteiros em casernas, mas nas casernas coloca capelões militares", escreveu o romancista austríaco Robert Musil (1880-1942) em O Homem sem Qualidades. Falamos de uma "civilização" que parece ser a improvável história de um permanente paradoxo. E, no entanto, ela avança, sempre duvidando de si mesma, mergulhada às vezes no horror, mas se recuperando, em seguida, para a maravilha.
Depois de Jesus, é Paulo que vem à luz como o homem mais importante do cristianismo, verdadeiro fundador da teologia cristã. Com um édito do imperador Constantino em 313, a seita minoritária, nascida entre judeus da Galileia, tornava-se uma das religiões do Império Romano. Cessava a perseguição ao cristianismo e aquele foi um dos marcos da longa marcha que se anuncia acima. Como se operou o milagre? O sociólogo americano Rodney Stark sustenta que uma das raízes da expansão cristã é a caridade - elevada por Paulo à condição de primeira virtude. E a outra são as mulheres. Em The Rise of Christianity: a Sociologista Reconsiders History, Stark, professor de sociologia e religião comparada da Universidade de Washington, lembra que, por volta do ano 200, havia em Roma 131 homens para cada 100 mulheres e 140 para cada 100 na Itália. Ásia Menor e África. O infanticídio de meninas - porque meninas -e de meninos com deficiência era "moralmente aceitável e praticado em todas as classes". Cristo e o cristianismo santificaram o corpo, fizeram-no bendito, porque morada da alma, cuja imortalidade já havia sido declarada pelos gregos. Cristo inventou o ser humano intransitivo, que não depende de nenhuma condição ou qualidade para integrar a irmandade universal. As mulheres, por razões até muito práticas, gostaram.
No casamento cristão, que é indissolúvel, as obrigações do marido, observa Stark, não são menores do que as das mulheres. A unidade da família é garantida com a proibição do divórcio, do incesto, da infidelidade conjugal, da poligamia e do aborto, a principal causa, então, da morte de mulheres em idade fértil. A pauta do feminismo radical se volta hoje contra as interdições cristãs que ajudaram a formar a família, a propagar a fé eproteger as mulheres da morte e da sujeição. Embora a cultura helénica, grega, matriz espiritual do Império Romano, tenha sido fundamental na expansão do cristianismo, o mundo estava diante de uma nova moral. Quando Constantino assina o Édito de Milão, a religião dos doze apóstolos já somava 6 milhões de pessoas.
Stark demonstra ser equivocada a tese de que aquela era uma religião apenas dos humildes. O "cristianismo proletário" serve ao proselitismo, mas não à verdade. A nova doutrina logo ganhou adeptos entre as classes educadas. Provam-no os primeiros textos escritos por cristãos, com claro domínio da especulação filosófica. Mas não só. Se o cristianismo era uma religião talhada para os escravos - "os pobres rezarão enquanto os ricos se divertem" (em inglês, dá um bom trocadilho: "the poor will pray while the rich play") - Stark prova que o novo credo trazia uma resposta à grande questão filosófica posta até então: a vitória sobre a morte.

COMENTANDO...
O artigo de Ronaldo Azevedo sugere algumas reflexões:

1. Patrimônio cultural
O autor não quer dizer que somos todos cristãos por professarmos a mesma fé, mas sim porque somos herdeiros de um mesmo patrimônio cultural inspirado pelo Evangelho. Na verdade o Cristianismo acarretou uma visão nova das realidades terrestres; pôs em relevo a dignidade da pessoa humana, especialmente da mulher, da criança e do escravo. Tenha-se em vista a passagem de uma carta na qual São Paulo recomenda a Filemon o escravo fugitivo Onésimo: "Talvez ele tenha sido retirado de ti por um pouco de tempo, a fim de que o recuperasses para sempre, não mais como escravo, mas, bem melhor do que como escravo, como irmão amado... segundo o Senhor" (Fm 15s).
O Cristianismo também abriu os horizontes dos homens, incitando-os a explorar as maravilhas da obra da criação. Assim libertou os homens do pavor que crenças mitológicas suscitavam nos antigos pagãos.
Este patrimônio cultural é tão rico que os povos da Ásia e da África vêm ao Ocidente a fim de se impregnar de seus valores.

2. A expansão do Cristianismo
O articulista de VEJA fala também da expansão do Cristianismo num mundo hostil e perseguidor, sem que os arautos da Boa-Nova pudessem contar com algum recurso a não ser o esplendor mesmo da verdade apregoada. A mensagem cristã parecia corresponder às mais profundas aspirações do ser humano a tal ponto que o escritor Tertuliano podia dizer: "Ó alma humana naturalmente cristã!". Explicitando melhor, podem-se assinalar os seguintes fatores que se opuseram a rápida propagação do Cristianismo, mas foram superados.

1) O Mundo Pagão

a) Os destinatários greco-romanos aos quais se dirigia a pregação cristã, achavam-se em nível moral extremamente baixo: os vícios eram não somente praticados, mas até venerados nas figuras das divindades do paganismo. A sodomia, o adultério, o lenocínio, o infanticídio, a crueldade constituíam, por vezes, o espetáculo púbico tanto dos nobres como das massas. Ver Rm 1, 26-32.
Foi precisamente a esse mundo que os arautos cristãos pregaram a Moral mais pura e exigente: "Bem-aventurados os que têm o coração puro,... os que têm o espírito de pobre,... os que choram". Apresentavam como troféu uma cruz, que, para os antigos, devia ser o que uma forca é para nós. Quem se convertesse, devia contar com a perspectiva da perseguição e do martírio. Não obstante, em um século milhões de pessoas aceitaram tal mensagem dura e acolheram o martírio como festa nupcial.
No séc. II podia S. Justino dizer aos pagãos:
"Nós, que nos afogávamos na impureza, agora abraçamos a castidade; nós, que praticávamos a magia, agora nos consagramos ao Deus bom e eterno. Outrora procurávamos acima de tudo o ouro e as riquezas, - agora os pomos em comum e fazemos que os pobres os compartilhem. Outrora éramos divididos pelos ódios e as vinganças; considerávamos como estrangeiros os que não eram da nossa estirpe; agora, porém, convivemos em paz e oramos por nossos inimigos. Isto tudo acontece a partir do dia em que conhecemos a religião de Cristo" (I Apologia 14).
Verdade é que também os filósofos estóicos (Sêneca, Epicteto ...) apresentavam ao mundo uma moral elevada. Mas tiveram poucos seguidores; o estoicismo ficou sendo um fenômeno confinado a grupos de intelectuais e aristocratas. Ao contrário, o Cristianismo foi contagiante para todas as categorias da população pagã.
Ainda outros obstáculos ao Cristianismo merecem menção:

b) Jesus era um judeu, filho de estirpe desprezada por todos os povos de sua época, em particular por gregos e romanos. Mais ainda: os cristãos eram tidos como membros de uma seita judaica, adeptos de superstição funesta e de uma das crenças mais abjetas que haviam entrado em Roma.
Esse mesmo Jesus passara por réu, condenado ao suplício mais degradante, após processo legal. Em vista do que, dizia São Paulo que "pregar o Cristo crucificado constituía "escândalo para os judeus e loucura para os pagãos" (1 Cor 1, 23).

c) O Cristianismo se apresentava como religião exclusivista em relação às demais crenças religiosas. Apregoava monoteísmo rígido, sem tolerar o mínimo vestígio de sincretismo, profligava até os deuses de Roma -oque parecia pôr em perigo a subsistência de Roma e dava motivo a que os cristãos fossem acusados de lesa-prática e ódio ao gênero humano.

d) A conversão ao Cristianismo ocasionava freqüentemente dolorosas tragédias de família: por causa de Cristo, houve filhos que se viram deserdados por seus pais, esposas repudiadas ou mesmo acusadas por seus maridos diante dos tribunais, crianças martirizadas em presença dos genitores. Quem se convertesse ao Evangelho, corria o risco de sofrer o confisco de seus bens, a perda de um cargo público, graves calúnias, miséria e desprezo.
Em uma palavra, pode-se dizer que o Cristianismo encontrou, conjuradas contra si, todas as forças de que uma sociedade pode dispor: o poder governamental e a opinião pública, a ciência dos intelectuais e os preconceitos do povo, a polícia e as leis... Sustentou a luta durante quase três séculos, e saiu vencedor.

2) Insuficiência de meios
Os recursos mediante os quais o Cristianismo se difundiu foram os mais exíguos possíveis.
Os primeiros arautos da Boa-Nova não eram filósofos, nem oradores, mas um grupo de homens rudes que não tinham aprendido a falar senão o próprio dialeto; ignoravam os métodos da propaganda, não tinham em si mesmos nem coragem, nem poder de fascinação nem senso de organização... Não obstante, foi deles que procedeu a conquista do mundo greco-romano. O mais poderoso Império da antiguidade se defrontou com uma população de fiéis inermes, que se deixaram degolar e queimar vivos..., finalmente a vitória coube não ao Império, mas ao ideal dos mártires (em 313, foi promulgada a Paz de Milão).
Dirá talvez alguém: o Cristianismo prevaleceu porque esposou a causa dos míseros e oprimidos, despertando neles a esperança de uma redenção social... Em verdade, não se poderia dizer que os primeiros arautos do Evangelho hajam prometido aos pequeninos bem-estar terrestre, mudança de condições econômicas ou sociais, liberdade civil..., ao contrário, o que eles podiam prever para seus seguidores eram insultos e perseguições. Donde se pode concluir com São Paulo (1Cor 2, 1-5) que o sucesso da pregação cristã não se explica por fatores e artifícios humanos, mas unicamente por intervenção da Providência Divina, que houve por bem produzir com recursos inadequados os mais estupendos efeitos.
Há, porém, quem recorde, a esta altura, a notável expansão do Budismo e do Islamismo, que hoje em dia contam milhões de adeptos. Em resposta, deve-se observar que budistas e maometanos não sofreram três séculos de perseguição ao nascer. O Budismo ficou outrora confinado aos povos da Ásia. Quanto ao Islamismo, chegou mesmo a servir-se da guerra santa para garantir a sua propagação. Ao contrário, a difusão do Evangelho no Império Romano se fez mediante pregação e persuasão apenas, num ambiente hostil.

3) Revolução Moral
Há ainda outro tópico importante a considerar nas origens da Religião Cristã: a renovação moral que ela acarretou para a humanidade.
Considere-se a família no Império Romano. - As leis civis permitiam o aborto, o infanticídio, a venda dos filhos... A consciência de Séneca, um dos maiores moralistas romanos, não se surpreendia diante de tais crimes; ao contrário, observava:
"Quando matamos os cães furiosos... e submergimos as crianças fracas ou monstruosas, não o fazemos movidos pela cólera, mas pela razão'' Sobre a ira I, 1.5).
A mulher, no paganismo, era vilipendiada pela poligamia, o adultério, o divórcio, a prepotência do marido... Depois de casada, podia ser tratada pelo esposo como um objeto qualquer de propriedade dele; podia ser repudiada por motivos fúteis ou ser entregue em herança como um ser inanimado.
O Cristianismo reformou esses costumes; reconheceu na mulher a dignidade da natureza do próprio homem; de instrumento da volúpia, transformou-a em companheira e conselheira do marido, destinada a compartilhar com ele as responsabilidades do lar e a educação dos filhos. A Moral cristã rejeitou o aborto, condenou o infanticídio e proibiu a venda dos filhos. Declarou o matrimônio uno e indissolúvel, e enalteceu o valor da prole. Observa muito bem Giovanni Albanese:
O pai pagão que incita a ama a lançar o filho recém-nascido ao lixo da rua... O mártir cristão Leônidas, que descobre o 'peito de seu filhinho Orígenes adormecido e o beija com veneração como sendo o templo do Espírito Santo: eis concretizados dois mundos, duas filosofias" (Alla ricerca della fede. Assisi 1969, pág. 276).
Observa-se também o influxo do Cristianismo sobre a sociedade civil. - A tirania e o despotismo foram condenados, a autoridade reconhecida dentro dos justos limites. O homem aprendeu, pela primeira vez na história, que ele é livre do fato e do destino, livre para viver segundo a sua consciência. O Cristianismo, embora não tenha excitado os homens à rebelião armada, formulou e difundiu os princípios de igualdade e fraternidade em virtude dos quais seriam paulatinamente repudiadas as discriminações baseadas sobre a raça, o sexo, a prepotência, a política, a nacionalidade. Foi o Cristianismo que pela primeira vez proclamou aos homens: "Já não há judeu, nem grego, nem escravo nem livre; nem homem nem mulher - mas todos sois um só em Cristo" (Gl 3, 28).
O Evangelho ensinou que não há estrangeiros a odiar, nem bárbaros a escravizar, mas apenas, e em toda parte, irmãos a amar: "Amai os vossos inimigos e orai por vossos perseguidores" (Mt 5, 44). Por isto podia Tertuliano (séc. Ill) dizer "Só reconhecemos uma república para todos: o mundo" (Apologético 38).
O Cristianismo, portanto, foi a grande revolução moral da história. Soube transformar os homens a partir de qualquer nível moral, elevando-os ao heróico exercício da virtude através de todos os séculos.
Não há dúvida, nem todos os cristãos são o que deveriam ser. No quadro destas páginas, porém, basta mostrar que o Evangelho possui a força para transformar os homens, desde que estes se deixem penetrar por ele. De resto, se tantos cristãos são pouco edificantes, eles o são não em conseqüência do Cristianismo, mas por incoerência com o Cristianismo, não por serem cristãos, mas por serem pouco cristãos.

Em conclusão: a rápida expansão do Cristianismo nos primeiros séculos, apesar dos ingentes obstáculos que encontrou, e da exiguidade de meios com que contou, expansão que marcou profundamente os rumos da história, esse fenômeno parece não encontrar explicação satisfatória no mero jogo dos fatores humanos. É, antes, o sinal de que Deus mesmo é o Autor e Sustentáculo da Religião Cristã.

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